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Boletim Bairro a Bairro - ano 25, nº 1, abr. 2021

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Universidade Federal de Minas Gerais- Ano 25- N°1- Abril de 2021

Quem é? - p. 3

Hora da leitura - p. 6 MORE GREAT STORIES INSIDE:

Receita - p. 7

Camera Club Launches Exhibit - 3

MÊS DA LITERATURA INFANTIL!

Estamos de volta com nosso primeiro boletim de 2021! Esperamos trazer um conteúdo que os ajude a refrescar a cabeça nesse momento tão difícil. Na edição de hoje, vamos falar sobre como surgiu a literatura infantil, assim como a história de uma das maiores escritoras nacionais, além de uma receita deliciosa que vai te dar água na boca! Vamos lá?

Para saber mais:

O BOLETIM DO CARRO BIBLIOTECA DA UFMG PARA SUA COMUNIDADE!

@carrobiblioteca / site: carrobib.eci.ufmg.br


Expediente

EXPRESSÃO DO MÊS

Projeto Boletim Bairro a Bairro Edição: Alan Francisco de Paula Bárbara Vitória Fernandes dos Reis Projeto gráfico e diagramação Alan Francisco de Paula Bárbara Vitória Fernandes dos Reis Coordenação e Revisão Evaldo Alves

Carro-Biblioteca Coordenação do Carro-Biblioteca Prof. Marina Cajaíba da Silva Horta Bibliotecário Responsável Evaldo Alves Coordenadora e Secretária do Cenex Gilma Pereira Funcionário administrativo Edson Lucide do Nascimento (motorista) Bolsistas Alan Francisco de Paula Bárbara Vitória Fernandes dos Reis

Projetos associados - coordenadores/cocoordernador Projeto Conto e Reconto Prof. Eduardo Valadares da Silva Projeto Rádio Janela Prof. Marina Cajaíba da Silva Horta Profª Maria Guiomar da Cunha Frota

BATER UMA BABA

"Bater uma baba", na Bahia, quer dizer jogar bola ou "jogar uma pelada".


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Cecília Meireles foi uma poetisa, professora, jornalista e pintora brasileira. É mais conhecida pelos seus poemas infantis, mas também já escreveu para um público maduro, como nos livros “Romanceiro da Inconfidência” e “Mar absoluto e outros poemas”. Por falar em reconhecimento, com certeza, você já ouviu o poema Ou isto ou aquilo, A bailarina e Violão e o vilão, seja na escola ou não. Este último poema, apesar de ser para crianças - utilizado normalmente nos anos iniciais para aprender a pronúncia da letra “V” - é possível interpretar o conteúdo de outras formas além do sentido literal! Você já percebeu?

Ilustração de Odilon Moraes

A poesia, na verdade, abre diversas portas para a imaginação e a interpretação. Para as crianças, já que estamos falando de literatura infantil nesse mês, trouxemos “A bailarina” para Hora da Leitura na página 6. Mas, que tal antes conhecer um pouco da vida de Cecília Meireles?

Perdeu o pai poucos meses antes de seu nascimento e a mãe logo depois de completar 3 anos. Foi criada por sua avó materna, a portuguesa Jacinta Garcia Benevides. Faleceu no dia 9 de novembro de 1964 aos 63 anos de idade, também no Rio de Janeiro. (FRAZÃO)

Formação Cecília Meireles fez o curso primário na Escola Estácio de Sá, onde recebeu das mãos de Olavo Bilac - jornalista, contista, cronista e poeta importantíssimo brasileiro - a medalha do ouro por ter feito o curso com louvor e distinção. Em 1917 formou-se professora na Escola Normal do Rio de janeiro e estudou música e línguas. Além disso, passou a exercer o magistério em escolas oficiais do Rio de Janeiro. (FRAZÃO)

Carreira Em 1919, Cecília Meireles lançou seu primeiro livro de poemas, "Espectros" com 17 sonetos de temas históricos. Por ter estudado muito o folclore brasileiro, colaborou na imprensa carioca escrevendo sobre o assunto. Ademais, atuou como jornalista em 1930 e 1931 e publicou vários artigos sobre educação. Em 1934, Cecília Meireles funda a primeira Biblioteca Infantil do Brasil, no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro. Mais tarde, no Chile, foi inaugurada a “Biblioteca Cecília Meireles” em 1964 na província de Valparaíso. Em 1953, Cecília Meireles foi agraciada com o título de “Doutora Honoris Causa” pela Universidade de Déli, na Índia. (DIANA)

Nascimento e falecimento Cecília Benevides de Carvalho Meireles (19011964) nasceu no Rio de Janeiro no dia 7 de novembro de 1901. (FRAZÃO)

Cecília Meireles foi homenageada em uma cédula lançada em 1989. (Site: Britannica Escola)


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Mês da Literatura Infantil O mês de abril pode ser considerado o “Mês da Literatura Infantil” pois nele são celebradas duas datas importantes: no dia 02/04, comemora-se o Dia Internacional do Livro Infantil, criado no ano de 1967 em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen, famoso por obras como O patinho feio e A pequena sereia; e, no Brasil, temos no dia 18/04 o Dia Nacional da Literatura Infantil. A data nacional foi instaurada no ano de 2002, em homenagem ao escritor Monteiro Lobato, precursor da literatura infantil brasileira com As Reinações de Narizinho e todo o universo de O Sítio do Pica-Pau Amarelo. Desde pequenos somos apresentados a esse universo literário, mas vocês já pararam pra pensar em como ele surgiu? A literatura infantil, como a conhecemos hoje, surgiu durante os séculos XVI e XVII na Europa, através de escritores como Giambattista Basile (1575-1632), La Fontaine (1621-1695), Charles Perrault (1623-1703), Fénelon (1651-1715), dentre outros. Pode-se dizer que Fénelon inaugurou a dita literatura infantil, embora já existissem compilações de narrativas folclóricas – os famosos “contos de fada” – com o intuito de serem contadas às crianças, como fizeram Giambattista Basile e Perrault. Antes ainda, na tradição greco-romana, temos as fábulas de Esopo e Fedro que, embora originalmente não se direcionassem às crianças, posteriormente foram

O escritor Hans Christian Andersen

nesta relação de textos que comumente chamamos de “literatura infantil”. No entanto, o que exatamente caracteriza essa literatura infantil? Segundo a escritora Lígia Cademartori, a literatura infantil é “o gênero literário definido pelo público a que se destina”; neste caso, às crianças. O surgimento deste gênero literário está, portanto, ligado ao próprio entendimento do que é ser criança. Até o século XVII, as crianças eram tratadas de forma similar aos adultos no dia a dia. Somente a partir do século XVIII que a criança passa a ser vista como um ser diferente do adulto, tornando-se então alguém cuja educação, necessidades e vivências são pautadas pela idade. A criança é, nesta concepção, pueril e não compreende bem a rea-


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lidade, precisando então de que os adultos que as orientem durante o período de crescimento. Com essa ideia do que é "ser criança", a literatura infantil, em suas origens, teve, então, uma função principalmente de educação moral e pedagógica. Era necessário ensinar aos mais jovens o que era o "certo" e o que era o "errado" – conceitos que podem variar conforme a cultura da época e país. No Brasil, tivemos Monteiro Lobato como o maior expoente da literatura infantil no século XX, através das famosas narrativas que se passam no Sítio do Pica-Pau Amarelo. Contudo, além dele, tivemos ilustres autores que se aventuraram neste universo, como Cecília Meireles (Ou Isto ou Aquilo, de 1964), Clarice Lispector (O Mistério do Coelho Pensante, de 1967), Ruth Rocha (Uma História De Rabos Presos, de 1989), Mario Quintana (Nariz de Vidro, de 1984), Ana Maria Machado (História meio ao contrario, de 1978), dentre vários outros. Até hoje os livros infantis têm papel importante na educação das crianças, principalmente no que se confere à aprendizagem e o desenvolvimento do hábito da leitura. É a primeira porta de entrada de muitos para o universo instigante chamado Literatura.


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HORA DA LEITURA

A BAILARINA Cecília Meireles Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Não conhece nem dó nem ré mas sabe ficar na ponta do pé. Não conhece nem mi nem fá Mas inclina o corpo para cá e para lá Não conhece nem lá nem si, mas fecha os olhos e sorri. Roda, roda, roda, com os bracinhos no ar e não fica tonta nem sai do lugar. Põe no cabelo uma estrela e um véu e diz que caiu do céu. Esta menina tão pequenina quer ser bailarina. Mas depois esquece todas as danças, e também quer dormir como as outras [crianças.

Gostou do poema? Confira mais sobre a autora na página 3 de nossa edição de abril!


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RECEITA DO MÊS

Esse mês vamos indicar uma receita irresistível que sempre dá um gostinho de "quero mais", após comer um pedaço. É o famoso Bolo de Cenoura com Cobertura de Chocolate! Difícil achar alguém que resista a essa gostosura, não é? Então anota aí, e mãos na massa! BOLO DE CENOURA CHOCOLATE*

COM

CORBETURA

DE

Tempo de preparo: Até 2h Serve: 12 porções PARA O BOLO INGREDIENTES 3 cenouras médias (cerca de 360g ou 2 ¼ xícaras (chá) de cenoura descascada e ralada) 4 ovos 1 xícara (chá) de óleo de milho 1 ½ xícara (chá) de açúcar 2 xícaras (chá) de farinha de trigo 1 colher (sopa) de fermento em pó 1 pitada de sal manteiga e farinha de trigo para untar e polvilhar a fôrma MODO DE PREPARO 1. Preaqueça o forno a 180 ºC (temperatura média). Unte com manteiga uma fôrma retangular de 30 cm x 20 cm e 5 cm de altura. Polvilhe com farinha de trigo,

chacoalhe e bata sobre a pia para tirar o excesso. 2. Numa tigela, coloque a farinha, o sal e o fermento, passando pela peneira. Misture e reserve. 3. Lave e descasque as cenouras. Descarte a ponta da rama, corte as cenouras em rodelas e transfira para o liquidificador. 4. Junte o óleo às cenouras cortadas. Numa tigela pequena, quebre um ovo de cada vez e transfira para o liquidificador – se um estiver estragado, você não perde a receita. Acrescente o açúcar e bata bem até ficar liso, por cerca de 5 minutos. 5. Transfira a mistura líquida para uma tigela grande e adicione aos poucos os ingredientes secos, misturando delicadamente com um batedor de arame para incorporar. 6. Com cuidado, transfira a massa para a fôrma e leve ao forno para assar por cerca de 45 minutos. Para saber se o bolo está pronto, espete um palito na massa: se sair limpo, pode tirar do forno; caso contrário, deixe por mais alguns minutos, até assar completamente. Deixe esfriar por 15 minutos antes de preparar a cobertura.


8 PARA A COBERTURA INGREDIENTES ½ xícara (chá) de chocolate em pó ⅓ de xícara (chá) de açúcar 1 colher (sopa) de manteiga ⅓ de xícara (chá) de água MODO DE PREPARO 1. Numa panela pequena junte o chocolate, o açúcar, a manteiga e a água. Leve ao fogo alto e mexa com o batedor de arame até ferver. 2. Depois que começar a ferver, mexa por mais 3 minutos, até a calda engrossar e desgrudar do fundo da panela. Regue a calda quente imediatamente sobre o bolo morno (ou frio) e espalhe com uma espátula para cobrir toda a superfície. Deixe a calda esfriar completamente e cristalizar antes de servir.

REFERÊNCIAS

Literatura Infantil: Glossário Ceale. Disponível em: <http://www.ceale.fae.ufmg.br/app/webroot/ glossarioceale/verbetes/literatura-infantil>. Cecília Meireles: Disponível em: https://www.toda materia.com.br/cecilia-meireles/. Charge: Disponível em: <https://www1.folha.uol.com .br/fsp/tvfolha/tv2611200012.htm.> Poema A Bailarina, de Cecília Meireles: Disponível em: <https://www.culturagenial.com/poema-abailarina-de-cecilia-meireles/>.

Trajetória Da Literatura Infantil: Da Origem Histórica E Do Conceito Mercadológico Ao Caráter Pedagógico Na Atualidade. Disponível em: <https://revista.univem.edu.br/REGRAD/article/view /234>. Literatura infantil e juvenil: Disponível em: <http://enciclopedia.itaucultural.org.br/termo12152/ literatura-infantil-e-juvenil>. Acesso em: 21 de Abr. 2021. Receita bolo de cenoura com cobertura de chocolate: Disponível em: <https://www.panelinha.com.br/receita/Bolo-decenoura-com-cobertura-de-chocolate.>


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