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JORNAL MARTIM-PESCADOR 202

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JULHO/AGOSTO DE 2026 • NÚMERO 202• ANO XXIII • TIRAGEM 3.000 EXEMPLARES

23 ANOS

Bom Jesus de

www. jornalmartimpescador.com.br

Ilha Diana

Moradores e turistas se reúnem para comemorar o dia do santo em agosto. Págs. 4 e 5

Adeus a Severino, querido pescador de Cubatão. Pág.8

Museu do Porto inaugura Sala em Homenagem a Pessoas Negras e sua Importância Histórica em Santos. Pág. 8

Grupo Abayomi se apresenta em homenagem a Chaguinhas em Santos. Pág. 3


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A tradição da pesca em São Vicente

São Vicente, a primeira cidade fundada pelos portugueses no Brasil, em 22 de janeiro de 1532, tem sua história marcada pela pesca. Registros mantidos pela Colônia de Pescadores Z-4 André Rebouças, mostram que em 1921 a entidade já estava em funcionamento, como provam documentos zelosamente guardados pela presidente da entidade, Maria Aparecida Nobre da Silva, a Nenê. O documento mais antigo é a carteira de pescador do bisavô materno de Nenê, Firmino Gonçalves dos Santos, emitida em 21 de julho de 1921. A carteira foi assinada pelo comandante Frederico Villar, durante sua missão no Cruzador da Marinha José Bonifácio, para a implantação do Programa Nacional de Pesca e Saneamento do Litoral desenvolvida de 1919 a 1924. O avô Claudemiro Ferreira Nobre também seguiu a tradição de pescador e construtor de canoas. Além de praticar a pesca ensinou muitos jovens do bairro essa tradicional arte. Na década de 40, período da II Guerra Mundial, as atividades da Z-4 ficaram suspensas. Em 1950, as atividades foram retomadas, com a eleição de Osvaldo Santos para a presidência. Nenê recorda que na época, a sede da Colônia era na rua Guamium, 60, chamada hoje de Rua Japão. Nesse local a colônia loteou terreno da Marinha com 200 metros de frente por 33 metros de fundo com área de 6.600 m2, com permissão do Serviço de Patrimônio da União, para os seus associados construírem suas residências mediante permissão concedida pela Colônia. Hoje esta área encontra-se totalmente ocupada pelas famílias de pescadores. Hoje as colônias de pescadores artesanais estão equiparadas a sindicatos rurais, tornando-se assim legítimas representantes da classe. Após muitos anos de espera, o Governo Federal sancionou em 3/5/2008 o decreto lei no 11.699, que transformou as colônias de pescadores em sindicatos rurais, conforme parágrafo único do artigo 8o da Constituição Federal. A decisão fortaleceu essas entidades de forma legal, dando-lhes maior representatividade, e permite também a cobrança de contribuição sindical, equiparando-as aos sindicatos de outras categorias profissionais. Esse trabalho é o reconhecimento, ainda que tardio, dessa profissão tão antiga. EXPEDIENTE www.jornalmartimpescador.com.br

Firmino Gonçalves dos Santos (à direita) recebeu a carteira de pescador em 1921.

Professor Amorim entre os pescadores Cristiano Maia e José Francisco Freire (Zico)

Valéria Rocha, Luciana Cirila e Nenê

Órgão Oficial da Federação de Pescadores do Estado de São Paulo

Av. Dino Bueno, 114 Santos - SP CEP: 11030-350 Fone: (013) 3261-2992

Claudemiro Nobre, tradicional construtor de canoas e pescador na rua Japão.

Tuka Nobre e Zico

Nenê, presidente da Colônia Z-4 e Vera Lúcia Burais Jornalista responsável: Christina Amorim MTb: 10.678/SP christinamorim@gmail.com Fotos e ilustração: Christina Amorim; Diagramação: cassiobureau.com.br Projeto gráfico: Isabela Carrari - icarrari@gmail.com - Impressão: Diário do Litoral: Fone.: (013) 3307-2601 Os artigos e reportagens assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal ou da colônia


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Chaguinhas, um herói de nossa terra A personagem de Chaguinhas, Francisco José das Chagas, um cabo negro do Primeiro Batalhão de Santos, é lembrada em Sessão solene da Câmara de Santos dia 26/06. O valoroso homem que lutou contra injustiças salariais e pela igualdade de valores entre militares portugueses e brasileiros foi condenado à morte e levado à forca no então Largo da Forca, atual Praça da Liberdade, em São Paulo em 1821. Hoje, sua história está vinculada à luta antirracista e a defesa de direitos dos trabalhadores. Esteve presente ao evento o vereador Chico Nogueira, propositor Lei Municipal nº 4.474, sancionada em abril de 2024, que incluiu a homenagem a Chaguinhas no Calendário Oficial de Eventos e Datas Comemorativas de Santos, já em sua terceira edição. Também compareceram à Sessão o vereador Marcos Caseiro, Augusta França (guia de Afroturismo), Otaciano Oliveira Neto (vice-presidente do Conselho de Participação e Desenvolvimento da Comunidade Negra e Promoção de Igualdade Racial em Santos) Bartolomeu Pereira de Souza (coordenador do Comitê Chaguinhas), José Abílio Ferreira (escritor e poeta). Isabel dos Santos, com o grupo Abayomi, abriu sua apresentação com a ritualística afro em homenagem a Chaguinhas e os heróis da brasilidade. O Griô Josmar Tadeu da Irmandade de Devoções ao Glorioso Chaguinhas conduziu a imagem do homenageado.

Augusta França recebe o prêmio Dandara Criadora do Mochilando Afroculturas é homenageada em Santos Augusta França, produtora cultural, guia de Afroturismo, recebeu o prêmio Dandara dia 28/07. O evento é realizado anualmente pelo Conselho de Desenvolvimento da Comunidade Negra e da coordenadoria de Igualdade Racial de Santos. Neste ano, 10 mulheres foram homenageadas em Santos. A indicação de Augusta foi feita pela conselheira Luciana Cruz, presidente da Afrotu e Marileide Evangelista. “Este foi um momento de muita emoção por estar entre todas estas mulheres e poder conhecer suas histórias e das ações construtivas promovidas por cada uma delas que atuam em diferentes frentes sociais simbolizando Dandara dos Palmares a força da mulher negra na luta por justiça e por uma sociedade de igualdade racial e social”. A referência a Dandara dos Palmares, escolhida como nome do prêmio, exaltou a mulher que foi uma guerreira e líder quilombola que lutou pela liberdade no Quilombo dos Palmares no século 17, como resistência contra a escravidão no Brasil colonial.

Augusta França, quarta à direita, confraterniza com as demais premiadas.


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Ilha Diana festeja Bom Jesus

COLUNA DP WORLD REFORÇA COMPROMISSO COM A SUSTENTABILIDADE E A PRESERVAÇÃO DOS MANGUEZAIS Em julho, a DP World reforçou compromisso com a preservação ambiental e a descarbonização das operações. Pelo terceiro ano consecutivo, o terminal portuário de Santos conquistou o Selo Ouro do Programa Brasileiro GHG Protocol, reconhecimento destaca a transparência e a qualidade do acompanhamento das emissões de gases de efeito estufa da companhia. A estratégia de redução do impacto ambiental inclui investimentos em eletrificação de equipamentos e na eficiência

operacional, alinhados ao Plano de Descarbonização da DP World e às metas globais da Science Based Targets initiative (SBTi). Conscientização ambiental Para celebrar o Dia Mundial de Proteção aos Manguezais, a DP World promoveu, em parceria com o Instituto Manguezal Vivo, atividade de integração e educação ambiental com integrantes da empresa e moradores da Ilha Diana. A ação contou com uma remada em canoa havaiana pelos manguezais, proporcio-

nando contato com a biodiversidade local e reforçando a importância da preservação desse ecossistema.

CONCLUSÃO DA EXPANSÃO DO CAIS DA DP WORLD E INÍCIO DAS OBRAS DO PÁTIO DE CONTÊINERES As obras de ampliação do cais do terminal portuário da DP World, em Santos, foram concluídas, com execução do Plano de Gestão Ambiental, que incluiu ações de controle, monitoramento e mitigação dos impactos ambientais. Autorizada pela Licença de Instalação (LI) nº 1523/2025 – 1ª Retificação, esta etapa contemplou a ampliação de 40 metros no lado Leste e 150 metros no lado Oeste do cais. A etapa foi concluída sem acidentes ambientais, reforçando o compromisso com a segurança e a proteção do meio ambiente. A iniciativa contribuiu para geração de oportunidades de trabalho e a valorização da mão de obra da Baixada Santista, uma vez que parte dos profissionais envolvidos na primeira fase continuará atuando nas próximas etapas do projeto, permitindo aproveitamento da experiência adquirida e contribuindo para a geração de empregos na região. Na sequência, as obras contemplam a ampliação do Pátio de Contêineres, que inclui a implantação de uma laje estaqueada. Com início em julho de 2026, a conclusão está prevista para dezembro de 2027, e as atividades seguirão os controles e medidas previstos no Plano de Gestão Ambiental, mantendo o acompanhamento, o monitoramento e a mitigação dos impactos ambientais.

INÍCIO DAS OBRAS DE IMPLANTAÇÃO DO TMS TERMINAL MULTIMODAL DE SANTOS (PROJETO SEEDS) O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) emitiu a Licença de Instalação (LI) nº 1564/2026 para a implantação do TMS – Terminal Multimodal de Santos. Como primeira atividade do projeto, está previsto, para a segunda quinzena de setembro, o início das atividades de dragagem. Informações sobre a execução das atividades, as relacionadas à segurança da navegação, serão comunicadas previamente à comunidade e aos demais públicos do entorno.

OUVIDORIA TMS

Para mais informações, entre em contato pelos canais oficiais de comunicação do TMS: (11) 98961-7168, projetomultimodal@dpworldsantos.com.br ou www.projetoseeds.com.br. A ouvidoria está disponível pelo telefone 0800 000 6380 e pelo site www.canalconfidencial.com.br/seeds-tms. Material produzido para os Programas de Comunicação Social, exigidos como condicionantes das Licenças de Instalação nº 1523/2025 – 1ª Retificação e nº 1564/2026, emitidas pelo IBAMA.

OUVIDORIA DP WORLD ouvidoria.ssz@dpworld.com www.dpworld.com/brazil

Ilha Diana, uma comunidade de pescadores localizada na Área Continental de Santos, festejou seu padroeiro Bom Jesus na comunidade dia 6 de agosto e em festejos abertos ao público durante dois finais de semana de agosto 8 e 9/ 15 e 16. A tradição foi trazida por moradores de Iguape que se mudaram para Ilha há 66 anos atrás. Aconteceram procissões terrestres e marítimas e missas em louvor ao padroeiro. A programação, aberta a visitantes, incluiu gastronomia típica, música e atrações para toda a família. A programação musical teve atrações especiais nos dois dias. No sábado, o público curtiu o Samba Diferente, e a Banda Devanejo. No domingo, a animação ficou por conta do Grupo Vambora, e de Fernando Negrão, que animou o público no encerramento da festa. A culinária típica da comunidade incluiu a tradicional tainha na brasa, acompanhada de arroz, farofa de camarão e vinagrete, e também porções de camarão, peixe e caranguejo. A festa ainda ofereceu opções de lazer para as crianças, com espaço kids e brinquedos. Quem perdeu a festa, lembre-se que a ilha pode ser acessada por embarcações que saem do píer localizado ao lado da Alfândega, no Centro de Santos, permitindo que moradores e visitantes cheguem ao bairro durante toda a semana. Os horários das barcas podem ser obtidos através do site www.cetsantos.com.br O trajeto custa 50 centavos.Muitos moradores mantém restaurantes com comidas típicas caiçaras para atender os turistas o ano inteiro. A 66ª Festa do Bom Jesus é realizada pela Prefeitura Regional da Área Continental, da Secretaria das Prefeituras Regionais, contando com apoio da Secretaria de Cultura.

Baque Mulher Baixada Santista

Teve início em 1 de agosto o primeiro ciclo de oficinas de Maracatu de Baque Virado para mulheres que desejam se aproximar do Baque Mulher Baixada Santista. A oficina, que se estende das 9h às 10h, é aberta para iniciantes, e não é necessário ter instrumento próprio. As interessadas podem visitar o local e conhecer as feministas do Baque Virado e sentir a energia dos tambores, na Rua Bittencourt, 168-


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Vila Nova-Santos, aberto das 11h às 13h. O Baque Mulher é um movimento nacional fundado por Joana Cavalcante, a única mestra mulher de maracatu que temos até hoje, para empoderar mulheres, especialmente negras e periféricas. Na Baixada Santista, teve sua retomada em 2025 e somando hoje cerca de 30 mulheres em busca de fazer acontecer os valores do movimento! Este primeiro encontro teve a participação de 40 batuqueiras, antigas e iniciantes. A atividade reuniu mulheres para tocar Maracatu de baque virado e cantar as LOAS (músicas) feministas do movimento fundado e liderado pela Mestra Joana Cavalcanti, do Maracatu Encanto do Pina, no Recife. Os encontros são mensais. Mais informações no Instagram do BM Baixada Santista @baquemulherbaixadasantista Datas:12/9, 17/10, 14/11, 12/12 (Oficina de Maracatu Feminista e Antirracista) Sempre as 09h00. Com café comunitário às 10h (as participantes podem trazer qualquer contribuição para o grupo saborear). Local: Rua Bittencourt, 168 - Vila Nova - Santos. Fotos: Mari Amarante

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A importância da vacinação em cães e gatos A vacinação é um cuidado imprescindível para a saúde do animal. Para filhotes de cães: 04 doses de V10 (protegem contra DEZ doenças) + Raiva Filhotes de gato: 04 doses de V4 (protegem contra quatro doenças) + Raiva 1ª Dose: de 45 a 60 dias de vida Cães e gatos adultos: anualmente 01 Dose + Raiva + Lepstospirose semestral. Vermifugação: a partir de 20 dias de vida. Primeiro Passeio: A idade ideal para o primeiro passeio é quando o animal estiver totalmente vacinado, ou seja, todas as 04 doses e a vacina contra Raiva. Se o filhote começou a vacinação no período correto com 05 meses já pode passear, com exceção para as raças doberman e Rottweiler, que detém maior propensão para a parvovirose, sendo o período de vacinação mais extenso. Leishamaniose. É uma zoonose causada por um protozoário, que acomete o homem e várias espécies animais: equídeos, gatos (raramente), animais silvestres e principalmente os cães. A Leishmaniose é transmitida por pequenos insetos que desovam em matéria orgânica úmida e se utilizam do sangue destas espécies citadas como fonte de alimentação. Esses insetos são conhecidos por diferentes nomes populares, principalmente “mosquito-palha”. A espécie canina aparece como principal hospedeira pelos seguintes fatores: o – convívio muito próximo do cão com o homem, atraindo assim o mosquito e facilitando a contaminação a alta densidade populacional aliada a susceptibilidade que apresentam várias espécies de Leishamia elevada proporção de infecções inaparentes O tratamento no cão tem se mostrado pouco eficiente, pois os sintomas podem desaparecer diante dos medicamentos ministrados, porém temporariamente, pois na realidade não existe cura parasitológica, continuando assim o animal a abrigar o protozoário na pele e vísceras. Tornando possível ainda a propagação da doença. É muito importante um diagnóstico laboratorial preciso, pois os cães que se apresentam soro positivos devem ser sacrificados. Já no ser humano a cura vai depender de uma bem desenvolvida resposta imune celular. No momento do diagnóstico positivo do cão, o profissional várias vezes vai se deparar com um animal aparentemente saudável, tornando difícil para os familiares compreender a gravidade do caso. O médico veterinário deve estar preparado para confortar, esclarecer e tomar as providências para o bem da saúde pública. Os sintomas no cão aparecem como escamações cutâneas, nódulos (úlceras no focinho, orelha e extremidades), conjuntivite, febre hepática e crescimento exagerado das unhas (onicogrifose). Invariavelmente, nos estágios terminais (hepato esplenomegalia, anemia, fezes sanguinolentas) o quadro evolui para morte. Nas áreas de incidência do mosquito que transmite a Leishmaniose, o controle poderá ser realizado através de medidas como: telas para evitar a entrada dos mosquitos, repelentes, inseticidas, higiene em locais públicos ou residenciais (terrenos, quintais etc.), além do diagnóstico precoce para cães e tratamento adeEduardo Ribeiro quado nos casos humanos. Já existe Filetti é médico vacina para esta patologia e deve ser veterinário, professor ministrada em 3 doses no primeiro da Universidade Santa Cecília, mestre em ano. Lembre-se: “Consulte sempre Saúde Pública, pósum médico veterinário” graduado em clínica Eduardo Ribeiro Filetti é médico de felinos, especialista veterinário, professor da Universidaem clínica médica e de Santa Cecília, mestre em Saúde cirurgia de pequenos Pública, pós-graduado em clínica de animais e membro da felinos, especialista em clínica méAcademia Santista e dica e cirúrgica de pequenos animais Praiagrandense de e membro da Academia Santista e Letras Praiagrandense de Letras.

Caminhada segue roteiro histórico-cultural indígena

Catharina Apolinário, guia de turismo e jornalista.

A caminhada Memórias e Histórias Indígenas em Santos aconteceu dia 29 de agosto, percorrendo bairros que abrem oportunidades de conversar sobre povos originários. O trajeto traz fatos, histórias, cultura e análises críticas socioambientais, desde antes da colônia até hoje, a partir de narrativas afro-indígenas e decoloniais. O caminho começa na Ponta da Praia, há um trecho percorrido de barco, pelo canal do Porto de Santos, até a Ilha Diana e termina no Centro Histórico de Santos

Catharina Apolinário, guia de turismo e jornalista, conduz os visitantes. O público-alvo inclui professores e educadores da rede pública. O percurso acontece das 09h às 17h00. Mais informações: (13) 99152-6970 O projeto é realizado através da POLÍTICA NACIONAL ALDIR BLANC EDITAL 04/2024 Secretaria de Cultura de Santos Artes: FAB - Produção: Okwaa

Esponja de lavar louça: prós e contras A esponja de cozinha apresenta vantagem de ser facilmente encontrada no comércio, assim como pode ser usada em todos os tipos de utensílios de cozinha sendo ainda um produto barato de fácil aquisição da população. Há dois tipos de esponjas para lavar louça: a comum e a de silicone. A esponja comum tem duas faces, uma feita de espuma macia e a outra áspera de fibra verde. A de silicone é feita com material flexível, resistente e de várias cores, geralmente tem cerdas que servem para remover a sujeira sem riscar a superfície. Porém a maior vantagem é que ela não retém água e nem resíduo de alimento, o que evita a proliferação bacteriana, tornando-a mais segura. Inclusive pode ser lavada na lava-louças e esterilizada no microondas. Outro ponto positivo está no período de uso, que com bons cuidados pode durar meses. O que a diferencia da esponja comum, é que ela deve ser lavada semanalmente ou a cada

15 dias, dependendo da intensidade de uso, para evitar risco à saúde. A esponja comum após o uso deve ser lavada com água e detergente e higienizada com água fervendo ou água sanitária para não contaminar os utensílios e as pessoas. Apesar da recomendação de trocar a esponja comum pelo menos a cada 15 dias, sempre que esta tiver desbotada, esfarelada e com odor fétido, que significa presença de alimento deteriorado em seu interior, a troca deve ser realizada. Outro ponto importante é ter no uso diário de duas esponjas, uma para lavar as louças e a outra para limpeza da pia. Dessa forma conclui-se que as esponjas usadas nas cozinhas devem ser trocadas regularmente. As esponjas devem ser bem aparentadas, limpas e higienizadas, o que garante a higiene das cozinhas, prevenindo doenças causadas por Staphylococcus, E. coli e Salmonella, que são agentes que podem ser transmitidos pelas

esponjas contaminadas. Médico veterinário Augusto Pérez Montano-ex-integrante da Comissão de Aquicultura do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo.

Augusto Pérez Montano-médico veterinário ex-integrante da Comissão de Aquicultura do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de SP


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Reunião na Colônia Z-1 discute problemas que afetam os pescadores O evento reuniu parlamentares e representantes da pesca artesanal O deputado estadual Luiz Claudio Marcolino e o vereador Lucas da Orlandina, candidato a deputado federal, visitaram a Colônia de Pescadores Z-1 de Santos em 31/8 para discutir com os pescadores artesanais os principais problemas no exercício da profissão. Estiveram presentes Izaura Martins Bilro da ALPESC (Associação Litorânea da Pesca Extrativista Classista do Estado de SP), Tica (Associação de Pescadores de Itanhaém), Maria Aparecida Nobre da Silva (Nenê) da Colônia Z-4, pescador Rogério Rocha da Colônia Z-1, Lucinei Paes, assessora do deputado Marcolino, professor Alberto Amorim aposentado do Instituto de Pesca, entre outros representantes do setor pesqueiro. Estes debates já vêm se desenvolvendo de forma mais ativa com a criação da Frente Parlamentar pelo Desenvolvimento e Proteção à Pesca Artesanal e à Aquicultura, lançada em 21 de agosto de 2023 na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP). Coordenado pelo deputado Luiz Claudio Marcolino, o bloco suprapartidário conta com a participação de mais 19 membros apoiadores. Segundo Marcolino, que atualmente concorre à reeleição no cargo de deputado estadual, neste período a Frente vem recebendo demandas das colônias e associações e dos próprios pescadores e aquicultores referentes às dificuldades na comercialização e a necessidade de uma estrutura

Representantes da pesca artesanal ao lado do deputado Marcolino (blusa branca à frente) e vereador Lucas da Orlandina (atrás ao lado esquerdo)

de mercado para o pescado. Este assunto também foi debatido na Conferência Nacional de Aquicultura e Pesca em 01/7 em São Paulo. Os pescadores artesanais se queixam também dos problemas causados pelos atravessadores. Para Marcolino, outras necessidades do setor pesqueiro incluem fortalecimento de pequenos municípios e ampliação de investimentos em saúde, educação, infraestrutura, desenvolvimento econômico, assistência social, mobilidade e cultura. Em seu mandato, o deputado, atento às necessidades do setor, criou os pro-

jetos de lei: PL1039/2025 Programa Estadual de Implantação de Rampas e Trapiches (PRO-RAMPAS) para garantir infraestruturas adequadas para os pescadores artesanais; PL393/2024, Política Estadual de Pagamento por serviços ambientais para incluir pescadores artesanais entre os beneficiários dos programas; PL502/2025 Benefício kit pescador para instituir entrega de kits de apoio a pescadores contendo equipamentos básicos para atividades; PL504/2025-Prioridade na aquisição de pescados artesanais por restaurantes univer-

Exposição Fotográfica Projeto Cavalos-Marinhos O Espaço Mantas do Brasil, no Gonzaga, em Santos, recebe exposição fotográfica do Projeto Cavalos-Marinhos, que convida a um mergulho no universo desses seres extraordinários. São oito imagens que retratam a espécie Hippocampus reidi no litoral norte de São Paulo. Os registros são do oceanógrafo, fotógrafo subaquático e mergulhador Leandro Coelho, que atua ativamente na conservação de espécies marinhas e mantém parte dos registros disponíveis no @horizontesdemar. A expansão do Projeto Cavalos-Marinhos, que atua pela conservação desses animais, tornou-se possível

graças ao apoio do Programa Petrobras Socioambiental, nas áreas relacionadas aos campos de Búzios e Libra, na Bacia de Santos. Local: Espaço Mantas do Brasil - Rua Tocantins, 143 – Gonzaga - Santos Data e hora: o espaço é aberto ao público para visitação durante um sábado por mês, das 10h às 16h, com entrada gratuita. As datas das visitas podem ser conferidas no instagram @mantasdobrasil. A mostra está em cartaz por tempo indeterminado. http://www.projetocavalosmarinhos.com.br.

sitários para estabelecer que estes restaurantes priorizem a compra de pescados provenientes da pesca artesanal. O vereador Lucas da Orlandina também atento às necessidades dos pescadores, defende a valorização da pesca profissional, pleiteando melhores políticas

para o defeso, comercialização do pescado, inclusão do pescado na merenda escolar e preservação da cultura caiçara. Os parlamentares estendem suas visitas a demais colônias e associações de pescadores com o objetivo de atender demandas relacionadas à pesca.

Vício em bets tem tratamento As famílias brasileiras perderam R$ 62,5 bilhões para as bets no ano passado. O montante corresponde ao valor líquido, ou seja, à diferença entre o dinheiro apostado e o devolvido em forma de prêmio. Este valor equivale a uma média de R$ 4,7 bilhões por mês, considerando o período de outubro de 2024 a março de 2026. As perdas equivalem a 0,68% da Renda Nacional Disponível Bruta das Famílias e consideram as transferências feitas por Pix para as casas de apostas. No mesmo período, as bets movimentaram quase R$ 351 bilhões em transações via Pix. Fonte: Agência Brasil Como procurar ajuda O jogador compulsivo pode obter ajuda especializada através do teleatendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A consulta por vídeo, disponível em todo o país é feita em parceria com o Hospital Sírio Libanês e ocorre sob sigilo. A inscrição deve ser feita no aplicativo Meu SUS Digital (Android e iPnone)


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Museu do Porto faz exposição permanente com personalidades negras

Jorge Valias, assistente pleno do Museu.

Dona Helena Monteiro da Costa, homenageada que viveu até os 100 anos, ao lado de sua sobrinha Ana.

Imagens de Anízio José da Costa, Helena da Costa e trabalhadores do porto

Quantas personalidades negras tiveram destaque para a formação da cidade de Santos, e num nível maior para o Brasil? Com essa reflexão foi criada a “Sala em Homenagem a pessoas negras e sua importância histórica em Santos” no Museu do Porto. O espaço foi inaugurado em 26 de junho com o lançamento do livro “Sonho de Liberdade”- por uma educação sem racismo de Bartolomeu Pereira de Souza, escritor, poeta e militante histórico contra o racismo no Brasil. Segundo Jorge Valias, assistente pleno do Museu, o foco em selecionar os personagens dirigiu-se para o angolano Anízio José da Costa que foi escravo, quilombola, carregador de sacos de café e faleceu em Santos em 1940 aos 110 anos. Foi considerado o símbolo da força de trabalho que ajudou a construir a riqueza da cidade. Sua filha Helena (1925-2025) foi uma das últimas descendentes diretas em primeiro grau de africanos escravizados no Brasil. No espaço também estão homenageados Quintino de Lacerda, herói abolicionista e primeiro vereador negro do Brasil, José Pereira Rebouças, maestro, instrumentista, Maria Patrícia Fogaça, 1838-1913, parteira de merecida fama, entre muitos outros. Na visita guiada ao museu é possível conhecer melhor a história dos homenageados. História do Museu O Museu do Porto foi inaugurado em 1989 e está instalado num casarão construído em 1902 para residência do inspetor-geral da Companhia Docas. Fazem parte do acervo documentos raros, objetos originais e equipamentos históricos dispostos em 21 salas com mais de 2 mil peças que mostram a força humana por trás do desenvolvimento portuário. O Museu do Porto fica na av. Conselheiro Rodrigues Alves, s/n (esquina com rua Conselheiro João Alfredo) Macudo Santos-SP Horário de funcionamento: Segunda a sábado, das 9h às 17h Instagram: @museuportosantos Informações e agendamento: museudoporto @portodesantos.gov.br

Seu Severino: a alma do pescador da Vila Sempre que ouvia falar em procissão de São Pedro, logo me vinha à lembrança a imagem do pescador Severino José da Silva carregando o santo na Vila dos Pescadores em Cubatão. Com o barco enfeitado no capricho, não faltavam bandeirinhas coloridas e as imagens de São Pedro, São Paulo e Nossa Senhora da Aparecida, de quem também era devoto. Na Vila a tradição é sempre cumprida à risca, com a procissão marítima seguida da terrestre que termina na Igreja de São Pedro e São Paulo, onde acontece a missa. Neste ano, no dia 28 de junho de 2026, seu Severino estava lá presente, com a mesma disposição de sempre cumprindo o perfeito ritual, seguindo de barco com o santo, que depois seria carregado até a igreja. Mas o que a gente não sabia é que neste ano o ritual teria gosto de despedida. Pois foi com tristeza que soube de sua partida no dia 10 de agosto aos 83 anos. Uma longa vida, pois seu Severino, nascido em Caruaru, Pernambuco, chegou de pau de arara em 1958 na Vila. Pescou de rede, tarrafa, e catou caranguejo. Viveu na Vila toda a sua vida e ali criou seus 10 filhos, 5 mulheres e cinco homens, seu maior orgulho. Seu Severino partiu, mas deixou na lembrança a imagem do homem trabalhador, um símbolo sagrado do pescador que ganha o sustento com suas próprias mãos nas águas desse nosso Brasil.


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