Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Segunda - feira, 24 de Julho de 2026, Ano 06, n0 964 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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SECTOR SEGURADOR MOÇAMBICANO CRESCE CERCA DE 8% EM 2025 COM A HOLLARD NA LIDERARANÇA
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sector de seguros em Moçambique registou uma produção global de 24,6 milhões de Meticais, em 2025, o que representa um crescimento de 7.6%, correspondente a 1.8 mil milhões de Meticais em comparação com 2024. O desempenho positivo resulta essencialmente do incremento da produção verificada no ramo vida. Segundo a Carta de Moçambique, que cita o Banco de Moçambique, ano passado, a taxa de penetração do sector segurador situou-se em aproximadamente1,6%. Esta dinâmica manteve-se no início de 2026, com a produção de seguros a ultrapassar 12,2 mil milhões de Meticais apenas no primeiro semestre. Num mercado composto por vinte e três seguradoras, a empresa Hollard Seguros encerrou o ano de 2025 na liderança do mercado nacional.
Os dados do Relatório e Contas da Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE referentes a 2025 indicam que, no quarto trimestre, a Hollard consolidou a primeira posição ao elevar a sua quota de mercado de 18,30% para 21,70%. A se-
gunda posição foi ocupada pela Fidelidade, que registou uma quota de15,10%. Por sua vez, a EMOSE passou a ocupar a terceira posição, aumentando a sua participação em 3,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior.
RECEITA DO ESTADO ATINGIU MAIS DE 183,2 MILHÕES DE METICAIS, UM CRESCIMENTO DE 45,3% NO PRIMEIRO SEMESTRE
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receita do Estado atingiu 183.299,7 milhões de meticais, correspondente a um grau de realização de 45,03% da previsão orçamental anual e a despesa totalizou 188.253,4 milhões de meticais no primeiro semestre deste ano, representando uma execução de 36,16% do limite anual aprovado. De acordo com o Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) do primeiro semestre, citado pela “Lusa”, o qual aponta que o Estado gastou menos e cobrou mais no primeiro semestre - uma melhoria das contas públicas face ao mesmo período de 2025. Portanto, a receita do Estado aumentou 6,7%, face aos 171.801,4 milhões de meticais arrecadados no período homólogo do ano passado, enquanto a despesa total recuou 11,8%, face aos 213.432,5 milhões de meticais registados no primeiro semestre de 2025.
refere-se que "a economia nacional evidenciou sinais de recuperação gradual", com o Produto Interno Bruto (PIB) a crescer 0,1% no primeiro trimestre de 2026, após as contrações registadas ao longo de 2025.
No plano macroeconómico, no balanço
Ao mesmo tempo, a inflação média situou-
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-se em 4,57% no primeiro semestre, acima da meta anual de 3,7%, enquanto a inflação acumulada atingiu 5,4%, num contexto marcado pelo impacto de choques climáticos, aumento dos custos de transporte e subida dos preços de bens importados.
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03 PAVILHÃO DO IPEME SERÁ ENTREGUE AMANHÃ PARA ACOLHER EXPOSITORES NACIONAIS NA 61ª EDIÇÃO DA FACIM
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sete dias da abertura da 61.ª edição da Feira Agro-pecuária, Comercial e Industrial de Moçambique (FACIM), as obras do pavilhão do Instituto para a Promoção das Pequenas e Médias Empresas (IPEME), Ricatla, no distrito de Marracuene, província de Maputo, estão 85% concluídas. A informação foi avançada esta segunda-feira (24), pelo engenheiro responsável pelas obras, Razaque Francisco. O espaço, destinado a acolher Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), deverá ser entregue ao IPEME terça-feira (25). “Estamos a 85%, e amanhã vamos fazer a entrega das instalações”, garantiu o encarregado das obras entrevistado pela MBC TV, junto ao pavilhão em fase conclusiva das obras. Enquanto as obras da estrutura destinada à Mozambique Broadcasting Company (MBC) a ser montada dentro
do mesmo pavilhão estão 90% construídas. "A equipa trabalha nos últimos acabamentos, com destaque para a pintura e alguns arranjos nas superfícies", reiterou o responsável, acrescentando que “às obras da MBC, nós já
estamos a um nível de 90% de trabalho”. Entre os acabamentos em curso está a instalação de mesas para facilitar a movimentação dos equipamentos e o trabalho dos jornalistas, além da colocação de alcatifas no palco.
CIDADE DA MATOLA REGISTA QUEDA GERAL DE PREÇOS EM 1,63% EM JULHO
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ados do Índice de Preços no Consumidor (IPC) do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que a cidade da Matola registou uma deflação mensal de 1,63% em Julho, a maior queda do nível geral de preços entre os dados analisados, impulsionada sobretudo pela redução dos preços de produtos alimentares e bebidas não alcoólicas. O documento, citado pelo Integrity Magazine, aponta que, apesar da descida registada em Julho, os preços na Matola acumulam uma subida de 2,18% desde Janeiro, sendo que, em termos homólogos, a inflação situou-se em 4,32%, comparativamente a Julho de 2025. Entre os produtos que mais contribuíram para a redução do nível geral de preços destacam-se a cebola, cujo preço caiu 29,8%, o carvão vegetal (-19,3%), o tomate (-18,2%), o coco (-18,5%), a couve (-15,1%), a alface (-18,4%) e os fatos completos para homem (-33,3%). No conjunto, estes produtos contribuíram com cerca de 1,30 pontos percen-
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tuais negativos para a variação mensal. No período de Janeiro a Julho, os preços na Matola aumentaram 2,18%, com os transportes a contribuírem com 1,13 pontos percentuais para a variação acumulada e a alimentação e bebidas não alcoólicas com 0,40 pontos percentuais.
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Entre os produtos que mais pressionaram os preços no acumulado do ano estão o gasóleo e a gasolina para veículos de transporte pessoal, o carvão vegetal, o coco, o carapau, a alface e as refeições completas em restaurantes, que contribuíram conjuntamente com 1,78 pontos percentuais positivos.
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05 EDM E EMPRESA PRIVADA VBC PREVÊ INVESTIR 69 MILHÕES DE DÓLARES NUMA CENTRAL SOLAR NA ZONA CENTRO
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zona Centro do País vai contar com uma Central Solar fotovoltaica de 45 megawatts (MW), que estará localizada, no distrito de Nhamatanda, província de Sofala, num investimento estimado em 69 milhões de dólares. O empreendimento resulta de uma parceria público-privada entre a Electricidade de Moçambique (EDM) e a empresa privada VBC e pretende reforçar a produção de electricidade a partir de fontes renováveis. Trata-se de uma infra-estrutura que será instalada numa área de aproximadamente 160 hectares. O projecto encontra-se actualmente em consulta pública, no âmbito do processo de licenciamento ambiental e do respectivo Estudo de Impacto Ambiental, de acordo com a “Lusa”. A central prevê a instalação de duas linhas de transmissão de 110 kV, com cerca de 11,9 quilómetros de extensão, para ligar as instalações à Subestação de Lamego e permitir a integração da energia
produzida na Rede Eléctrica Nacional. Enquadrado no programa Energia para Todos, coordenado pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia, o projecto integra a estratégia do Governo para
alcançar o acesso universal à electricidade até 2030. Refere-se que o investimento surge num momento em que Moçambique procura acelerar a expansão do acesso à electricidade.
EMPRESA CHINESA CONCLUI COMPRA DE 70% DOS ACTIVOS DE GRAFITE DA TRITON EM MOÇAMBIQUE
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NQM Gold, subsidiária da chinesa Shandong Yulong Gold, concluiu a aquisição de 70% dos activos de grafite da australiana Triton Minerals em Moçambique, num valor de 9,6 milhões de euros. Com a transacção, a NQM Gold passa a deter a participação maioritária, enquanto a Triton Minerals mantém os restantes 30%. A operação envolve as empresas moçambicanas Kwe Kwe Graphite e Grafex, que detêm os activos da Triton no norte do País, incluindo o projecto de Ancuabe, em Cabo Delgado, de acordo com uma notícia do “DE”. O negócio, inicialmente acordado em Dezembro de 2024, esteve suspenso devido a um diferendo contratual entre as partes. A conclusão ocorreu na sequência de um acordo assinado a 18 de Agosto entre a Triton Minerals, a NQM Gold 2 Pty Ltd e sociedades associadas.
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No âmbito do acordo, a Triton recebeu 3,1 milhões de euros referentes ao pagamento final em falta. A liquidação permitiu encerrar os processos judiciais entre as partes e concluir a trans-
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ferência da participação de 70% nas duas empresas moçambicanas. O acordo contempla ainda mecanismos de compensação fiscal relacionados com as sociedades vendidas.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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