Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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RUMO A CONFERÊNCIA DE YAOUNDÉ MINISTROS AFRICANOS DO COMÉRCIO CONSERTAM POSIÇÕES PARA
DOS PAÍSES RICOS
Os ministros africanos do comércio, reunidos esta quinta-feira (26), em Maputo, discutem em bloco estratégias contra as imposições e regras arbitrárias que fragilizam seus países, para apresentar na 14ª Conferência Ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), a ter lugar em Youandé, capital Camaronesa, de 26 a 29 de Março próximo.
A Comissária da União Africana para o Comércio, Indústria, Turismo e Recursos Minerais, Francisca Belobe, que foi incisiva no seu discurso durante a abertura da Reunião dos Ministros Africanos do Comércio, que termina hoje, disse: "Devemos garantir que o Grupo dos países africanos consiga impor-se contra as regras dos países desenvolvidos, na Organização Mundial do Comércio", sublinhou, vincando a transparência, equidade, justiça entre os membros indecentemente do seu tamanho. Belobe instou os ministros do Comércio focarem-se nas discussões sobre a refor-

ma com vista a reforçar-se a transformação para que não haja concentração das vantagens aos países desenvolvidos, os que ditam as regras e decisões arbitrárias. "O Grupo africano deve evitar exposição flexível por receio e forma de busca de consenso", insistiu.
Defendendo a actuação dos africanos em bloco, Belobe, antiga ministra da Economia, Comércio e Promoção Empresarial da Guiné Equatorial de 2009 a 2011, exortou os dirigentes a reborar a sua ambição com soluções africanas para fortalecer o comércio electrónico.
ANTIGO DIRECTOR-GERAL DA LAM E EX-QUADROS DETIDOS EM MAPUTO POR GESTÃO DANOSA
Oantigo Director-Geral da empresa Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, João Carlos Pó Jorge, foi na manhã desta quinta-feira (26) em Maputo, durante uma operação especial levada a cabo pela justiça.
A detenção de Pó Jorge acontece no âmbito dos processos que correm no Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) que aponta que a antiga gestão da LAM fez aquisições irregulares de aeronaves, contratos pouco claros e desvio de fundos.
Para além de João Carlos Pó Jorge, também foram detidos, em conexão com o mesmo processo, Hilário Tembe, que assumia o cargo de Director Operacional da empresa, o antigo director financeiro, e o antigo chefe da tesouraria, Eugénio Mulungo, todos da antiga gestão da LAM. As detenções ocorrem depois de, na terça-feira (24) da mesma semana, o porta-voz do Gabinete Central de Combate à Corrupção, Romualdo Johnam, ter revelado que a LAM estava sob investigação em cinco processos-crime relacionados com suspeita de gestão danosa, corrupção e outras irregularidades
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na administração da empresa pública. Johnam explicou, na ocasião, que tratava-se de processos distintos, “cada um com objectos específicos e em diferentes fases de tramitação”, destinados a apurar factos susceptíveis de configurar ilícitos criminais e eventual lesão às finanças públicas.
João Carlos Pó Jorge foi exonerado do cargo de Director-Geral das Linhas Aéreas de Moçambique em Fevereiro de 2024, semanas depois da descoberta de desvio de fundos por parte de funcionários para aquisição de propriedades próprias e ao uso não autorizado de terminais POS pela companhia.







SALDO DAS CONTAS CORRENTE E DE CAPITAL REGISTA DETERIORAÇÃO DE
8,5% NO I SEMESTRE DE 2025.
Os dados preliminares da Balança de Pagamentos (BoP) publicados esta quinta-feira (26) pelo Banco de Moçambique (BdM), referentes ao primeiro semestre de 2025, indicam que o saldo conjunto das contas corrente e de capital registou uma deterioração de 8,5%, fixando-se em 1 299 milhões de dólares.
O recuo foi influenciado, sobretudo, pelo aumento do défice da Conta Corrente, que subiu para 1 366 milhões dólares. Os dados revelam um cenário de contrastes na economia nacional, enquanto o défice da conta corrente se agravou, o país registou uma entrada robusta de capital estrangeiro, liderada pelos sectores de petróleo, gás e carvão.
O principal "vilão" deste agravamento foi o sector de serviços, cujo défice disparou 75%. Este aumento de custos (cerca de 249 milhões de dólares) deveu-se a gastos crescentes em áreas estratégicas como, assistência técnica e investigação, viagens e gestão e consultoria. Em contrapartida, a conta financeira

mostrou-se resiliente, com uma entrada líquida de 1 713 milhões de dólares. O destaque vai para o Investimento Directo Estrangeiro (IDE), que cresceu 37%, atingindo os 2 532 milhões de dólares.
“Este influxo foi quase inteiramente sus-
tentado pelos Grandes Projectos (GP), especialmente na indústria extractiva. O sector de petróleo, gás e carvão viu a entrada de capitais aumentar em mais de 50%, reafirmando a dependência e a confiança dos investidores internacionais nestes recursos”, lê-se no documento.
CRESCIMENTO ECONÓMICO MOÇAMBIQUE VAI ENCAIXAR 10 MIL MILHÕES DE DÓLARES DO BANCO MUNDIAL
OPaís espera garantir 10 mil milhões de dólares em financiamento do Grupo Banco Mundial nos próximos anos para apoiar o crescimento económico e a criação de emprego. Numa primeira fase, serão enviados desse montante, 6 mil milhões de dólares até 2031, sendo que os demais 4 mil milhões estarão direccionados para o sector privado.
A informação foi avançada pela ministra das Finanças, Carla Loveira, após o recente encontro em Maputo entre o Presidente da República, Daniel Chapo, e o director do Banco Mundial para Moçambique, Fily Sissoko.
A verba vai chegar num momento crítico para o País, no qual o Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou para o facto de Moçambique enfrentar uma grave crise fiscal e crescentes atrasos nos pagamentos a credores bilaterais e multilaterais. Refira-se que a nova estrutura de parceria entre o Banco Mundial e os países



africanos centra-se na criação de empregos, recordando que Moçambique está também entre os países mais vulneráveis às alterações climáticas a nível mundial,
enfrentando ciclones, inundações e secas cada vez mais frequentes e severos, o que levou o banco a prometer apoio adicional para reforçar a resiliência.







METICAL FORTALECEU FACE AO DÓLAR DURANTE O QUARTO TRIMESTRE DE 2025, APESAR DE PRESSÃO NAS CONTAS PÚBLICAS
Amoeda nacional, o Metical, manteve uma trajectória de estabilidade face ao dólar norte-americano durante o quarto trimestre de 2025, fechando o ano cotado em 63,91 MZN/USD, segundo a informação avançada pelo Banco de Moçambique (BdM) no seu mais recente Boletim dos Mercados Monetário Interbancário e Cambial.
Mesmo com a manutenção do valor nominal da moeda, o mercado cambial registou uma maior agitação. O volume de negócios entre bancos comerciais e clientes cresceu 6,30% em comparação com o trimestre anterior.
Em contrapartida, o mercado interbancário (transações entre os próprios bancos) recuou significativamente, com uma queda de 30,40%. Este cenário de estabilidade cambial coincidiu com a continuidade da política de flexibilização monetária do banco central.
Em novembro de 2025, o Comité de Política Monetária (CPMO) reduziu a taxa de juro de referência (MIMO) de

9,75% para 9,50%. Este foi o 12.º corte consecutivo desde o início de 2024, sinalizando um esforço para estimular a economia.
"As taxas do Mercado Monetário Inter-
bancário revelaram-se relativamente mais rígidas no acompanhamento da tendência da política monetária, refletindo a pressão sobre as finanças públicas", aponta o relatório do BdM.
PETRÓLEO E GÁS RECEITAS ATINGEM RECORDE DE 88 MILHÕES DE DÓLARES EM 2025
Aexploração de petróleo e gás em Moçambique gerou 88,13 milhões de dólares para os cofres do Estado em 2025. O desempenho eleva para 252,82 milhões de dólares o valor total arrecadado pelo sector extractivo desde 2022, até esta parte.
Os dados oficiais da execução orçamental citados pela agência Lusa, indicam que o balanço de 2025 revela que a maior fatia da receita provém da componente de petróleo-lucro, que rendeu 56,46 milhões de dólares.
A parcela representa o ganho líquido do Estado após a dedução do "petróleo de custo", valor destinado a reembolsar os investimentos das concessionárias. Os restantes 31,6 milhões de dólares referem-se ao Imposto sobre a Produção Mineira (IPM). Os dados indicam que o petróleo-lucro consolidou-se como o pilar das receitas estatais no sector, contrastando com os bónus de produção, que mantêm um peso residual (apenas 7 milhões de dólares registados em 2022).



No âmbito da nova legislação, o Fundo Soberano de Moçambique (FSM) — desenhado para garantir a poupança de longo prazo através de 40% das receitas do gás natural — já apresenta números robustos, dos quais 33,6 milhões de dólares foram canalizados pela Auto-
ridade Tributária para a Conta Única do Tesouro entre 2022 e 2025; 219,1 milhões de dólares foram depositados nesta conta antes da operacionalização total do fundo e o total transferido para o Fundo Soberano atingiu os 116,1 milhões de dólares no período em análise.



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