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BOLETIM BANCA & SEGUROS 30.04.2026

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Boletim Diário

GRUPO BANCÁRIO QUENIANO MANIFESTA INTERESSE DE ENTRAR PARA O MERCADO MOÇAMBICANO

Ogrupo bancário queniano

Equity Group busca aquisições em Moçambique, Angola e Zâmbia para aproveitar o rápido crescimento impulsionado pelo desenvolvimento de infra-estruturas e pelos ricos recursos minerais, revelou o director executivo da instituição, James Mwangi, na última quarta-feira (29), numa entrevista para a Reuters.

"Há uma oportunidade que podemos aproveitar em Angola, Zâmbia e Moçambique. Não se trata apenas de países, mas de acompanhar nossos clientes e as rotas comerciais", afirmou, acrescentando que a Equity quer entrar nesses mercados "assim que possível".

O Equity Group começou suas actividades há 35 anos como uma sociedade de crédito imobiliário rural no centro do Quénia, cresceu e se tornou a instituição financeira mais lucrativa do país, superando concorrentes estrangeiros e

locais. Como forma de expansão para mercados vizinhos, a empresa adquiriu dois bancos na República Democrática do Congo em 2015 e 2020, onde é agora o segundo maior credor.

Mwangi sublinhou que a entrada em

novos mercados africanos pode ser dificultada por diferenças estruturais, linguísticas e culturais, tornando mais eficaz a aquisição de instituições já estabelecidas, com posterior transformação e expansão.

TAXA DE JURO DE REFERÊNCIA MANTÉM-SE NOS 15,50 % NO MÊS DE MAIO

AAssociação Moçambicana de Bancos (AMB) anunciou esta quinta-feira (30) que a taxa de juro de referência (Prime Rate) para o mês de Maio mantém-se em 15,50 %, permanecendo inalterada em relação ao mês de Abril.

De Março para Abril, a taxa registou uma descida de 0,10%, saindo dos 15,60% para 15,50%, consolidando a tendência de alívio nas condições de financiamento para empresas e particulares no país. Desde o início do ano, o indexante tem mostrado um comportamento descendente, reflectindo a actual conjuntura macroeconómica.

Em Janeiro desceu 15,70% (corte de 10 pontos-base) e em Fevereiro registou manutenção dos 15,70%. Já em Março, registou um corte de 10 pontos-base, fixando-se em 15,60% e igualmente no mês de Abril, com uma nova redução de 10 pontos-base, fixando-se em 15,50%.

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COMUNICAMOS

A Prime Rate do Sistema Financeiro Moçambicano é a taxa única de referência para as operações de crédito de taxa de juro variável e resulta da soma do Indexante Único e do Prémio de Custo. De acordo com o documento da

AMB, “Esta taxa aplica-se às operações de crédito contratualizadas (novas, renovações e renegociações) entre as instituições de crédito e sociedades financeiras e os seus clientes.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS E FIDA LANÇAM MISSÃO DE AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA PARA REDEFINIR COOPERAÇÃO COM IMPACTO TERRITORIAL

OMinistério das Finanças lançou a Missão de Avaliação Independente do portfólio de projectos co-financiados pelo Fundo Internacional para o Desenvolvimento Agrícola (FIDA), num exercício que se assume como determinante para a redefinição da estratégia de cooperação entre Moçambique e aquela instituição multilateral.

A avaliação incide sobre um conjunto de projectos implementados entre 2017 e 2025, com um orçamento global de 522 milhões de dólares, abrangendo intervenções nas regiões sul, centro e norte do País. Trata-se de um processo com impacto directo na vida das populações rurais e costeiras, particularmente em sectores críticos como a agricultura, as pescas e a resiliência climática.

Conduzida pelo Escritório de Avaliação Independente do FIDA, a missão conta com a participação de várias institui-

ções nacionais, incluindo o Ministério das Finanças, o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, o Ministério da Planificação e Desenvolvimento, bem como entidades de implementação e parceiros multilaterais.

O principal objectivo do exercício é in-

formar a formulação da próxima estratégia de cooperação entre Moçambique e o FIDA, no âmbito do COSOP (Country Strategic Opportunities Programme), que definirá as prioridades e áreas de intervenção para os próximos anos Económico

ABSA BANK MOÇAMBIQUE ATINGE RECORDE NO PRODUTO BANCÁRIO E REFORÇA QUOTA DE MERCADO EM 2025

OAbsa Bank Moçambique fechou o exercício de 2025 com um desempenho que atingiu os 8,65 mil milhões de meticais no produto bancário, o valor mais elevado da história da instituição. O resultado é qualificado como "resiliente", num ano marcado pelo crescimento recorde das receitas e pelo reforço da eficiência operacional.

Apesar do contexto macroeconómico desafiante, o resultado foi impulsionado por uma gestão disciplinada do balanço e pelo dinamismo da atividade comercial. No que toca à confiança dos depositantes e ao apoio à economia, os números revelam uma trajetória ascendente, nos depósitos de clientes que cresceram 11,7%, o crédito a clientes, que aumentou 1,3%, mesmo num cenário de menor dinamismo económico e a quota de mercado, que o banco subiu para 10,6% no crédito (+0,2 p.p.) e 9,8% nos depósitos (+0,5 p.p.).

Um dos pontos fortes da gestão em

2025 foi o controlo de gastos. Enquanto a inflação fixou-se em 3,23%, os custos operacionais do banco cresceram apenas 0,6%, evidenciando um ganho real de eficiência operacional.

Apesar da robustez, o lucro líquido do banco fixou-se em 687 milhões de meticais.

Este valor foi influenciado pelo aumento das imparidades (provisões) relacionadas com o risco de crédito soberano, uma medida prudente adoptada para proteger o balanço face às exigências do mercado.

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS SOCIALIZA PROPOSTA DE CRIAÇÃO DA CENTRAL DE AQUISIÇÕES DO ESTADO

OMinistério das Finanças realizou, nesta quarta-feira (29), a socialização da proposta de criação da Central de Aquisições do Estado e da revisão do Regulamento de Contratações Públicas. A iniciativa faz parte das reformas actuais focadas na modernização da administração pública e no reforço da transparência na gestão dos recursos estatais.

O Secretário de Estado na Cidade de Maputo, Vicente Joaquim, afirmou durante a abertura que a criação desta central representa um passo estratégico para centralizar e padronizar processos de aquisição, visando reduzir custos, promover economias de escala e melhorar o controlo das despesas públicas.

O Director Nacional do Património de Estado, Dário Passo, explicou que a futura entidade será tutelada pelo Ministério das Finanças e centralizará parte das aquisições estratégicas, enquanto as Unidades Gestoras Executoras de Aquisições manterão o seu papel nas restantes operações.

O modelo permitirá ganhos concretos para o Estado na redução de custos operacionais com maior poder negocial nas compras públicas, padronização de bens e serviços, reforço do controlo e combate à corrupção e promoção da produção nacional.

O processo de modernização inclui também a implementação da contratação pública electrónica, que se encontra em fase avançada com cerca de 50% de execução. Esta plataforma deverá suportar todo o ciclo de contratação para aumentar a transparência e a eficiência.

TOTAL GRAPHITE APOSTA EM INTEGRAÇÃO VERTICAL COM NOVA LINHA DE PRODUTOS DE ALTO VALOR

Amineradora Total Graphite (anteriormente Tirupati Graphite) anunciou a conclusão bem-sucedida do seu teste de conceito para uma nova linha de comercialização de grafite processado. O movimento marca a transição da empresa para um modelo de integração vertical, conectando a extração mineira directamente à entrega de produtos de alto valor acrescentado para mercados na Europa e Ásia.

Um dos pontos centrais da estratégia é a eficiência financeira: a nova linha deverá introduzir até quatro produtos distintos ainda no primeiro semestre do exercício financeiro, gerando margens adicionais sem a necessidade de capital de exploração suplementar. Os produtos previstos incluem, grafite em flocos de alta pureza, essencial para a indústria de veículos elétricos (VE); incluem ainda, o grafite de pureza ultra-elevada,

para aplicações industriais avançadas e o grafite expansível e coloidal, utilizados em sectores técnicos especializados.

A Total Graphite pretende que o grafite extraído nas suas concessões em Moçambique seja a matéria-prima base para es-

tes produtos processados. Ao estabelecer parcerias com refinadores que utilizam o seu minério, a empresa garante o escoamento da produção nacional e eleva o perfil do grafite moçambicano nas cadeias globais de transição energética.. Diario Económico

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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