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Em Guarujá, a família de Sidnei Bibiano mostra o dia a dia de uma vida caiçara. Pág. 5
Evento traz reconhecimento e valorização das comunidades caiçaras. Pág. 8



Ação faz parte do projeto “Entre a Serra e o Mar: territórios de vida, ancestralidade e resistência!”, desenvolvido por escola da Náutica 3
Um projeto totalmente inovador, pioneiro no Brasil, pode servir como alternativa às moradias de palafitas da Vila dos Pescadores em Cubatão. Professores da Unidade Educacional Vera Lúcia Machado Massis (Náutica 3) puderam visitar no dia 11/03, as Casas Flutuantes, em Cubatão, como parte das ações de formação continuada vinculadas ao projeto “Entre a Serra e o Mar: territórios de vida, ancestralidade e resistência!”. Realizada durante o Horário de Trabalho Pedagógico Coletivo (HTPC). A
ação proporcionou aos educadores uma vivência de campo voltada à compreensão de alternativas diante dos desafios socioambientais presentes nos territórios de manguezal e estuário da Baixada Santista.
A atividade ocorreu no Parque Linear do Jardim Casqueiro, às margens do Rio Casqueiro, onde está localizado esse projeto pioneiro no Brasil no campo da habitação de interesse social. As Casas Flutuantes foram desenvolvidas como alternativa às moradias em palafitas da Vila dos Pescadores, comunidade

que reúne cerca de 9 mil habitantes. O grupo foi recepcionado pela diretora da Secretaria de Habitação de Cubatão, Karla Roncete que, juntamente com sua equipe, apresentou o projeto.
As unidades habitacionais são construídas em aço naval e contam com sistemas sustentáveis de fornecimento de água, energia e tratamento de esgoto, com o objetivo de reduzir os impactos ambientais sobre o manguezal e os corpos d’água da região.
Durante a visita, os participan-
tes puderam conhecer de perto uma iniciativa habitacional criada como alternativa às moradias irregulares instaladas em áreas de manguezal — problema historicamente presente na região e que provoca impactos significativos nos ecossistemas estuarinos. “A ideia foi aproximar os professores dessa realidade e das soluções propostas pelo poder público, ampliando repertórios e estimulando reflexões sobre território, justiça socioambiental e políticas públicas”, destacou a coordenadora pedagógica
da UE, Paula Massae. A vivência permitiu aos educadores refletir sobre temas como políticas públicas, habitação, conservação ambiental e direito ao território. A proposta também contribuiu para ampliar a compreensão sobre as relações entre sociedade e natureza, fortalecendo uma prática educativa crítica, territorializada e comprometida com a formação socioambiental dos estudantes.
Fonte: Secretaria de Imprensa e Comunicação Social/ Seicom São Vicente
Um exemplar subadulto de tartaruga-oliva será a nova atração do Museu do Mar de Santos.

O espécime recebido mede 0,73 cm de comprimento e encalhado e já sem vida, sendo e registrado pela equipe da Fundação Projeto Tamar na Praia de Subaúma, litoral da Bahia e doado ao Museu do Mar de Santos, SP. Segundo a Fundação a tartaruga-oliva é a menor tartaruga do mundo e a sua área reprodutiva é principalmente no litoral da Bahia e Sergipe. O exemplar doado foi taxidermizado no início de abril de 2026 no Museu do Mar pelo taxidermista Waldeney Gonçalves de Barros.
O biólogo marinho Luiz Alonso Ferreira, fundador e Diretor Presidente da Sociedade Museu do Mar afirma que “o recebimento da tartaruga-oliva, vem completar nosso acervo das cinco espécies de tartarugas da costa brasileira, dentre as quais se acham expostas no Museu do Mar, as tartarugas de couro (um neonato da maior espécie
de tartaruga do mundo), a de pente, a cabeçuda e a verde.
Com a chegada na nova espécie a diretoria da Sociedade Museu do Mar dá continuidade ao seu plano de trazer a cada semestre uma nova atração para o museu, enriquecendo um dos principais acervos de biologia marinha da América Latina e fornecendo ao público visitante uma visão mais ampla da biodiversidade marinha, enfatizando sempre sua importância e necessidade de preservação.
A tartaruga-oliva vem somar-se a outras espécies expostas no Museu do Mar, representantes das maiores e menores espécies do mundo, tais como, o tubarão-baleia (maior peixe), o peixe-lua (maior peixe ósseo) o albatroz-viajeiro (maior ave marinha) a concha gigante ( Tridacna gigas) , maior concha) o caranguejo-aranha japonês
(maior artrópode) o Batinomus giganteus (crustáceo marinho gigante, maior isópode do mundo) e o tubarão-anão, a segunda menor espécie de tubarão do mundo.
No dia 18/4, os visitantes do Museu do Mar puderam acompanhar parte dos trabalhos de taxidermia na tartaruga-oliva, quando o animal foi retirado da solução química e o taxidermista Waldeney Gonçalves de Barros fez a montagem para os visitantes assistirem.
Rua República do Equador 81, Santos
O Museu do Mar e o Museu Marítimo estão abertos diariamente das 13h às 18h. Fechados às terças-feiras. Tel: (13) 3261-4808. Whattsapp: (13) 99792-4808/ Sociedade Museu do Mar museudomar@museudomar.com.br
Jornalista responsável: Christina Amorim MTb: 10.678/SP christinamorim@gmail.com

www.jornalmartimpescador.com.br EXPEDIENTE
Órgão Oficial da Federação de Pescadores do Estado de São Paulo
Av. Dino Bueno, 114 Santos - SP
CEP: 11030-350 Fone: (013) 3261-2992
Fotos e ilustração: Christina Amorim; Diagramação: cassiobureau.com.br
Projeto gráfico: Isabela Carrari - icarrari@gmail.com - Impressão: Diário do Litoral: Fone.: (013) 3307-2601Os artigos e reportagens assinados não refletem necessariamente a opinião do jornal ou da colônia


Reinauguração da placa de rua com correção de seu nome, traz de volta a lembrança de sua importante atuação em Santos
Parteira negra de merecida fama na sociedade santista no século 19, Maria Patrícia Fogaça (1838-1913), tornou-se uma mulher muito importante para a sociedade santista na segunda metade do século XIX.
O reconhecimento de seu trabalho veio em 1953 com a inauguração de uma rua com seu nome, próximo ao Jardim Botânico Chico Mendes, no bairro de Santa Maria. Em 2026 ela recebe mais uma vez uma homenagem com a reinauguração da placa com seu nome em rua na zona noroeste de Santos. O ato foi uma reparação histórica, pois seu sobrenome, Fogaça, foi omitido na confecção da placa em 1953, e em 14 de março de 2026 o erro foi corrigido. O evento para a instalação da nova placa aconteceu na esquina da rua Maria Patrícia Fogaça com a João Fracarolli
Prainha Branca: Um dia dedicado à saúde e à tradição caiçara
No dia 16 de março, foi realizado um mutirão de saúde na Prainha Branca, no Guarujá, organizado pela Sociedade Amigos da Prainha Branca, pelo projeto PET-Saúde em parceria com a USAFA do Perequê, atualmente denominada Miguel Pedro de Arruda, com o objetivo de levar cuidado e atenção à comunidade tradicional caiçara. A ação reuniu diferentes áreas, mostrando a importância do trabalho multiprofissional no cuidado em saúde. Foram oferecidos atendimentos médicos e de enfermagem pela USAFA, além da atuação da assistência social, que contribuiu com orientações e acolhimento da população. A Casa SER participou com ações educativas, promovendo o acesso à informação de forma acessível para comunidade. A equipe de zoonoses também
esteve presente, realizando orientações sobre prevenção da dengue. Estudantes da UNIFESP contribuíram com a oferta de auriculoterapia, ampliando as possibilidades de cuidado por meio de práticas integrativas. Além dos atendimentos, a ação contou com momentos de convivência, incluindo oferta de lanches (bolos e chás), venda de artesanatos locais, valorizando a cultura caiçara, e atividades de recreação para as crianças, favorecendo um ambiente mais acolhedor para as famílias.
Houve boa adesão da comunidade, o que reforça a relevância de iniciativas como essa. O mutirão consolidou-se como um espaço de fortalecimento de vínculos, articulando assistência, educação em saúde e valorização do território.

(frente do Jardim Botânico Chico Mendes). Estiveram presentes a equipe do Mochilando Afroculturas, coordenada por Augusta França, idealizadores da inclusão do sobrenome, e o vereador Chico Nogueira proponente do projeto de mudança das placas. Também compareceram ao ato representantes da Escola de Samba Unidos da Zona Noroeste, campeã do grupo de acesso do carnaval 2026 e o comitê Chaguinhas. Engrandeceram o ato as apresentações do berimbau e atabaque do Projeto Capoeira Escola do Mestre Marcio, narrativas históricas sobre Maria Patricia Fogaça e leitura de poema por Alexandre Miguel do comitê Chaguinhas. Maria Patrícia Fogaça fica assim gravada na memória dos santistas, como a figura da mulher que foi um exemplo de dedicação à nobre missão de parteira.
Filha de Patrício e Joana, pretos libertos da família Andrada, aos 33 anos Maria Patrícia já exercia seu trabalho como parteira. Por seu ofício chegou a ser considerada símbolo da Mãe Preta, a mãe dos santistas. No livro “Santos Noutros Tempos”, Costa e Silva Sobrinho conta: “Maria Patrícia, solícita e dedicada, atendia todos sem distinção de classe, cor, posição social ou nacionalidade. Não fazia da profissão mercantilismo, mas encarava-a como puro sacerdócio. Ainda hoje, pelos seus cadernos de chamados, vemos com verdadeira surpresa que nos seus braços desabrochou para a vida uma geração inteira.”
SUS inicia teleatendimento para dar assistência a pessoas com compulsão em jogo (bets)
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou dia 3/2 o início do teleatendimento em saúde mental pelo SUS (Sistema Único de Saúde) com foco em jogos de apostas. O serviço é direcionado a pessoas a pessoas com 18 anos ou mais que apresentam compulsão por jogos, além de familiares e rede de apoio. Realizado em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, por meio do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), o serviço gratuito garantirá assistência especializada a pessoas com compulsão pelas conhecidas bets. A expectativa inicial é a de 600 atendimentos online por mês, mas o ministério poderá ampliar esse número, a depender da demanda. A ideia é chegar a 100 mil atendimentos mensais.
As consultas são realizadas por vídeo, duram em média 45 minutos e fazem parte de ciclos estruturados de cuidado, que podem incluir até 13 consultas por paciente, em grupo com sua rede de apoio ou individualmente. O atendimento é gratuito e confidencial. A equipe é multiprofissional, formada por psicólogos e terapeutas ocupacionais, com apoio de médico psiquiatra quando necessário, além de articulação com assistência social e medicina de família para integração com os serviços locais.
Como acessar
Para acessar o serviço, o interessado deve se cadastrar por meio do aplicativo Meu SUS Digital. Para utilizar o novo serviço, é preciso baixar o aplicativo, que está disponível de forma gratuita nas lojas Android, IOS ou na versão web, fazer login com a conta gov.br
Bloqueio por autoexclusão
Dentro do conjunto de ações do governo federal para prevenir e auxiliar na compulsão por apostas online, há também a Plataforma de Autoexclusão Centralizada, para o bloqueio de sites de apostas, disponível desde dezembro passado. A ferramenta permite ao apostador que deseja interromper o vício, solicitar ser bloqueado dos sites de apostas, além de deixar seu CPF indisponível para novos cadastros ou para o recebimento de publicidade das bets. Pela plataforma, é possível escolher por quanto tempo o apostador deseja bloquear os sites de aposta: dois meses, seis meses, ou indeterminado. O cadastro pode ser feito pelo endereço eletrônico gov.br/ autoexclusaoapostas, utilizando conta gov.br de nível prata ou ouro.
Fonte: Agenciabrasil.ebc.com.br



Está previsto, para este mês de abril, o início das operações de dragagem de manutenção nos berços de atracação e nas áreas de manobra do terminal portuário da DP World, conforme o trecho destacado em azul na imagem ao lado.
A atividade terá duração aproximada de 30 dias, considerando a disponibilidade das áreas livres nos berços.
A dragagem é um processo fundamental para a manutenção da profundidade adequada dos berços de atracação, garantindo o tráfego seguro das embarcações que operam no Porto de Santos. Os sedimentos retirados durante os trabalhos serão destinados ao Polígono de Disposição Oceânica (PDO), área oficialmente definida e aprovada pela Autoridade Portuária de Santos (APS) para o descarte do material dragado do porto.
O início deste serviço está previsto para ocorrer imediatamente após a obtenção de todas as autorizações necessárias e ocorrerá de forma controlada, com a Draga HJ 6009, seguindo procedimentos operacionais específicos e com monitoramento de meio ambiente.
integra o Programa de Comunicação Social (PCS), conforme estabelecido na Licença de Operação nº 1152/2013 (3ª Retificação), bem como nas complementações constantes dos Pareceres Técnicos nº 140/2025 e nº 9/2026, reforçando o compromisso da DP World com a condução de suas atividades de forma responsável, com foco na prevenção e minimização de impactos ambientais.
Atendendo uma exigência no âmbito do processo de Licenciamento Ambiental Federal, a divulgação das informações acima está em conformidade com o Anexo 5.3 da Instrução Normativa Ibama nº 02/2011, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Essa medida assegura que as atividades portuárias sejam realizadas de maneira a minimizar os impactos ambientais.

A divulgação dessas informações atende às exigências do processo de Licenciamento Ambiental Federal, em conformidade com o Anexo 5.3 da Instrução Normativa Ibama nº 02/2011, conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Ela
Essas ações de comunicação fazem parte do Programa de Comunicação Social (PCS), conforme estabelecido na Licença de Operação nº 1152/2013 (3ª Retificação) e nas complementações constantes do Parecer Técnico nº 140/2025 e do Parecer Técnico nº 9/2026.
CANAL DE OUVIDORIA
Em caso de dúvidas, sugestões ou reclamações, contate: ouvidoria.ssz@dpworld.com
As obras de ampliação no terminal da DP World, em Santos, seguem avançando conforme o cronograma estabelecido.
Ainda em abril, está previsto o início das obras de ampliação do pátio de contêineres, que serão executadas pela construtora Piatec, na área interna da companhia, conforme autorizado pela Licença de Instalação (LI) nº 1523/2025 – 1ª Retificação, emitida pelo IBAMA. Durante os trabalhos, a DP World realizará e acompanhará os monitoramentos ambientais previstos no Programa Ambiental da Construção (PAC), em conformidade com as exigências do licenciamento ambiental.
Em relação às obras do cais, a conclusão total está prevista para agosto de 2026. Essa estimativa representa a continuidade
e evolução do projeto, em conformidade com os controles ambientais e em atendimento ao Programa Ambiental da Construção do IBAMA.


Também conhecida como aipim é um dos ingredientes centrais da cozinha brasileira
Quando os portugueses chegaram ao Brasil, a mandioca, Manihot utilíssima, já era um dos elementos inarredáveis da alimentação, acompanhando todas as coisas comestíveis, da carne à fruta. Com ela se produzia farinha, mingaus, bolos e beijus. Chamada de farinha de guerra era servida com caldo de carne ou de peixe. Sua versatilidade inspirou o historiador Câmara Cascudo a chamá-la de a rainha do Brasil. Mandioca vem do tupi mani-oca, casa de Mani, segundo a lenda de seu surgimento, a filha de uma indígena com um homem branco morta ao nascer, e que ao ser enterrada, deu origem à primeira muda da planta. A mandioca, macaxeira ou aipim, deu origem a uma grande diversidade de receitas doces e salgadas em todo o Brasil. O bolo de aipim é uma receita que vem da Bahia e está descrita no livro Cozinhando História – receitas, histórias e mitos de pratos afro-brasileiros de Josmara Fregoneze, Marlene Jesus da Costa e Nancy de Souza.
Bolo de aipim
Ingredientes:
1 kg de aipim (mandioca) ralado
1 coco ralado
300 g de açúcar
100 g de manteiga
4 ovos inteiros
1 pitada de sal
200 ml de leite de coco
Preparo:
Coloque numa batedeira a manteiga, os ovos, e o açúcar e bata bem.
Espremer o aipim ralado para retirar o excesso de líquido e em seguida o adicione à mistura.
Acrescente o coco ralado, o sal e o leite de coco.
Misture tudo com uma colher e depois coloque numa forma, que pode ser redonda ou em um tabuleiro que já deverá estar untado com manteiga e polvilhado com farinha de trigo.
Leve ao forno médio (280 graus) por cerca de uma hora ou até que esteja corado.



Luciano Bibiano volta da pescaria carregado de peixes

Sidnei, além de pescar, gosta de preparar o fruto da pescaria



Peixe ensopado ou na brasa está sempre no cardápio

Valéria gosta de pescar caranguejos

Mario Sérgio Bibiano preparando a rede para pescar no Canal de Bertioga
Há muitas gerações no sítio Cachoeira, bairro do Guarujá, a família de Sidnei Bibiano preserva a cultura caiçara em seu dia a dia. A rotina começa de manhã cedinho, preparando os artefatos de pesca, que podem utilizar redes, tarrafas, jerivá, vara, espinhel, puçá e até o tradicional fio de náilon com anzol enrolado numa lata reciclada. Tudo para trazer peixes como robalo, parati, tainha, pescada e camarão e também os frutos da captura manual como caranguejo-uçá, mariscos, ostras e siris. A família também dedica seus cuidados no plantio da pequena roça de onde saem os alimentos como a mandioca, banana, abricó, pitanga, abacate, limão cravo, jaca e pitanga. Cultivam ainda os elementos para a prática da medicina caseira, como gervão, orapronobis, guaco e boldo. Bibiano, nascido em 1971, explica que aprendeu a pescar nesta região, chamada de Rabo do Dragão, devido à semelhança de sua topografia com o lendário animal. Além da felicidade de viver em contato com a natureza, Bibiano planta muitos alimentos que entram no cardápio do dia a dia e preserva também as plantas medicinais. “As plantas e ervas que curam estão na natureza e eu agradeço a Deus todos os dias por nos dar esse conhecimento”, reconhece. “Minha mãe dona Lázara que também é neta de índio com negro e meu pai que era filho de índia com italiano me passaram essa sabedoria que eu estou passando para minhas filhas”, conclui. Bibiano tem três filhas, cinco irmãos e sete sobrinhos. Marcados pela forte influência de seus antepassados, os Bibianos são o exemplo de uma família que preza a cultura caiçara em seu dia a dia, dando continuidade a esses preciosos saberes.
Em Peruíbe, o restaurante O Caiçara, coordenado pela pescadora Eliana Diniz, está aberto de quinta a domingo das 10 às 17h. Fica bem ao lado do Mercado de Peixes da cidade.
O cardápio inclui risoto de camarão e marisco, caldeirada de frutos do mar, camarão na abóbora. Além de todas essas delícias, apresenta o projeto “Frite seu peixe”, quando o visitante escolhe o peixe no mercado e a Eliana prepara na hora. No mês de julho Eliana promete mais delícias, quando acontece a Festa da Tainha. Mais informações: Fone: (13)99697.5372 / @ ocaicara2003/diniz_pescadora

Às vezes a catadora de caranguejo vai afundando na lama, mas sempre tem a companheira para ajudar



Localizado em Santos, o Museu de Pesca é uma das mais importantes instituições brasileiras dedicadas à difusão do conhecimento sobre os ambientes aquáticos e a biodiversidade marinha e continental. Instalado em um edifício histórico construído no início do século XX, o espaço reúne um acervo científico, histórico e educativo de grande relevância, incluindo coleções biológicas e exemplares emblemáticos da fauna marinha. Entre os itens mais conhecidos está a ossada de uma baleia-fin, que se tornou símbolo da instituição e referência para gerações de visitantes. O Museu, que pertence ao Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão da Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios (APTA), está vinculado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).
Para trazer um olhar mais interativo ao histórico Museu de Pesca de Santos, está sendo desenvolvido um projeto de museologia e museografia que foi apresentado dia 13 de março no Auditório Rocha Lima do Instituto Biológico (IB-APTA), em São Paulo. O evento reuniu pessoas ligadas à área de cultura, ciência e patrimônio. O projeto é fruto de uma proposta feita para o edital ProAC 2024 Aldir Blanc da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Ele está sendo desenvolvido pela Arquiprom, empresa especializada em projetos de exposições e museus, em parceria com o Instituto Brasileiro de Biodiversidade (BRBio), responsável pela pesquisa e pelo desenvolvimento de conteúdo e a curadoria, dos consultores contratados, que contribuíram significativamente com conhecimentos e memórias sobre o Museu e sua história em Santos; todos sob o olhar atento da museóloga Cecília Machado e da diretora do Museu, Renata Esper. Estiveram presentes ao evento de apresentação do projeto Claudio Tucci, assessor da diretoria da APTA; a servidora da Secretaria de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo, da Prefeitura Municipal de Santos, Ana Carolina Kader, que representou o prefeito e o secretário de turismo de Santos; a coordenadora do IP, Cristiane Neiva; a diretora do Museu de Pesca, Renata Esper; o assistente técnico Eduardo Ferraz; a assessora de qualidade do IB, Nayte Vitiello; o técnico do Museu de Pesca, Caio Gomes; os representantes da empresa responsável pela proposta arquitetônica, Arquiprom, incluindo Silvia Landa, Fernando Arouca, e a equipe de arquitetos envolvidos no projeto.
Também estiveram presentes a presidente Simone Siag Oigman Pszczol e a bióloga Fernanda Casares do Instituto Brasileiro de Biodiversidade (BrBio), responsáveis pela curadoria de conteúdo; a museóloga Cecília Machado; consultores atuantes na proposta, dentre eles o ex-diretor do Museu, Roberto da Graça Lopes, o pesquisador e professor Alberto Amorim, e equipe do Instituto Gremar; pesquisadores e outros convidados ligados à área de cultura, ciência e patrimônio.
O trabalho continua durante o período de fechamento
Embora esteja temporariamente fechado para visitação pública desde o início das reformas estruturais, em 2022, o Museu de Pesca segue em atividade por meio de diversas ações internas e itinerantes voltadas à preservação de seu patrimônio histórico e científico.
Durante esse período, equipes técnicas têm atuado na manutenção do edifício histórico, na conservação do acervo, na atualização de documentos institucionais e no planejamento estratégico que orientará a nova fase do Museu. Entre as realizações estão a elaboração e entrega do Plano Museológico, documento que define diretrizes de gestão, funcionamento e relacionamento com o público; a obtenção e manutenção do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), fundamental para garantir segurança aos visitantes, proteção do acervo e conformidade com a legislação; a finalização do Projeto Metaverso, o qual proporciona ao público uma visita virtual em 3D e outras ações que mantém o Museu vivo.

Representantes dos setores públicos e privados estiveram presentes à apresentação

Simulação da sala da baleia após o projeto de reforma


O assunto foi tema de mestrado do jornalista e historiador Marcos Augusto Ferreira na Unifesp/campus Guarulhos. Tomando como base pesquisas feitas em periódicos entre 1850 e 1888, Ferreira traçou um panorama da vida da população negra em Santos, a partir da análise de notícias, notas, artigos e anúncios publicados nos dois mais importantes e longevos jornais santistas daquele período: a Revista Commercial e o Diário de Santos. Essa análise,
ajuda a compreender a complexidade do contexto histórico e da vida de escravizada(o)s, livres, liberta(o)s e fugitiva(o) s que aqui viviam. O estudioso defendeu sua tese em 2025, sob a orientação da professora doutora Fabiana Schleumer. A roda de conversa teve como mediador Léo de Oliveira, da Mochilando Afroculturas.
A roda de conversa aconteceu no Centro de Cultura Patrícia Galvão, em Santos.

A finalidade de conservar os alimentos na geladeira é garantir a saúde alimentar, evitar desperdício e economizar. Segundo a FAO, o armazenamento adequado pode evitar até 40% de desperdício nas residências.
A geladeira deve ser mantida em temperatura de 1 a 5 graus Celsius para refrigeração e menos 18 graus para conservar alimentos congelados.
A temperatura na geladeira varia nos diferentes locais. Assim, nas gavetas, a temperatura é de cerca de 4 graus Celsius e ali deve-se armazenar frutas, verduras e legumes.
Nas prateleiras de cima, onde a temperatura chega a 5 graus Celsius pode-se colocar pratos prontos, leite e manteiga. Os ovos, queijos de diferentes
Vivemos um momento de transformação profunda na relação entre humanos e animais. Nunca se viu tanto afeto, tantos perfis de pets nas redes sociais, festas de aniversário para cães, creches, spas e hotéis para animais. A chamada “humanização” dos animais ganhou força: cães e gatos hoje dormem em camas, vestem roupas, são tratados como filhos e ocupam lugar central em muitas famílias brasileiras. Este fenômeno é mundial. Por outro lado, os dados chocam: o Brasil registra cerca de 13 crimes contra animais por dia. Segundo denúncias oficiais, estima-se que o número real seja muito maior, já que boa parte dos casos não é notificada. Abandonos, maus-tratos, envenenamentos e até tortura tem se tornado rotina nas delegacias.
Por que esse paradoxo? Por que, ao mesmo tempo em que os animais são mais valorizados, crescem também os atos de crueldade? O caso da cadela Manchinha, que foi morta por um segurança de supermercado e o caso do cão Orelha brutalmente assassinado por jovens no Estado de Santa Catarina mostram esta violência.
Além disso, a humanização não significa que todos os animais estão protegidos. Pelo contrário: o acesso a carinho e cuidados ainda é privilégio de poucos. Uma grande parte dos animais no Brasil vive nas ruas, em condições precárias, ou é criada em ambientes sem controle ou afeto.
O que podemos fazer? Acredito que a resposta depende de três eixos:
1- Educação e conscientização- Incluir desde cedo no currículo escolar conteúdos sobre respeito à vida animal, posse responsável, proteção ambiental e empatia.
2- Políticas públicas efetivas- Fortalecer as Delegacias de Proteção Animal, ampliar fiscal adoção. Também seria importante o apoio aos protetores independentes, clínicas protetoras e Ongs.
3- Responsabilidade individual - Antes de adotar, é preciso refletir: tenho tempo, recursos e preparo para cuidar de um ser vivo por 10-15 anos? Amor verdadeiro exige responsabilidade. Chegará o tempo em que o homem conhecerá o íntimo dos animais e, nesse dia, um crime contra um animal será considerado um crime contra a humanidade - Leonardo Da Vinci. Eduardo Ribeiro Filetti, médico veterinário, professor universitário, mestre em Saúde Pública, membro das academias Santista, Vicentina e Praia Grandense de Letras.
tipos e iogurtes devem ser armazenados nas prateleiras do meio. Nas prateleiras próximas ao congelador, onde a temperatura varia de 0 a menos de 2 graus Celsius temos o local ideal para conservar carnes, peixes crus e aves. A porta da geladeira é ideal para guardar bebidas e condimentos. Para melhor conservação dos alimentos em casa é imprescindível a higienização antes de colocá-los na geladeira. Vale ressaltar que os alimentos devem ser embalados de forma correta para manter a frescura, sabor e evitar contaminação.
Conclui-se que para a garantia da segurança alimentar deve-se respeitar a seguinte tríade: temperatura certa, colocação dos alimentos nos respectivos locais, embalados de forma correta.

Eduardo Ribeiro Filetti é médico veterinário, professor da Universidade Santa Cecília, mestre em Saúde Pública, pós-graduado em clínica de felinos, especialista em clínica médica e cirurgia de pequenos animais e membro da Academia Santista e Praiagrandense de Letras

Os saberes, a arte, o jeito caiçara de ser estavam presentes na primeira edição da Festa Caiçara em Guarujá dia 11/04. Cerca de 1.500 pessoas compareceram ao evento que aconteceu no calçadão da praia do Perequê. A iniciativa contou com o apoio da Prefeitura de Guarujá e da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). A ideia foi desenvolvida em conjunto pela Associação dos Povos Tradicionais Caiçaras (APTC), a Sociedade Amigos da Prainha Branca, a Associação de Moradores e Amigos da Cachoeira (AMAC) e o Centro Comunitário Conceiçãozinha. Estiveram presentes ao evento o prefeito em exercício Toninho Salgado e o secretário de Cultura, Marcelo da Silva Souza. A atração reuniu apresentações
tradicionais, artes manuais, com poesia caiçara e música. A Folia de Reis esteve representada pelos moradores da Prainha Branca de Guarujá, que se apresentaram com seu som e trajes típicos. Demmi Rangel, filho do precursor Passarinho (1958-2020), comandou a zabumba e o ritmo, com atual liderança do grupo. Jordan Santos da APTC, trouxe a canoa caiçara de seus familiares, considerada patrimônio histórico pelo IPHAN. Para o secretário de Cultura, Marcelo da Silva Souza, a realização do evento foi um passo importante para o reconhecimento e valorização das comunidades tradicionais da Cidade.
A história tem início em 2018, quando foi instituída a Lei Municipal nº 4.557, de autoria de Antonio


Fidalgo Salgado Neto (à época vereador e atualmente vice-prefeito), que criou a Semana da Cultura Caiçara. Embora não tenha sido regulamentada na época, a ação hoje dá frutos. Na atual gestão, sob a liderança do prefeito Farid Madi e do secretário de Cultura Marcelo da Silva Souza, é dada uma especial atenção às demandas da comunidade caiçara sendo feita uma abertura para que os próprios caiçaras assumissem o protagonismo na construção da primeira edição da festa, realizada em celebração à Semana da Cultura Caiçara. Como fortalecimento institucional e salvaguarda cultural, foram realizados dois atos simbólicos e políticos importantes durante o evento. O primeiro foi a concessão do Título Honorário de “Cidadão
Caiçara de Guarujá” ao então prefeito em exercício, Antonio Fidalgo Salgado Neto, em reconhecimento ao apoio à valorização da cultura caiçara. O segundo foi a assinatura pública de uma Carta de Compromisso, firmada no palco do evento, na qual o vice-prefeito assume responsabilidades concretas junto à Associação dos Povos Tradicionais e às comunidades caiçaras. Entre os principais pontos dessa carta, destacam-se o reconhecimento da Associação como representante legítima das comunidades caiçaras no município. Outro importante ítem é o compromisso com a regulamentação e implementação da Lei nº 4.557/2018, garantindo a participação das comunidades caiçaras no processo. Isto inclui a valorização dos saberes






tradicionais e dos mestres caiçaras, fortalecimento da identidade cultural caiçara como elemento estruturante de Guarujá e criação de políticas públicas com participação direta das comunidades. Essas ações foram fundamentais para consolidar a Associação dos Povos Tradicionais Caiçaras como uma instância de representação e salvaguarda da cultura caiçara no município, garantindo que esse patrimônio vivo seja preservado com protagonismo de quem, de fato, o constrói e mantém. Para os representantes da Associação dos Povos Tradicionais, a 1ª Festa Caiçara não foi apenas um evento cultural, mas um marco político e social na luta pelo reconhecimento, valorização e autonomia das comunidades caiçaras de Guarujá.

