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MARTIM-PESCADOR 201

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Pedro

www. jornalmartimpescador.com.br

Seu Severino de tantas pescas que guarda na memória conta também a história do maior peixe que escapou da rede tão cheia que quase furou do temporal matreiro que reza brava pro santinho te salvou Chris Amorim

Perequê-Guarujá
Vicente de Carvalho
Bertioga
São Vicente
Vila dos Pescadores: Cubatão

Conferência da Pesca reúne 170 pescadores e aquicultores em São Paulo

Evento foi organizado pela sociedade civil com apoio da Frente Parlamentar da Pesca Artesanal e da Aquicultura e definiu as propostas paulistas que vão contribuir com as políticas nacionais do setor

A Etapa Estadual São Paulo “Jerri Morais” da 4ª Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca (4ª CNAP) reuniu 170 pescadores e pescadoras artesanais, aquicultores e lideranças de comunidades tradicionais que discutiram e aprovaram propostas que vão contribuir com a elaboração das políticas nacionais para o setor. Organizado pela sociedade civil, o encontro contou com o apoio da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento e Proteção à Pesca Artesanal e à Aquicultura, coordenada pelo deputado estadual Marcolino.

Todos os 170 participantes credenciados como delegados discutiram propostas em oito eixos temáticos, divididos em quatro grupos de trabalho. Os debates ocorreram no dia 01/07 no Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, no centro da Capital.

A 4ª CNAP é uma ação do Ministério da Pesca e da Aquicultura e a Superintendência Regional São Paulo colaborou com a organização dos debates. Na abertura contou com uma homenagem do deputado Marcolino e de todos os participantes a Jerri Morais. Sua companheira de vida, Delma Rolim Oliveira esteve presente, recebeu a leitura de homenagens de Diva Miyazaki, presidente da Colônia de Pescadores Z-27 de Icém/SP e do pescador Rocha da Colônia de Pescadores de Santos, do poema escrito por Jade Branco, pescador de Maresias, São Sebastião e membro do Fórum de Comunidades Tradicionais. Todos os presentes destacaram a luta de Jerri pela defesa, valorização dos trabalhadores e da cultura da pesca artesanal. A mesa de abertura da conferência contou ainda com a presença de Yoko Arita, presidente da Colônia de Pescadores Z-12 de Santa Fé do Sul/ SP e vice-presidente da Federação dos Pescadores e Aquicultores do Estado de São Paulo, Chico da Almada, é pescador artesanal caiçara da praia da Almada, em Ubatuba, Yoshiaki Nogueira Miyazaki, integrante da comunidade de pescadores e pescadoras artesanais do território do baixo rio Grande, de Icém e membro da Colônia de Pescadores Z-27 de Icém.

Também marcaram presença Eliana Diniz, presidente da Colônia de Pescadores Z-5 de Peruíbe, Adauto Batista de Oliveira, superintendente federal de Pesca e Aquicultura do Estado de São Paulo, Lucinei Paes, coordenadora técnica da Frente Parlamentar da Pesca Artesanal e Aquicultura, Stanislau Stok, superintendente federal do Ministério da Agricultura no Estado de São Paulo,

EXPEDIENTE

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Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, diretora do Instituto de Pesca.

Presidentes de diversas colônias e associações de pescadores artesanais do litoral e da área continental, além de representantes de comunidades tradicionais e dos aquicultores de diferentes regiões do estado. O diretor do Departamento de Desenvolvimento e Inovação do Ministério da Pesca e Aquicultura, Paulo Mário Carvalho de Faria acompanhou todo o evento e elogiou a organização.

Propostas paulistas

A conferência paulista reuniu pescadores artesanais, aquicultores, representantes de comunidades tradicionais, pesquisadores, entidades do setor e gestores públicos de todo o estado. Os delegados credenciados discutiram e elaboraram propostas a partir das discussões dos quatro grupos temáticos. Cada um avaliou dois eixos norteadores das discussões.

O grupo 1 tinha como tema Povos e Comunidades Tradicionais e Justiça Social que foi analisado sob os eixos Valorização da Pesca Artesanal, Povos e Comunidades Tradicionais e o da Equidade de Gênero e Valorização das Mulheres.

O grupo 2 tratou da Adaptação às Emergências Climáticas, Pesquisa e Assistência Técnica com os eixos Conhecimento Tradicional, Formação Técnica, Extensão, Pesquisa e Inovação e o de

Av. Dino Bueno, 114

Órgão Oficial da Federação de Pescadores do Estado de São Paulo

Santos - SP

CEP: 11030-350

Fone: (013) 3261-2992

Sustentabilidade, Justiça Climática e Adaptação às Emergências Climáticas. No grupo 3, o tema foi Ordenamento Pesqueiro, Políticas Públicas e Conflitos Socioambientais com debates dos eixos Fortalecimento Institucional e Continuidade das Políticas Públicas e o de Gestão, Ordenamento, Governança Participativa e Mediação de Conflitos.

Uma das principais demandas que a Frente Parlamentar recebe das colônias e associações e dos próprios pescadores e aquicultores é a dificuldade na comercialização e uma estrutura de mercado para o pescado. O grupo 4 tratou desse tema das Cadeias Produtivas, Abertura de Mercado e Produção Aquícola nos eixos Desenvolvimento Sustentável da Aquicultura e no de Infraestrutura, Agregação de Valor e Abertura de Mercado.

“A etapa paulista foi um momento histórico da conferência que mostrou a organização e força dos pescadores e pescadoras artesanais e dos aquicultores do estado de São Paulo.

A participação social foi fundamental para que as realidades de quem vive da pesca e da aquicultura fossem apresentadas e as propostas para a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras da pesca artesanal e comunidades tradicionais, geração de renda, de emprego, o fortalecimento da aquicultura, além da comercialização do pescado fossem amplamente debatidas e votadas para contribuir com as mudanças necessárias nas políticas públicas e até mesmo nas normas federais”, afirmou o deputado Marcolino.

Retomada da participação social

A última Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca aconteceu em 2009, e a nova edição foi convocada pela Portaria nº 624, de 23 de janeiro de 2026. A 4ª Conferência Nacional foi construída a partir do trabalho do Conselho Nacional de Aquicultura e Pesca e traz como tema "Pesca e Aquicultura: de Política de Governo a Política de Estado". A etapa nacional será realizada em novembro, em Brasília.

A Etapa Estadual São Paulo "Jerri Morais" garantiu a ampla participação dos diferentes segmentos da pesca e da aquicultura. As propostas aprovadas nos encontros estaduais serão encaminhadas para a etapa nacional, contribuindo para a definição das diretrizes que orientarão as políticas públicas do setor nos próximos anos.

Fonte: Assessoria de Comunicação do deputado estadual Luis Marcolino

Pescador está desorientado? Procure uma colônia mais próxima para desenrolar sua vida

São tantos documentos e relatórios obrigatórios para exercer a profissão de pescador artesanal, que cada vez fica mais difícil arrancar o sustento nas águas. Além do conhecimento básico da linguagem técnica, o interessado precisa ter conhecimento mínimo de informática e equipamentos como computadores e celulares adequados. Nessa hora é bom lembrar da existência das Colônias de Pescadores, as grandes mães dessa profissão. Distribuídas no litoral e também em águas interiores, elas estão disponíveis para esclarecer todas as suas dúvidas. Não perca tempo, procure a colônia mais próxima e fique com sua documentação em dia. Qual é o trabalho das Colônias de Pesca?

Existem 23 colônias de pescadores artesanais no Estado de São Paulo, 12 no litoral e 11 em águas interiores. Vivendo apenas da contribuição de seus associados, muitas vezes enfrentam dificuldades em cobrir a manutenção do prédio onde estão instaladas e de seus equipamentos. Até o ano 2.000 muitas não possuíam computadores e acesso à internet, o que dificultava seu trabalho de obtenção de documentação e de requisição de benefícios sociais para os pescadores associados. Hoje já trabalham com todos os equipamentos de informática que possibilitam o trabalho de obtenção de documentação necessária para o pescador exercer sua profissão.

Além de representar e defender os direitos e interesses dos pescadores artesanais relativos ao setor da pesca, as colônias podem: • Requerer ou renovar a licença de pescador profissional (RGP) • Requerer ou renovar a licença e o registro de seu barco • Requerer benefícios sociais como: aposentadoria rural, auxílio-natalidade, auxílio-enfermidade, auxílio-reclusão, seguro-defeso. O pescador deve sempre procurar sua colônia para estar com sua documentação em dia e esclarecer dúvidas sobre a documentação e legislação de pesca. As colônias ainda auxiliam nos financiamentos, como Pronaf ou abertura de contas em bancos, declaração de rendimentos que equivale a um holerite para ele requisitar.

Jornalista responsável: Christina Amorim MTb: 10.678/SP christinamorim@gmail.com

Fotos e ilustração: Christina Amorim; Diagramação: cassiobureau.com.br

Projeto gráfico: Isabela Carrari - icarrari@gmail.com - Impressão: Diário do Litoral: Fone.: (013) 3307-2601Os artigos e reportagens assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal ou da colônia

Projeto Valoriza Pesca apresenta resultados de pesquisas sobre a pesca artesanal

O evento de encerramento do Projeto aconteceu em 29 de junho na Fundação Parque Tecnológico de Santos

Os resultados do Projeto “Apoio às Comunidades da Baixada Santista” foram apresentados no evento de encerramento pelos pesquisadores do Instituto de Pesca da Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP. Os estudos realizados entre os anos de 2022 e 2025 vem atender os objetivos de valorizar a pesca artesanal da região, aumentando o conhecimento sobre a atividade pesqueira e seu ambiente, com o objetivo de viabilizar soluções para seus entraves. O projeto se desenvolveu no território pesqueiro da Baixada Santista. O território abrange tanto as áreas de manguezal, estuário e zona costeira, quanto os núcleos onde pescadores e pescadoras residem ou utilizam para acessar áreas de pesca. O projeto contou cinco pilares de pesquisa: levantamento socioeconômico e etnoecológico, monitoramento dos locais de desembarque de pescado, avaliação dos recursos pesqueiros, segurança do consumo de pescado e avaliação de contaminantes. Ai final do estudo os pesquisadores do Instituto de Pesca produziram os livros “Valoriza Pesca-Olhares

sobre a pesca artesanal na década do oceano” e “Entre Marés”. O site valorizapesca.org.br reúne informações, histórias, imagens, jogos educativos e publicações. O portal disponibiliza uma ferramenta que reúne todos os resultados de pesquisa do projeto em um painel interativo (Business Intelligence - BI) com gráficos e mapas sobre a atividade pesqueira, recursos naturais, interferências na pesca artesanal e o perfil dos pescadores e pescadoras. A ferramenta fortalece o livre acesso à informação pela sociedade, ampliando o conhecimento público sobre a pesca artesanal. Estiveram presentes ao evento representantes da pesca artesanal, da comunidade científica e autoridades, entre elas o procurador da República Antonio Daloia (MPF) e a promotora Flavia Gonçalves aposentada em abril pelo GAEMA-MPSP e a promotora Thaísa Monteiro do Gaema.

Memória

O projeto Valoriza Pesca faz parte do

Termo de Ajuste de Conduta (TAC) resultante do incêndio iniciado nos tanques de combustível da empresa Ultracargo extinto no dia 10 de abril de 2025, dez dias após seu início. O acidente causou a morte de nove toneladas de

Uma viagem virtual ao Museu de Pesca

Uma experiência científica cultural online promete uma interessante visita ao Museu de Pesca e cinco museus parceiros santistas (Pinacoteca Benedicto Calixto, Museu de Arte Sacra, Museu Pelé, Museu do Café, Aquário Municipal) e um paulista (Planeta Inseto). O passeio é feito através de um modelo virtual realista 3D e permite acesso gratuito, 24 horas por dia e 7 dias por semana, sendo compatível via computadores, laptops, tablets e celulares “smartphone”. Além destes acessos, a tecnologia é compatível com quaisquer óculos de realidade virtual 3D. O acesso virtual é extremamente relevante pois o museu ainda se encontra fechado para restauro, e vem preencher uma lacuna junto ao

público, pois permite acesso livre ao acervo e informações do Museu de Pesca e museus parceiros.

Este posicionamento pioneiro também contribui para a inclusão social e acessibilidade; educação à distância; aumento significativo de interesse e visitantes presenciais pelos museus, além do real fortalecimento da Rede de Museus envolvidos neste projeto. O modelo virtual está disponibilizado através do link de acesso on-line, https:// www.museudepescasantos.com.br/ . O projeto foi financiado pelo CNPq no valor total de R$245.720,00. O trabalho foi coordenado pela pesquisadora científica Thaís Moron Machado e pela Diretora do Museu de Pesca, Renata Hadad.

pescado, limitando a prática pesqueira. Para reparar os danos causados, foi assinado entre a empresa Ultracargo e os Ministérios Públicos Federal e Estadual um TAC resultante de dois inquéritos civis.

Superintendente Federal de Pesca e Aquicultura visita a Colônia de Pescadores de São Vicente

O superintendente Adauto Oliveira esteve presente na Colônia de Pescadores Z-4 de São Vicente dia 20 de maio. Maria Aparecida Nobre, a Nenê, presidente da Z-4, recebeu a autoridade, falando sobre as lutas do setor. “Seguimos de portas abertas e de mãos dadas com quem faz da pesca seu trabalho, sua cultura e seu sustento”, afirmou Oliveira. “Aqui tive a honra de conhecer uma história centenária de luta, tradição e fortalecimento da pesca artesanal”, afirmou Oliveira ao final da visita.

Visita do Superintendente da pesca

Procurador da República Antonio Daloia (MPF)
Cristiane Neiva, diretora do Instituto de Pesca
Promotora Flavia Gonçalves (MPE)

DP WORLD AVANÇA NA

DAS OPERAÇÕES

Como parte do plano de expansão do terminal portuário da DP World, em Santos, a empresa recebeu 15 novos ITVs e 3 Reach Stackers elétricos no último mês de maio. A novidade reforça a estratégia de descarbonização do Grupo DP World, com meta de zero emissões líquidas até 2050.

Além de reduzir emissões, os equipamentos aumentam a segurança com sensores modernos contribuindo para operações mais eficientes e sustentáveis. Com a iniciativa, o terminal multipropósito da companhia se torna o primeiro do Porto de Santos – e um dos primeiros do Grupo nas Américas – a operar Reach Stackers elétricas.

A DP World tem se destacado nos últimos anos com as iniciativas sustentáveis. Em 2025, a companhia eletrificou toda a sua frota de RTGs (Rubber-Tired Gantry), com a substituição do combustível fóssil por energia elétrica, um investimento de mais de R$ 100 milhões que contemplou a adaptação de 22 equipamentos. Entre janeiro e abril de 2026, o consumo total

de diesel apresentou uma redução de 29,22% em comparação com a média de 2024, refletindo o impacto positivo dos nossos esforços contínuos de eletrificação.

AVANÇO NAS OBRAS DE AMPLIAÇÃO DO CAIS E PÁTIO DA DP WORLD

As obras da primeira fase de ampliação do cais, nos trechos leste e oeste, seguem em andamento e têm conclusão prevista para agosto de 2026, conforme o cronograma estabelecido.

No Cais Leste, as atividades de estaqueamento foram concluídas em maio de 2026. No Cais Oeste, os serviços executados pela construtora Piatec encontram-se em fase final, dentro do prazo de vigência da Licença de Instalação (LI) nº 1523/2025 – 1ª Retificação.

Quanto à ampliação do pátio de contêineres – empreendimento também autorizado pela Licença de Instalação (LI) nº 1523/2025 – o início das obras está previsto para ocorrer de forma imediata. A execução dos trabalhos deverá se estender por aproximadamente 18 meses.

As atividades de dragagem de manutenção no terminal da DP World, inicialmente previstas para o mês de abril, tiveram início em 6 de maio e foram concluídas em 22 de maio de 2026, contemplando os berços de atracação e as áreas de manobra do terminal.

A conclusão ocorreu pela draga HJ 6009, e posteriormente foram realizados serviços de acabamento e nivelamento do fundo – finalizados no último dia 6 de junho. Ao todo, as atividades ocorreram ao longo de 30 dias.

Os sedimentos removidos durante a dragagem foram destinados ao Polígono de Disposição Oceânica (PDO), área sob gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS), em conformidade com os procedimentos e controles ambientais estabelecidos para a atividade.

Durante todo o período de execução dos serviços, não foram registradas interrupções operacionais decorrentes das atividades de dragagem, nem ocorrências de acidentes ambientais. Esse resultado demonstra a eficácia das medidas de planejamento, controle e monitoramento adotadas, garantindo a realização das atividades com segurança operacional e ambiental.

Esta divulgação atende às exigências do Licenciamento Ambiental Federal, em conformidade com a Instrução Normativa Ibama nº 02/2011 e com as condicionantes da Licença de Operação nº 1152/2013 (3ª Retificação), incluindo as complementações dos Pareceres Técnicos nº 140/2025 e nº 9/2026, no âmbito do Programa de Comunicação Social (PCS), reforçando o compromisso da DP World com a transparência e a comunicação socioambiental.

Estação de

Realizado em parceria com o Museu da Pessoa, o projeto instalado na Casa das Culturas reúne histórias de comunidades pesqueiras de Santos, São Vicente, Cubatão e Guarujá

Oito personagens carregam oito diferentes histórias de suas vidas ligadas às comunidades de pesca artesanal. A expografia, inaugurada em 26 de junho, foi construída a partir de uma escuta ativa das comunidades costeiras e conta histórias de vida selecionadas por meio de entrevistas com pescadores e profissionais ligados à atividade pesqueira na Baixada Santista. Com o intuito de preservar e valorizar os saberes tradicionais da pesca artesanal, a VLI – administradora do Terminal Integrador Portuário Luiz Antonio Mesquita (Tiplam) –, em parceria com o Museu da Pessoa, Prefeitura de Santos e Fundação Arquivo e Memória de Santos, inaugurou a primeira unidade do Estação de Memórias: Porto & Pesca, em Santos. A exposição, viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), é dividida em três eixos — sobrevivência, apuro e reflexão. O espaço também exibe oito vídeos documentais captados no ambiente marítimo e portuário de Santos, além de elementos cenográficos interativos que remetem ao ofício milenar da pesca. Os depoimentos também fazem parte do acervo digital permanente do Museu da Pessoa.

A exposição, tem visitação (gratuita) de quarta a sábado das 14h às 18h na Casa das Culturas, Rua Sete de Setembro, 49, Bairro Vila Nova/Santos-SP.

A vida das marisqueiras

Uma vez marisqueira

Sempre marisqueira,

Até morrer

Tia Mina, Tia Irene, Rosemary, Debora e Tatiane. Mulheres fortes que mostram sua rotina no mangue em busca do marisco bico-de-ouro no entorno de Ilha Diana, comunidade caiçara localizada no estuário de Santos. O filme nasceu de um sonho de Alexandre Lima, diretor executivo do filme, em homenagear as pescadoras que ainda praticam essa modalidade de pesca. “Os turistas não sabem o trabalho que dá catar o marisco no mangue”, afirma. A prática, que antes era feita por dezena de mulheres, hoje se restringe apenas a cinco pessoas. Assim o filme é registro histórico de uma atividade passada de geração a geração, mostrando sua resiliência ao mundo atual. Habilidade aprendida com os antepassados que conserva o respeito ao mangue e à cultura caiçara. Essas mulheres mostram a força de sua relação com o mangue, que traz o sustento. Não pensam em parar. Enquanto puder vou tirar. Até quando Deus falar parou. Sempre marisqueira, até morrer.

O documentário foi dirigido pela cineasta santista Sirley Franco. A realização é da ONG Vida Caiçara e da Malagueta Produções, com patrocínio da DP World, por meio do Programa

Foto aérea do cais leste – obras concluídas.

de Memórias: Porto & Pesca

marisqueiras

de Ilha Diana contada em documentário

Municipal de Incentivo Fiscal de Apoio à Cultura PROMICULT –“Alcides Mesquita”, da Prefeitura de Santos. documentário Marisqueiras da Ilha Diana: Tradição e Resistência Caiçara, com cerca de 30 minutos, teve lançamento especial dia 27/5 no cine Roxy, em Santos. Existem projetos futuros para exibição em escolas. A disponibilização na internet será feita após participação em alguns festivais.

Trabalharam na produção do documentário: Cineasta Sirley Franco, Produção executiva: Alexandre Lima, Direção de Fotografia: Fred Chalub, Imagens de drone: Marcelo Morini, Roteiro e narração: Larissa Meira, Transporte de barco: Maury Martins Junior.

Cleide Gomes Reis
Reinaldo Malafati Filho
Santina Barros
Rogério Rocha
José Luiz Mendes
Ricardo Yumoto
Francisco Tobias Barros
Marly Vicente da Silva
Alexandre Lima, Sirley Franco, Patrícia Limeres
Rosemary de Souza, Irene de Souza Quirino,Tatiane Quirino e Debora Gomes

Djamila lança nova edição de Lugar de Fala

Dia 25 de junho a santista Djamila Ribeiro, filósofa, escritora e ativista veio a Santos para o lançamento da edição ampliada de seu livro Lugar de Fala, traduzido em seis idiomas, e proferir Aula Magna na UNIFESP-Baixada Santista. Djamila, sem sombra de dúvidas, é uma das intelectuais brasileiras de grande evidência internacional da atualidade; uma das personalidades mais importante do país e também um grande orgulho para todos e todas nós santistas. Prestigiar esses momentos dela aqui na nossa cidade é sempre um prazer e grande oportunidade de aprender com suas reflexões e experiências de vida. Além de ter sido um acontecimento importante para nossa cidade, foi também muito especial para todas as pessoas que lotaram o auditório da Unifesp, que tiveram a oportunidade de conhecer um pouco da história de Djamila com sua cidade natal, Santos. Em relação à temática que o livro nos traz e propõe, Djamila fez-nos uma reflexão buscando o rompimento dos discursos impostos pelos grupos historicamente privilegiados e sobre a necessidade da democratização do debate que dá visibilidade a grupos marginalizados para garantir a eles que suas produções intelectuais e vozes sejam ouvidas em pé de igualdade com os demais entes que formam a sociedade em que vivemos.

Augusta França Mochilando Afroculturas

Jogos Indígenas acontecem na aldeia Tapirema em Peruíbe

Em sua terceira edição, o evento combinou brincadeiras, práticas esportivas originárias e atuais

Uma iniciativa que propicia a união dos povos e a transmissão de saberes ancestrais aconteceu de 5 a 7 de junho em território Tupi-guarani em Peruíbe. Aberto ao público e com entrada gratuita, procura promover intercâmbio entre aldeias, entre indígenas e não-indígenas, a fim de valorizar a ancestralidade, saúde corporal e espiritual e a acolhida comunitária. Para Catarina Nimbopy’rua, anciã e nhadetsy da Aldeia Tapirema, uma das protagonistas da retomada do território ances-

Os jogos indígenas acontecem desde 2023

tral, a atividade vai além do esporte. “Os jogos são importantes para unir os jovens e reviver momentos como nossos ancestrais viviam os esportes indígenas. Também são importantes para retomar as práticas esportivas que muitos indígenas estavam esquecendo, importante reviver para quem está procurando viver a sua cultura. Recebemos também outras etnias de outras aldeias e acontece ainda a união dos povos originários. Isso é mais importante.” Afirma a txedjaryi. Como ferramenta de

educação comunitária, auxiliam no ensino de valores como cooperação, respeito à natureza e união entre os povos. Para o morubixaba (cacique) Awa Tenondeguá, da Aldeia Tapirema, os jogos fazem um importante papel de aproximar os povos indígenas de nossa região. “A comunidade está empenhada em realizar os jogos. Esses jogos não são somente disputa, mas o fortalecimento da nossa cultura, da nossa tradição, dos nossos esportes, das práticas tradicionais.”

Caminhada traz história dos povos originários da cidade de Santos

“Guaiaó: memórias, histórias e apagamentos indígenas em Santos” traz um roteiro de caminhada e em tupi convida: Djagwata! (Vamos caminhar!)

Segundo a criadora do projeto, a jornalista Catharina Apolinário, a proposta é um bate papo sobre o tema, observando aspectos locais presentes na Ponta da Praia e suas relações co m a cultura, história e memória indígena, sob uma perspectiva decolonial. O roteiro de caminhada mostra aos participantes à luz da história colonial e além dela, a fim de reavivar memórias de pertencimento e conexão com a ancestralidade afroindígena e com a natureza. São abordados contextos socioecoculturais referentes aos povos originários, apagamentos históricos e atuais na cidade de Santos, a presença forte na região da Costa da Mata Atlântica, questões do clima e preservação do bioma, e a importância dos territórios indígenas e ancestrais para celebração e perpetuação da cultura.

O projeto, iniciado em outubro de 2025, traz uma novidade em agosto, quando a jornalista Catharina Apolinário realizará pela primeira vez o roteiro Memórias e Histórias Indígenas em Santos – da Ponta ao Centro, que sai da Ponta da Praia, passa pela Ilha Diana e termina no Centro Histórico. A atividade tem apoio da Secretaria

de Cultura de Santos, através do PNAB 04/2024, nascendo da pesquisa realizada pela jornalista sobre história, memória e apagamentos na cidade de Santos e região da Costa da Mata Atlântica. A atividade é destinada, de forma gratuita, à educadores da rede pública e educadores populares periféricos. Mas tem número de vagas limitado. Para reservar é necessário entrar em contato pelo número (13) 991526970, por ligação ou whatsapp. O que é o roteiro Memórias e Histórias Indígenas em Santos: O roteiro é uma apresentação da pesquisa de mesmo nome feita pela jornalista Catharina Apolinário. É um roteiro cultural na cidade de Santos que revela, retoma, ressignifica e revisita espaços de memória indígena na cidade. A caminhada passa por lugares que trazem reflexões sobre contemporaneidades referentes aos povos originários, narrativas históricas e análises criticas decoloniais. O caminho começa na Ponta da Praia (antigo porto dos escravizados), passa pela Ilha Diana, comunidade caiçara sobre um sambaqui e termina no centro histórico de Santos, visitando, através de obras de arte coloniais e pós-coloniais os retratos da história dos povos indígenas que habitaram este território.

Culinária caiçara tem destaque em Festival

O Festival da Cerveja Artesanal com Caranguejo aconteceu no Centro Histórico de Santos dia 25/4 em Santos. O ambiente de lazer combinou gastronomia, cultura e entretenimento, com a presença de diferentes chefs de cozinha. A culinária caiçara esteve presente com a participação de Sandra e Helena Assumpção, que pertencem ao grupo de Turismo de Base Comunitária (TBC) de Caruara, bairro da área continental de Santos. As culinaristas apresentaram pratos tradicionais como taioba em diferentes preparos, caponata de coração de banana, bolinho de mandioca e o criativo barquinho de salada quilombola. Com entrada gratuita o evento reuniu atrações para todas as idades, combinando gastronomia, cultura e entretenimento.

Bala do puxa-puxa

Colocar 4 litros de caldo de cana numa panela, para ir encolhendo. Levar ao fogo alto, tomando conta para não derramar, tirando sempre a espuma de cima. Tomar conta para não derramar. Ficar apurando e deixar um caldo grosso no fundo da panela. Mexer num ponto de quase se soltar na panela. Jogar o melado numa pedra. Raspar com uma espátula até dar ponto mais duro até pegar na mão. Esticar e dobrar a massa do jeitinho que se faz bala de coco, até esbranquiçar um pouco. Enrolar na mão em rolinhos compridos. Cortar, antes que endureça, como balinhas. Rende cerca de ½ kg de bala. Aí é só saborear!

Receita da Sandra de café caiçara

Ingredientes:

1 litro de garapa (caldo de cana)

2 colheres (sopa) de café moído

Preparo: Colocar a garapa numa panela e deixar ferver, retirando a espuma com uma colher. Colocar o café no coador e jogar o caldo por cima.

Helena Assumpção mostra torta de salada quilombola e bolinhos de banana

Como escolher um filhote

O secretário de Turismo

Thiago Papa ao lado da guia Soraia e das irmãs Helena e Sandra Assumpção

A importância de

comprar pescado de qualidade para o consumo seguro

Saber observar as características de um pescado fresco é essencial para a garantia de se consumir peixe fresco, porém o consumidor deve se atentar também para a origem do pescado. É a partir da origem que se pode garantir a qualidade deste pescado.

Todo pescado deve ser adquirido de locais que tenham fiscalização sanitária para evitar o consumo de produtos clandestinos. Todo produto de origem animal tem que ser rigorosamente inspecionado pelo Serviço de Inspeção para evitar problemas de ordem sanitária. Os peixes pescados em áreas contaminadas não podem ser comercializados pois oferecem riscos ao ser ingeridos e o consumidor pode não perceber que este produto está contaminado pois não existe alteração da cor e do cheiro, o que agrava a ingestão. Estes contaminantes podem ser bactérias, agentes químicos, como o mercúrio, arsênio, pesticidas entre outros.

Médico veterinário

Augusto Pérez Montano

Quando mulheres grávidas consomem pescado contaminado por mercúrio, o sistema nervoso desses fetos em desenvolvimento são afetados gerando dificuldade de aprendizagem, à semelhança de crianças pequenas que ingerem este contaminante; nos adultos o mercúrio pode causar problemas no sistema nervoso central e problemas cardiovasculares. Os peixes contaminados por bactérias resultam diferentes problemas, desde vômitos, náuseas, diarreia, febre e morte. Portanto, o consumidor não deve se assegurar apenas pelas características de frescor como: odor suave, olhos brilhantes e transparentes, escamas firmes e brilhantes, brânquias avermelhadas sem sujidades, abdome firme, sem estar abaulado e quando o filé está exposto a carne deve ser firme.

Na hora de escolher um filhote e levá-lo para casa é ideal que ele tenha de 45 a 65 dias de vida, ou seja de dois até três meses. Assim o filhote já fez o desmame e você então poderá alimentá-lo em sua casa e provavelmente ele vai chorar menos a falta da mãe. Não tenha pressa em levar seu filhote antes do período ideal, o leite materno é fundamental para o seu crescimento. Como primeiros cuidados é importante saber se o filhote está saudável. Aqui vão algumas dicas: nos olhos, se houver muita secreção de cor amarela, pode ser um indicativo de verminose mucosas muito pálidas podem ser sinal de anemia pelo feio, com pulgas ou carrapatos, significam que o filhote não está sendo bem tratado barriga ou abdômen muito inchado é um indicativo de vermes. Um bom aspecto de saúde do filhote é ter olhos sem secreção, pelo bonito sem parasitas, mucosas bem vermelhas e abdômen normal, sem inchaço. Um bom local, sem vento e chuva, uma boa alimentação, carne balanceada ou uma ração de boa qualidade para filhotes e água fresca disponível. Estes são basicamente os primeiros cuidados. Como dica de higiene, filhotes em idade tenra não devem tomar banhos. O dono pode comprar uma loção desodorante para higienizá-lo, ou fazer a sua própria loção. Para isto basta misturar água, vinagre e álcool em quantidades iguais e passar pelo corpo do filhote com um algodão uma vez ao dia. É possível também colocar 15 cravos da índia num vidrinho com álcool descansando por três dias. Limpe com esse líquido o corpo e os ouvidos do animal com auxílio de algodão. Ele vai ficar cheiroso com uma opção econômica.

Na próxima edição falaremos sobre as datas de vacinação para cães e gatos.

Eduardo Ribeiro Filetti é médico veterinário, professor da Universidade Santa Cecília, mestre em Saúde Pública, pós-graduado em clínica de felinos, especialista em clínica médica e cirurgia de pequenos animais e membro da Academia Santista e Praiagrandense de Letras

Café caiçara com garapa

Vicente de Carvalho São Pedro

Perequê Guarujá

São Vicente

Vila dos Pescadores Cubatão

Prefeito de Cubatão Cesar Nascimento(terceiro à direita) ao lado da vice Andrea Castro junto a líderes comunitários

Bertioga

Sidnei Bibiano com o prefeito do Guarujá Farid Madi
Sidnei Bibiano com o presidente da Z-23 Kally Molinero

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