Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Quarta - feira, 23 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 985 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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DESASTRES NATURAIS PODEM ELEVAR A DÍVIDA PÚBLICA EM 1,85 PONTOS PERCENTUAIS DO PIB EM 2027
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ma época (chuvosa e ciclónica) severa poderá deteriorar o saldo global em 18.453 milhões de meticais (1,0% do PIB) e elevar a dívida pública em 1,85 pontos percentuais do PIB em 2027 e, num cenário extremo, podem aumentar para 34.972 milhões de meticais (1,9% do PIB) e 3,60 pontos percentuais do PIB, respectivamente. A informação consta do Relatório de Riscos Fiscais (RRF) do Ministério das Finanças, publicado na última sexta-feira (18). O documento avança ainda que, no caso de uma época dentro do normal, com evento moderado localizado, poderá reduzir o saldo global em 5.991 milhões de meticais. Entretanto, a conjugação de um cenário macro-fiscal Extremo com uma época severa poderá elevar a dívida pública para 81,4% do PIB em 2027, cerca de
10,9 pontos percentuais acima da trajectória de referência. Este resultado anula a consolidação projectada para 2027–2029 e coloca o
rácio da dívida num nível superior aos observados entre 2023 e 2025, evidenciando a elevada vulnerabilidade da trajectória fiscal
FMI PRONTO PARA AJUDAR A DESBLOQUEAR POTENCIAL ECONÓMICO DO PAÍS
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Fundo Monetário Internacional (FMI) está pronto para apoiar Moçambique com medidas para "desbloquear" o potencial económico do País. A Diretora-geral da instituição, Kristalina Gioergieva, avançou o facto após reunir-se com o Presidente Daniel Chapo, em Nova Iorque, no quadro de uma agenda que inclui contactos com instituições financeiras internacionais e o sector privado. A reunião e a afirmação aconteceram à margem do Debate Geral da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, e num contexto em que o País e o FMI discutem um novo programa de apoio. "Reafirmei a prontidão do FMI para apoiar Moçambique a enfrentar os desafios macroeconómicos, na protecção dos mais vulneráveis e no avanço de reformas que promovam a estabilidade e desbloqueiem o considerável potencial económico do país", escreveu Gioergieva, na rede social X. O FMI efectuou uma visita de 10 dias
ao país, concluída na última sexta-feira (18), durante a qual a equipa reuniu-se, para além do Governo, com a Comissão de Plano e Orçamento e representantes de várias instituições, para avaliar a situação económica do país e iniciar as discussões para um potencial programa de facilidade de crédito.
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A Missão do FMI afirmou que, apesar dos desafios externos e internos, enfrentados pelo País do lado das finanças públicas, do sector financeiro e cambial, e pelos choques climáticos, a economia tem registado sinais positivos de recuperação e com um potencial significativo a médio prazo associado aos projectos de GNL.
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03 AT E ENI HARMONIZAM PROCEDIMENTOS ADUANEIROS
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Autoridade Tributária de Moçambique e a ENI/CORAL Sul FNLG acordaram harmonizar os procedimentos aduaneiros aplicáveis às operações da Área 4 da Bacia do Rovuma, na sequência da entrada em vigor das novas Regras Gerais de Desembaraço Aduaneiro. O entendimento resulta de um encontro realizado esta terça-feira (18), em Pemba, entre o presidente da AT, Aníbal Mbalango, e gestores da ENI. No âmbito do novo quadro legal, a ENI/ CORAL Sul FNLG deverá formalizar um Acordo de Facilitação Aduaneira com a AT, com vista a conferir maior clareza, previsibilidade e eficiência aos procedimentos aduaneiros. A AT defende igualmente o reforço da capacitação dos seus funcionários e do diálogo com os operadores da Bacia do Rovuma, para harmonizar procedimentos e assegurar o cumprimento das obrigações fiscais e aduaneiras. "A AT está aberta ao diálogo e à cons-
trução de soluções. Onde houver necessidade de esclarecimento ou harmonização, estaremos disponíveis para trabalhar com os operadores, sempre dentro da lei e salvaguardando o interesse do Estado”, afirmou.
Para Mbalango, a facilitação do comércio e das operações económicas não deve ser vista em oposição ao cumprimento das obrigações fiscais e aduaneiras, mas como parte de uma relação institucional responsável e previsível.
BCI DEFENDE ADOPÇÃO RESPONSÁVEL DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PARA AUMENTAR EFICIÊNCIA EMPRESARIAL
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Banco Comercial e de Investimentos (BCI) defende uma adopção responsável e orientada para resultados da Inteligência Artificial, destacando o seu potencial para melhorar serviços, aumentar a eficiência empresarial e criar novas oportunidades para a economia moçambicana. A posição foi apresentada em Maputo, durante o AITOUR - movimento itinerante global de Inteligência Artificial aplicada do mundo, realizado no Auditório do BCI, que recentemente reuniu especialistas, empresas, instituições financeiras, academia e parceiros tecnológicos para discutir a aplicação prática da IA no país. Na ocasião, o Director Central Adjunto de Retalho e Empresas do BCI, Ivo Maíche, afirmou que a IA já está a transformar a forma de trabalhar e de tomar decisões. "No sector financeiro, a tecnologia pode contribuir para melhorar o
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atendimento, simplificar processos, reforçar a segurança e desenvolver soluções ajustadas às necessidades de clientes e empresas", afirmou.
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Maíche defendeu, contudo, que a adopção da IA deve observar princípios de segurança, protecção de dados, ética, competência e confiança.
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05 COE DISTRITAL DE CHÓKWÈ APROVA PLANO DE ASSISTÊNCIA HUMANITÁRIA
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Centro Operativo de Emergência (COE) Distrital de Chókwè aprovou por unanimidade, em sessão extraordinária realizada nesta segunda-feira (21 de Setembro) o Plano de Assistência Humanitária do distrito, no âmbito do Projecto REPAIR II. A acção será executada pelo Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), em coordenação com o Governo Local, visando garantir uma resposta humanizada às famílias afectadas pelas cheias e inundações na Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026. Na ocasião, o Presidente do COE, Narciso Eduardo Nhamahuco, apelou à equipa de assistência para que privilegie a segurança na distribuição, de forma a assegurar a protecção dos beneficiários e dos operadores no terreno, bem como o cumprimento rigoroso dos ho-
rários estabelecidos para as actividades. Nhamahuco destacou que o êxito da intervenção deve traduzir-se na tranquilidade das comunidades, através de
um processo ordeiro, transparente e articulado com as estruturas locais, reforçando a resiliência do distrito face aos riscos de desastres.
INSS REFORÇA ÉTICA E INTEGRIDADE NO COMBATE À CORRUPÇÃO
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Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) reforça as medidas de promoção da ética e integridade no seio dos seus funcionários, com vista à prevenção e combate à corrupção. No âmbito desta iniciativa, a delegação provincial do INSS em Maputo, na Matola, realizou-se esta terça-feira (22), uma palestra subordinada ao tema “Ética e Integridade como Factores de Sucesso na Prevenção e Combate à Corrupção”. A iniciativa abordou princípios de ética e deontologia profissional na função pública, tipos de corrupção, consequências jurídicas e institucionais, bem como mecanismos de prevenção, controlo e denúncia. Segundo o INSS, o combate à corrupção exige o compromisso individual dos servidores públicos com a legalidade, transparência, imparcialidade e boa gestão dos recursos públicos. O encontro contou com a participação da delegada provincial, delegados distritais, chefes de departamentos e de repartições, além de outros quadros da instituição.
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Refira-se que a iniciativa ocorre num contexto em que gestores seniores do INSS são acusados de envolvimento no desvio de mais de 433 milhões de meticais. No informe anual da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Abril, revelou que sete gestores estão indicia-
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dos por crimes de peculato, má gestão, corrupção activa para acto ilícito e associação criminosa. O processo inclui dois contratos de prestação de serviços, avaliados em 48,5 milhões de meticais, celebrados entre o INSS e uma empresa pertencente a Aboobacar Sumaila.
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Mais uma edição da E&M chega às mãos de quem acompanha, decide e faz a economia acontecer. Análises, dados, tendências
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