The Brazil inside of the Brasilia Por
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Brasílias que transbordam No ano que Brasília comemora seu 50° aniversário, não é difícil imaginar a quantidade de flash, ângulos, focos de diversas lentes que já se voltaram para a nossa capital, ontem e hoje. Um deles é o de Franca Vilarinho, fotógrafa gestada na cidade. Entre o sonho de JK e o trabalho de Franca exibidos nesta exposição, existiram inúmeros olhares que registraram Brasília em suas formas, cores e cotidianos, revelando a capital de uma forma diferente a cada imagem. Capturadas pelas lentes da fotógrafa, a Brasília de Franca nos anuncia mais uma visão, calcada na subjetividade de seu olhar, que percebe, pensa, interpreta e registra a cidade de um outro lugar fora dos monumentos de Oscar Niemeyer, da política produzida nos Ministérios e Congresso, das agências de notícias e do imaginário comum da Brasília produtora de grandes nomes do rock. A ganhadora por dois anos consecutivos - 2008 e 2009 – da categoria fotografia do Fundo de Apoio à Cultura (FAC), que premia com recursos os projetos inscritos de artistas moradores da cidade, e que, este ano, delimitou Brasília como tema, captura a cidade bem longe das imagens que compõem os cartões postais tradicionais. Os momentos, as pessoas nem os lugares que habitam são idênticos, mas genuínos e, na visão dela, merecem ser registrados na sua singularidade, inclusive de forma singular. A Brasília de Franca, ou melhor, as Brasílias de Franca fazem parte de uma série de fotografias produzidas ao longo de sua trajetória profissional, das lentes de quem observa a capital do país como múltipla e que vai além dos limites geográficos do Plano Piloto de Brasília - as asas do avião de Lúcio Costa - A Brasília que Franca anuncia é composta também pelas cidades que formam o Distrito Federal, fornecedoras de mão de obra para o serviço público, o comércio, que consome nos shoppings, nas feiras, produzem artes, vivências, constroem a história, sofrem a falta de infra-estrutura e o preconceito daqueles que mesmo morando, a desconhece. As Brasílias que trabalham, estudam, se divertem de formas e jeitos distintos, mas que se cruzam nas ruas, trocam endereços, email-s, compartilham lugares no trânsito, no ônibus, dividem repartições públicas, escritórios. São as Brasílias dos brasilenses, que crescem no Cruzeiro, que
moram no Recanto. Dos namorados que vivem em Samambaia, trabalham no Plano, se divertem em Taguatinga. As Brasílias que habitam em nós. E são tantas, uma para cada morador. É desse cotidiano, lugar comum dos brasilienses que coexistem, se cruzam, subvertem e transbordam as barreiras geográficas criadas para delimitar Brasília que Franca se apropria e deseja dá visibilidade. Ao registrar a cidade, Franca a interpreta como um enorme labirinto, onde cada habitante traz em si suas origens, estampa sua história, demonstra suas raízes pela forma de agir, de se vestir, de se divertir caminhando em paralelo com o universo de outro habitante. É neste labirinto onde circulam que, durante alguns instantes, os habitantes se encontram ao cruzarem pontos que dão acesso à outras vias. É neste momento que cada brasiliense se encontra com outro e compartilham seus universos. Franca, maranhense, viveu no Gama, mora no Cruzeiro, estudou no Plano, conheceu Samambaia, tem amigos nas satélites, nas Asas, trabalha no Sudoeste, contribui para a memória local, registrou os atores da cidade, cobriu como fotojornalista eventos das Brasílias, amadureceu seu olhar profissional com outros moradores delas como participante dos Ladrões de Alma, conhecido grupo de fotógrafos na cidade que estudam, trabalham e atuam de forma coletiva ou individual desde 1988. Franca explora a fotografia a partir das suas vivências, do que a forma, é a mesma que coabita com vocês essas Brasílias. Uma fotógrafa que prefere os bastidores aos holofotes, que faz imersão, mas acredita que o trabalho que realiza é produto de olhar o mundo de uma forma que você participa dele sem se envolver. “Quando você fotografa, está com a pessoa sem conhecê-la a fundo, antes de se magoar você já foi embora”. Brasílias que transbordam é um convite para que você sem envolva com elas. Reconheça, escolha a sua Brasília. Seja bem-vindo! Cássia Relva Jornalista
Capa Museu da República 2009
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Overflowing Brasílias
In Brasilia’s 50th birthday year it is not difficult to picture the amount of flashes, angles and many different cameras’ lenses that focused our capital yesterday, and still do today. One of these lenses is of Franca Vilarinho, a Brasilia-born photographer. Between JK’s dream and Franca’s work exposed in this exhibition, there were uncountable views which registered Brasilia in its forms, colors and everyday life, revealing differently the city in each picture. Captured by the photographer’s lenses, the Brasilia of Franca announces us one more view, established on her look’s subjectivity, which notices, thinks, interprets and registers the city from a place out of Oscar Niemeyer’s monuments, of the politics exercised in the Ministeries and in the Congress, of the news agencies and of the common image of the Brasilia that produces the great national rock names. She was the winner for two consecutive years – 2009 and 2010 - of the photography category of FAC (Fund of Cultural Support), which awards giving support to the enrolled projects of artists who lives in the city. The artist, who chose Brasilia as a theme this year, pictures the capital far away from the images which are part of the traditional postcards. Moments, people and living places are different, but genuine, and according to her view, they deserve to have their singularity captured uniquely. Franca’s Brasilia, or rather, Franca’s Brasilias are part of a photography set took along her professional career, and they are also part of the lenses from who observes the country’s capital as being multiplex, which goes far beyond the geographical boundaries of Plano Piloto – Lucio Costa’s plane’s wings. The Brasília introduced by Franca is composed also by the other cities that constitute the Federal District (Distrito Federal), the ones that are suppliers of labor force for public service and the commerce; the ones that spend in shoppings and fairs; the ones that make art, build up history and suffer the lack of infrastructure and the prejudice of those whom, even living here, do not know about it. The Brasilias that work, study and have fun in different ways, although they cross each
other in the street, exchange addresses and e-mails, share spots in the traffic, in the bus, in the office. Those are the Brasilias of the brasilienses, who grows up in Cruzeiro, who lives in Recanto; of the boyfriend and girlfriend who live in Samambaia, work at Plano and have fun in Taguatinga; the Brasilias that live inside us. There are many, though, one for each dweller. It is in this everyday life, a common place for the brasilienses that meet each other and go beyond the geographical barrier created to limit the city which Franca put on the spotlight. When she has recorded the city, Franca interpreted it as a huge labyrinth, where each dweller brings their origins and history, exposes their root through the way of acting, of dressing and of having fun, walking along other inhabitant’s universe. It is in this labyrinth where the inhabitants meet each other when they are crossing spots which give access to other paths. In this moment, each brasiliense faces one another and share their universes. Franca was born in Maranhão, lived in Gama, actually lives in Cruzeiro, studied at Plano, met Samambaia, has friends on the cities around Plano Piloto, works at Sudoeste, has contributes to the local memory, recorded the city actors, covered many events as a journalist, has maturated her professional view with other dwellers as a member of “Os Ladrões da Alma”, a photographer group that study, work and play their role since 1988. Franca explores the photography from her living experience. A photographer who prefers the backstage than the spotlight, and immerses in her work, but believes the work she does is produce of having a view on the world in a way that you participate without getting involved. “When you take pictures, you are with people without knowing them deeply, before you hurt someone you have already gone away”. Overflowing Brasilias is an invitation for you to get involved with them. Meet your Brasilias, choose them. Welcome! Luciana Souza Tradução
Franca Vilarinho Fotógrafa | Brasília 2010 4
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Museu da República | Brasília 2009 6
Passagem subterrânea | Brasília 2010 7
Museu da República | Brasília 2009 8
Museu da República | Brasília 2009 9
Procissão Esplanada | Brasília 2007 10
Setor Comercial Norte | Brasília 2000
CONIC | Brasília 2010 11
Rodoviária | Brasília 2010 12
FUNARTE | Brasília 2008 13
RodoviĂĄria | BrasĂlia 2010 14
Vale do Amanhecer | Planaltina/DF 2009 15
Vale do Amanhecer | Planaltina/DF 2009 16
Vale do Amanhecer | Planaltina/DF 2009 17
Vale do Amanhecer | Planaltina/DF 2009 18
Vale do Amanhecer | Planaltina/DF 2009 19
Vale do Amanhecer | Planaltina/DF 2009 20
FUNAI | BrasĂlia 2009 21
Eixo Monumental | Brasília 2009 22
W3 Sul | Brasília 2009 23
FUNAI | Brasília 2009 24
FUNAI | Brasília 2009 25
FUNAI | BrasĂlia 2009 26
Samambaia/DF 1999 27
Samambaia/DF 1998 28
Samambaia/DF 1998 29
Taguatinga 2008 30
Estrutural/DF 2010 31
Estrutural/DF 2010 32
Boi do Seu Teodoro | Sobradinho/DF 2010 33
Boi do Seu Teodoro | Sobradinho/DF 2010 34
Boi do Seu Teodoro | Sobradinho/DF 2010 35
Boi do Seu Teodoro | Sobradinho/DF 2010 36
Boi do Seu Teodoro | Sobradinho/DF 2010 37
A Brasília que chega aos 50 anos vai bem além dos limites do Plano Piloto. Aliás, não raro e quiçá na maior parte das vezes, o centro geográfico da capital não é o seu coração, mas local de passagem, cenário de fundo para a população que deitou raízes no planalto central e todos os dias ajuda a cidade-monumento a pulsar e acontecer. Sensível a essa realidade, a fotógrafa Franca Vilarinho voltou seu olhar e suas lentes para o cotidiano de filhos do Distrito Federal cuja vida afetiva, cultural, efetiva, desenrola-se para além das superquadras e dos monumentos de Oscar Niemeyer. Também capturou impressões e expressões de forasteiros que afluem para a cidade em razão de suas características de centro político, mas acabam descobrindo-a e sendo descobertos. Os caminhos de tais vidas convergem na zona central da cidade, mas delas é possível captar apenas um relance se a nossa postura for a de observadores superficiais. A comida engolida às pressas, estrangeiros estranhando a arquitetura, o passo apressado sob chuva, a criança na rua igual a tantas outras e que pode ter vindo de qualquer lugar. Ao contrário, se nos dermos ao trabalho de ir mais longe e mais fundo, tudo muda e ninguém veio de qualquer lugar. Todos têm a sua identidade, a sua história, a sua verdade, as suas cores. Eis a riqueza que a artista sublinhou em tons fortes, como a vida que realmente importa ser vivida. A existência íntima, os rostos em momentos de espontaneidade, as manifestações culturais e religiosas originárias de todas as partes do Brasil, o dia-a-dia longe das linhas imaculadas do Plano Piloto. Os protagonistas do trabalho de Franca Vilarinho são as pessoas, e é por meio delas, vindas de muitos lugares e com muitos propósitos, que se faz Brasília. Impossível compreender a identidade da capital sonhada por JK nos dias atuais sem atentar para essa visão ampla. Mariana Branco Repórter - Correio Braziliense Cidades - Economia - DF
Brasília, celebrating its fifty birthday, glows outside of the limits of the CENTRAL PILOT PLAN. Not rarely, but rather the majority of the time, the geographic center of the CAPITAL is not a throbbing heart but the passage way, the backdrop, for the local population that planted its roots in the CENTRAL PLAIN and everyday helps the CITY MONUMENT pulse and happen!! Tuned on to this reality, the photographer, Franca Vilarinho turned her eye and her lenses to the day-to-day sons and daughters of the FEDERAL DISTRICT whose lives, affective, cultural, and effective, play out beyond the superblocks and monuments of Oscar Niemeyer. Also she captures the impressions and expressions of the OUTSIDERS who gravitate to BRASILIA attracted by its magnetic pull as the political center of BRAZIL, but in the end they discover and are discovered. The paths of such lives converge on the central zone of the city, but if we are just casual observers we may only capture a fleeting glimpse. The quick bite of the sandwich, the foreign tourist bedazzled by the stark modern architecture, the steps quickened in the face of the falling rain, the child on the street so much like so many other children and one that could hail from anyplace. On the contrary, if we work at it, delve in and immerse ourselves, everything changes and no one comes from just anyplace. They all have their proper identities, their own histories, their individual truths and races. Such is the richness that our artist draws out in strong tones, as life really should be lived. The intimate existence, the faces caught at that spontaneous moment, the cultural and religious manifestations originating from the four corners of BRAZIL, the day to day real life far from the immaculate architectural lines of the CENTRAL PILOT PLAN.. The protagonists of Franca Vilarinho´s works are the people, and through them, as they arrive from diverse parts of Brazil with diverse propositions, Brasília becomes Brasília. It is impossible to comprehend the identity of the capital of JK´s dream in terms of today without capturing this ample panoramic. Armond Glagliard Traduce
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Franca Vilarinho,repórter fotográfica (DF0458RF),trabalha como fotógrafa desde 2003 como free-lance em várias agências entre elas a Ferro e Foto Ltda. Formação Profissional • Curso de Extensão em fotografia moda/book Faculdades Integradas UPIS • Oficina de Fotografia e Expressão Visual na UNB • Fotografia para cinema e vídeo na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes - Web Design: • Photoshop, Fireworks e Flash MX 2004/HSA/ Systems Serviços de Informática • História e Linguagem fotográfica,Técnicas e equipamentos no Espaço Cultural Renato Russo • Curso de fotografia / Curso Arte e Ciência, Secretaria de Trabalho DF. Premiações • 1º lugar no 15º Salão de fotografia de Teresina/2009 – Categoria Preto e Branco • Menção Honrosa na categoria cor 15º Salão de Fotografia de Teresina/2009 • 4º lugar no concurso PROCON Cultural Alagoas/2010
no Centro Cultural Banco do Nordeste/Sousa/PB-2007patrocinada pelo banco do nordeste; • Criança: herança Cultural, no Flamboyant Shopping Center em Goiânia com o patrocínio do CIMI (Conselho Indigenista Missionário, Universidade Católica e da Secretaria de Cultura de Goiás; • Karajá de Aruanã: “O Dilema de Uma Existência” no espaço Cultural Renato Russo /2000 com o patrocínio do Conselho indigenista (CIMI); • Kalunga: Extensão de um sonho de liberdade no Hall de entrada do MEC/2003; • Produção e Direção do Documentário - Quilombo-Quilombola Projeto patrocinado pela SEPPIR (Secretaria da promoção da igualdade racial) em parceria com UNESCO e apoio da Fundação Palmares , Ministério da educação e FENASPS/2005; • Samambaia vai ao teatro Nacional no Foyer da Sala Villa Lobos patrocinado pelo Fac/DF, Espaço Cultural Zumbi dos Palmares na câmara dos deputados e na câmara legislativa; • Lançamento do vídeo documentário “Quilombo -Quilombola” no edifício sede do Ministério da educação/ apoio Mec/ 2003,Vídeo selecionado para VIII Fica na cidade de Goiás, XIV festival de cinema e vídeo de Teresina/PI, e Festival Garnicê no Maranhão. Franca Vilarinho SHCES Quadra 1109 Bloco “E” Apto. 402 Cep: 70658195 Cruzeiro Novo/DF franca.vilarinho@gmail.com (61) 3233 4635 / 8149 7081
Principais Exposições • O Brasil dentro de Brasília – Projeto contemplado pelo Fundo de apoio a cultural (FAC) DF 2009 em parceria SESI - Taguatinga; • Brasil:”Cultura de Olhar no olhar do cotidiano” Espaço Cultural 508/Sul na Galeria Parangolé e por escolas púbicas das cidades satélites patrocinada pelo Fundo de apoio a cultura (FAC) DF/2008; • Brasil:”cultura de olhar no olhar do cotidiano” no espaço corredor- galeria
www.flickr.com/photos/franca_vilarinho Fotografa e Coordenadora do projeto: Franca Vilarinho Produção Executiva: Marcel Araújo Andrade Assistente de Produção: Anselmo Gomes Texto e assessoria de imprensa: Cássia Relva Projeto Gráfico: João Victor Araújo Andrade Operador de Áudio: Rubens Cardoso da Cruz
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Apoio
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