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BOLETIM BANCA & SEGUROS 26.03.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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BANCO MUNDIAL ALERTA SOBRE INSUSTENTABILIDADE DA DÍVIDA PÚBLICA DE MOÇAMBIQUE

OBanco Mundial alertou esta quarta-feira (25) para o agravamento da dívida pública de Moçambique, considerada "insustentável" e com pagamentos em atraso que de acordo com um relatório sobre a economia moçambicana, até no fim de 2025 valiam 1,3% do PIB.

No relatório de Actualização Económica de Moçambique, com o título "Da fragilidade à estabilidade - Porque as reformas fiscais não podem esperar", o Banco Mundial aponta que a "dívida pública é avaliada como estando em situação de incumprimento (distress) e considerada insustentável".

De acordo com a Lusa, "A mais recente Análise de Sustentabilidade da Dívida (DSA) do Banco Mundial e do FMI, publicada em Fevereiro de 2026, classifica a dívida pública global de Moçambique como em situação de incumprimento e insustentável. Isto representa um agra-

vamento face à DSA anterior, publicada em Junho de 2024, sobretudo devido às crescentes pressões fiscais que não foram resolvidas adequadamente".

"A dívida é considerada insustentável segundo as políticas actuais, uma vez que continuará a crescer rapidamente a

partir de níveis já muito elevados", alerta ainda o relatório citado pela Lusa, e destaca que o governo "aumentou a sua dependência do financiamento do banco central e não conseguiu pagar o capital em dívida ao próprio banco central em 2024 e 2025".

FMI CONFIRMA VISITA A MOÇAMBIQUE PARA AVALIAR CRISE DA DÍVIDA E NOVO APOIO FINANCEIRO

OFundo Monetário Internacional (FMI) anunciou que enviará uma equipa técnica a Maputo nos próximos meses. A missão ocorre num momento crítico, em que Moçambique enfrenta um agravamento das pressões da dívida pública, limitações severas no financiamento interno e a necessidade urgente de estabilizar as suas finanças.

Segundo Julie Kozack, porta-voz do FMI, a deslocação visa “avaliar os desenvolvimentos económicos recentes e as políticas adoptadas pelo Governo”. O anúncio surge num cenário de fragilidade financeira, acentuado pelo fim prematuro do programa anterior em Abril de 2025.

Actualmente, o Executivo e o FMI encontram-se em negociações para a implementação de um novo programa de assistência.

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Espera-se que estas conversações ganhem tracção durante as Reuniões de Primavera do FMI e do Banco Mundial, agendadas para Abril, em Washington. De acordo com dados do JPMorgan, o ‘spread’ de Moçambique atingiu os 1304 pontos-base na última terça-feira

(24). Este valor é tecnicamente associado a cenários de sérias dificuldades financeiras e restrições de acesso ao mercado de capitais.

Os indicadores de mercado reflectem, portanto a desconfiança dos investidores internacionai.

MEGAPROJECTOS DE GNL

PRESSÃO ORÇAMENTAL PÕE EM RISCO 50 MIL MILHÕES EM INVESTIMENTOS ALERTA BANCOS MUNDIAL

Aactual trajectória económica de Moçambique poderá comprometer cerca de 50 mil milhões de dólares em investimentos associados a megaprojectos de gás natural liquefeito na bacia do Rovuma.

O alerta a foi feito pelo Banco Mundial (BM) num dos avisos mais severos até à data sobre os efeitos do desequilíbrio fiscal no País, noticiou a agência Lusa.

De acordo com a mais recente actualização económica sobre Moçambique, divulgada na quarta-feira (25), o valor em causa resulta da soma estimada dos principais investimentos estrangeiros directos previstos para o sector energético, com destaque para o projecto liderado pela TotalEnergies, avaliado em cerca de 20 mil milhões de dólares, e o projecto da ExxonMobil.

A estes juntam-se infra-estruturas associadas e investimentos complementares, elevando o montante global para mais de 50 mil milhões de dólares.

O BM sublinha que estes projectos re-

presentam uma oportunidade estratégica para transformar a economia moçambicana, mas alerta que os actuais desequilíbrios macroeconómicos colocam em causa essa perspectiva.

GEMFIELDS REGISTA EM BAIXA A GERAÇÃO DE RECEITAS ATÉ FINAL DE DEZEMBRO DE 2025

AGemfields registou um ano marcado por quebras na produção e na geração de receitas, na sequência de interrupções operacionais nas suas principais minas em Moçambique, a Montepuez Ruby Mining (MRM), detida em 75% pela empresa, localizada na província de Cabo Delgado, bem como a mina de esmeraldas de Kagem, na Zâmbia.

De acordo com um comunicado de negociação da empresa, citado pelo “DE”, estas limitações condicionaram o desempenho global da companhia no exercício findo a 31 de Dezembro.

Sean Gilbertson, director-executivo da empresa, explicou que os atrasos na conclusão da segunda unidade de processamento da MRM, designada PP2, aliados a níveis elevados de mineração ilegal e à volatilidade na qualidade do minério, limitaram a produção de rubis de alta qualidade e perturbaram o calendário regular de leilões.

Embora a nova unidade esteja a produzir desde Setembro de 2025, o responsável indicou que o processo de comissionamento final deverá prolongar-se até, pelo menos, ao primeiro semestre de 2026.

No período em análise, a Gemfields reali-

zou sete leilões, arrecadando um total de 129 milhões de dólares, num contexto de procura irregular e menos interesse por pedras de menor qualidade e dimensão. Ainda assim, a empresa registou sinais positivos na valorização de esmeraldas e rubis de qualidade superior.

INSS PROMOVE FORMAÇÃO EM NAMPULA PARA MELHORAR ATENDIMENTO AO PÚBLICO

OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) deu início, na última segunda-feira (23 de Março), a um seminário de capacitação focado em Relações Públicas e técnicas de atendimento.

O evento, que decorre na província de Nampula, reúne 60 funcionários vindos de diversas regiões do país que actuam directamente na linha de frente dos serviços da instituição.

A formação, ministrada pela GI Consultores, surge como uma estratégia central para elevar o padrão de desempenho do INSS.

O objectivo principal é garantir que contribuintes (empresas), beneficiários (trabalhadores) e pensionistas recebam um atendimento mais ágil, humanizado e eficiente.

Durante a abertura do evento, o delegado provincial do INSS em Nampula, Arrone Uamba, enfatizou que o capital humano é o maior activo da insti-

tuição. “As relações públicas são uma estratégia eficaz para o fortalecimento da relação com os nossos públicos. É fundamental cultivar um bom relacionamento interpessoal, não apenas com os utentes, mas também entre colegas”, sublinhou Uamba.

Um ponto de destaque no discurso do delegado foi a necessidade de incluir os agentes de segurança no processo de bom atendimento. Por serem o primeiro ponto de contacto nas delegações e postos de atendimento, Uamba apelou a uma relação cordial e integrada entre estes profissionais e os restantes quadros do INSS.

CNDH JUNTA-SE AO INGD NA RESPOSTA HUMANITÁRIA ÀS VÍTIMAS DOS EXENTOS

AComissão Nacional Dos Direitos Humanos (CNDH) entregou nesta quarta-feira (25), um donativo ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), com vista a reforçar a capacidade de assistência às famílias afectadas pelas recentes intempéries no país.

O apoio é composto por produtos alimentares diversos, vestuário, calçado e artigos de higiene pessoal, numa acção que traduz solidariedade concreta para com as populações vulneráveis das regiões Sul e Centro.

Na ocasião, o Presidente da CNDH, Albachir Macassar, explicou que o gesto resulta de uma constatação directa das dificuldades enfrentadas pelas vítimas, após visitas realizadas a 16 centros de acomodação.

“Este donativo é feito com base num olhar humano, após testemunharmos de perto o sofrimento de muitas famílias afectadas pelas intempéries”, afir-

mou, sublinhando que, mais do que a dimensão material da ajuda, o essencial é a mensagem de solidariedade: “Neste momento, não importa a quantidade ou o tipo de produto, mas sim o gesto de apoio e empatia”.

Por sua vez, o Director do Gabinete de Comunicação e Imagem (GCI) do INGD, Germano Amado, enalteceu a iniciativa da CNDH, destacando a importância da colaboração entre instituições na resposta humanitária.

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses

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reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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