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Travessias

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t r a v e s s i a s Miguel Chikaoka


t r a v e s s i a s Miguel Chikaoka

B E L É M / PA

Secult - 2017


Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) C534t

Chikaoka, Miguel. Travessias / Miguel Chikaoka; [organização Makiko Akao] − Belém : Secult, 2017. 154 p. : il. ; 14,5 cm

Catálogo da Coleção Miguel Chikaoka do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas adquirida pelo Prêmio Marcantonio Vilaça/Funarte, 2015. ISBN 978-85-7313-090-4

1. Chikaoka, Miguel, 1950 - 2. Fotografia - Catálogos. 3. Fotógrafos. I. Akao, Makiko. II. Pará. Secretaria de Estado de Cultura. III. Título. CDD: 770.981


O fotógrafo do olhar sempre nascente Como sói acontecer com os da mesma fornada genética, ele é discreto, desconfiado, arredio, talvez tímido. As palavras medidas e certeiras, ele é o grande xamã, nas últimas três décadas, da fotografia no Pará. Desprovido de vaidade e sem ostentação, tem plena consciência do seu papel na formação de dezenas de fotógrafos de primeira linha. São talentos irretocáveis e prestigiados dentro e fora do país. Apesar da individualidade de cada um e dos diversificados estilos, se fizermos a exegese de cada foto desses artistas, por mais particular que seja a expressão das suas obras, encontraremos o DNA do grande mestre. Sem nenhum demérito. Uma espécie de centelha delicadamente inserida, como um sinete de origem, ou uma sutil tatuagem, reveladora da intensa e extensa formação que tiveram.

As imagens que compõem este catálogo são, a rigor, a síntese – se é que nele isto é possível – do longo périplo pelo mundo, cujo centro irradiador referencial é Belém. E a partir daí, tanto pela dilatada geografia, quanto pela incontável diversidade de estilos e experimentos, fazem dele um fotógrafo excepcional. Mas, arrisco-me a dizer que, na verdade o seu estilo é não ter estilo algum. O que não diminui, ao contrário, aumenta o valor desse artista, na versatilidade do seu talento e no amplo conhecimento técnico do seu ofício. Para além, vejo esta coleção como se fosse uma espécie de autorretratos, celebrando a sua privilegiada maneira de olhar a vida. Em preto e branco ou em cores. Vida longa, mestre Chikaoka.

Paulo Roberto Chaves Fernandes Secretário de Estado de Cultura do Pará


Educar e transmutar Processos importantes para a compreensão da Amazônia no final do século XX e início do século XXI estão documentados no trabalho do fotógrafo Miguel Chikaoka, onde a força de suas imagens é uma janela de acesso ao universo das práticas amazônicas. Importantíssimo ressaltar sua capacidade de mobilizar e agregar pessoas em torno da produção fotográfica. Sua atuação no ensino da fotografia com a construção de metodologia muito particular, provocando em seus alunos a imersão dentro de si para em seguida olhar o mundo ao redor, deixa

como legado uma escola de fotografia com grande capacidade de mobilização para documentar, refletir e transformar realidades locais. Portanto, cumprindo a missão de salvaguardar a memória do Estado do Pará, o Sistema Integrado de Museus e Memoriais assume o compromisso de assegurar para as futuras gerações acesso a acervo representativo do trabalho de Miguel Chikaoka, enquanto registro de um importante capítulo da fotografia paraense.

Mariana Sampaio Diretora do Sistema de Museus e Memoriais - SIM


Espaço Cultural Casa das Onze Janelas Coleção Miguel Chikaoka O Espaço Cultural Casa das Onze Janelas é observado por um rio que conta histórias inquietas e pulsantes. A arquitetura do século XVIII inicia como residência de um senhor de engenho (Domingos da Costa Bacelar), passa a ser Hospital Real em 1968, e a partir de 1970 abriga diversas funções militares. Em 2001, o Governo do Estado do Pará assina o convênio com o exército brasileiro, que insere a estrutura arquitetônica no Complexo Feliz Lusitânia. Em 2002 passa a ser Unidade Museal do Sistema Integrado de Museus e Memoriais da Secretaria de Estado de Cultura do Pará. Surge então um ambiente de pesquisa, difusão e reflexão sobre a arte contemporânea brasileira. Como residência de um espaço museológico, adere políticas de estímulo e permanência da produção de poéticas visuais, que discutam questões entre o local e o global. Possui quatro salas expositivas: Ruy Meira, Valdir Sarubbi, Gratuliano Bibas e Laboratório das Artes. A Sala Ruy Meira, situada no térreo, é dedicada à exposição de longa duração e apresenta um recorte do acervo de obras contemporâneas do Museu. As demais salas expositivas, ao longo de uma pauta anual, apresentam ao público projetos expositivos que constituem o acervo, expõem obras provindas de parcerias com entidades culturais locais e nacionais e contemplam

obras de artistas locais, nacionais e internacionais, por meio de projetos em caráter individual ou coletivo. As exposições são apresentadas ao público em um projeto educativo que promove ações em que a cidade percebe e reflete seus trajetos e trajetórias no contato direto com as obras. A Casa das Onze Janelas, em sua política de aquisição de acervos, atualmente contém, aproximadamente, 1.920 obras de artistas locais, nacionais e internacionais. Acervo representado em 20 coleções, dentre elas a Coleção Miguel Chikaoka. A Coleção Miguel Chikaoka é constituída por um acervo que mapeia um recorte da trajetória do fotógrafo a partir dos anos 1980. Inicialmente, era composta por obras adquiridas dos Projetos: “Fotografia Contemporânea Paraense Panorama 80/90” (Edital de Patrocínio da Petrobras, em 2001) e “FOTONORTE” (1998). Em 2015, essa Coleção se expande com a doação de 13 fotografias e a aquisição de 44 obras que participaram da 7ª edição do Prêmio Marcantonio Vilaça/FUNARTE. Hoje, a Coleção Miguel Chikaoka está constituída por 61 fotografias, 11 objetos, um vídeo e uma instalação.


Salvaguardar esse acervo também é salvaguardar a memória fotográfica, e compartilhar a importância histórica de Miguel Chikaoka dentro do cenário da fotografia paraense. Nas travessias que perpassam as trajetórias de Miguel, o

artista entrecruza gerações, impulsionando a coletividade, em exercícios de sensibilização do olhar a si mesmo, do olhar o outro e do olhar a imagem. Nas Janelas que sensibilizam a cidade a ver e pensar, o artista escreve com seu light paint, intensos atravessamentos.

Heldilene Reale Diretora do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas


Miguel Chikaoka e o acervo da Casa das Onze Janelas Em 2014, Miguel Chikaoka concorreu e foi um dos vencedores da 7ª edição do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça/FUNARTE, com um projeto que propunha a aquisição de suas obras para o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. O objetivo do artista era contribuir para a memória e difusão da fotografia contemporânea do Pará, ciente de que a Casa possui o maior acervo de arte contemporânea da região Norte e reúne trabalhos de artistas locais e nacionais. A proposta de Chikaoka era pertinente, visto que o museu já tinha incorporado ao seu acervo coleções significativas, como: “Fotografia Contemporânea Paraense Panorama 80/90”, adquirida em 2001, por meio do Edital de Patrocínio da Petrobras; e a Coleção Luiz Braga, adquirida em 2009, através do Prêmio Marcantonio Vilaça/FUNARTE. Ao propor a Coleção Miguel Chikaoka ao acervo de fotografias da Casa das Onze Janelas, o artista adiciona conhecimento e imagens concernentes a um período da fotografia contemporânea do Pará, suprindo parte da lacuna ainda existente no acervo do museu. Reafirma, assim, o potencial desse acervo como fonte de pesquisa e expressão de um pensamento proveniente da fotografia e da história da imagem que se processa desde os anos 1980. Fortalecer o conjunto de coleções fotográficas do Pará significa disponibilizar uma fonte referencial importante para pesquisadores, estudantes, fotógrafos, artistas e para o público em geral. Trata-se de uma aquisição relevante para

a consolidação e ampliação de um acervo que poderá gerar exposições com recortes diversificados, contribuindo, desta forma, para a difusão do conhecimento, da cultura, da arte e, consequentemente, um recurso diferencial para a formação de públicos, de novos fotógrafos, artistas e pesquisadores.

Miguel Chikaoka, tecelão de luz e imagens Para entender a importância da Coleção Miguel Chikaoka enquanto um conjunto de obras que vem dialogar e se somar às fontes imagéticas e aos conhecimentos advindos de outras coleções existentes no museu, torna-se necessário conhecer um pouco da trajetória e do trabalho do artista, que evidenciam a sua contribuição para a história da fotografia no Pará. No final da década de 1970, Chikaoka cursava o doutorado em Engenharia Mecânica, na França, quando teve o primeiro contato com a fotografia e essa experiência mudou radicalmente a sua opção profissional. No início dos anos 1980, ao retornar ao Brasil, adotou Belém do Pará como a sua cidade e a fotografia foi essencial nesse processo. Na efervescência cultural e política daquela época, Miguel atuou em duas grandes frentes: uma associada ao fotojornalismo, momento em que realizou a cobertura dos acontecimentos e vivenciou a política e os movimentos culturais da cidade; e outra dedicada a um trabalho processual e experimental de caráter coletivo e individual.


Tangenciando essas duas frentes de atuação, seguiu em direção ao que seria um dos seus grandes projetos de vida, que reverberou para além do interesse pessoal, tornando-se uma ação coletiva. Ainda no começo dos anos 1980, Chikaoka articulou-se com vários fotógrafos e desenvolveu um trabalho associativo que resultou na criação da Fotoativa, um núcleo cultural formado por fotógrafos interessados na discussão acerca dos direitos inerentes à profissão e, sobretudo, no debate de questões conceituais da imagem, do processo educativo e do patrimônio histórico e cultural da cidade. Desde a sua criação a Fotoativa assumiu o papel importante no sentido de agregar conhecimentos e contribuir para a formação de fotógrafos. A partir da atuação desse grupo e de outros fotógrafos que mantiveram uma carreira solo, a fotografia paraense consolidou-se como referência de um movimento consistente, participativo, que contou não somente com o apoio e o reconhecimento do Instituto de Fotografia da FUNARTE, mas alcançou notoriedade no cenário nacional, conferindo a Belém posição de destaque como um dos polos de expansão da arte fotográfica no Brasil. Nesse contexto, Miguel Chikaoka reafirma a sua atuação individual e coletiva no cenário local, e prossegue em sua trajetória fundada no compromisso com a arte, com a fotografia e com a valorização da cultura, ultrapassando as fronteiras regionais. As obras de Miguel Chikaoka adquiridas pelo Prêmio da FUNARTE, somadas a outras treze fotografias doadas pelo artista, compõem uma coleção que se encontra perfeitamente integrada ao acervo já existente no Espaço Cultural

Casa das Onze Janelas. Na Coleção Miguel Chikaoka o artista prioriza não somente as fotografias do fotojornalismo, como também objetos, vídeo e instalações, que revelam o sentido poético e/ou experimental que Chikaoka vem desenvolvendo desde os anos 1980, incluindo ainda algumas fotografias produzidas durante a sua estadia na França, no final da década de 1970. O critério de seleção das obras adotado para compor o acervo caracteriza-se pela diversidade de elementos e incorpora à coleção oito fotografias que já faziam parte do referido acervo. Além das fotografias em preto e branco e em cores, acompanham objetos como o “Loading... Cuias”, a obra “Máquina de Desclonar os Olhos”, o vídeo “Cromo Clip TVQTV” e a instalação “Das Águas, os Peixes”. As obras da coleção trazem tanto o aspecto poético da imagem como demarcam o papel de propositor1 assumido por Chikaoka, que em sua vivência artística sempre deixa um canal aberto à experiência e propõe obras em processo, maleáveis, articuladas com a quebra de fronteiras entre arte, educação e vida. Na visão do artista, nesses trabalhos de limites diluídos prevalece não a questão técnica, mas uma espécie de campo simbólico da luz, elemento que possibilita ver, nos diferentes sentidos. Chikaoka é um tecelão de luz e imagens, que vê e interpreta o mundo com o corpo integrado à paisagem, e atravessa diferentes tempos porque mergulha simultaneamente na escuridão e na luz. Expressão usada no sentido dado por Hélio Oiticica, o artista que propõe, instiga, provoca o pensamento.

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Vale ressaltar que a obra “Máquina de Desclonar os Olhos” é composta por um par de bobinas defletoras e por uma almofada branca2, doada pelo artista Armando Queiroz especialmente para integrar essa máquina estranha, que parece ter saído das páginas do livro Invenção de Morel, de Bioy Casares. A máquina é um dos elementos da instalação “Loading...”, montada no Laboratório das Artes do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas em 2003, em uma exposição vinculada ao lançamento dos resultados do projeto “Fotografia Contemporânea Paraense – Panorama 80-90” e, portanto, está associada à própria história do museu. A instalação “Loading...” foi concebida como uma obra inacabada, em um processo de criação contínuo, modificando-se a cada dia durante o período em que ficou exposta, contando com a intervenção de outros artistas. A obra só foi dada como concluída ao final da exposição, ou melhor, quando se encerrou a ocupação do Laboratório. Entre os elementos que compunham a instalação havia dez cuias, que se transformaram em “câmeras obscuras” e foram utilizadas de forma interativa, no intuito de aguçar no visitante o desejo de contemplar a paisagem do entorno. Da sacada do museu, ao focar o olhar na lente da câmera feita de cuia, era possível admirar a imagem do rio. As cuias ou câmeras também foram incorporadas ao acervo da Casa. Outra instalação que integra a Coleção Miguel Chikaoka é “Das Águas, os Peixes”, apresentada pela primeira vez em Esta almofada, juntamente com uma máscara igualmente branca, compunha uma obra de Armando Queiroz.

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2006, no Arte Pará, a convite do curador Paulo Herkenhoff. É composta de vários banners feitos com tecidos translúcidos, nos quais estão impressas imagens de peixes, produzidas por trabalhadores do Mercado de Ferro do Ver-o-Peso, utilizando a técnica “pincel de luz”. Trata-se de uma prática artística que envolve processos educativos e de criação, extraídos da vivência dos participantes. Aqui a autoria se dilui e o coletivo prevalece, sob a regência do filósofo da luz: Miguel Chikaoka. Integra ainda a Coleção uma espécie de vídeo, o “Cromo Clip TVQTV”, experimentação visual e sonora de processos contemporâneos que envolvem uma mistura de linguagens e a apropriação de imagens vindas da televisão, do cinema, dos quadrinhos e da fotografia. Chikaoka utilizava o Cromo Clip nos anos 1980, como recurso para a projeção de fotografias de sua autoria e das imagens apropriadas, que também refletiam a inquietação, a irreverência e o humor do artista, além do caráter experimental do seu trabalho. Essas sessões, geralmente, ocorriam na praça que ficou conhecida como “Ferro de Engomar”, onde se situava também a Fotoativa e o Bar 3x4, frequentado por artistas e intelectuais. Na época, a projeção de Cromo Clip não se restringia à exibição de imagens sobre uma tela fixa, ao contrário, cada sessão tornava-se um evento que, apesar dos poucos recursos tecnológicos à época, sempre trazia novos artifícios, em que a imagem se movia ou era projetada sobre o público. Durante as sessões, Chikaoka agitava e provocava reações na plateia com uma dinâmica interativa e lúdica. Todavia, a tônica era a inovação tanto de sons quanto de imagens, pois os transformava em linguagens inusitadas e irreverentes, que


reforçavam sua proposta experimental. Isso, de certa forma, precede o que nos anos 2000 ficou conhecido como sampler. O processo de experimentação e a opção por uma arte em processo delineia a prática artística de Miguel Chikaoka, que se pauta pelo eixo triplo da arte, educação e vida. Para Nicolas Bourriaud, “a arte contemporânea realmente desenvolve um projeto político quando se empenha em investir e problematizar a esfera das relações.”3 Chikaoka além de investir, problematizar e estabelecer relações, promove um

trabalho em que as questões políticas, educativas e patrimoniais estão sempre presentes. A força da sua produção artística está no entrelace de ações e conceitos distintos, numa obra que se estende ao infinito, pois uma ação/obra sempre se transforma em outra, que se transforma novamente. Chikaoka tece imagens enquanto a luz percorre as experimentações, e deixa no acervo não só a matéria que constitui a sua coleção, mas também um pensamento que se desdobra e atravessa arte e vida.

Marisa Mokarzel Pesquisadora, Curadora.

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Afirmativa de Nicolas Bourriaud, em: Estética relacional. São Paulo: Martins, 2009, p.23.


Coleção

Miguel Chikaoka


Fusão: Tela de TV e Muro, Belém, PA – 1996 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “França”, Paris, FRA – 1996 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Doação do artista


Série “França”, Paris, FRA – 1979 Fotografia: 150 x 100 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “França”, Paris, FRA – 1979 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “França”, Paris, FRA – 1979 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Belém, PA – 1991 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Belém, PA – 1991 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Primavera, PA – 1983 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Ilha de Maiandeua, Algodoal, PA – 1986 Fotografia: 20 x 30 cm Origem: Projeto Fotografia Contemporânea Paraense


Outeiro, Ilha de Caratateua, Belém, PA – 1987 Fotografia: 20 x 30 cm Origem: Projeto Fotografia Contemporânea Paraense


Ilha de Algodoal, Marapanim, PA – 1991 Fotografia: 30 x 40 cm Origem: Fotonorte


Série “França”, Nancy, FRA – 1979 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Plácido de Castro, AC – 1987 Fotografia: 20 x 30 cm Origem: Fotonorte


Plácido de Castro, AC – 1987 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Doação do artista


Plácido de Castro, AC – 1987 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Doação do artista


Plácido de Castro, AC – 1987 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Doação do artista


Tucuruí, PA – Anos 90 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Belém, PA – 2002 Fotografia: 20 x 30 cm Origem: Projeto Fotografia Contemporânea Paraense


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Rio Tapajós, Itaituba, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Marabá, PA – 1990 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Brinquedo de Miriti, Praça do Carmo II, Belém, PA – 1992 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Fotonorte


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Oiapoque, AP – 2001 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Cena de Rua, São Paulo, SP – 1982 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Aeroporto de Brasília, DF – 1991 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Marabá, PA – 1981 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Dunas de Algodoal, Ilha de Maiandeua, PA – 1990 Polípticos Fotografia: 0,80 x 1,80 m Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “França”, Nancy, FRA – 1978 Fotografia : 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “França”, Nancy, FRA – 1979 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Brinquedo de Miriti, Praça do Carmo I, Belém, PA – 1992 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Fotonorte


Série “Portugal”, Porto, POR – 2000 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Abaetetuba, PA – 2002 Fotografia: 30 x 20 cm Origem: Projeto Fotografia Contemporânea Paraense


Série Ver-0-Peso, Belém, PA – 1999 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série Ver-0-Peso, Belém, PA – 1999 Fotografia: 150 x 100 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série Ver-0-Peso, Belém, PA – 1999 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 110 x 73,33 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 110 x 73,33 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Itaituba, PA – 2003 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, PA – 2003 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Belém, PA – 1999 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Marudá, PA – 2006 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Doação do artista


Mulher de Vermelho – Anos 90 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Margens”, Santarém, PA – 2003 Fotografia: 60 x 40 cm Origem: Doação do artista


Série “Fordlândia”, Fordlândia, PA – 2003 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Doação do artista


Série “Fordlândia”, Fordlândia, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Doação do artista


Série “Fordlândia”, Fordlândia, PA – 2003 Fotografia: 100 x 150cm Origem: Prêmio Marcatonio Vilaça – 7ª Edição


Série “Fordlândia”, Fordlândia, PA – 2003 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Doação do artista


Série “Fordlândia”, Fordlândia, PA – 2003 Fotografia: 100 x 150 cm Origem: Doação do artista


Marudá, PA – 2006 Fotografia: 40 x 60 cm Origem: Doação do artista


Marudá, PA – 2006 Fotografia: 73,33 x 110 cm Origem: Prêmio Marcantonio Vilaça – 7ª Edição


Objetos Instalação Vídeo


“Loading...” Cuia Câmera Obscura, Belém, PA – 2003 Objeto: Cabaça de fruto da cueira (crescentia cujete), disco de policarbonato e lente convergente de vidro. Formato oval, dimensões de acordo com o tamanho do fruto: 18,0 x 18,0 x 18,0 cm (médio)


“Loading...” Cuia Câmera Obscura, Belém, PA – 2003 Objeto: Cabaça de fruto da cueira (crescentia cujete), disco de policarbonato e lente convergente de vidro. Formato oval, dimensões de acordo com o tamanho do fruto: 18,0 x 18,0 x 18,0 cm (médio)


“Loading...” Cuia Câmera Obscura, Belém, PA – 2003 Processo de criação


“Máquina de Desclonar Olhos”, Belém, PA –2003 Objeto: Par de bobinas defletoras, sobre almofada, cedida por Armando Queiroz.


“Das Águas, os Peixes” / “Aguas Enlazadas”, Belém–PA / Montevideo–URU – 2006/2014 Instalação: Tecido translúcido estampado com desenhos produzidos com “pincel de luz”, 0,90 x 2,80 m.


“Das Águas, os Peixes” / “Aguas Enlazadas”, Belém–PA / Montevideo–URU – 2006/2014 Instalação: Tecido translúcido estampado com desenhos produzidos com “pincel de luz”, 0,90 x 2,80 m.


“Das Águas, os Peixes” / “Aguas Enlazadas”, Belém–PA / Montevideo–URU – 2006/2014 Processo de criação


“TVQTV – Cromo Clip”, Belém, PA –1987 Colagem em slide show, com desenhos, fotografia, quadrinhos, vídeo game, fotonovelas e televisão. Duração: 5 minutos e 9 segundos


Governo do Estado do Pará Simão Jatene Secretaria de Estado de Cultura Paulo Roberto Chaves Fernandes Secretaria Adjunta Ana Cristina Klautau Leite Chaves Sistema Integrado de Museus e Memoriais Mariana Sampaio Espaço Cultural Casa das Onze Janelas Heldilene Reale Organização do catálogo Organizadora Pesquisa de imagens Textos Revisão do texto da Marisa Mokarzel

Makiko Akao Marisa Mokarzel e Makiko Akao Heldilene Reale, Mariana Sampaio, Marisa Mokarzel e Paulo Roberto Chaves Fernandes Iraneide Silva

Departamento de Editoração e Memória (Secult) Editoração/Projeto Gráfico Normalização e Ficha Catalográfica

Paulo Mauricio Coutinho Regina Vitória


Foram impressos 1.000 exemplares desta publicação, sob a responsabilidade da Secretaria de Estado de Cultura do Pará Av. Governador Magalhães Barata, 830 – CEP 66.063-240 – Belém – Pará Fone: (91) 4009-8741 – Email: secultpagabinete@gmail.com Obra impressa em papel Couchê Imune 170 g (miolo) e papel Duo Design 300 g (capa), com laminação fosca Textos impressos na tipologia Myriad Pro Regular, Myriad Pro Condensed e títulos em Adobe Garamond Pro.


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