Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Quinta - feira, 24 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 986 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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DINHEIRO FÍSICO A CIRCULAR EM MOÇAMBIQUE CRESCEU 0,5% EM JULHO
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dinheiro físico a circular em Moçambique cresceu 0,5% no final do primeiro semestre, saindo de 74.951 milhões de meticais em Dezembro de 2025, para 76.905 milhões de meticais em Julho, antes de recuar para 69.041 milhões de meticais em Janeiro deste ano. Este agregado monetário renova máximos aumentando pelo quarto mês consecutivo após as quedas no primeiro trimestre, de acordo com os dados estatísticos mais recentes do Banco de Moçambique, citados pela “Lusa”. A tendência de redução prolongou-se em Fevereiro e Março, quando o dinheiro em circulação no país baixou para 67.597 milhões e 67.376 milhões de meticais, respetivamente. Já, em Abril, contudo, registou-se uma inversão, com uma subida para 70.804 milhões de meticais, seguida de novo crescimento em
Maio, Junho e Julho, neste caso renovando máximos de pelo menos um ano. A retirada de dinheiro de circulação constitui uma das ferramentas de política monetária utilizadas pelos bancos
centrais para reduzir a liquidez na economia e conter pressões inflacionistas. Já o aumento do numerário em circulação tende a refletir uma maior disponibilidade de moeda na economia.
SALÁRIO E DÍVIDA PÚBLICA PODEM PRESSIONAR RECEITA FISCAL DE 2027
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oçambique poderá entrar em 2027 com 96% da receita fiscal comprometida com salários da função pública e serviço da dívida, deixando apenas 4% para financiar investimento público, bens e serviços, transferências e outras despesas do Estado. Em outras palavras, de cada 100 arrecadados em receita fiscal, cerca de 96 meticais estarão comprometidas, deixando apenas 4 meticais para financiar investimento público. A projecção, que consta do Relatório de Riscos Fiscais para 2027, identifica a rigidez da despesa e o endividamento como algumas das principais vulnerabilidades das contas públicas no período 2027-2029. A massa salarial deverá absorver 65,3% da receita fiscal, enquanto o serviço da dívida representará 30,7%. A dimensão do constrangimento torna-se mais evidente quando os dois encargos são considerados conjuntamente.
aproximadamente 65 serão destinados aos salários e outros 31 ao serviço da dívida, ou seja, restam cerca de quatro meticais para as demais necessidades financiadas através da receita fiscal.
Por cada 100 meticais de receita fiscal,
A pressão poderá agravar-se num cená-
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rio de menor crescimento económico. Para 2027, o Governo projecta um crescimento real do PIB de 1,54% no cenário base, podendo baixar para 0,29% no cenário moderado e resultar numa contracção de -0,52% no cenário extremo.
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03 OXFORD ECONOMICS PREVÊ DESVALORIZAÇÃO DO METICAL EM 30% EM 2027
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metical poderá sofrer uma desvalorização de aproximadamente 30% no início de 2027, num cenário marcado por fortes pressões sobre as finanças públicas e a estabilidade monetária do País. A previsão foi feita pela Oxford Economics, segundo o “DE”. A consultora considera que o eventual acordo de facilidade de crédito, actualmente em negociação com o FMI, poderá implicar uma desvalorização de cerca de 30% do metical no início do primeiro trimestre de 2027. A análise pessimista quanto às perspectivas macroeconómicas para Moçambique, especialmente no que diz respeito às finanças públicas e à estabilidade monetária, surge na sequência da recente descida do rating de Moçambique pela Moody’s, que colocou a dívida soberana do País apenas um nível acima do ‘default’. Segundo a Oxford Economics, a escassez de moeda estrangeira e as dificuldades financeiras, que estão na origem das recentes decisões das agências de
notação, levaram o Governo a avançar com negociações para um novo programa de apoio com o Fundo Monetário Internacional (FMI). A consultora alerta que uma desvalori-
zação dessa dimensão teria efeitos imediatos sobre a economia, nomeadamente através do aumento do preço das importações em moeda nacional e da redução do poder de compra das famílias.
ENI ATRIBUIU QUASE MIL MILHÕES DE DÓLARES EM CONTRATOS A EMPRESAS MOÇAMBICANA DESDE 2016
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subsidiária italiana Eni Rovuma Basin - que opera os projectos de exploração na Área 4 da Bacia do Rovuma, e Cabo Delgado, adjudicou, desde 2016, contratos avaliados em cerca de mil milhões de dólares a empresas moçambicanas, reforçando o peso do conteúdo local na sua actividade no país. O dado consta do terceiro Relatório Local de Sustentabilidade, intitulado “20 Anos da Eni em Moçambique: Juntos Crescemos 2025”, apresentado esta quinta-feira, 24 de Setembro, em Pemba. Segundo a companhia, em 2025 os Eni Open Days aproximaram mais de 200 empresas nacionais das oportunidades de fornecimento associadas às suas operações. Para além da contratação de empresas nacionais, o desafio passa pela transferência de conhecimento, desenvolvimento de competências e aumento da
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capacidade das empresas moçambicanas para competir na cadeia de fornecimento dos grandes projectos. Em Setembro, o Governo aprovou a estrutura de financiamento da participação
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da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) no Coral Norte, incluindo a constituição da ENH Coral Norte, SU, S.A., destinada a assegurar a gestão financeira e contabilística dessa participação.
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05 BERNARDO APARÍCIO DEIXA LIDERANÇA DO STANDARD BANK PARA AGNALDO MAVERA
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m substituição de Bernardo Aparício ao cargo administrador-delegado do Standard Bank Moçambique, Agnaldo Mavera assume as funções como interino, com efeitos a partir desta quarta-feira (23). A deliberação do Conselho de Administração do banco não avançou os motivos da decisão. Segundo a informação publicada pelo Diário Económico, Bernardo Aparício assumiu o Standard Bank Moçambique em Abril de 2022, depois de o banco ter sido sancionado e suspenso do mercado cambial interbancário pelo Banco de Moçambique devido a graves infracções prudenciais e cambiais atribuídas à gestão anterior, que levaram a uma multa de cerca de 290,1 milhões de meticais, (4,6 milhões de dólares ao câmbio de então). A mesma sanção incluiu o afastamento forçado do então administrador-delegado, Adimohanma Chukwuma Nwokocha, e o regulador colocou um inspector residente na instituição em
Julho de 2021 para acompanhar a execução de um plano de acções dos accionistas e a evolução dos mecanismos de governação e controlo interno. O acompanhamento do banco central
à instituição terminou em Fevereiro de 2025, ano que o banco fechou com um lucro líquido individual de 4,53 mil milhões de meticais, abaixo dos 6,13 mil milhões registados em 2024, uma redução de cerca de 26%.
DISTRITO DE CHÓKWÈ BENEFICIA DE ASSISTÊNCIA ALIMENTAR DO INGD
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o âmbito da segunda fase do Programa REPAIR II, o Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) iniciou esta terça-feira (22), a assistência alimentar às famílias assoladas pelas cheias e inundações na localidade de Chiaquelane, distrito de Chókwè, província de Gaza, abrangendo 1.250 famílias. Cada agregado recebeu um kit alimentar destinado a suprir as suas necessidades por um período de 30 dias. A informação facultada pela instituição indica que a intervenção visa reforçar a segurança alimentar e mitigar a desnutrição nas comunidades afectadas, garantindo o mínimo necessário durante a fase de recuperação e assegurando estabilidade às famílias mais vulneráveis até ao restabelecimento das suas condições de subsistência. A actividade foi antecedida por uma
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palestra de sensibilização sobre salvaguardas sociais e mecanismos de apresentação de queixas e reclamações, ga-
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rantindo uma assistência transparente, digna e participativa, em observância dos princípios humanitários.
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Mais uma edição da E&M chega às mãos de quem acompanha, decide e faz a economia acontecer. Análises, dados, tendências
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e protagonistas para compreender melhor os movimentos que estão a transformar Moçambique e antecipar o que vem a se-
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guir. Informação rigorosa para decisões mais informadas.
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