Boletim Diário
Terça - feira, 28 de Julho de 2026, Ano 06, n0 949 Contacto: +258 871 850 850

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MERCADO DE CAPITAIS REFORÇA PESO NA ECONOMIA COM CRESCIMENTO DE 5% EM 2025
Omercado de capitais manteve a trajectória de crescimento em 2025, com a capitalização bolsista a atingir 221,9 mil milhões de meticais, representando um aumento de cerca de 5% em relação ao ano anterior, de acordo com o Relatório de Inclusão Financeira 2025 do Banco de Moçambique (BdM).
Os dados indicam que a capitalização bolsista evoluiu de 212,4 mil milhões de meticais em 2024 para 221,9 mil milhões de meticais em 2025, reflectindo a valorização dos activos cotados e o aprofundamento gradual do mercado financeiro nacional.
Em termos relativos, a capitalização bolsista passou a representar 30,9% do Produto Interno Bruto (PIB), acima dos 29,5% registados em 2024, um acréscimo de 1,4 pontos percentuais. Este desempenho reforça a crescente importância do mercado de capitais como mecanismo complementar de financia-

mento da economia e demonstra uma maior integração entre o sistema financeiro e a actividade económica.
O relatório destaca que esta evolução
resulta do reforço da confiança dos investidores, da valorização dos títulos cotados e da diversificação progressiva dos instrumentos financeiros disponibilizados no mercado.
BANCO DE MOÇAMBIQUE REGISTA LUCRO DE MAIS DE 4 MIL MILHÕES DE METICAIS NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026
OBanco de Moçambique (BdM) registou um lucro de 4.186,2 milhões de meticais no primeiro semestre de 2026, um desempenho impulsionado sobretudo por ganhos provenientes de operações em moeda estrangeira e ouro, de acordo com as demonstrações financeiras intercalares relativas ao primeiro semestre de 2026 divulgadas hoje (28) pelo banco.
Com estes resultados, o banco central passou de um prejuízo de 5.869 milhões de meticais verificado nos primeiros seis meses de 2025 para um lucro de 4.186,2 milhões de meticais um ano depois.
Os resultados foram sustentados essencialmente pela rubrica de resultados de operações de moeda estrangeira e ouro, que ascendeu a 15.539 milhões de meticais, ficando muito acima dos 2.348 milhões de meticais registados no período homólogo do ano passado.
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Em simultâneo, a margem financeira também melhorou, passando de um saldo negativo de 526,9 milhões de meti-
cais em Junho de 2025 para um resultado positivo de 34,3 milhões de meticais no final do primeiro semestre de 2026.









RESERVAS OBRIGATÓRIAS DOS BANCOS COMERCIAIS SOBEM 30,6% EM MAIO
Ovolume das reservas obrigatórias dos bancos comerciais aumentou 30,6% em Maio, para 308,8 mil milhões de meticais, na sequência do agravamento do coeficiente aplicado aos passivos em moeda nacional pelo Banco de Moçambique.
Segundo o mais recente relatório estatístico do banco central, citado pela Lusa, as reservas obrigatórias da banca comercial fixaram-se em 308,8 mil milhões de meticais em Maio, representando um aumento de cerca de 72,3 mil milhões de meticais face aos 236,5 mil milhões registados em Abril.
O montante ultrapassou o anterior máximo de 259,2 mil milhões de meticais, observado em Dezembro de 2025. A subida verificada em Maio coincidiu com a entrada em vigor do agravamento do coeficiente de reservas obrigatórias aplicado aos passivos em moeda nacional, decidido pelo Comité de Política Monetária do Banco de Moçambique.

Em 27 de Janeiro de 2025, o CPMO decidiu reduzir os coeficientes para 29% nos passivos em moeda nacional e para 29,5% nos passivos em moeda estrangeira. Contudo, na reunião de 25 de
Maio, o órgão decidiu manter em 29,5% o coeficiente aplicado aos passivos em moeda estrangeira e aumentar de 29% para 39% o coeficiente relativo aos passivos em moeda nacional.
MINERADORA KENMARE PODE RECORRER À ARBITRAGEM INTERNACIONAL PARA RENOVAR O ACORDO DE IMPLEMENTAÇÃO DA MINA DE MOMA
Apesar de privilegiar o diálogo, a mineradora irlandesa Kenmare Resources mantém em aberto a possibilidade de recorrer à arbitragem internacional caso não seja alcançado um entendimento com o Estado moçambicano, nas negociações para a renovação do Acordo de Implementação (AI), que estabelece o enquadramento fiscal e operacional da mina de Moma, na província de Nampula.
O Governo pretende rever os benefícios concedidos à empresa, nomeadamente os royalties e o regime de zona franca industrial, defendendo uma repartição mais favorável das receitas provenientes da exploração dos recursos minerais. Entretanto, a mineradora continua em negociações com o Governo moçambicano, numa altura em que a produção de ilmenite registou uma queda de 40% no segundo trimestre de 2026, segundo uma actualização operacional divulgada aos investido -

res e citada pela “I ntegrity Magazine”. Durante o segundo trimestre, a Kenmare concluiu uma nova ronda de contactos com o Executivo, apresentando esclarecimentos sobre a sua proposta financeira,
os planos de investimento para o novo período de concessão e os projectos de investimento social previstos para a região de Moma. Enquanto decorrem as negociações, a mina continua a operar nos termos anteriormente estabelecidos.





MOÇAMBIQUE CONTA COM NOVO SERVIÇO MARÍTIMO PARA RESPONDER AO CRESCIMEN-
TO DO PROJECTO GNL NO NORTE
Os lucros dos Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique caíram 22,7% em 2025, reflectindo as convulsões pós-eleitorais, escassez de divisas e mais de cem descarrilamentos.
Segundo o relatório e contas de 2025, citado hoje (27) pela Lusa, a empresa registou um resultado líquido de 1.994 milhões de meticais, ficando abaixo dos lucros de 2.580 milhões de meticais alcançados em 2024.
Os CFM referem que o desempenho foi afectado pela contracção da actividade económica no primeiro trimestre devido à insegurança dos agentes económicos, associado às convulsões sociais pós-eleitorais, decorridas, entre Outubro de 2024 e Março de 2025, por bloqueios de vias e saques a estabelecimentos comerciais.
A empresa aponta igualmente que a escassez de divisas no país afectou significativamente a importação de combustíveis e outros produtos, condicionando

o transporte ferroviário e o manuseamento portuário de mercadorias.
O documento destaca ainda, 104 descarrilamentos ferroviários, dos quais 43 na região sul e 61 na região centro, que provocaram danos avaliados em cerca de
512 milhões de meticais. Apesar disso, as receitas de vendas e prestação de serviços cresceram 4,1%, para 21.387 milhões de meticais, impulsionadas pelo transporte e manuseamento de mercadorias, principal fonte de receitas da empresa.
BCI REFORÇA PRESENÇA EM TETE COM INAUGURAÇÃO DE NOVAS INSTALAÇÕES DA AGÊNCIA DE CHINGODZI
OBanco Comercial e de Investimentos (BCI) inaugurou, esta segunda-feira (27), as novas instalações da Agência BCI Tete Chingodzi, num investimento que reforça a estratégia de modernização da sua rede comercial e amplia o acesso da população e das empresas aos serviços financeiros na província de Tete.
Inaugurada originalmente em Setembro de 2011, a agência passa agora a funcionar num espaço mais moderno, amplo e funcional, concebido para proporcionar maior conforto, eficiência e qualidade no atendimento, acompanhando a evolução das necessidades dos clientes e o dinamismo económico da província.
A iniciativa insere-se na estratégia do BCI de investir na proximidade, na inovação e na expansão do acesso aos serviços financeiros, contribuindo para o fortalecimento da inclusão financeira, da actividade empresarial e do desenvolvimento sustentável de Tete e de Moçambique. Durante a cerimónia, o Presidente da

Comissão Executiva do BCI, José Furtado, afirmou que a reabertura da agência faz parte do processo contínuo de modernização da rede comercial do banco
e reafirma o compromisso da instituição com a inclusão financeira, a proximidade aos clientes e o desenvolvimento económico do país.



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A 38.ª edição da Banca & Segu-
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