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BOLETIM BANCA & SEGUROS 30.03.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Segunda - feira, 30 de Março de 2026, Ano 06, n0 873 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

MOZA BANCO ASSUME GESTÃO DA NOVA LINHA DE FINANCIAMENTO RURAL DE MAIS DE 11.4 MILHÕES DÓLARES

OMoza Banco assumiu esta segunda-feira (30 de Março) a responsabilidade de gestor financeiro da Linha de Financiamento de Empreendimentos Rurais (LFER’s) de mais de 11.4 milhões de dólares. A iniciativa visa dinamizar o desenvolvimento económico local, com enfoque na promoção do empreendedorismo rural, na criação de oportunidades de rendimento e na inclusão financeira.

Trata-se de um instrumento estruturante para apoiar iniciativas nos sectores agrícola, agro-industrial e de serviços rurais, que vai contribuir para a diversificação da base produtiva e para o fortalecimento das economias locais.

A LFER nasce de uma parceria do Banco com o Ministério da Planificação e Desenvolvimento, no âmbito do Fundo de Apoio à Reabilitação da Economia

GOVERNO

(FARE) com o poio do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD).

Um pouco antes da assinatura do contracto de gestão, em Maputo, Manuel Soares, PCE do Mozão Banco, afirmou

LANÇA LINHA DE FINANCIAMENTO

que o acesso a financiamento é um dos maiores constrangimentos ao crescimento das micro, pequenas e médias empresas (MPME’s), às cadeias agrícolas e aos empreendedores rurais.

DE 11,4 MILHÕES DE DÓLARES PARA EMPREENDIMENTOS RURAIS

OGoverno através do Ministério da Planificação e Desenvolvimento, formalizou nesta segunda-feira (30) a operacionalização da nova Linha de Financiamento de Empreendimentos Rurais (LFER). O fundo, que conta com pouco mais de 11,47 milhões de dólares, é fruto de uma parceria estratégica com o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (IFAD) e será gerido pelo Moza Banco. O objectivo central da iniciativa é impulsionar a economia nas zonas rurais, onde residem 65% da população moçambicana, focando especialmente nas Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME’s), que representam 95% do tecido empresarial do país.

Durante a cerimónia de assinatura do acordo, o Ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, destacou que a LFER não é um programa isolado, mas uma continuidade de esforços

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para despertar o potencial económico do interior.

“Esta iniciativa está orientada para as micro e pequenas empresas e para os grupos de poupança e crédito, especialmente os dominados por mulheres, que desempenham um papel vital na microeconomia local”, sublinhou o Ministro.

O Ministro reiterou que a LFER integra um ecossistema mais amplo de apoio ao sector privado. Entre os destaques orçamentários para o fomento económico, foram mencionados, Fundo de Desenvolvimento Económico Local com alocação de 824,6 milhões de meticais em 2025.

Gestão de Comunicação Institucional Cobertura de Conferências e Eventos Corporativos

IMPORTAÇÕES DE COMBUSTÍVEIS EM MOÇAMBIQUE CAEM 5% E ATINGEM NOVO MÍNIMO

Moçambique registou uma redução nas despesas com a importação de combustíveis durante o ano de 2025. De acordo com um relatório estatístico do Banco de Moçambique citado pela Lusa, contendo informação de Janeiro a Dezembro de 2025, o país gastou um total de 1.138 milhões de dólares na compra destes recursos, o que representa uma queda de 5% em comparação com os 1.198 milhões de dólares investidos em 2024.

Este recuo acentua uma tendência de descida iniciada após 2022, ano em que a factura energética atingiu os 1.966 milhões de dólares.

O gasóleo liderou as despesas com um custo de 771,6 milhões de dólares, seguido pela gasolina, que totalizou 326,7 milhões de dólares.

Estes produtos foram responsáveis por quase metade do valor total de bens intermédios importados pelo país, uma

categoria que engloba também electricidade, alumínio, materiais de construção e fertilizantes.

Relativamente à segurança do abastecimento, o secretário de Estado do Tesouro e Orçamento informou recentemente que o país dispõe de uma reserva de 75 mil toneladas de combustíveis.

Este stock é considerado suficiente para garantir o consumo nacional até ao início de Maio.

A garantia surge num contexto de instabilidade no Médio Oriente, especialmente após o encerramento do estreito de Ormuz pelo Irão.

POLÍTICA DE TARIFA ZERO MOÇAMBIQUE BENEFICIA DE POUPANÇA ANUAL DE 20 MILHÕES EM EXPORTAÇÕES COM A CHINA

Moçambique está a beneficiar de uma poupança anual estimada em 20 milhões de dólares, resultante da política de tarifa zero aplicada pela China às exportações nacionais. A medida, em vigor desde Dezembro de 2024, enquadra-se numa política económica de longo prazo orientada para o desenvolvimento sustentável e partilhado entre a China e os países africanos.

De acordo com a AIM, os dados foram revelados recentemente pelo embaixador da China em Moçambique, Zheng Xuan, que destacou que “Em 2025, a política de isenção de tarifas permitiu a Moçambique poupar cerca de 140 milhões de renminbis. Trata-se do princípio de benefícios comuns e de ganhos mútuos”, disse Zheng.

Segundo Zheng, os impactos económi-

cos são claros e abrangentes. “Um país com tarifa zero na China ganha acesso preferencial ao maior mercado consumidor do mundo, impulsionando exportações de ‘commodities’ e produtos industrializados”, referiu.

Acrescentou que as vantagens incluem o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), criação de empregos, redução de desequilíbrios comerciais, atracção de investimento directo estrangeiro e facilitação da transferência de tecnologia.

ÍNDIA REFORÇA A CAPACIDADE DO GOVERNO NA ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA

AÍndia entregou de um conjunto de bens destinados a apoiar as populações afectadas pelas cheias, reforçando assim o apoio a Moçambique no domínio da assistência humanitária. O acto teve lugar na última sexta-feira (27) no Porto de Maputo.

O donativo, composto por kits de abrigo, medicamentos e produtos alimentares (não quantificados), foi entregue no quadro da cooperação bilateral entre os dois países.

O Alto-comissário da Índia residente em Moçambique, Robert Shetkintong, afirmou, durante o seu discurso, que “estamos a dar pouco, mas, devido à conjuntura mundial, deveríamos fazer mais, porque Moçambique tem muitas pessoas vítimas das cheias a sofrer”, sublinhando a necessidade de reforçar continuamente a solidariedade internacional. Por sua vez, o Ministro da Saúde, Ussene Isse, agradeceu o gesto do Governo indiano, destacando o valor da cooperação entre as duas nações.

PNJSSO (2026)

“A República da Índia é um país irmão”, afirmou, acrescentando que “este donativo vai reforçar a capacidade de assistência às famílias afectadas”.

O dirigente garantiu ainda que as insti-

tuições responsáveis, incluindo o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) e o Ministério da Saúde (MISAU), irão assegurar que o apoio chegue às populações necessitadas.

INSS DISTINGUE OS MELHORES TRABALHOS JORNALÍSTICOS EM SEGURANÇA SOCIAL

OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) distinguiu os vencedores da 5ª Edição do Prémio Nacional de Jornalismo em Segurança Social Obrigatória (PNJSSO), na última sexta-feira (27), em Maputo. De um total de 48 trabalhos jornalísticos submetidos por profissionais de todo o país, com excepção da província do Niassa, nove profissionais da comunicação social saíram vencedores.

O concurso, promovido pelo INSS em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ) e com o apoio da Organização Internacional do Trabalho (OIT), contemplou três categorias: Imprensa (Escrita e Digital), Rádio e Televisão.

Os vencedores do primeiro lugar em cada categoria receberam 150 mil meticais, um computador portátil e um diploma de honra.

Os segundos classificados foram distinguidos com 100 mil meticais, computador portátil e diploma, enquanto os

terceiros receberam 50 mil meticais, um tablet e diploma.

Ivete Alane, Ministra do Trabalho, Género e Acção Social, que dirigiu o evento, destacou o crescente interesse e qualidade do tratamento dos temas

ligados à segurança social na imprensa moçambicana.

Segundo afirmou, o jornalismo tem desempenhado um papel fundamental na promoção da transparência, na educação dos cidadãos e no reforço da justiça social.

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses

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reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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