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BOLETIM BANCA & SEGUROS 30.07.2026

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Boletim Diário

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

EMOSE REGISTA LUCROS EM TRÊS ANOS CONSECUTIVOS E CONSOLIDA ROBUSTEZ FINANCEIRA NO MERCADO

Em três anos consecutivos, a Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE) consolidou um crescimento confortável, com um total de 3,46 mil milhões de meticais em prémios brutos emitidos e um resultado líquido positivo de 20,23nmilhoes de meticais, reafirmando a sua liderança e estabilidade no mercado nacional. Através de um comunicado de imprensa emitido esta quarta-feira (29), a empresa pioneira e referência incontornável no sector segurador em Moçambique, ressalta que em 2025, o comportamento do mercado teve uma contratação de 9%, o crescimento contra da EMOSE.

A seguradora destaca indicadores do exercício económico, um crescimento homólogo dos prémios, na ordem de 42,82%, uma quota do mercado de 13%, mostrando a consolidação da quota do mercado segurador. O rácio de liquidez fixou-se em 124,82%, testando a plena capacidade de cumprimento de obrigações imediatas, e já a cobertura da mar-

gem de insolvência reflecte uma robustez patrimonial notável com 1.175,23%.

Para o Conselho de Administração, os indicadores acima apresentados demonstram que a EMOSE não apenas ul-

trapassou os desejos do mercado, como também expandiu as suas operações, mantendo rácios de solvabilidade e liquidez muito acima dos mínimos exigidos pela supervisão regulatória.

METIX TRIPLICA VOLUME E PROCESSA MAIS DE 11 MIL TRANSFERÊNCIAS DIÁRIAS

Osistema moçambicano de pagamentos instantâneos Metix já processa mais de 11 mil transferências por dia, depois de ter triplicado o volume de operações desde a sua entrada em funcionamento, em Março de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco de Moçambique.

A informação consta do comunicado publicado após a reunião do Comité de Política Monetária, realizada na quarta-feira (29) em Maputo.

“A implementação do sistema de pagamentos instantâneos (METIX) dinamiza as transacções financeiras. Com a introdução do METIX, observa-se uma tendência de aumento de uso deste sistema", lê-se no documento, referindo o facto que "evidencia maior preferência pela realização de transferências interbancárias de forma imediata, cómoda e gratuita, sendo que, desde a sua entrada em produção, em Março de 2026, o número de transferências triplicou para mais de 11 mil por dia.

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Assessoria

O Metix foi lançado a 16 de Março pelo governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no quadro da mo-

dernização do Sistema Nacional de Pagamentos. Na ocasião, o responsável explicou que a plataforma permitiria realizar transferências entre contas bancárias em poucos segundos e sem cobrança de comissões aos particulares.

Quinta - feira, 30 de Julho de 2026, Ano 06, n0 951 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

TAXA MIMO EM 9,25% MANTÉM-SE PELA TERCEIRA VEZ CONSECUTIVA E COM PREVISÃO DA SUBIDA DA INFLAÇÃO

OBanco de Moçambique (BdM) decidiu manter a taxa de juro de política monetária, conhecida por taxa MIMO, em 9,25%, pela terceira reunião consecutiva, numa altura em que prevê a continuação da subida da inflação no curto prazo.

A decisão foi anunciada na quarta-feira (29), em Maputo, pelo governador do BdM, Rogério Zandamela, durante a conferência de imprensa que apresentou as conclusões da reunião do Comité de Política Monetária (CPMO).

Segundo o banco central, a decisão é sustentada pela redução da liquidez em moeda nacional no sistema bancário, resultante do aumento do coeficiente de Reservas Obrigatórias em moeda nacional, aprovado na reunião de Maio. A instituição considera, contudo, que persistem elevados riscos e incertezas para a evolução dos preços.

A taxa MIMO permanece inalterada desde Março. Em Janeiro, o BdM reduziu a taxa de 9,50% para 9,25%, man-

tendo-a nesse nível nas reuniões de Março, Maio e Julho.

Entre os principais factores de risco identificados pelo banco central, estão

a duração do conflito no Médio Oriente e os seus possíveis impactos sobre a cadeia logística mundial, a oferta de bens e os preços internacionais dos combustíveis e dos alimentos.

ENH AUMENTA LUCRO EM 17,8% E ALCANÇA 2,05 MIL MILHÕES DE METICAIS EM 2025

AEmpresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) registou um lucro líquido de 2,05 mil milhões de meticais em 2025, o que representa um crescimento de 17,8% face aos 1,74 mil milhões de meticais alcançados em 2024. O desempenho foi sustentado pelo aumento das receitas operacionais, de acordo com os dados do relatório e contas da empresa. segundo o documento, citado pelo "DE", as vendas e prestações de serviços cresceram de 1,77 mil milhões de meticais, em 2024, para 1,91 mil milhões de meticais em 2025. Após a dedução dos custos dos inventários vendidos ou consumidos, avaliados em 746 milhões de meticais, a ENH obteve uma margem bruta de 1,17 mil milhões de meticais, superior aos 1,07 mil milhões de meticais registados no exercício anterior.

Apesar da melhoria da margem bruta, a empresa apresentou um resultado operacional negativo de 1,05 mil milhões

de meticais, reflexo dos custos associados à gestão e expansão das suas actividades. Ainda assim, este impacto foi compensado pelo forte desempenho da componente financeira. Os rendimentos financeiros ascende-

ram a 3,30 mil milhões de meticais em 2025, acima dos 2,88 mil milhões de meticais registados em 2024. Depois de descontados os gastos financeiros, de 218,4 milhões de meticais, a ENH alcançou um resultado antes de impostos superior a 2 mil milhões de meticais.

SECTOR BANCÁRIO EM MOÇAMBIQUE MANTÉM-SE SÓLIDO E RESILIENTE COM ALTOS NÍVEIS DE INCLUSÃO

FINANCEIRA

OBanco de Moçambique revelou que o sector bancário moçambicano permanece sólido, capitalizado e resiliente. A informação consta do comunicado publicado após a reunião do Comité de Política Monetária, realizada na quarta-feira (29) em Maputo.

O sector bancário permanece sólido, capitalizado e resiliente. Em Junho de 2026, o rácio de solvabilidade global fixou-se em 28,1 % e o de cobertura de liquidez de curto prazo em 55,2 %, ambos acima dos limites mínimos regulamentares, diz o comunicado.

O banco central revela ainda que o risco sistémico manteve-se moderado e que o sector bancário continua com reservas de capital suficientes para absorver eventuais perdas e garantir a manutenção da solidez no médio prazo. Por outro lado, os níveis de inclusão financeira continuam a aumentar, impulsionados pela digitalização dos serviços financeiros e pela expansão dos serviços das instituições de moeda electrónica.

O banco central aponta que entre Dezembro de 2024 e Maio de 2026, o número de pontos de acesso aos serviços financeiros aumentou em 47,0 %, reflectindo, principalmente, o crescimento de agentes de moeda electrónica em 54,0 %. O número de contas de moeda electrónica aumentou em 18,0 %, eviden-

ciando a crescente utilização dos serviços financeiros digitais pela população adulta. Este desempenho decorre, entre outros, do impacto da interoperabilidade entre as instituições de moeda electrónica, bancos, microbancos e demais prestadores de serviços de pagamento, através da SIMOrede.

III SESSÃO DO CTGD AVALIA MECANISMOS DE COORDENAÇÃO EM NACALA

OConselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGD) realizou, nesta quarta-feira, 29 de Julho de 2026, em Nacala, a sua terceira sessão ordinária, no âmbito da primeira Simulação Regional da África Austral, sob presidência de Luísa Meque, Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

O encontro serviu para avaliar o progresso da Simulação do Ciclone Tropical Muito Intenso EKHOTO, de categoria 5, com foco na testagem dos protocolos para activação da Equipa Regional de Resposta à Emergências da SADC (ERT), a coordenação e implementação das Acções Antecipadas e de Resposta à emergência regional.

Ao longo da sessão, os representantes dos diferentes sectores apresentaram os resultados alcançados, as dificuldades encontradas e as experiências acumuladas

durante o exercício, destacando a necessidade de reforçar a articulação entre os sectores, assegurar a qualidade e valida-

ção das informações provenientes do terreno e melhorar os processos de registo e assistência às populações afectadas.

A banca muda, os seguros reinventam-se, a economia acelera.

A 38.ª edição da Banca & Segu-

ros chega com análises e protagonistas que estão a definir o futuro do secto, porque quem

lidera amanhã precisa de se informar hoje.

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