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BOLETIM BANCA & SEGUROS 29.04.2026

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Boletim Diário

GOVERNO E EUA RENOVAM COMPACTO II AVALIADO EM MAIS DE 500 MILHÕES DE DÓLARES PARA IMPULSIONAR CRESCIMENTO ECONÓMICO

OGoverno e os Estados Unidos da América (EUA), através do Millennium Challenge Corporation (MCC) renovaram, esta quarta-feira (29), a assinatura dO memorando Aide-Mémoire, no âmbito da implementação do Millennium Challenge Account-Segundo Compacto para Moçambique avaliado em mais de 500 milhões de dólares para financiar projectos estruturantes em áreas como agricultura, conectividade e transporte rural e capitalização de recursos minerais.

Trata-se de um instrumento que consiste na estruturação e implementação de três projectos estratégicos concebidos para enfrentar constrangimentos críticos ao crescimento económico inclusivo em Moçambique.

O Compacto II MCC mobiliza um montante global de 537,5 milhões de dólares norte-americanos, dos quais 500 milhões financiados pelo governo dos

EUA através do Millennium Challenge Corporation e 37,5 milhões correspondentes à contribuição do governo de Moçambique.

“O nosso compromisso com Moçambique também estende-se ao sector de

GOVERNO APROVA NOVOS SALÁRIOS MÍNIMOS

OGoverno aprovou o reajuste dos salários mínimos nacionais para o ano de 2026, com taxas de aumento que variam entre 3% e 9,8%. A decisão, tomada pelo Conselho de Ministros em sessão ordinária no dia 28 de Abril de 2026, entra em vigor em todo o território nacional com efeitos retroactivos a 1 de Abril.

A função pública e o subsector da pesca de pequena escala ficaram de fora da revisão.

Segundo comunicado oficial, esta medida é o resultado de um processo de concertação social tripartida que envolveu trabalhadores, empregadores e o Executivo no seio da Comissão Consultiva do Trabalho.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, explicou que os novos valores foram definidos tendo em conta a realidade económica dos sectores e a sustentabilidade das entidades empregadoras.

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saúde, um acordo de cinco anos de 1,7 mil milhões de dólares, em que estamos a apoiar o Governo e os moçambicanos na autosuficiência, na área da saúde”, afirmou Abigail Dressel, encarregada de negócios da Embaixada dos EUA em Moçambique.

"Os reajustes aprovados representam o equilíbrio possível alinhado com a capacidade produtiva nacional sem ignorar as legítimas expectativas dos trabalhadores", afirmou o porta-voz.

O documento sublinha que a definição

dos novos patamares salariais considerou a capacidade produtiva, os níveis de produtividade e a necessidade de proteger o emprego formal e a continuidade das empresas. COMUNICAMOS

Conferências e Eventos Corporativos

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

BALANÇO DO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

ECONOMIA CRESCE 0,52%, MAS FRAGILIDADES PERSISTEM

Aeconomia nacional cresceu 0,52%, embora o Executivo reconheça que o país permanece “frágil e sensível” a choques externos e internos de acordo com os dados do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) referente ao primeiro trimestre de 2026, aprovado esta terça-feira (28) pelo Conselho de Ministros.

De acordo com o balanço oficial, dos 90 indicadores avaliados no período, 51% (46 indicadores) tiveram um desempenho positivo, 30% (27 indicadores) atingiram parcialmente as metas traçadas e 19% (17 indicadores) registaram um desempenho negativo.

Apesar dos sinais de retoma, o Governo identificou limitações severas na base produtiva nacional. Os eventos climáticos extremos e o limitado espaço fiscal foram apontados como os principais entraves, impactando directamente a produção agrícola, as infraestruturas e as finanças públicas.

O relatório destaca que as despesas de funcionamento, continuam a absorver a maior parte dos recursos internos, limitando a capacidade de investimento e o individamento Interno, o nível de dívida permanece elevado, o que restringe a disponibilidade de crédito

bancário para o sector privado e trava o crescimento empresarial.

Para inverter a desaceleração, o Conselho de Ministros defende respostas focadas na dinamização da produção e no investimento público de qualidade.

BCI JUNTA-SE AO PARQUE NACIONAL DE MAPUTO PARA REFORÇAR A CONSERVAÇÃO AMBIENTAL

OBanco Comercial e de Investimentos (BCI) e o Parque Nacional de Maputo (PNAM) assinaram, nesta terça-feira (28), um memorando de entendimento que formaliza a adesão do banco ao Clube de Amigos, MUNGANO.

O comunicado do banco refere que à luz desse memorando, o BCI passa a apoiar o programa EDUCA+, uma iniciativa orientada para a capacitação ambiental de crianças e jovens das comunidades locais, promovendo conhecimento, inclusão e consciência ecológica junto das novas gerações.

O presidente da Comissão Executiva (PCE) do BCI, Francisco Costa, sublinhou que a iniciativa decorre de uma afinidade natural entre os valores da instituição e a missão do Parque Nacional de Maputo. “Esta parceria é natural para nós. Está no nosso ADN uma longa história de colaboração com entidades

dedicadas à preservação da natureza e do meio-ambiente”, afirmou.

Por sua vez, o administrador do Parque Nacional de Maputo, Miguel Gonçalves, agradeceu o ingresso do BCI no Clube MUNGANO e destacou o impacto da parceria no fortalecimento das iniciativas de educação comunitária promovidas pelo parque. “Com a entrada do BCI, estamos a falar da possibilidade de duplicar estes números, o que terá um impacto enorme no distrito onde estamos inseridos”, disse.

GOVERNO ARRECADA 468 MIL MILHÕES DE METICAIS E CUMPRE 90% DA RECEITA PREVISTA EM 2025

OEstado arrecadou um total de 468.184,8 milhões de meticais, valor que representa uma execução de 90% face à meta orçamental estabelecida para o ano transato. Revela o Relatório da Conta Geral do Estado (CGE) de 2025, aprovado esta terça-feira (28), pelo Conselho de Ministros.

O relatório, apreciado durante a 11.ª Sessão Ordinária do Executivo, será agora submetido à Assembleia da República para análise e aprovação final, conforme dita o protocolo de fiscalização das contas públicas.

Apesar do volume de arrecadação, o desempenho económico e social de 2025 foi severamente influenciado por factores externos e ambientais.

Segundo o Governo, o balanço do período foi condicionado por eventos climáticos extremos, que afectaram directamente a produção e destruíram infraestruturas críticas, pela limitação do espaço fiscal que remestringiu a capa-

cidade de investimento público e pela volatilidade dos preços do petróleo e os impactos da guerra no Médio Oriente que continuam a pressionar as finanças públicas.

Além da CGE de 2025, o Conselho de Ministros deu "luz verde" ao balanço

do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) referente ao primeiro trimestre de 2026.

A análise reforça a necessidade de gestão prudente face à conjuntura global incerta e à pressão constante sobre os recursos do Estado.

BANCO MUNDIAL DEFENDE COMO PRIORIDADE A CRIAÇÃO DE EMPREGO EM MOÇAMBIQUE

Acriação de emprego tornou-se o eixo central da nova estratégia do Banco Mundial em Moçambique, que aponta o financiamento ao sector privado e a capacitação empresarial como motores do crescimento económico.

A informação foi avançada pela Agência de Informação de Moçambique (AIM) no último domingo (26).

Para operacionalizar esta visão, o Banco Mundial está a financiar o projecto Conecta Negócios, que prevê a mobilização de cerca de 30 milhões de dólares em subvenções destinadas a empresas nacionais.

A nova orientação estratégica surge num contexto em que o país enfrenta desafios significativos, incluindo a necessidade de reajustes salariais anuais para equilibrar a capacidade produtiva e as expectativas sociais.

A prioridade foi destacada por Laurent

Corthay durante uma missão de monitorização em Cabo Delgado, província que tem sofrido os impactos combinados de conflitos armados e choques climáticos extremos.

Estas adversidades têm condicionado severamente a actividade económica e a

geração de postos de trabalho na região. Segundo Corthay, a estratégia está alinhada com as metas do Governo moçambicano, que também identifica a manutenção do emprego formal e a produtividade como pilares essenciais para a estabilidade económica.

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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