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Baleia [v.3] : diante do espelho

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Baleia #3

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BALEIA #3 | DIANTE DO ESPELHO curadoria - Raquel Pellicano Brasília, março 2021


sobre a baleia

S

omos um projeto de mapeamento, publicação e premiação de mulheres artistas visuais do DF e entorno. Propomos quatro seletivas públicas e gratuitas ao longo de 2020/2021 - graças a recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF. Em cada uma, uma curadora define um tema e seleciona, a partir das inscrições, 20 trabalhos que são publicados em formato de zine. Há também uma votação popular entre esses trabalhos e a ganhadora de cada ciclo recebe um prêmio em dinheiro. Um projeto empoderador, todo feito por e para mulheres. Mas por que “baleia”? A palavra que deveria humilhar as pessoas “fora dos padrões” lembra que este é um ser complexo: parece peixe mas é o maior mamífero do mundo; mergulha profundezas, aguenta horas sem ar e depois emerge pleníssima à superfície. Parecem calmas e inofensivas, mas podem ser letais se ignoradas em sua força. Nosso projeto vai trazer essas mulheres discriminadas e invisibilizadas para a superfície, com toda a potência, sua e de seu trabalho. Outro nome melhor não há, né não? A primeira seletiva propôs o tema Tempo Circular, para que as artistas pudessem mostrar como têm habitado o cotidiano nesse momento de pandemia. Em Heranças Deslembradas, nossa segunda convocatória, convidamos as artistas a olharem para suas memórias. Ao todo, foram mais de 200 inscrições, 500 cópias de cada edição da publicação distribuídas por todo o DF e mais de 4.500 votos na fase de votação popular dos dois primeiros ciclos. Para o tema desta terceira edição, “Diante do Espelho”, proposto pela curadora Raquel Pellicano, é tempo de olhar para si. Como seu reflexo interfere na realidade à sua volta? Qual a potência do que vemos no espelho? Em seus diálogos internos, que imagens se revelam? Folheando esta zine, você encontrará respostas de 20 artistas do DF e Entorno. Aproveite!

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Por Raquel Pellicano

texto curatorial

E

stamos acostumadas a olhar em volta, a nos relacionar com o mundo trazendo ações que carregam nossas tantas questões humanas. Agora, com a pandemia que vivenciamos de forma intensa, fomos obrigadas a parar e a viver em isolamento. Ao pausar processos e alterar rumos pré-concebidos, olhar para dentro deixou de ser uma escolha de meditação pontual - passamos a nos relacionar de perto com nossos anjos e demônios. Nos deparamos com um olhar em close das cicatrizes, externas e internas, que fazem parte da construção da nossa história. O tema que desenhou a curadoria da zine #3 do projeto Baleia, foi um convite para um diálogo interno aprofundado - uma observação sem julgamentos do que encontramos ao mergulhar em nossa própria imagem, ao conversar com o espelho. Vimos, transformadas em produções artísticas, muitas nuances dessa infindável caminhada em busca do autoconhecimento. Convido-a a folhear este zine também sem ideias préconcebidas, e a se ver refletida nesses tantos espelhos, cheios de luzes e sombras. Traga sua própria bagagem, coloque-se, respeitosamente, no lugar de tantas mulheres, e ouça suas vozes em coro.

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naiara pontes | Reencontro (2021)

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larissa do vale | Silêncio (2021)

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raquel nava | Piranha (2015)

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usha velasco | Recomendações de Mamãe 1, 2 e 3 (2020)

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lara abreu | Sob uma nova face (2020)

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fernanda pacca | Grito mudo (2020)

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joana amaral | Projeções (2021)


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tatiana reis | Notas sobre meu corpo pós-parto (2020)

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marta mencarini | Livre Demanda (2020)

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ana lidia rodrigues neves | Tudo começa e termina em mim 8 (2020)

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brenda lee | Semear (2020)

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manu dib | Eu e minha companhia constrangedora (2020)

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dani almeida | Paralaxe (2016)

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luda aquareluda | Orosboros Self (2018)

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ana flora bavaresco gomes | Do espírito à memória (2020)

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diana salu | 5 movimentos / corpo-mundo (2018)

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yandra ramos braga | Eu me vejo atrás do espelho (2020)

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tércia paiva | Reflexos (2020)

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gabriela garavelli | Dúvida (2021)

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anace lima | Selfie-love I (2021)

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ficha técnica artistas naiara pontes - Reencontro (2021), colagem analógica, 21x29,7cm “Para fazer essa imagem pensei em como reencontrar-me com a criança que fui, com a mulher que sou. Os azulejos me remetem a lembranças da escola, da casa da tia e da cidade natal. Deixo que apareça aquilo que me conecta com a mulher que sou hoje.” É fotógrafa e artista visual. Colagista desde 2018 e co-fundadora do Clube de Colagem de Brasília. Tem um pé na política e outro na arte, com um olhar poético sobre o cotidiano.

grafia digital, dimensões variáveis “Na obra, beijo o peixe mumificado que está diante de mim como reflexo do meu próprio espelho. A imagem é uma provocação àqueles que querem diminuir uma mulher chamando-a de piranha, e um apelo à liberdade.” Investiga o ciclo da matéria orgânica e inorgânica em relação aos desejos e hábitos culturais, usando taxidermia e restos biológicos de animais justapostos a materiais industrializados em suas instalações, objetos e fotografias. www.raquelnava.net

www.naiarapontes.com

larissa do vale - Silêncio (2021), giz pastel seco sobre papel 220g, 29,7x21cm “A obra é um autorretrato que revela uma luta interna com a expressão e o constante olhar para dentro.” Bacharel em Engenharia Florestal e Mestre em Ciências Florestais pela UnB, é marceneira desde 2019, quando abriu o Ateliê Sumaúma. Em 2020 fez seu primeiro curso de desenho e desde então faz uma série de retratos de mulheres. instagram.com/laaaaaari

raquel nava - Piranha (2015), foto-

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usha velasco - Recomendações de Mamãe 1, 2 e 3 (2020), apropriação, escrita e colagem digital, 24x17cm “A potência que vejo no espelho é a que herdei da minha mãe, e também a que ela me ensinou. Com o título de uma nota manuscrita de Drummond, a obra traduz a potência herdada e ensinada: com três frases que ela dizia na minha infância, com uma frase da adolescência, e com uma fala de Dilma Rousseff que se tornou meme.” É artista visual, editora e designer. Seu trabalho tem como questão central o tempo, abordado em colagens de fotos atuais


com fotos antigas, fragmentos de textos e outros elementos. instagram.com/ushavelasco

lara abreu - Sob uma nova face (2020), autorretrato fotográfico, 5400x1500 pixels “A obra me retrata sob a descoberta de uma nova realidade, um novo lado de mim e do mundo em que vivo, mas também relembra uma jovem refletida e emoldurada em suas obras.” Tem 19 anos, mora em Planaltina/DF e cursa Artes Visuais na UnB. Entrou no campo artístico com o ingresso na faculdade, busca em suas obras trazer uma abertura de interpretações, propondo ao espectador refletir sobre si e a sociedade em que está inserido. instagram.com/abreeulara

fernanda pacca - Grito mudo (2020), linhas de costura e adesivo sobre papel Huhnemühler 600, 44x43cm “Ser esse que rompe em dor e dilacera um grito estancado no limite. A imagem mostra o sufocamento, o desespero e a penúria daquele que sofre. Pode ser o suspiro que antecede a morte. Não há olhos, apenas o congelamento da angústia.” Envolvida na atmosfera de imersão íntima, expressa aspectos de sua singularidade feminina e produz sentido próprio à vida e

às obras. Com sua técnica autoral de sobrepor linhas de costura na tela, produz figuras humanas baseadas em seus incômodos. instagram.com/fernandapacca

joana amaral - Projeções (2021), fotografia, 1890x1260 pixels “A obra é uma montagem na qual projeto em mim fotos daquelas que identifico como as principais influências do meu eu atual. Expus pontos externos e internos em busca de continuar a discussão sobre a importância de romper padrões impostos por uma sociedade machista, violenta e opressora.” Nascida em Brasília, é fotógrafa iniciante e cresceu cercada de influências de variadas linguagens. Em suas obras, explora uma mistura do que é belo e simétrico, misterioso e psicodélico, em busca de expor e fazer sentir novas sensações. instagram.com/jaunejoana

tatiana reis - Notas sobre meu corpo pós-parto (2020), colagem digital, fotografia digital, dimensões variadas “Desde que me vi mãe, também me vi corpo estranho. Do processo potente de me expandir até o recolher e sobrar. Sobras, rugas, cicatrizes, potências. Um corpo porto, um corpo ilha, um oceano, corpo macio, rugoso, mole. Largo, grande, árido, flácido, elástico.

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Um corpo forte, o meu corpo.” É fotógrafa e artista visual. Seu trabalho tem origem em memória, cartografia afetiva, corpo e maternagens. Documenta o puerpério, o corpo materno e sua relação com as filhas através de fotografias, textos e esculturas. instagram/atatianareis

marta mencarini - Livre Demanda (2020), acrílica sobre tela, 54x65cm “A amamentação não define o que é ou deixa de ser uma mãe. Amamentar é nutrir com o melhor alimento, um ato de resiliência que cobra seu quinhão, num misto de apego e aprisionamento. Na obra, busco traçar questões sobre o envolvimento e a intimidade entre mãe e filha em um processo simultâneo de nutrir uma à outra.” Faz Doutorado em Artes pela UnB, é integrante do Coletivo Matriz e Grupo Mesa de Luz. Atualmente pesquisa Feminismos e Maternagem.

ro que seja desejado também. A obra é uma tentativa de representar corpos gordos em narrativas de dor, sexualidade, despedida e afeto a partir da minha trajetória.” As linguagens artísticas sempre atravessaram sua vida, esteve imersa em rabiscos muito antes de aprender a escrever. Seu trabalho constitui-se principalmente de pintura e desenho, cria a partir de suas vivências,se desfaz em eternas confissões: um amontoado de desejo, memória e medo. instagram.com/ursodeplutao

brenda lee - Semear (2020), colagem analógica, 20x25cm “A obra é uma colagem de panfleto, papel e pedaços. Eu sou Brenda Lee, filha de minha mãe e meu pai, neta de meus avós e não sei se sou triste, ou se apenas não aguento mais tanto descaso no Brasil com a pandemia de Covid-19.” Integrante do @clubedecolagembsb

www.martamencarini.com

instagram.com/brocolees

ana lidia rodrigues neves - Tudo começa e termina em mim 8 (2020), costura sobre papel fotográfico e tecido, 30x25cm “Existe um forte enleio entre o autorretrato e o desejo narcísico. O olhar de artista sobre si mesmo: eu desejo meu corpo enquanto objeto de arte e que-

manu dib - Eu e minha companhia constrangedora (2020), desenho de nanquim sobre foto impressa, 21x29,7cm “Essa foi uma obra de começo de quarentena, começou com uma montagem virtual com minhas próprias fotos que depois de impressa foi passando pelo o que

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eu vi que era um processo de destruição da imagem por meio do desenho.” Desenhista e pintora brasiliense de 20 anos, atualmente cursando Artes Visuais na UnB. Gosta de utilizar acúmulos e de uma estética de poluição visual para tratar dos desconfortos de ser um bicho vivo. www.behance.net/manueladib

dani almeida - Paralaxe (2016), fotografia digital, 1713x2539 pixels “A série de autorretratos tem início com imagens nítidas e subexpostas, com os membros que nos levam a algum lugar indicando a trajetória de investigação do eu. Do corpo sólido ao diáfano, o trabalho pretende indicar a ruptura na solidez da identidade.” Busca captar imagens que permitam dialogar com o espectador. Não se considera artista, não se considera fotógrafa, mas esse desejo antigo de expressão persiste. instagram.com/danielleapereira

luda aquareluda - Orosboros Self (2018), aquarela e acrílica sobre papel preto, 40x40cm “Mais que uma imagem no espelho, é o reconhecimento da consciência que percebe isso tudo. Nela, estou no mundo e me sinto o mundo.” Luda se manifesta pintando Aquareludas com seres abraçantes. Como artista

e praticante de meditação, junta os dois com carinho. É formada em design gráfico na UnB, cria seus próprios livros e se dedica a criações artísticas próprias. instagram.com/luda.art.love

ana flora bavaresco gomes - Do espírito à memória (2020), foto polaroid e escrito em papel de origami “Vive-se um momento suspenso / Se doa este momento / Sem pôr os pés em terra firme / É suspendendo que conseguimos realizar passagem / Da carne ao osso / Do espírito à memória.” Brasiliense de 19 anos, cursa bacharelado em Artes Visuais na UnB. Sempre foi uma observadora curiosa, hoje busca usar desse olhar que carrega desde criança de forma sentimental e simplificada em seu trabalho. instagram.com/florildis

diana salu - 5 movimentos / corpo-mundo (2018), colagem digital, dimensões variáveis “A série traduz a pesquisa das correlações entre corpo e paisagem. Sendo a paisagem o espaço de construção de horizontes e de projeção da natureza, como se cria o corpo em relação à paisagem? Olhar de dentro para fora e de volta permite descobrir as diferentes paisagens em que o corpo habita e que por sua vez

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se fazem no corpo.” Diana Salu é artista, escritora e publicadora. Graduada em Artes Plásticas pela Universidade de Brasília, tem em sua trajetória uma conexão com o fazer artístico autoral, independente, dissidente.

e estudante de arquitetura, iniciante nas artes plásticas. Tem como lema a arte como um processo de autoconhecimento e aprendizagem.

instagram.com/diana.salu

gabriela garaveli - Dúvida (2021), colagem digital “A obra surgiu a partir de um grande período sem produzir, onde eu havia decidido tentar descobrir quem sou. A obra parte de uma fotografia minha onde todo o meu ser é preenchido com dúvidas.” Arquiteta, fotógrafa e estudante de Teoria, Crítica e História da Arte na UnB. Seus interesses são a arte do pós-guerra, o papel das mulheres na história da arte e a expressão do corpo humano.

yandra ramos braga - Eu me vejo atrás do espelho (2020), acrílica sobre MDF, 188x60cm “Eu sempre me incomodei com o meu reflexo, pouco me importa as aparências, me incomoda a carne. Eu não me reconheço no meu reflexo. Antes de pintar essa imagem eu encarei o meu reflexo até ficar com medo, virei o espelho me pintei do avesso, agora sim eu me reconheço.” Sempre se considerou artista. Trabalha com grafite, publicou seu primeiro livro de poesia e viajou por vários lugares do Brasil através da arte de rua. instagram.com/yra_dran

tércia paiva - Reflexos (2020), tinta de tecido sobre tela, 30x40cm “O reflexo no espelho é o eu presente, e a nossa casa nos acolhe e mostra que estamos rodeados de espelhos com diversas versões de nós em tempos diferentes. A conexão com a casa transmite a nossa autenticidade em objetos que constroem a nossa identidade como pessoa.” Brasiliense

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instagram.com/estudioawira

www.behance.net/gabrielagaravelli

anace lima - Selfie-love I (2021), acrílica sobre tela, 35x27cm “A minha produção artística parte do lugar de observação sobre mim mesma. Realizo autorretratos fotográficos e a partir deles elaboro as pinturas. Nomeio essa produção de narrativas da intimidade.” Anace interessa-se pelas relações das artes visuais com a filosofia e com questões de gênero. É artista transdisciplinar. Suas pinturas tratam de estados do corpo e de narrativas de intimidade. anacelima.com.br


ficha técnica baleia BALEIA | Ciclo #3 | DIANTE DO ESPELHO Curadora raquel pellicano Coordenadora geral beatriz chaves Diretora artística elisa freitas Produtora executiva beatriz ramos Assessora de comunicação joceline gomes Identidade visual raquel câmara Webdesigner estúdio cajuína | flora egécia e bianca novais Contadora bruna lopes ARTISTAS Anace Lima | Ana Flora Bavaresco Gomes | Ana Lidia Rodrigues Neves | Brenda Lee | Dani Almeida | Diana Salu | Fernanda Pacca | Gabriela Garavelli | Joana Amaral | Lara Abreu | Larissa do Vale | Luda Aquareluda | Manu Dib | Marta Mencarini | Naiara Pontes | Raquel Nava | Tatiana Reis | Tércia Paiva | Usha Velasco | Yandra Ramos Braga baleiadf.com.br instagram.com/baleiadf facebook.com/baleiadf


Esta publicação foi composta nas fontes Barlow e Barlow Condensed. Miolo impresso em papel offset 90g e capa impressa em papel couché fosco 150g. Tiragem de 500 exemplares. Distribuição gratuita. ISBN 978-65-0017869-2. Este projeto é realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF Secretaria de Cultura e Economia Criativa


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