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Wave Digital 2026-5

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PAIS Feliz Dia dos

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Marcello DiGiovanni Vice -President

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Jaime Cor tez E-Board Member E-Board Member

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Teresa Botelho

Editor-in-Chief / Rédacteur en chef

Teresa Botelho

Editorial Team / Équipe éditoriale

This issue / Ce numéro

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Ana Carolina Botelho

Izabel Dolhy

Teresa Botelho

Editorial Design / Design éditorial

Creative Team Canada

Translation / Traduction

Rosemary Baptista, English & French

Sales / Ventes

Hamilton: Rosemary Baptista

Local / National: Teresa Botelho

National distribution / Distribution nationale

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National: Canada Post

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ISSN (Print) 1923-1865

ISSN (Online) 1923-1873

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Cover Price / Prix de couverture: $8

Subscription / Abonnement: $25/year (Canada only)

Wave Magazine is an ethnocultural publication based in Ontario, operating with a lean structure and no formal employees. We cultivate dynamic collaborations with professionals who contribute on a pro-bono basis or as freelancers, engaged per project.

Wave Magazine est une publication ethnoculturelle basée en Ontario, opérant avec une structure légère et sans employés permanents. Nous cultivons plutôt des collaborations dynamiques avec des professionnels qui contribuent bénévolement ou à titre de pigistes, engagés selon les projets.

WAVE MAGAZINE 2026 DIGITAL Nº 5

5 Leia nesta edição – Resumo editorial

6 Entrevista com Maria Junqueira – Entre croquis, histórias e tecidos. O universo criativo de uma jovem estilista

12 Retrospectiva esportiva 20 anos – A Copa do Mundo através dos olhos de brasileiros e portugueses

17 Pubs Family-friendly – Gastronomia durante o dia, festival de cervejas durante a noite

22 Rodrigo Almeida – Cantor luso-brasileiro aposta em emoções com a nova música: Na Tela da Sala

24 Redefining strength – Men, fatherhood, and mental well-being (English content)

26 Receita – Dadinhos de mandioca

Leia nesta edição

Acapa desta edição celebra a recente goleada histórica do Canadá contra o Catar, por seis a zero, em Vancouver. É a primeira vitória da seleção masculina em uma Copa do Mundo. No clima de Copa, fazemos uma viagem pelos últimos 20 anos do maior evento do futebol, relembrando momentos inesquecíveis vividos por brasileiros e portugueses. Uma retrospectiva que mostra como o esporte segue unindo famílias e despertando paixões.

Conheça a trajetória inspiradora de Maria Junqueira, jovem estilista carioca que transformou o talento cultivado desde a infância em uma marca de moda sob medida, conquistando espaço com criatividade e sensibilidade cultural.

Para quem busca novas experiências, apresentamos alguns dos family-friendly pubs de Toronto, espaços que combinam excelente gastronomia, ambiente acolhedor e opções para todas as idades. Perfeitos para celebrar o Dia dos Pais, reunir

amigos ou acompanhar os jogos da Copa em um clima descontraído.

A música também marca presença nesta edição com Rodrigo Almeida. O cantor luso-brasileiro fala sobre sua nova canção —Na Tela da Sala— uma obra carregada de emoção e histórias que refletem sentimentos universais.

Nesta edição, fazermos uma reflexão sobre um tema cada vez mais relevante: o papel dos homens na sociedade contemporânea, a paternidade moderna e a importância da saúde mental masculina. Uma reflexão sobre força, vulnerabilidade e bem-estar emocional.

E a tradicional receita desta edição?

Dadinhos de mandioca. Super fácil de fazer, é um verdadeiro golaço culinário: rápido, prático e sempre um sucesso entre amigos e familiares.

Boa leitura!

Maria Junqueira

– Entre croquis, histórias e tecidos –

O universo criativo de uma jovem estilista

Dosprimeiros desenhos na infância ao comando do próprio ateliê, Maria Junqueira construiu uma trajetória marcada pela criatividade e pelo olhar atento para diferentes referências culturais. Aos 25 anos, a estilista carioca está à frente da Pour Toi, marca especializada em peças sob medida. Ao longo dos anos, diversas experiências contribuíram para ampliar a sua visão sobre moda, incluindo uma passagem por Toronto, onde teve contato com novas influências de estilo e comportamento.

Formada em Design, com habilitação em Moda pela PUC-Rio, Maria decidiu criar uma marca própria após a conclusão do curso. A ideia surgiu da vontade de compartilhar a sua visão estética e de se aproximar de pessoas que valorizavam a moda como expressão de identidade, individualidade e emoção. Foi dessa inquietação que nasceu o ateliê Pour Toi, dedicado à criação de peças sob medida e ao desenvolvimento de projetos exclusivos para mulheres que buscam mais do que uma roupa. A proposta é oferecer uma experiência

Detalhes de criação da estilista Maria Junqueira, Diretora de Criação do Ateliê PourToi (Foto: arquivo pessoal)

"A proposta do Ateliê Pour Tois é oferecer uma experiência personalizada, na qual cada criação traduz a essência, a personalidade e a história de quem a veste." –MariaJunqueira

personalizada, na qual cada criação traduz a essência, a personalidade e a história de quem a veste. “O sob medida vai muito além da confecção de uma peça. Existe um processo de escuta, interpretação e construção que faz com que cada vestido tenha significado”, explica a estilista.

Desde criança, Maria desenvolveu o hábito de desenhar. Inspirada inicialmente pelo universo das princesas da Disney, ela passava horas imaginando figurinos e criando novas versões para as personagens que faziam parte do seu imaginário. Mais tarde, a própria cidade onde cresceu passou a influenciar a sua produção criativa.

O Rio de Janeiro aparece em suas referências por meio das cores, da leveza e da forte relação com a moda praia. Durante a universidade, um dos projetos que mais a marcaram foi a criação de uma coleção de biquínis que combinava elementos da cultura carioca com acabamentos holográficos inspirados nos beach clubs internacionais.

Além das influências brasileiras, experiências internacionais também contribuíram para ampliar seu olhar criativo. Durante uma breve passagem pelo Canadá, Maria observou de perto o estilo urbano presente nas ruas da cidade. A predominância do streetwear e a forte presença da arte urbana em locais como o Graffiti Alley chamaram a sua atenção. “Foi interessante perceber como a cidade influencia a forma de vestir. Mesmo sem perceber,

acabei escolhendo roupas que dialogavam com aquela estética durante a viagem”, relembra.

Embora reconheça as diferenças culturais entre Brasil e Canadá, a estilista acredita que a moda funciona como uma linguagem universal capaz de conectar pessoas, estilos e histórias. Hoje, à frente da Pour Toi, Maria divide o seu tempo entre a criação, o atendimento personalizado e a gestão do negócio. Segundo ela, o maior desafio da jornada empreendedora foi justamente estruturar a empresa e aprender a equilibrar o lado criativo com as responsabilidades administrativas.

Apesar das dificuldades, ela considera que o trabalho artesanal e a atenção aos detalhes são os principais diferenciais do ateliê. Cada projeto passa por diversas etapas de desenvolvimento, incluindo pesquisa de referências, elaboração de croquis, escolha de materiais, provas de modelagem e ajustes personalizados. “Cada cliente chega com uma história diferente. Meu papel é transformar essa história em algo que possa ser vestido”, afirma.

Para a estilista, a moda continua sendo uma forma de expressão pessoal. Em um mercado cada vez mais acelerado e voltado para a produção em larga escala, ela defende um trabalho baseado na exclusividade, na atenção aos detalhes e na valorização dos desejos de cada cliente.

Entrevista com Maria Junqueira

WAVE – Como nasceu o ateliê Pour Toi e em que momento você percebeu que gostaria de transformar a sua paixão pela moda em negócio?

MARIA JUNQUEIRA – A Pour Toi nasceu de uma forma muito inesperada. Passei todos os anos da universidade sem o desejo de ter meu próprio negócio. Mas, logo depois de formada, comecei a enxergar tudo por uma outra perspectiva. Surgiu em mim a vontade de expor o meu trabalho e me aproximar de outras pessoas do meio que também seguiam a mesma linha e compartilhavam valores parecidos com os meus.

WAVE – Desenhar e criar sempre fizeram parte da sua vida? Quais referências da sua infância e da sua vivência no Rio de Janeiro ainda aparecem nas suas coleções?

Maria Junqueira com vestido de confecção própria.

(Foto: arquivo pessoal)

MARIA JUNQUEIRA – Sim, o desenho e a arte de criar fazem 100% parte de quem eu sou, na verdade. Desde criança, eu estava sempre rabiscando alguma coisa, inclusive nos meus cadernos da escola. Mas nem tudo o que eu desenhava era necessariamente relacionado à moda, eu desenhava de tudo um pouco. Falando sobre referências, durante a minha infância, acho que como a maioria das meninas, minhas maiores inspirações eram as princesas da Disney. Eu adorava imaginar novos figurinos para cada uma delas e já conseguia visualizá-los confeccionados. Nada

melhor do que a imaginação de uma criança, não é? Além dessa referência das personagens da Disney, eu, como uma carioca da gema, jamais poderia dizer que o Rio de Janeiro nunca me serviu de inspiração para algum projeto. Estaria mentindo completamente. Lembro de um projeto longo que desenvolvi durante a faculdade, no qual criei, do zero, uma coleção de biquínis com acabamentos em material holográfico. A proposta era fazer uma fusão entre a moda praia carioca e um toque de glamour inspirado nos beach clubs. Foi, sem dúvida, um dos meus trabalhos favoritos dentro da universidade.

Maria Junqueira, dona do ateliê Pour Toi, investe na confecção exclusiva de vestidos sob medida (Foto: Instagram)

WAVE – Você teve a oportunidade de conhecer a moda canadense. Quais foram as suas impressões sobre o estilo e o mercado da moda no Canadá? Existe algo que tenha te inspirado ou chamado mais a sua atenção por aqui?

MARIA JUNQUEIRA – Ainda que a minha visita ao Canadá tenha sido infelizmente muito breve, tive a oportunidade de conhecer Toronto e passar alguns dias imersa na cultura local. Sempre fui muito observadora, ainda mais quando se trata de roupas e estilo. Percebi uma forte presença streetwear entre a maioria das pessoas

que observei. Um fato curioso é que, revendo as fotos dessa viagem, notei que meu estilo pessoal predominante não é exatamente o streetwear, e na verdade nunca foi. Mas, pelo fato de ter passado alguns dias em Toronto e frequentado o Graffiti Alley algumas vezes, percebi que, de forma inconsciente, acabei escolhendo roupas e elementos visuais que dialogavam com esse estilo que observei por lá.

WAVE – Mesmo sem o sonho inicial de ter uma marca própria, hoje você comanda o seu próprio ateliê. Qual foi o maior desafio nesse processo de empreender no universo da moda?

MARIA JUNQUEIRA – Com certeza, para mim, o maior desafio como empreendedora foi a estruturação do negócio. O início foi um pouco mais turbulento, porque eu realmente não sabia por onde começar em relação à criação de uma empresa do zero. Pedi inúmeros conselhos para amigas e colegas que já estavam há mais tempo no mercado, buscando entender como poderia dar os meus primeiros passos de forma mais estruturada. Empreender é um trabalho contínuo, você nunca para. Costumo dizer que é quase como um filho. O comprometimento, a responsabilidade e o amor pelo seu negócio precisam ser constantes. É um processo de construção diária, que exige dedicação, resiliência e muita paixão pelo que se faz.

WAVE – A moda muitas vezes também é uma forma de expressão pessoal. O que você acredita que uma mulher busca quando escolhe uma peça criada pelo seu ateliê?

MARIA JUNQUEIRA – A proposta do ateliê Pour Toi nunca foi apenas confeccionar vestidos sob medida. O sob medida é um processo profundo, cuidadoso e altamente personalizado. Acredito que quem nos procura para a confecção de um vestido, muitas vezes, busca resgatar ou valorizar ainda mais suas próprias características, sua individualidade e a forma como deseja se apresentar ao mundo. Nosso trabalho é traduzir essa essência em uma peça criada exclusivamente para cada mulher. Cada cliente carrega uma história única, e tenho o privilégio de trabalhar ouvindo essas histórias e transformando desejos, referências e sentimentos em algo concreto. Criar, do zero, uma peça que represente exatamente aquilo que cada mulher deseja comunicar é, sem dúvida, uma das partes mais especiais do meu trabalho. Costumo dizer que o ateliê funciona como uma espécie de ponte, onde a peça final comunica tudo aquilo que cada cliente deseja expressar, sem precisar dizer uma única palavra.

Feliz Dia dos Pais!

Retrospectiva esportiva 20 anos de Copa do Mundo através dos olhos de brasileiros e portugueses

Entre 2006 e 2026, o mundo mudou profundamente. Surgiram smartphones, redes sociais, streaming e inteligência artificial. Mas, a cada quatro anos, milhões de pessoas continuaram a repetir o mesmo ritual: reunir a família e amigos diante da tela para acompanhar a Copa do Mundo. Para brasileiros e portugueses, as últimas duas décadas foram uma montanha-russa de emoções.

2006: O sonho português e a despedida de uma geração de ouro

A Copa da Alemanha marcou a melhor campanha de Portugal em 40 anos. Liderada por Luís Figo e pelo jovem Cristiano Ronaldo, a seleção chegou às semifinais e terminou em quarto lugar, reacendendo o orgulho nacional e a visão de um futuro brilhante para futebol português.

Já o Brasil chegou como favorito absoluto, com Ronaldo, Ronaldinho, Kaká e Adriano, mas caiu nas quartas de final diante da França de Zidane. Para muitos brasileiros, foi o fim de uma era de ouro.

2010: Duas seleções, uma frustração

Na África do Sul, Portugal encantou ao dar uma goleada histórica de 7 x 0 na Coreia do Norte, mas foi eliminado nas oitavas de final pela futura campeã Espanha.

O Brasil também caiu diante de uma seleção europeia, a Holanda, nas quartas de final. Um padrão que se repetiria nas décadas seguintes.

2014: A Copa dos sonhos e das lágrimas

Se existe uma Copa impossível de esquecer, é a de 2014. O Brasil sediava o torneio e sonhava conquistar o hexacampeonato em casa. O sonho transformou-se em pesadelo com a derrota por 7 x 1 para a Alemanha, uma das partidas mais marcantes da história do futebol mundial.

Portugal, por sua vez, viveu também uma campanha decepcionante. Uma derrota por 4 x 0 para a Alemanha logo na estreia comprometeu a classificação, e a equipa foi eliminada ainda na fase de grupos.

Muitos pais lembram exatamente onde estavam naquele julho de 2014 — uma memória futebolística que atravessa gerações.

2018: O craque CR7 no auge, Brasil em reconstrução

Na Rússia, o time de Portugal teve um dos momentos mais icônicos de sua história recente quando Cristiano Ronaldo –CR7– marcou três gols contra a Espanha em um empate eletrizante de 3 x 3. Mas a seleção acabaria eliminada pelo Uruguai nas oitavas de final.

O Brasil apresentou um futebol mais consistente e chegou às quartas de final, onde foi derrotado pela Bélgica. A sensação era de que o país estava mais próximo de voltar ao topo, mas o sonho teria de esperar mais quatro anos.

2022: Nova geração, decepções e consagração

A Copa do Catar, para Portugal, foi a melhor campanha desde 2006. A equipe chegou às quartas de final e viu surgir uma nova geração liderada por Bruno Fernandes e Gonçalo Ramos.

Para o Brasil, a eliminação diante da Croácia nos pênaltis foi mais uma grande decepção.

Ao mesmo tempo, o torneio ficou marcado pela consagração de Lionel Messi, que conduziu a Argentina ao título mundial.

2026: Uma Copa com novidades

A Copa do Mundo FIFA de 2026 já entrou para a história antes mesmo da final. Pela primeira vez, o torneio é realizado em três países anfitriões — Canadá, Estados Unidos e México — e conta com um formato expan -

dido para 48 seleções, tornando-se a maior Copa de todos os tempos. Para a comunidade luso-brasileira no Canadá, esta edição tem um significado especial.

O Brasil chega mais uma vez entre os favoritos ao título com uma geração com novos talentos. Sob o comando do técnico Carlo Ancelotti — consagrado no Real Madrid — a seleção vive um momento histórico que busca encerrar o jejum de títulos desde 2002. Agora em 2026, pela primeira vez, a canarinho é comandada por um técnico estrangeiro na luta pelo Hexa.

Portugal, liderado por uma equipe experiente e tecnicamente refinada, sonha em conquistar seu primeiro título mundial e consolidar o legado construído ao longo das últimas duas décadas.

O Canadá vive um momento histórico. Como país-sede, recebe o maior evento esportivo do planeta em seu território e vê sua seleção disputar uma Copa em casa pela primeira vez. O crescimento do futebol canadense, nos últimos anos, transformou o país em uma das histórias mais interessantes do torneio.

Entre bandeiras e torcidas, este campeonato mundial promete criar memórias que serão contadas de pais para filhos por muitos anos.

Vamos todos torcer para os nossos times preferidos: Brasil, Portugal e Canadá!

Goleada histórica

Canadá 6 x 0 Catar na Copa 2026, em

Vancouver

A seleção do Canadá viveu recentemente uma noite inesquecível ao derrotar o Catar por 6 x 0, em uma das atuações mais impressionantes desta Copa do Mundo. Diante de uma torcida empolgada, a equipe canadense dominou a partida do início ao fim, mostrando eficiência ofensiva.

Desde os primeiros minutos, o Canadá assumiu o controle do jogo e pressionou o adversário em busca do gol. O resultado foi uma sequência de belas jogadas e gols que transformaram a partida em uma verdadeira celebração para os torcedores presentes no estádio e para milhões de fãs acompanhando o torneio.

A goleada representa um marco para o futebol canadense. Em um país onde o esporte vem ganhando cada vez mais espaço e popularidade, a vitória reforça o crescimento da modalidade e aumenta a confiança da seleção para os próximos desafios da competição.

Imagem ilustrativa de jogadores do time do Canadá celebrando um gol. (Composição IA - GhatGPT)

PubsFamily-friendly Gastronomia durante o dia, festival de cervejas durante a noite

Celebrar o Dia dos Pais ou se reunir com amigos ou família para assistir jogos da Copa em Toronto pode ser muito mais do que um encontro tradicional em casa ou em um restaurante comum. A cidade oferece uma alternativa cheia de significado: reunir a família em um pub family-friendly. Esses espaços, que unem tradição e modernidade, são mais do que bares — são locais de convivência, gastronomia e cultura, onde famílias podem compartilhar momentos especiais em ambientes diferenciados e acolhedores.

Muitos pubs funcionam como restaurantes com cardápios completos e atmosfera tranquila, ideais para grandes e pequenas famílias com crianças e jovens, ou somente adultos.

Conforme a noite avança, esses ambientes ganham ritmo mais voltado para adultos, com música ao vivo e esportes. Gastronomia de dia e festival de cerveja à noite aparecem como um convite para moradores e turistas vivenciarem a tradição dos pubs ca-

nadenses em sua versão contemporânea. Para isso, oferecem cardápios bem cuidados para públicos diversos, servidos em espaços que pertencem à identidade da cidade.

Em Toronto, a cena multicultural muitas vezes se traduz em pubs que vão do histórico Wheatsheaf Tavern ao moderno Fox on John, todos prontos para transformar o Dia dos Pais em uma celebração marcante. Para quem busca uma experiência que combina história, boa comida e convivência, os family-friendly pubs são uma escolha que ficará na memória da família.

Raízes Históricas dos

Pubs em Toronto

Os pubs no Canadá vieram pela tradição britânica do século XIX, quando colonos da Coroa migraram para essas terras. Esses estabelecimentos ofereciam comida simples,

hospedagem e, sobretudo, bebida alcoólica para soldados, viajantes e mercadores. Além de aquecimento, descanso e alimentação, consolidavam-se como um ambiente de negócios, notícias e vínculos sociais.

Em cidades como Toronto, os pubs desempenharam papel fundamental na vida urbana que nascia. Por exemplo, o Wheatsheaf Tavern, de 1849, é considerado o pub mais antigo em funcionamento da cidade. Já o Miller Tavern, inaugurado em 1857, hoje funciona como restaurante de frutos do mar em Hoggs Hollow.

Esse modelo de estabelecimento sobreviveu ao crescimento urbano e se tornou símbolo histórico e cultural. Mais que os antigos bares, os pubs da atualidade se integram à vida da cidade como espaços de convivência e identidade para um público plural de moradores e turistas.

Os Pubs Como

Espaços de Atualidade e Diversidade

Com o tempo, os pubs deixaram de ser associados apenas ao consumo elevado de álcool e se reinventaram como espaços de lazer e sociabilidade mais amplos. Hoje, combinam tradição e inovação: muitos se transformaram em gastropubs sofisticados, com cardápios completos, ampla oferta de cervejas artesanais e ambientes com arquitetura e decoração que variam do histórico ao contemporâneo —influências britânicas, irlandesas e francesas a espaços modernos com rooftops, bares esportivos, música ao vivo e restaurantes de alta gastronomia.

Imagem ilustrativa família celebrando em um pub family-friendly (Foto: gerada por IA- Gemini)

Dicas de Seis Familyfriendly Pubs em

TO

Os pubs de Toronto são uma opção diferente e acolhedora para reunir a família não só no dia dos pais mas em qualquer ocasião. Seguem algumas sugestões, sendo importante verificar a adequação para crianças e a necessidade de reservas com antecedência.

1. The Queen & Beaver Public House — 35 Elm St. Inspirado nos pubs britânicos. Durante o dia, recebe famílias em ambiente tranquilo. À noite, torna-se ponto de encontro, principalmente para amantes de esportes. É um espaço que combina autenticidade inglesa com acolhimento familiar.

2. C’est What? — 67 Front St E.

Localizado no centro histórico, é um pub subterrâneo com cardápio canadense e ampla seleção de cervejas artesanais. Durante o dia, o ambiente intimista e com atmosfera cultural é acolhedor para famílias.

3. Firkin Pubs — Rede com temática britânica, conta com diversas unidades na cidade. Muitas delas oferecem brunch e almoço com um cardápio variado que atende a diferentes idades. Durante o dia, acolhem famílias e à noite, voltam-se ao público adulto.

Fachada do Pub C'est What (Foto: Instagram)
Fachada do Pub The Queen & Beaver (Foto: Instagram)
Fachada do Firkin on Yonge (Foto: Instagram)

4. Fox on John — 106 John St #3, no coração do Entertainment District, combina modernidade com pátio espaçoso. Durante o dia, é comum ver famílias aproveitando brunchs e refeições em grupo. Um dos pontos altos é a vista para a CN Towers, do pátio interno. Tem uma localização bem central na cidade, perto do Rogers Centre.

5. Loose Moose / Antler

Room — 146 Front St W. Com mais de 65 opções de cervejas e cardápio criativo, é conhecido pelo ambiente descontraído. Durante o dia, funciona como restaurante acessível para famílias, especialmente pela localização próxima à Union Station.

6. The Wheatsheaf

Tavern — 667 King St W. O pub mais antigo em funcionamento da cidade, fundado em 1849. Durante o dia, oferece cardápio clássico e ambiente comunitário, acolhendo famílias que desejam vivenciar a tradição. À noite, ganha ritmo com música ao vivo e esportes.

Além dos pubs, vários restaurantes e bares brasileiros e portugueses também irão transmitir os jogos da Copa. Que tal assistir e torcer junto com a comunidade?

Fachada do Fox on John (Foto: Instagram)
Placa do Loose Moose / Antler Room (Foto: Instagram)
Fachada do The Weatsheaf Tavern (Foto: Instagram)

Rodrigo Almeida

Cantor luso-brasileiro aposta em emoções com nova música Na Tela da Sala

Filho da cantora brasileira Ellen de Lima, famosa desde a época áurea do rádio, e de pai português, ele ressalta a importância dessa conexão cultural em sua carreira: “Sou luso-brasileiro, e o meu pai era português. Por isso, Portugal sempre fez parte da minha história e da minha identidade.”

A música Na Tela da Sala está disponível em plataformas digitais

Ocantor Rodrigo Almeida acaba de lançar a sua nova música —Na Tela da Sala— disponível em todas as plataformas digitais. A canção marca mais um passo na trajetória do artista luso-brasileiro, que vem conquistando espaço com sua interpretação marcante e sua aposta no samba romântico.

Segundo Rodrigo, a música tem um significado especial por ter sido inspirada em uma história real. “As expectativas são muito positivas, até porque Na Tela da Sala foi inspirada em fatos reais. Acredito que, quando uma música nasce de uma história verdadeira, ela cria uma ligação mais forte com o público”, afirma.

O artista destaca que o processo de criação de uma canção é algo muito pessoal e comparável ao crescimento de um filho. “Costumo dizer que uma canção é como um filho: nasce de uma ideia, cresce durante o processo de composição e produção e, depois, ganha vida própria quando chega às pessoas. A minha expectativa é que o público se identifique com a história e faça desta música também um pouco da sua história”, completa.

Com mais de 15 anos vivendo em Portugal, Rodrigo carrega em sua identidade artística as influências dos dois países. Filho da cantora brasileira Ellen de Lima, famosa desde a época áurea do rádio, e de pai português, ele ressalta a importância dessa conexão cultural em sua carreira. “Sou luso -brasileiro, e o meu pai era português. Por isso, Portugal sempre fez parte da minha história e da minha identidade”, conta. Ao longo dos anos, o cantor tem acompanhado de perto a receptividade do público português à música brasileira. “Existe uma ligação cultural muito forte entre os dois países, e o público português demonstra um

Rodrigo Almeida (Foto: divulgação)

carinho especial pela nossa música, sobretudo pelas canções românticas, que falam de amor, de emoções e de histórias que fazem parte da vida de todos nós”, destaca.

A nova faixa traz elementos de emoção, nostalgia e identificação, inspirando-se na sonoridade dos grandes sambas românticos que marcaram os anos 1990. "A Tela da Sala é uma música que mistura emoção, nostalgia e identificação. Ela retrata uma história que muitas pessoas já viveram, embalada pela sonoridade dos grandes sambas românticos dos anos 90. É uma canção feita para mexer com as emoções e trazer boas recordações a quem a ouvir”, explica.

Entre as referências que moldaram a trajetória musical do artista estão nomes consagrados da música romântica como Luis Miguel, Emílio Santiago, Roberto Carlos, Alexandre Pires, Michael Bublé e Dick Farney. Atualmente, Rodrigo também busca inspiração nos grupos de samba romântico que fizeram sucesso no final dos anos 1990, resgatando elementos que marcaram uma geração.

O cantor celebra ainda a forma como o público português tem recebido o seu trabalho. “Tenho sido muito bem recebido pelo público português ao longo destes anos. Nesta fase mais voltada para o samba romântico, senti uma identificação muito bonita com músicas como Princesa dos Meus Sonhos, Infiel, Pecado e, agora, Na Tela da Sala", afirma.

Para Rodrigo Almeida, o sucesso das canções está diretamente ligado à sinceridade das histórias que elas contam. “O carinho que recebo nos concertos e nas redes sociais mostra que a boa música continua a encontrar o seu espaço. Fico feliz por perceber que estas canções, inspiradas em histórias e sentimentos reais, conseguem criar uma ligação tão forte com o público português”, conclui.

Na Tela da Sala, a nova música de Rodrigo de Almeida, está disponível em plataformas digitais. Mais informações podem ser acompanhadas pelo Instagram: @rodrigoalmeidasinger

Rodrigo Almeida (Foto: divulgação)

Redefining Strength Men, Fatherhood, and Mental Well-Being

Inmy last article, I wrote about the importance of women and the societal pressures they continue to navigate. It felt only natural, then, that for Father’s Day I turned my attention to the equally important role of fathers, the role of men, and the expectations placed upon them. In today’s world, conversations about identity, roles, and emotional well-being are evolving, but one important perspective often remains in the background: the role and inner lives of men. Men are frequently seen as pillars of strength and yet, the complexity of what that truly means is rarely explored in depth.

For many men, the role of provider extends far beyond responsibility; it becomes intertwined with their identity, purpose, and self-worth. Across cultures, men are often raised to believe that their value is tied to what they can offer: financial stability, protection, and leadership within their families. While this role can be fulfilling, it can also carry immense pressure. The expectation to “always be strong” leaves little room for vulnerability or uncertainty.

As fathers, men play an irreplaceable role. A father’s presence shapes a child’s emotional development, confidence, and understanding of relationships. Beyond discipline and protection, modern fatherhood is increasingly rooted in emotional connection, which means showing up fully, listening with intention, and nurturing with care and guidance. Once undervalued, these qualities are now seen as essential in shaping well-rounded, emotionally healthy children.

As husbands and partners, men often strive to be anchors in their

relationships. They are not just expected to support, provide, and lead but are constantly expected to be emotionally available, communicative, and empathetic. However, balancing these expectations can be challenging, especially when many men were never taught how to express emotions openly or navigate emotional intimacy.

This brings us to a topic that is still not talked about enough: men’s mental health. Despite growing awareness around mental health in general, men often remain silent sufferers. Societal expectations have long discouraged men from expressing vulnerability. Phrases like “man up,” “be strong,” or “don’t show weakness” continue to shape how many men process their emotions. Research shows that traditional expectations of masculinity often discourage emotional expression, leading some men to cope with mental health struggles through risky behaviors such as binge drinking and substance use. While these actions may temporarily mask feelings of stress, anxiety, or depression, they often create a cycle that worsens both mental and physical health. Over time, these patterns are linked to more serious outcomes, including chronic illness and higher rates of early mortality, highlighting the long-term impact of unaddressed mental health challenges in men.

Men are less likely to seek help for mental health challenges, not

because they don’t need it, but because they feel they shouldn’t. There is a quiet burden carried by many, accompanied by the fear of judgment, fear of appearing weak, or even fear of failing in their roles as providers and protectors. The reality is that true strength is not found in silence; it lies in honesty. Men who acknowledge their struggles, seek support, and prioritize their mental well-being are not weak; they are resilient. In doing so, they set a powerful example not only for their partners, but for their children and the generations that follow.

To change this narrative, we need to create spaces where men feel safe to speak, where vulnerability is seen as courage, and where mental health is treated as a fundamental part of overall well-being and not an afterthought. Encouraging open conversations, normalizing therapy, and teaching boys from a young age that emotions are human, not gendered, are essential steps forward. Men are more than their roles. They are not just providers, protectors, or problem-solvers; they are individuals with emotions, struggles, and dreams. Recognizing their importance also means recognizing their humanity.

(*) Izabel Dolhy is Registered Psychotherapist (Q) and Clinical Director at Inner Clarity Wellness and Mental Health Clinic: https://innerclaritywellness.ca

Dadinhos de mandioca

Uma

receita perfeita para acompanhar os jogos da Copa

Por Teresa Botelho, Toronto

Aprendi

esta receita ao assistir a um vídeo compartilhado pela brasileira Rita Lobo, uma verdadeira craque da gastronomia e da tendência "comida de verdade". Super fácil de fazer, ela garante que este é um verdadeiro golaço culinário: rápido, prático e sempre um sucesso entre amigos e familiares.

Ingredientes

(Aperitivo para 4-6 pessoas)

• 500 g de mandioca-manteiga descascada (fresca ou congelada)

• 1 colher (chá) de sal

• Pimenta-do-reino a gosto

• 150 g de queijo parmesão ralado

Preparo

1. Corte a mandioca em pedaços para facilitar o cozimento. Cozinhe na panela de pressão por cerca de 15 minutos após pegar pressão. Se preferir, cozinhe em uma panela comum, em fogo médio, até ficar bem macia (aproximadamente 30 minutos).

2. Escorra toda a água e retire as fibras mais duras da mandioca. Não se preocupe se ela se desfizer, pois será transformada em um purê.

3. Amasse bem a mandioca ainda quente e tempere com sal e pimenta-do-reino a gosto.

4. Acrescente o queijo parmesão ralado e misture tudo, até obter uma massa homogênea.

5. Espalhe a massa sobre uma superfície forrada com plástico-filme, modele em formato retangular e leve à geladeira por, no mínimo, 3 horas. A massa pode permanecer refrigerada por até 3 dias.

6. Quando estiver firme, corte a massa em cubinhos e coloque-os na air fryer por cerca de 15 minutos, ou até que estejam dourados por fora.

7. Pronto! Os dadinhos ficam douradinhos e crocantes por fora, com um interior macio e irresistível!

Imagem ilustrativa (Foto: © Gaurav Masand)

A WAVE É MINHA LEITURA PREDILETA

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