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Revista OM Line - 31ª Edição

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Yoga: Coração a Coração

Vídeo com a performance de Alzira Passos, com a música “Celebrare”, do grupo Viratrupe. Clique no ícone acima para ver o vídeo


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CARTA AO LEITOR *

Caro(a) leitor(a), saudações de paz! Seja bem-vindo(a) à nova edição da revista Om Line — um espaço onde a conexão vai além do digital, alcançando o que há de mais valioso em nós: a alma. Nesta edição especial, com o tema “Vozes da alma – Histórias de transformação e inspiração”, abrimos espaço para relatos que nascem do íntimo e reverberam no coletivo. Histórias que nos tocam, porque falam de vivências que nos inspiram a um mergulho mais profundo no próprio ser, de superações que nos lembram que é possível recomeçar e de jornadas que, de alguma forma, espelham a nossa. Aqui, as palavras são pontes: entre o que fomos e o que nos tornamos, entre o silêncio interior e a coragem de falar, entre a dor vivida e a beleza encontrada. Cada voz que ecoa nestas páginas é uma prova de que a alma tem muito a dizer — basta que a escutemos com atenção e presença. Nesta edição, você encontrará relatos, vídeos, meditações e reflexões que inspiram. Não porque idealizam a vida, mas porque a revelam em sua essência mais honesta e transformadora. Que esta leitura seja, para você, mais do que um momento de informação ou entretenimento. Que seja uma oportunidade de pausa, de acolhimento e, quem sabe, de encontro consigo. Goreth Dunningham e equipe Om Line


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SUMÁRIO *

24. MATÉRIA DE CAPA Vozes da alma: histórias de transformação e inspiração

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8. OM PRIMEIRA PALAVRA

38. OM ATITUDE

Ser a alma, ter um corpo Ken O’Donnell

Espiritualidade no trabalho

10. OM VIRTUDES

44. OM TRANSFORMAÇÃO

Meditação: a experiência de uma jornada contínua Paulo Sergio Barros

Divisor de águas: 26 + 26 Patrícia Cantalino

14. OM COM O MUNDO

48. OM DICA DE LEITURA

Autotransformação Ramon Almeida

Histórias de fortalecimento interior e a missão de amor Katia Roel

20. OM INSPIRAÇÃO

52. OM COMIDA PURA

Experiências que marcaram minha vida Fernanda Coeli

Entre meditações e receitas: memórias de uma transformação Ana Paula Paixão

34. OM JOVEM

54. OM ÚLTIMA PALAVRA

Posso ser o que eu quiser: com a tecnologia ou com a espiritualidade? Augusto Zimbres

Deus e eu Dadi Janki

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OM FLIX *

COMO REPROGRAMAR A MENTE E CURAR SUA VIDA

Vídeo da palestra de BK Shivani, uma das mais influentes oradoras motivacionais da Índia, realizada em maio de 2025, em Serra Negra-SP. Clique no ícone acima para ver o vídeo

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ESPAÇO DO LEITOR *

OM SHANTI!

EXPEDIENTE Editora Goreth Dunningham Design e diagramação Felipe Arcoverde Revisão Josélia Ribeiro Site Ricardo Skaf Mídias sociais Naiara Rios Colaboração Sandra Costa Ilustrações: Freepik.com

Envie para nós os seus e-mails, dúvidas e sugestões, pelo Facebook e Instagram ou e-mail: revista.omline@br.brahmakumaris.org Facebook.com/omlinebrahmakumaris Instagram.com/omlinebrahmakumaris www.brahmakumaris.org.br/revista

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OM PRIMEIRA PALAVRA * por Ken O’Donnell

SER A ALMA, TER UM CORPO Ken O’Donnell é praticante de meditação Raja Yoga desde 1975. É autor de 18 livros sobre desenvolvimento pessoal e de organizações. Atua profissionalmente como consultor internacional nas áreas de planejamento e gestão. É o atual coordenador da Brahma Kumaris para a América do Sul

Veja o vídeo na próxima página... 8


Vídeo “Ser a alma, ter um corpo”, com Ken O’Donnell. Clique no ícone acima para ver o vídeo

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OM VIRTUDES * por Paulo Sergio Barros

MEDITAÇÃO: a experiência de uma jornada contínua A INTROSPECÇÃO VEM COM A SOLITUDE, A PROFUNDA E SILENCIOSA COMPANHIA DE DEUS QUE BENEFICIA A ALMA TÃO PROFUNDAMENTE [DADI JANKI]

Eu era um jovem inquieto, medroso, com poucas perspectivas para o futuro, buscando um norte para a vida. Espiritualmente falando, já vinha de algumas incursões no campo do esoterismo e de práticas da cultura hindu, como hatha yoga, que, aliás, proporcionou-me as primeiras experiências de meditação. 10


Em setembro de 1992, com 28 anos, uma amiga me convidou para um curso de yoga na Brahma Kumaris. Surpreendemo-nos com o ambiente e o tipo de yoga que iríamos aprender. Causou-nos impacto a limpeza, a primazia da cor branca nos móveis, paredes e indumentária das professoras e os seus sorrisos. Porém, o efeito maior veio com o conhecimento e as experiências que teríamos com a meditação Raja Yoga, ali ensinados. O tema da primeira aula falava da alma humana, a energia luminosa e espiritual que habita o corpo. Foi a primeira experiência espiritual profunda que tive e que manteria comigo para sempre. Enquanto sentado no coletivo, retornando para casa, a experiência de ser uma luz espiritual não saía da mente. Mesmo com dúvidas, sentia que não era a mesma pessoa, que algo havia mudado em mim. Até o final do curso, outras descobertas e experiências viriam. Continuei a me aprofundar, indo à escola de meditação com frequência. Logo, a percepção e as perguntas dos meus amigos e familiares confirmavam o que eu sentia. Eu mudara em pouco tempo. Começaram a destacar-se uma essência que edição 31 / ano 08

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OM VIRTUDES * por Paulo Sergio Barros

eu não sabia que era e qualidades que eu não sabia que tinha. À medida que eu pensava e experimentava sobre ser a alma, observava os pensamentos e tinha uma conexão com uma energia divina superior, dava-me conta de que medos, incertezas, desesperança e temores diminuíam e virtudes floresciam. Destaco cinco dentre elas que despertaram nas primeiras experiências meditativas. 1.

PAZ – Logo aprendi e continuo aprendendo sobre introspecção: mergulhar no silêncio da mente e experimentar calma e paciência. Assim como identificar, compreender e mudar pensamentos desnecessários e cultivar a paz nas palavras, ações e relacionamentos. Utilizo parte do meu tempo diário para praticar e alcançar meu lugar interno de silêncio.

2.

AUTOESTIMA – A introspeção continua a impulsionar o autoamor, a fé, a coragem e o apreço pela minha história. Essa virtude logo começou a me preencher e continua a proporcionar força que vem da alma.

3.

CORAGEM – Tenho criado e recriado coragem para mudar o rumo, a consciência e a perspectiva de mim, dos outros e da vida, sempre que necessário; e para ser verdadeiro comigo e com o mundo.

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4.

ESPERANÇA – Meditar tem me ensinado que esta é uma virtude pertinaz, força motriz que me reacende sempre a fé, o ânimo e a coragem. Que serei melhor amanhã.

5.

RESPEITO – A espiritualidade tem fortalecido o meu autorrespeito e autoestima, assim como respeito individual e coletivo. Tenho aprendido a conviver com compreensão, diálogo e empatia; ver beleza na alteridade e na diversidade e buscar o que nos une: a humanidade.

As minhas primeiras descobertas são o início, o meio e o momento presente da minha jornada contínua, com muitos outros aprendizados no caminho. Uma escola espiritual, como considera Dadi Janki, “onde você aprende as habilidades do espírito”. *

Paulo Barros é educador, escritor e professor da Brahma Kumaris em Fortaleza-CE

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OM COM O MUNDO * por Ramon Almeida

Autotransformação É possível trocar a posição do mobiliário da sala do apartamento e chamar os amigos para conhecer a mudança ocorrida no local. Porém, a supressão ou troca de paredes eventualmente relocadas e pintadas, com alteração de espaços e acessos internos, transformarão o imóvel fazendo-o parecer novo. Mudança não é transformação. Mudar significa dispor de outro modo ou fazer o mesmo de forma distinta, enquanto a transformação é inovadora, impondo o surgimento de algo que antes não existia. Eu sabia que era possível adotar medidas - que tentava praticar - para mudar a forma como me sentia, mas ainda não tinha experimentado a oportunidade de alcançar um lugar novo que, até então, desconhecia.

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DILEMAS Minhas dúvidas eram mentais e apresentadas de forma lógica nas remanescentes limitações materiais do raciocínio avaliativo e condicionado, que apenas sustentava dificuldades para obter respostas sobre a vida percebida no plano meramente sensorial: “... o que estou fazendo aqui?”, “... de onde vim, para onde vou?”, “... por que e para que penso o que penso?”. Sentia necessidade de abdicar dos pensamentos e sentimentos convencionais, mas não trilhava o caminho para solver tais impasses. E, insciente, continuava absorvido nas reiteradas argumentações e contra-argumentações induzidas pelo

“Sentia necessidade de abdicar dos pensamentos e sentimentos convencionais, mas não trilhava o caminho para solver tais impasses. E, insciente, continuava absorvido nas reiteradas argumentações e contra-argumentações induzidas pelo desejo de preservar registros de uma obstinada memória, que apenas sedimenta as dúvidas, demonstrando que a crise, de fato, consiste na preservação da lógica anterior” edição 31 / ano 08

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OM COM O MUNDO * por Ramon Almeida

desejo de preservar registros de uma obstinada memória, que apenas sedimenta as dúvidas, demonstrando que a crise, de fato, consiste na preservação da lógica anterior. SINCRONICIDADE Faz algum tempo, telefonei para um colega de trabalho buscando agilizar determinada tarefa, quando fui informado de que o projeto estava concluído e que ele poderia me entregar num Centro de Meditação Raja Yoga da Brahma Kumaris para onde planejava se deslocar. Não conhecia, mas pedi o endereço e me desloquei para aquele lugar, quando notei que o colega não se fazia presente nem apareceu. Porém, percebi a extraordinária oportunidade de acessar outra fonte de conhecimento, emoldurado pela apreciação do silêncio em toda a sua amplitude e profundidade. Não apenas esqueci o projeto, como permaneci no espaço até o final da palestra, ouvindo tudo atentamente e anotando pérolas de sabedoria, a ponto de inscrever-me no curso de meditação Raja Yoga iniciado no dia seguinte. Não parei mais. O desconforto do ímpeto racional me conduziu à espiritualidade. 16


“...Me tornei mais atencioso, compreensivo, cooperativo, generoso, pacífico e amoroso comigo e com quem convivo, ficando claro que a verdadeira transformação ocorre a partir da autotransformação, a qual, uma vez demonstrada, é capaz de elevar muitos, além de você...”

INTERDEPENDÊNCIA O universo espiritual é alicerçado pela experiência e não exclui o mundo material. As tarefas pessoais e profissionais continuam sendo desenvolvidas, porém, com nova visão e atitude, pautadas na absorção e prática de valores humanos essenciais, que aprimoram e fazem prosperar os relacionamentos interpessoais e intrapessoal. Me tornei mais atencioso, compreensivo, cooperativo, generoso, pacífico e amoroso comigo e com quem convivo, ficando claro que a verdadeira transformação ocorre a partir da autotransformação, a qual, uma vez demonstrada, é capaz de elevar muitos, além de você. Os outros não se transformam ao edição 31 / ano 08

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OM COM O MUNDO * por Ramon Almeida

“...Cabe ressaltar o grande poder do exercício da compaixão e da misericórdia, restando claro que aquele que perdoa é mais beneficiado pelo perdão do que quem foi perdoado” ouvir algo que você diz, mas, sim, ao observar a transformação expressada. Cabe ressaltar o grande poder do exercício da compaixão e da misericórdia, restando claro que aquele que perdoa é mais beneficiado pelo perdão do que quem foi perdoado. CONEXÃO O conteúdo e a metodologia dos cursos da Brahma Kumaris aceleraram uma investigação pessoal interna, induzida pela introspecção que dissolveu, gradativamente, os conflitos mentais de origem, criando maior leveza e discernimento no uso do tempo que compartilho

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diariamente. Lembro como aceitei a essência e profundidade do conhecimento milenar do Raja Yoga para melhor orientação mental e resgate da autossoberania. Lembro, ainda mais, da vibração do local onde os cursos foram realizados, impregnado pelo poder do silêncio coletivo, o que gerou em mim a sagrada sensação de pertencimento e de pureza que, em sentido amplo, é o nosso modo de vida original, com a qual nada pode nos abalar. Era tudo bem próximo, claro e transformador, já que “a transformação, trazida no encontro com Deus, é movida na aspiração de retornar a algo puro e original que foi esquecido com o tempo”. *

Ramon Almeida é engenheiro e voluntário do Centro Raja Yoga Brahma Kumaris

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OM INSPIRAÇÃO * por Fernanda Coeli

Experiências que marcaram minha vida

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Meu primeiro contato com a Brahma Kumaris aconteceu bem cedo. Quando eu tinha uns 9 anos de idade, minha mãe fez o curso de meditação, participava de palestras. Fiquei conhecendo a escola e passei a participar de diversas atividades. A partir daí, passei a observar muito minha mãe e me encantei com os ambientes e momentos deliciosos. Sempre que ia, com meu pai, buscar a mamãe na sede da BK, ficava observando cada cantinho da escola e me encantava especialmente com as cores, com as almofadas... as pessoas de branco, os olhares amorosos, o silêncio, a organização, a atmosfera dos cômodos... tudo chamava a minha atenção. Lembro que experimentava acolhimento, me sentia em casa.

Tenho recordações de que até pedia à mamãe para fazer a mesma decoração na minha casa. Tenho essa fase, de quando a minha mãe frequentava a BK, muito guardada na minha memória de criança. Mamãe era artista plástica e lembro-me bem de que até pintamos juntas um quadro com representação da alma. Depois de algum tempo, mamãe acabou se afastando dos eventos e eu ainda pequena cresci sem visitar mais a BK. O tempo passou e, quando estava adulta, uma grande amiga me convidou para participar de um curso de meditação na Brahma Kumaris. Ela nos inscreveu. Nessa época, eu não fui muito receptiva com o convite. Mas, devido à insistência dela, acabei fazendo o curso sem muita vontade. edição 31 / ano 08

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OM INSPIRAÇÃO * por Fernanda Coeli

Após esse episódio, mais alguns anos se passaram. Já formada e trabalhando na área, mudei para Santa Catarina por motivos profissionais e, por um bom tempo, me envolvi com as demandas da vida pessoal e profissional daqueles tempos. No entanto, eu sempre me lembrava de alguma forma da BK: uma divulgação de algum evento, de algum curso. Parecia que o meu coração percebia esses chamados sem ainda poder se reaproximar. Quando eu passava por BH, dava um jeitinho de participar de algum evento da organização. Quando voltei a morar, definitivamente, em Belo Horizonte, decidi que aquele era o momento de voltar a fazer os cursos. Então, refiz o curso de meditação e “mergulhei de vez” na organização. Procurei fazer todos os cursos disponíveis na grade da escola naquele ano. 22

Foi muito frutífero na minha vida!!! Fiquei completamente encantada, sentindo-me mais consciente e realizada a cada curso. Desde então, eu fiquei e estou! Tenho profunda alegria e amor por fazer parte dessa ong mundial que leva benefícios a milhões de pessoas. Já fui à sede na Índia algumas vezes e, lá, pude ter as experiências mais incríveis da minha vida. É muito importante tudo que já vivi e aprendi com a Brahma Kumaris e toda a sua preciosa Família de Voluntários. Os benefícios são sem


limites! A BK me trouxe vida, ensinamentos. Descobri o meu propósito de vida e isso me faz muito bem!!! Sinto que tenho muita energia. Tenho um espírito, incansável, muito amor pelo serviço voluntário. Sempre faço esforços para realizar com máxima dedicação todas as tarefas que executo para a BK. Fico emocionada e tenho amor profundo pelo trabalho espiritual e voluntário. Só tenho a agradecer! Que bom que tudo isso começou porque um dia a minha falecida mãe me

apresentou a Brahma Kumaris. Parece até que ela sabia que a Família BK e Deus (nosso Pai Maior) seriam o meu maior apoio no momento mais difícil da minha vida, que foi quando ela partiu. Te amo, mãe. Amo a minha família física. A minha família espiritual e, acima de tudo, amo Deus, meu querido amigo e companheiro, pai e professor. Sinto-me como um instrumento para espalhar os benefícios da BK por onde quer que eu passe. Gratidão, Brahma Kumaris!!! * Fernanda Coeli é praticante de meditação, professora e voluntária na Brahma Kumaris em Belo Horizonte-MG há 15 anos; integra a equipe do Centro Nacional Virtual. Com formação em Turismo e Marketing

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MATÉRIA DE CAPA *

Textos traduzidos do site internacional da Brahma Kumaris

VOZES DA ALMA: HISTÓRIAS DE TRANSFORMAÇÃO E INSPIRAÇÃO

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AO TER UM BILHETE DE AVIÃO CANCELADO, USEI O PODER DE ADAPTAR-SE Cheguei ao aeroporto apenas alguns minutos antes do meu voo, peguei minhas malas e corri para a mesa do check-in, inadvertidamente deixando meu passaporte sobre o assento. Perdi meu voo, perdi o direito de voar com aquele bilhete e tive de comprar um novo por 500 libras! Sem culpas, apenas uma cena no drama da vida. Tomei um cafezinho com uma mente tranquila e um sorriso no rosto. PARA ADMINISTRAR EMOÇÕES, USEI O PODER DE ENFRENTAR Meu irmão estava me tirando do sério! Toda semana, ele precisava de dinheiro emprestado. Essa vez parecia igual a todas as outras. Mas minha prática de meditação estava agora exercendo um impacto sobre o nosso relacionamento. Depois que ele fez o pedido, fiz uma pequena pausa e disse que não poderia emprestar porque também tivera algumas despesas extras esse mês. Refleti que, quanto mais abro uma porta, mais vejo o que está além dela. Similarmente, quanto mais permaneço neutra com minhas emoções, mais sou capaz de captar o que a outra pessoa está realmente dizendo. O que de pior pode acontecer quando edição 31 / ano 08

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MATÉRIA DE CAPA *

me comunico na defensiva? Na pior das hipóteses, meu ego pode ser machucado. Na melhor, o respeito é mantido. Então, estabeleci algumas fronteiras firmes para a próxima vez, e ele respeitou minhas escolhas. PARA LIDAR COM INSULTOS, USEI O PODER DE AMAR Um colega insistia em falar mal de mim pelas costas para os outros membros da equipe. A princípio, eu queria retaliar e me defender, listando as falhas dele. Mas percebi que isso só pioraria as coisas. Então, tive de escolher um modo melhor de lidar com a situação. Primeiro, parei de tomar tudo pessoalmente, já que eu pensava que muito disso era infundado, e decidi usar uma solução poderosa que havia funcionado para mim no passado. Vi que ele estava lu-

“Primeiro, parei de tomar tudo pessoalmente, já que eu pensava que muito disso era infundado, e decidi usar uma solução poderosa que havia funcionado para mim no passado”

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tando consigo, e eu havia me tornado o alvo de sua raiva projetada. Cada vez que o via ou pensava sobre ele, perguntava a mim mesma: “Estou retornando uma qualidade de energia mais alta do que a que estou recebendo?” Não importa o que ele está me dando, jurei jamais negar-lhe amor, mas sair do meu caminho e dar-lhe amor e respeito extras. Numa questão de semanas, nossa conexão mudou e os insultos pararam. Estamos nos dando bem agora. PARA LIDAR COM UMA DISCUSSÃO, USEI O PODER DE DEIXAR IR Recentemente, meu marido me falou palavras raivosas e indelicadas no supermercado, e essas circunstâncias não permitiam uma comunicação aberta. Normalmente, eu me estressava, me agitava e não falava com ele por dias. Mas, dessa vez, eu vinha ensaiando o poder de deixar ir, deixar as cenas apenas passarem, não importando o quão dolorosas fossem. Minha professora de meditação me ensinou a fazer isso. Fiquei surpresa desta vez – senti-me livre da influência emocional que ele tinha sobre mim. Naquele momento, pude observar o que acontecia a uma distância, mantendo na mente o pensamento “Eu sou um ser de paz. Paz é minha verdadeira natureza”. Essa consciência me liberou e empoderou para seguir adiante e permanecer positiva. Também baixei minhas expectativas de que ele seria civilizado comigo a qualquer moedição 31 / ano 08

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MATÉRIA DE CAPA *

mento em breve. Assumi completa responsabilidade pelas minhas ações e não tive quaisquer esperanças de que ele iria mudar. Senti-me livre para ser eu mesma. AO LIDAR COM MUDANÇAS DE PLANO SÚBITAS, USEI O PODER DE AJUSTAR-SE Eu havia recém-terminado de lavar os pratos em casa e estava prestes a sair para o futebol quando minha esposa falou que não estava bem e não podia falar no evento de arrecadação de fundos para a escola dali a três horas. Subitamente, fui tomado pela mudança de ritmo e encurralado num canto pelo pedido de assumir o lugar dela no pódio. Meus planos para o resto da manhã foram destroçados, e eu sentei calmamente, respirei profundamente algumas vezes e alterei meus planos. Telefonei para ver se encontrava outro pai ou mãe para substituir minha esposa, mas sem sorte. Ninguém mais podia dar a palestra. Então, concordei em falar. Ajustei a minha mente. Por meio da meditação diária, eu tinha aprendido a seguir com o fluxo e não resistir a mudanças. PARA LIDAR COM CONGESTIONAMENTOS DE TRÁFEGO, USEI O PODER DE DESAPEGAR Quase todos os dias, fico preso em mais um congestionamento de trânsito, dirigindo do trabalho para casa. Mas hoje, de algum modo, fui levado a assumir uma perspec28


“Quando adoto essa perspectiva consciente da alma, automaticamente, sou paciente e tolerante. Na verdade, não mais julgo com base em ‘certo ou errado’ e posso permanecer desapegado”

tiva alternativa a essas vias congestionadas. Lembrei-me da ideia simples da minha aula de meditação de que “eu sou uma alma, um observador desapegado, um ator no palco do mundo”. E, em questão de nanossegundos, percebi que nada realmente importa tanto quanto manter meu estado calmo, contente e pacífico. Quando adoto essa perspectiva consciente da alma, automaticamente, sou paciente e tolerante. Na verdade, não mais julgo com base em “certo ou errado” e posso permanecer desapegado. Como motorista, experimento isso quase diariamente. Dirigir é uma excelente oportunidade para praticar e ver como está realmente o nosso “estágio” espiritual. A chave é mudar de “consciente do corpo” para “consciente da alma”. Quando o mundo é olhado de um ponto de vista consciente da alma, todos os poderes espirituais necessários emergem automaticamente. edição 31 / ano 08

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MATÉRIA DE CAPA *

“O rosto dele se iluminou ao ver o presente. Será que eu era realmente a primeira pessoa em sua vida inteira a demonstrar amor e cuidado com ele?”

PARA LIDAR COM UM VIZINHO ESQUECIDO, USEI O PODER DO AMOR Eu tinha apenas um pedido para ele: manter o volume baixo por 30 minutos, no início da noite, durante a meditação pública. Como estava frequentemente sob o efeito de álcool e drogas, ele sempre esquecia do meu pedido. Não deliberadamente - ele era uma pessoa amistosa, mas vivia uma vida de lutas e tristeza. Quase todas as noites, por pelo menos três meses, fui até a porta dele, no início da nossa meditação, para pedir-lhe para baixar o volume do som. Nenhuma quantidade de discussão e lembretes havia ajudado, e eu me recusava a ir tão longe quanto denunciá-lo a qualquer órgão. Então, um dia, uma adorável mama italiana que nos visitava ofereceu a solução perfeita. Ao ouvir essa história, ela colocou uma fatia fumegante de sua recém-assada lasanha vegetariana em um recipiente de plástico e me disse para levá-la para 30


ele. O rosto dele se iluminou ao ver o presente. Será que eu era realmente a primeira pessoa em sua vida inteira a demonstrar amor e cuidado com ele? Notavelmente, naquela noite, não precisei bater na porta dele. Ele veio à nossa porta para verificar se o volume estava suficientemente baixo! O amor havia conquistado-o. PARA SER UM CUIDADOR EM TEMPO INTEGRAL, USEI O PODER DE TOLERAR Quando minha mãe chegou em casa vinda do hospital após uma cirurgia de quadril, foi bastante desafiador para mim que ela não mais conseguisse se controlar do modo como gostaríamos. Minha intolerância nunca estava muito longe... até que entendi a condição dela. Conhecimento é poder. Ele capacitou uma fácil aceitação de tudo o que acontecesse a partir de um lugar de amor em vez de um lugar de medo. PARA LIDAR COM VIZINHOS BARULHENTOS, USEI O PODER DE TOLERAR Acordar às 2h da manhã com uma festa-tufão, acontecendo na porta ao lado, assustou-me. Pensei que a festa era no meu quarto. Meu primeiro pensamento foi ligar para a polícia, mas, então, lembrei: “Quantas vezes você criou um barulho como esse? Isso é como um bumerangue”. Então, logo dormi de novo, sabendo que era a hora do retorno, enquanto a festa barulhenta seguia adiante. edição 31 / ano 08

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MATÉRIA DE CAPA *

PARA DIRIGIR ÔNIBUS ESCOLAR, USEI O PODER DA CONCENTRAÇÃO Trabalhando como motorista de ônibus escolar para crianças, algumas vezes as travessuras delas me distraíam de onde eu queria estar e como gostaria de me sentir. Preciso estar focado o tempo todo neste trabalho. Então, quando tenho um momento livre, afasto-me um pouco mentalmente e, a partir dessa nova posição, posso ver claramente que todos os oceanos de situações são apenas como um oceano repleto de diversão. Desafiei-me a surfar as ondas e apreciar a diversão nisso tudo. Assim, sinto-me tão livre quanto um pássaro voando por cima dos eventos – as crianças tagarelas e as exigências de pais ansiosos. PARA LIDAR COM COMPORTAMENTO IRRITANTE, USEI O PODER DO SILÊNCIO Nossos relacionamentos em casa não estavam agradáveis. Todo mundo sofria de algum modo com as atitudes e o comportamento de Sam. Eu sabia que era necessário ter tolerância, mas como fazer isso sem me sentir pressionada ou ter ressentimento? Entrando em silêncio, comecei a tornar-me ciente dos sentimentos e experiências de Sam, e uma sensação de misericórdia e compaixão surgiu em mim, permitindo uma tolerância fácil e natural do que ele fazia. Eu não precisava analisar a situação dele, mas apenas me senti grata de que a meditação tinha me preenchido com este poder. 32


“Recebo uma grande quantidade de poder de Deus e isso é o que me torna capaz de permanecer desapegada”

PARA LIDAR COM DOR FÍSICA SEVERA, USEI O PODER DE DESAPEGO Meu corpo artrítico dói o tempo todo. Ao meditar, entro profundamente em consciência de alma e sinto-me naturalmente desapegada do corpo dolorido. Eu me experimento como uma alma, sendo puxada para cima pelo Supremo... em uma experiência de proteção e um amor que cura. Essa atração de amor me capacita a permanecer neste mundo, e, ainda assim, com uma atitude de desapego. Recebo uma grande quantidade de poder de Deus e isso é o que me torna capaz de permanecer desapegada. Quando estou desapegada, então posso largar das distrações e pensamentos negativos que me causam tristeza. Experimento uma distância da minha natureza antiga. Meu coração começa a “sentir” que é o Supremo quem está ajudando a me transformar, ajudando-me a lidar com a dor – física e mental. * edição 31 / ano 08

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OM JOVEM * por Augusto Zimbres

ESCOLHI SER PARTE DE UM GRUPO MARAVILHOSO

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Eu era um estudante recém-ingresso na universidade, tinha 17 anos, muitos sonhos e aspirações, bem como princípios e valores. Entre estes, sabia que bebidas alcóolicas não eram saudáveis e não deveriam ser consumidas. Entretanto, ao conhecer novos colegas, passei a fazer parte de um grupo no qual quase todos bebiam. E, aí, a minha questão era: ser parte do grupo, fazendo o que eles faziam, ou seguir os meus princípios e valores? Um incentivo a escolher a segunda opção foi a primeira vez que bebi cerveja: não gostei! Outro incentivo veio ao cheirar aquela estranha bebida que os colegas faziam,

colocando um pouquinho de cachaça num copo cheio de Cocacola: parecia água sanitária! Mas a verdade é que, naquele momento, princípios e valores não estavam tão consolidados no meu coração. Fazer parte daquele grupo parecia ser a forma de alcançar aqueles sonhos e aspirações que tinha até então. Adentrei os 18 anos e, cada vez mais, essa balança de escolha se desequilibrava. Ao fim de uma festa da turma, duas colegas me deram carona até a porta de casa, preocupadas comigo, que não estava acostumado com a bebida. Mas, como nem todo o tempo na universidade era com aquele grupo, ainda tinha discernimento suficiente para eleger os professores como meus melhores amigos dentro e fora do campus. Pois eles estavam numa busca muito mais parecida edição 31 / ano 08

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OM JOVEM * por Augusto Zimbres

“Aprendi, então, que a meditação não tinha nada a ver com ‘fugir do mundo’, como acreditava até então. Mas que, pelo contrário, a meditação tem a ver com me conectar com a minha verdadeira essência, de modo que eu possa viver no mundo de uma forma mais consciente” com a minha, apesar da diferença de idade. Logo depois de completar 19 anos, uma dessas professoras me falou sobre uma palestra num local que ela coordenava aqui no Rio, onde se praticava uma determinada linha de yoga. Fui lá e adorei a experiência! Saí dali com a certeza de que precisava meditar. Aprendi, então, que a meditação não tinha nada a ver com “fugir do mundo”, como acreditava até então. Mas que, pelo contrário, a meditação tem a ver com me conectar com a minha verdadeira essência, de modo que eu possa viver no mundo de uma forma mais 36

consciente. Foi essa a conversa que tivemos na volta da palestra, enquanto a professora dirigia o seu carro para me levar ao metrô. Com muito entusiasmo, me interessei pelo curso que a palestrante divulgou e contei ao meu pai. Ele pagava a minha universidade com muito esforço e me questionou: “Você acha que vai fazer yoga de graça?” Então, ao apurar o custo do curso, concluí que realmente não poderia fazê-lo naquele momento. Por outro lado, me lembrei de um conhecido que frequentava uma outra escola de meditação, essa muito mais perto da minha


casa. Mas não tinha o seu contato. A vida fluiu de modo que me encontrei casualmente com ele e recebi uma programação: a escola se chamava Brahma Kumaris. Com a única responsabilidade de contribuir voluntária e espontaneamente para a manutenção das atividades, pude fazer o curso, e decidi que esse era o meu caminho. A distância para aqueles colegas se tornou cada vez maior, à medida que cada um fazia a sua grade de horários na universidade, e eu pouco me encontrava com eles ali, nem me movimentava nessa direção. A maioria se formou e

cada um seguiu o seu caminho. Eu segui, e continuo seguindo, feliz, o meu com novas companhias maravilhosas: a do meu eu verdadeiro e eterno, a do maior Amigo que um ser humano pode ter, e a de irmãos e irmãs de jornada que também se empenham para ser melhores e refletir isso para o mundo. Hoje, observo aquelas cenas dos 17 e 18 anos com a tranquilidade de saber que fiz a melhor escolha aos 19, bem como envio bons votos para que aqueles meus irmãos e irmãs também encontrem um caminho que os conduza a um futuro luminoso, onde quer que eles estejam. *

Augusto Zimbres é apresentador do canal Inspira Saúde Plena no YouTube. Lidera o movimento jovem da Brahma Kumaris para a América Latina com muito ânimo e entusiasmo

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OM ATITUDE *

Textos traduzidos do site internacional da Brahma Kumaris

ESPIRITUALIDADE NO TRABALHO [1]

PARA ADMINISTRAR DISTÚRBIOS, USEI O PODER DE RESPEITAR Eu estava numa conferência sobre paz. Um senhor, veterano de guerra, entrou e começou a ofender a palestrante com comentários como “Nós lutamos e arriscamos nossas vidas por pessoas como você!”. A palestrante escutou-o com grande respeito e, sinceramente, expressou que entendia como ele se sentia. O homem acabou sentando-se na primeira fila, escutando atentamente. O respeito da palestrante mudou completamente a atitude dele. CH

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PROCURA DE EMPREGO COM O PODER DE DEIXAR IR Eu havia tido inúmeras entrevistas de emprego naquele ano. E estava ficando desanimado com a rejeição, de novo e de novo, apesar da minha boa experiência. Decidi dar uma nova olhada em mim mesmo e reconhecer minhas forças e fraquezas, ensinando-me a deixar ir minhas falhas, corrigi-las e seguir adiante. Esta abordagem abriu um eu completamente novo, que podia seguir com o fluxo, aceitar o que está na frente sem fazer qualquer julgamento e me liberar da ansiedade. Este processo me fez perceber que tudo é uma questão de atitude. Em um mês, encontrei um emprego e sou grato pela chance que tive de polir o meu caráter. AZ

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OM ATITUDE *

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PARA LIDAR COM QUEIXAS DA EQUIPE, USO O PODER DE ADAPTAR No meu trabalho, muitas pessoas vêm até mim e dizem o que os outros estão fazendo de errado, ou até mesmo coisas que eles mesmos fizeram errado e se arrependeram. Aprendi uma abordagem de três passos para lidar com essas queixas: durante um minuto, reconheço a infelicidade deles e, então, foco na Alma Suprema, o Oceano de Amor, e fundo minha mente (incluindo o que quer que tenha sido dito) neste amor. Experimento que o passado já passou. A memória então é clareada. Sinto que posso deixar ir, perdoar e esquecer, mesmo que alguém me tenha insultado. Foco em todos os pontos fortes, e as fraquezas terminam. SS

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COMO RESISTIR A UM EVENTO USANDO O PODER DE ACEITAR Há alguns anos, tomando uma xícara de chá com um amigo, ele compartilhou comigo o pensamento “Aquilo que tem que acontecer está acontecendo agora”. As palavras dele me assustaram no momento e pareceram estranhas. Mas ele me encorajou a fazer experiências com este pensamento, enquanto momentos difíceis aconteciam na minha vida – como quando meu irmão morreu em um acidente de trabalho. A frase me encheu com um novo entendimento e me ajudou a responder a situações difíceis com mais paz e tolerância e um profundo sentimento de aceitação. Quando mantenho esta frase na mente, não coloco energia para lutar contra a situação. Lembro que posso não ser capaz de ver a razão, mas cada situação acontece por uma razão. Quando a aceito, posso investir minha energia em seguir adiante e deixar que uma solução apareça. TW

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OM ATITUDE *

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DEI UMA MÃO AO USAR O PODER DE COOPERAR John veio até a minha mesa. Ele precisava de uma professora substituta para o treinamento após a escola, dali a duas horas, já que a treinadora havia avisado que estava doente. Eu sabia que ele estava livre para ajudar, mas, no meu coração, havia uma relutância. Podia perceber que, neste exato momento, eu não estava preenchida com nenhum espírito de cooperação e estava procurando uma desculpa para dar. Então, lembrei-me do contratempo que enfrentei na semana anterior – um pneu furado na estrada – e do bravo motorista que se ofereceu para me ajudar. Este pequeno lembrete ressetou meu pensamento, encontrei um caminho sem resistência e disse um “Sim, posso ir”, de coração. A verdadeira cooperação vem quando não há resistência, nenhum desejo por algo diferente em qualquer modo ou forma, quando estou feliz de poder ajudar de qualquer modo que eu possa, não importa como. Estou feliz por ter encontrado esse espaço. DS

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COMO FALAR EM PÚBLICO COM A AJUDA DO PODER DO SILÊNCIO Eu estava prestes a falar em público, em um país estrangeiro, como parte do meu trabalho. Em questão de minutos, o público se tornou inquieto. As pessoas não estavam gostando das falhas de equipamento na tradução. Todos os tipos de discussões e confusão irromperam. Sugeri que meditássemos enquanto arrumávamos a tecnologia e, instantaneamente, um grande silêncio caiu sobre a plateia. Esta onda de paz acalmou a atmosfera. A palestra recomeçou e, na conclusão, à noite, todos disseram o quanto gostaram do programa. CH *

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OM TRANSFORMAÇÃO * por Patrícia Cantalino

Divisor de águas: 26 + 26 Uma sensação diferente no estômago... e na mente, um misto de medo (do desconhecido talvez) e alegria sem explicação (É isso! É isso!). Algo me dizia que, dali para frente, muita, muita coisa iria mudar. Isso foi em 13 de janeiro de 1998, há 26 anos, portanto, e eu tinha 26... Faz tempo (rsrsrs), mas, lembro bem, foi com aquela sensação e pensamentos que saí da primeira aula do curso de Raja Yoga na Brahma Kumaris (BK). Posso dizer que foi, literalmente, um divisor, no caso, de vida, de anos de vida...

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HÁ 26 ANOS, ENTREI PELA PORTA DA BK E, CÁ ESTOU, 26 ANOS DEPOIS ANTES... Com 20 e poucos, havia energia suficiente para a graduação à noite, dois estágios, curso extracurricular, um grupo de educação ambiental com os colegas de biologia, finais de semana regulares de comes e bebes (e bebes), tudo entremeado por uma busca entre diferentes caminhos espirituais... não me conectava com nada, não via sentido... inconscientemente, sabia, necessitava de algo mais, intuía que havia algo especial, em algum lugar. Devorava os lançamentos de Paulo Coelho na década de 90, e aquilo que meus colegas pareciam levar como ficção – contato com a mente consciente, iluminação, lenda pessoal, missão... –, eu de novo intuía, em segredo, que, de alguma forma, podia ser real.

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OM TRANSFORMAÇÃO * por Patrícia Cantalino

DEPOIS... Bem, eu diria que mudei, não da água para o vinho, mas do vinho para a água – se é que me entendem... O Raja Yoga me deu um lugar para ir (dentro de mim – visitando soluções) frente a qualquer situação, me trouxe solitude, me possibilita conversar com Deus (de coração a coração) e me dá esperança concreta de autotransformação, além, é claro, de me trazer um conhecimento tão genuíno e profundo sobre o mundo da alma que descobri ser. Trouxe-me o Sentido... O Raja Yoga me ensina que, dia a dia, a vida passa e que torná-la comum ou especial para o eu, no fundo, só depende mesmo do eu (no seu caso, de você); e que, a cada momento, posso escolher me perder nas rotinas, nas tarefas diárias, nos sulcos dos velhos padrões mentais ou cuidar para estar regularmente sob Um Toldo de Luz, nutrindo a alma, acumulando energia, visitando meu mundo virtuoso – enquanto o filme passa e vivo a história que meu personagem tem para viver e interpretar.

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26 depois dos 26, muitas outras situações me trouxeram e trazem subdivisores de águas dentro da minha jornada no Raja Yoga. E, como disse um dos meus primeiros professores de meditação (beeem lá no início): “Tudo que você tem que fazer é continuar”. Uma frase que inspira CONSISTÊNCIA, palavra mágica para qualquer projeto em execução, inclusive o espiritual. Bem... cá estou. *

Patrícia Cantalino é professora de meditação na Brahma Kumaris desde 1998. Atua como assistente da coordenação da BK na região Nordeste

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OM DICA DE LEITURA * por Katia Roel

Histórias de fortalecimento interior e a missão de amor Quando pensamos na experiência da força interior, a relacionamos com a capacidade de se manter estável em momentos desafiadores. A capacidade de carregar ou segurar-se com uma grande carga de obstáculos e não se corromper. Um dos mais poderosos desafios é o de lidar com doenças terminais. O poder especial está em ser capaz de se conectar com o que tem valor eterno e viver baseando-se em valores assim, imperecíveis. Quanto mais nos fortalecermos nesse sentido, mais é provável viver a estabilidade interior. 48


As experiências do Dr. Roger Cole, em seu livro Missão de amor, trazem à tona a realidade de alguém que trilhou uma jornada de conquistas de valores essenciais e conseguiu ajudar e transmitir esses valores para os colegas de profissão e para seus pacientes. A aceitação necessária no movimento para a cura do ser, a cura real, pode ser experimentada quando alcanço maturidade espiritual. Uma das histórias mais bonitas desse livro é quando Dr. Roger compartilha sua vivência num seminário com a Dra. Elizabeth KluberRoss, quando ele iniciou todo um processo de busca por respostas mais profundas. Ele descreve a experiência de uma catarse e um momento de abertura profunda para a espiritualidade entrar em sua vida.

“A aceitação necessária no movimento para a cura do ser, a cura real, pode ser experimentada quando alcanço maturidade espiritual” edição 31 / ano 08

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OM DICA DE LEITURA * por Katia Roel

Logo depois, ele iniciou com mais interesse a prática de meditação Raja Yoga e obteve muitas realizações internas durante a atuação profissional como médico paliativo. Cada paciente e suas histórias comprovavam o conhecimento ao qual estava dedicando-se naquele momento.

ABAIXO UMA DAS IMAGENS INSPIRADORAS DO LIVRO: “A visão misericordiosa é uma atitude que elimina todas as divisões e unifica a capacidade para amar o próximo. O pedido de Jesus ao ser crucificado, ‘Perdoai-os, Pai, porque não sabem o que fazem’, é uma expressão simples, mas completa da misericórdia. A consciência do corpo é uma “venda” que nos separa do amor e da verdade. Ela nos engana. Sob sua influência, o medo e a desconfiança distorcem nossa percepção até que a alma já não age de acordo com suas virtudes. Com o tempo, já “não sabemos o que fazemos”. A compreensão espiritual nos faz ver que é nisso que se baseia a fraqueza humana, e nesse conhecimento residem a compreensão, a aceitação e o perdão. 50


Imagine que uma criança entra em sua sala e, acidentalmente, dá de encontro com um vaso caro, derruba-o e quebra-o. A criança não sabe o valor do vaso. Como ela não tinha nenhuma noção de que o vaso podia mover-se, e muito menos que podia cair, você decide que ela é inocente e que o que fez é desculpável. Mesmo havendo uma perda, você não tem o que perdoar, pois compreende que falta conhecimento e experiência à criança. Da mesma forma, as pessoas que vivem na consciência do corpo “esqueceram” a verdade. Elas agem sem conhecimento ou experiência a respeito da alma; elas se separaram do amor. A visão misericordiosa é uma atitude de perdão verdadeiro que aceita todos como inocentes e desculpáveis. Isso permite que o amor e sua missão se propaguem e se espalhem pela sociedade. Desenvolver uma visão misericordiosa requer fé na imortalidade, confiança no Divino e aceitação do drama que se desenrola”.

Katia Roel é professora de meditação Raja Yoga e coordenadora da Editora Brahma Kumaris. Reside e coopera nas atividades voluntárias do Centro de Retiros da Brahma Kumaris em Serra Negra-SP

Se você quer mais histórias inspiradoras para compreensão real da “cura do ser”, a indicação é o livro Missão de amor, do Dr. Roger Cole. *

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OM COMIDA PURA * por Ana Paula Paixão

Entre meditações e receitas Memórias de uma transformação

Costumo dizer que a Brahma Kumaris transformou minha vida por completo. É impossível continuar enxergando o mundo com os mesmos olhos depois de experimentar as lentes do Raja Yoga, a filosofia e meditação que aprendemos aqui. Com o tempo, fui redescobrindo como e quando acordar, pensar, comer, me relacionar, servir, cozinhar, descansar… Coisas aparentemente simples, mas que fizeram toda a diferença no meu caminho espiritual. Nos momentos mais especiais – e também nos mais desafiadores –, 52

eu dancei, cantei, viajei, meditei, me observei com carinho e desfrutei da doce presença de Deus. Recebi amor, força, poder, toli, drishti, abraços, conselhos, direção. Reaproximei-me do meu pai, enfrentei um tratamento oncológico, atravessei dificuldades financeiras… e segui firme, amparada. Para celebrar esse ciclo de tantas bênçãos e aprendizados, quero compartilhar com vocês uma das primeiras receitas que aprendi quando me tornei vegetariana, inspirada também pelos ensinamentos do Raja Yoga. *


ESTROGONOFE DE COUVE-FLOR E PALMITO

Ingredientes • 1 couve-flor em floretes • 250 g de palmito em rodelas • 300 ml de molho de tomate • 150 g de castanha de caju (deixadas de molho por 4h) • 300 ml de água • 1 colher de sopa de azeite de oliva • 1 colher de sopa de mostarda • 1 colher de chá de sal • Raspas de noz-moscada

Modo de preparo Cozinhe a couve-flor em água com um pouco de sal até que fique al dente. Reserve. No liquidificador, bata as castanhas com a água até obter um creme bem lisinho. Reserve também. Em uma panela, aqueça o molho de tomate até começar a ferver. Adicione o sal, o azeite, a mostarda e uma pitada generosa de nozmoscada ralada. Em seguida, junte a couve-flor cozida e o palmito picado. Deixe ferver por cerca de dois minutos. Acrescente o creme de castanhas, misture bem e cozinhe por mais dois minutos. Pronto! Sirva com amor, acompanhado de um arroz soltinho.

Ana Paula Paixão pratica meditação Raja Yoga há mais de 14 anos. É designer, culinarista e encantada com a natureza

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OM ÚLTIMA PALAVRA * por Dadi Janki

Deus e eu Dadi Janki, yogini indiana, líder espiritual da Brahma Kumaris, foi considerada pelo Instituto de Pesquisa Médica do Texas como a mente mais estável do mundo. Deixou o corpo físico e ascendeu ao mundo espiritual em março de 2020

Veja o vídeo na próxima página... 54


Vídeo “Deus e eu”, com Dadi Janki. Clique no ícone acima para ver o vídeo

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MEDITAÇÕES OM LINE *

Meditação orientada

Meditação orientada com BK Shivani, uma das mais influentes oradoras motivacionais da Índia. Clique no ícone acima para ver o vídeo


OM line é uma revista digital para quem almeja restaurar o equilíbrio interno

Uma publicação da Brahma Kumaris Brasil brahmakumaris.org.br/revista


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