Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Terça - feira, 25 de Julho de 2026, Ano 06, n0 965 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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ESTADO FALHA RECUPERAÇÃO DE CRÉDITO MALPARADO DO EXTINTO BANCO AUSTRAL NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026
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Estado não recuperou qualquer valor do crédito malparado do extinto Banco Austral durante o primeiro semestre de 2026, mantendo-se em 13,1 milhões de euros o total recuperado desde 2002, segundo o relatório do Ministério das Finanças sobre a recuperação dos créditos da antiga instituição. De acordo com os dados citados pelo Diário Económico, as cobranças estão paralisadas desde 2024. Depois de ter recuperado 115 mil euros em 2023, o Estado não registou qualquer cobrança em 2024, 2025 e nos primeiros seis meses de 2026. A 16 de Julho de 2002, o Estado e o Banco Austral celebraram um contrato de cessão de crédito, através do qual 70 processos, avaliados em 4,7 milhões de euros, passaram para cobrança do Estado. Desde então, foram recuperados 13,1 milhões de euros. Isso significa que permanecem
por recuperar cerca de 4 milhões de euros da carteira provisionada. O Banco Austral esteve no centro de um dos maiores escândalos financeiros do País. Em Agosto de 2001, o então presi-
dente da instituição, António Siba-Siba Macuácua, foi assassinado quando liderava um processo de saneamento financeiro e investigação à gestão do banco. Resultou da privatização do antigo Banco Popular de Desenvolvimento, em 1997.
SASOL PAGA MAIS DE 670 MILHÕES DE DÓLARES EM IMPOSTOS A MOÇAMBIQUE EM 11 ANOS
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Sasol pagou mais de 670 milhões de dólares em impostos ao Estado nos últimos 11 anos, enquanto os 25% de participação detidos pela Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) no projecto de gás natural geraram mais de 800 milhões de dólares no mesmo período. Os dados, recentemente, apresentados pela Sasol, em Inhassoro, província de Inhambane, abrangem as operações de exploração e produção de gás nos campos de Pande, Temane e Inhassoro. Ao abrigo do Acordo de Produção Petrolífera (APP), a Sasol Petroleum Temane detém 70% e opera o projecto, a CMH possui 25% e os restantes 5% pertencem à Corporação Financeira Internacional (IFC), do Grupo Banco Mundial. A contribuição fiscal da Sasol representa uma média superior a 60 milhões de dólares por ano, através de impostos e do Imposto sobre a Produção Petrolífera. A
participação da CMH constitui outra importante fonte de receitas para o Estado. De acordo com os Conta Geral do Estado, citados pelo O.E, a Sasol Petroleum Temane registou, em 2025, receitas próximas de 321 milhões de dólares.
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Os custos operacionais rondaram 63 milhões de dólares e as amortizações e depreciações cerca de 60 milhões. O lucro antes de impostos foi de aproximadamente 183 milhões de dólares, enquanto o resultado líquido atingiu 123 milhões.
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03 CRÉDITO ÀS EMPRESAS CONTINUA CONDICIONADO PELO ELEVADO RISCO E FALTA DE GARANTIAS
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crédito à economia moçambicana cresceu 2,9%, no primeiro semestre de 2026, mas, em sentido contrário, o financiamento às empresas privadas registou uma redução de 0,3%, passando de 101,9 mil milhões para 101,5 mil milhões de meticais. Para o economista Clésio Fóia, que falou recentemente no programa Banca & Seguros, a evolução reflecte, em parte, o impacto da política monetária restritiva adoptada pelo Banco de Moçambique, que limita a margem de intermediação financeira dos bancos comerciais. Segundo explica, o aumento do coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional reduz os recursos disponíveis para a concessão de crédito. Fóia considera, entretanto, que o problema vai além da política monetária. O economista aponta a elevada percepção de risco associada às empresas moçambicanas, sobretudo às pequenas e mé-
dias empresas, como um dos principais obstáculos ao acesso ao financiamento. “Mais de 97% do nosso panorama empresarial é constituído por pequenas e
médias empresas”, explica, acrescentando que muitas destas empresas não dispõem de garantias reais suficientes para responder às exigências dos bancos.
PESOE: GOVERNO ALOCOU APENAS 37,37% DO ORÇAMENTO DESTINADO AOS PROJECTOS FINANCIADOS PELO GÁS DO ROVUMA
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os 2.943,4 milhões de Meticais alocados a “projectos estratégicos que visam impulsionar o desenvolvimento, apenas 1.099,90 milhões de Meticais foram executados nos primeiros seis meses do ano, que corresponde a somente 37,37% do orçamento destinado aos projectos financiados pelas receitas do Gás Natural do Rovuma. Os dados do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento de Estado (PESOE) são referentes ao Primeiro Semestre de 2026. O documento refere que, dos seis projectos definidos, apenas o da construção da ponte sobre o Rio Save, em Massangena, província de Gaza, teve o seu orçamento aplicado na totalidade, no valor de 1.000 milhões de Meticais. Já o projecto de urbanização e disponibilização de terra infra-estruturada, orçado em 365,2 milhões de Meticais, teve uma execução financeira de 3,20
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milhões de Meticais durante os primeiros seis meses do ano. Por sua vez, revela o Governo, o projecto de construção de postos fiscais e de co-
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brança da Autoridade Tributária, no valor de 143,4 Milhões de Meticais, registou uma execução orçamental de 3,01 milhões de Meticais no primeiro semestre.
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05 NAMAACHA, BOANE, MOAMBA E MATUTUINE BENEFICIAM DE ASSISTÊNCIA ALIMENTAR DO INGD
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o âmbito da segunda fase do Programa REPAIR II, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) procedeu à distribuição de produtos alimentares a famílias afectadas pelas cheias e inundações na província de Maputo. A acção abrangeu 310 famílias no distrito de Namaacha, 670 em Moamba, 430 em Boane e 470 em Matutuíne, totalizando 1.880 famílias beneficiárias. Cada família recebeu um kit alimentar composto por 25 quilogramas de arroz, 25 quilogramas de farinha de milho, 3 quilogramas de açúcar, 5 quilogramas de feijão manteiga e 2 litros de óleo alimentar, produtos destinados a garantir a subsistência dos agregados familiares durante um período de um mês. Antes do início da distribuição, foram realizadas sessões de sensibilização junto das comunidades, com vista a reforçar a organização comunitária e promover a participação activa dos beneficiários. A distribuição decorreu com o envolvi-
mento das estruturas locais e a observância dos princípios de salvaguardas sociais e ambientais, assegurando a priorização das pessoas e famílias em
situação de maior vulnerabilidade, contribuindo para uma assistência mais inclusiva e adequada às necessidades das comunidades afectadas.
CHIBUTO E MANDLAKAZI TRABALHAM COM INSS PARA INSCREVER BENEFICIÁRIOS DO FDEL
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s mutuários do Fundo de Desenvolvimento Económico Local (FDEL), dos ramos de avicultura, comércio, serralharia, agricultura e agentes de carteira móvel, dos distritos de Mandlakazi e Chibuto, na província de Gaza, foram recentemente sensibilizados sobre a importância da sua inserção ao Sistema Segurança Social Obrigatório (SSSO). A Iniciativa, decorrente de uma acção conjunta entre as autoridades distritais e autárquicas dos distritos e o Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), visa não só sensibilizar estes grupos, mas essencialmente inscrevê-los ao sistema de forma de garantir a sua subsistência e o futuro social, em termos de protecção social. Para o efeito, sob liderança pela delegada distrital do INSS, Melta Josse e pela chefe do departamento provincial de seguro social, Aristides Chilaúle, a
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instituição realizou encontros e reuniões com os abrangidos em diferentes pontos daqueles distritos e autarquias, como foram os casos do Conselho Mu-
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nicipal de Chibuto, no posto administrativo de Malehice e na vila municipal de Mandlakazi, segundo uma nota da instituição publicada há dias.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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