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BOLETIM BANCA & SEGUROS 23.07.2026

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Boletim Diário

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

HOLLARD LIDERA MERCADO SEGURADOR NACIONAL AO ALCANÇAR

UMA QUOTA DE 22,9%

AHollard Moçambique consolidou a sua posição como líder do mercado segurador nacional, ao alcançar uma quota de 22,9% no mercado global de seguros durante o primeiro trimestre do presente ano, segundo os dados divulgados pela Autoridade de Supervisão de Seguros e de Fundos de Pensões de Moçambique (ISSM).

No segmento Não Vida, a seguradora reforçou a liderança com uma quota de mercado de 25,7%, enquanto no segmento Vida registou uma participação de 3,8%. O ranking das maiores seguradoras é completado pela Phoenix, que ocupa a segunda posição com 14,7% da quota de mercado, seguida pela Fidelidade, com 14,6%. No período em análise, o setor segurador registou Prémios Brutos Emitidos no valor de 6.807,5 milhões de meticais. Deste montante, os seguros Não Vida representaram 6.053,9 milhões de meticais, enquanto os seguros Vida totalizaram 753,6 milhões de meticais.

Entre os ramos de atividade, o seguro de

Saúde foi o mais procurado, com prémios emitidos de 2.222,6 milhões de meticais. Seguiram-se os seguros de Incêndio, com 1.293,1 milhões de meticais, e Automóvel, com 1.197,2 milhões de meticais.

Apesar de um ambiente macroeconómico desafiante, marcado pela redução

das taxas de juro e pelo aumento das reservas obrigatórias, até o final de primeiro semestre de 2025, a Hollard Moçambique registo lucro líquido de 351,9 milhões de meticais, dos quais 297,4 milhões foram gerados pela Hollard Seguros e 54,5 milhões pela Hollard Vida.

BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE APONTA CAPACITAÇÃO DAS PME’S ESSENCIAL PARA QUE SEJAM BANCÁVEIS

Acapacitação das pequenas e médias empresas (PME’s) é um dos factores determinantes para que possam aceder ao financiamento bancário e ao mercado de capitais. O entendimento foi defendido pelo administrador da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Alcino Michaque, durante a IV Conferência BFSI Mozambique 2026, realizada esta quarta-feira (22), em Maputo.

componente monetária, cambial, o mercado de crédito e o mercado de capitais.

“O nosso sistema financeiro integra a

Segundo Michaque, além de financiamento para sectores estratégicos como agronegócio, turismo e energia, é necessário preparar as empresas para cumprirem os requisitos exigidos pelo sistema financeiro. “Precisamos preparar melhor as PME para que tenham capacidade de se financiar, seja no mercado de crédito ou no mercado de capitais”, afirmou. O responsável explicou que o mercado de capitais possui critérios próprios, sobretudo por mobilizar recursos de médio e longo prazo, exigindo das empresas elevados padrões de governação, transparência e organização financeira.

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Assessoria

A Bolsa de Valores, por mobilizar capital de médio e longo prazo, tem requisitos específicos para quem pretende captar recursos”, destacou.

Quinta - feira, 23 de Julho de 2026, Ano 06, n0 946 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

DIGITALIZAÇÃO PODE FACILITAR ACESSO DAS PME AO FINANCIAMENTO, DEFENDE CTA

As pequenas e médias empresas (PME), produtores agrícolas, operadores logísticos, prestadores de serviços e empreendedores continuam a ser excluídos do acesso ao financiamento por não disporem de dados estruturados, registos digitais, históricos financeiros ou outros mecanismos que permitam às instituições financeiras avaliar adequadamente o risco e reconhecer o potencial económico das suas actividades.

Egas Daniel, vice-presidente do pelouro de Política Fiscal, Aduaneira e Comercial Internacional da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), apontou o facto durante a IV Conferência BFSI 2026, realizada esta quarta-feira (22), em Maputo, sob o lema “Transformar a Actividade Económica em Activos Financiáveis: O Papel da Integração Digital e dos Dados”. Segundo o economista, uma das maiores limitações ao crescimento das empresas em Moçambique continua a ser

o acesso ao financiamento. Apesar de muitas actividades económicas gerarem valor, criarem emprego e produzirem riqueza, permanecem invisíveis para o sistema financeiro formal devido à ausência de informação fiável sobre o seu desempenho.

COMBATE A CRIMES FINANCEIROS

Egas Daniel defendeu que o financiamento é essencial não apenas para a expansão dos negócios, mas também para garantir a sustentabilidade das micro, pequenas e médias empresas (MPME), que constituem a base do tecido empresarial nacional.

MINISTERIO DAS FINANÇAS ACOLHE FORMAÇÃO REGIONAL SOBRE COMBATE AO BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS

Uma formação regional de Magistrados do Ministério Público de Moçambique, Burundi, Madagáscar e Sudão do Sul, decorre em Maputo de 20 a 31 de Julho corrente, com o objectivo de reforçar as capacidades técnicas no domínio da prevenção e combate ao branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo e outros crimes financeiros.

Segundo a página oficial do Ministério das Finanças, a formação é organizada pelo Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), em coordenação com o Grupo de Acção contra o Branqueamento de Capitais da África Oriental e Austral (ESAAMLG), contando com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD).

Na cerimónia de abertura, Amélia Machava, em representação do Procurador Geral da República, destacou a importância do reforço contínuo das capacidades técnicas e científicas dos magis-

trados, considerando esta uma condição essencial para uma resposta eficaz à criminalidade económico-financeira.

"O branqueamento de capitais, o financiamento do terrorismo e o financiamento da proliferação de armas de destruição em massa constituem desafios crescentes para os Estados, devido à sofisticação das organizações criminosas e à sua capacidade de movimentar recursos financeiros através de diferentes jurisdições", refere a responsável.

GRUPO VODACOM PREVÊ AUMENTAR INVESTIMENTO EM MOÇAMBIQUE

Oaccionista maioritário e Director Executivo do Vodacom Group, Shameel Joosub, analisou esta quarta-feira (22) com o Presidente da República, Daniel Chapo, a intenção da empresa de reforçar os seus investimentos no país, com foco na expansão da conectividade, no desenvolvimento de novas tecnologias e na modernização das infra-estruturas digitais. Durante a audiência, em Maputo, o responsável do grupo empresarial manifestou o interesse em trazer para o mercado moçambicano projectos já executados noutros mercados africanos e europeus. Shameel Joosub sublinhou que o encontro permitiu abordar caminhos para melhorar o serviço prestado aos clientes e expandir as redes de telecomunicações no país.

"Foi um prazer encontrar-me hoje com Sua Excelência, o Presidente. Tivemos a oportunidade de falar sobre a digita-

lização e sobre o que é necessário para Moçambique, mas também sobre todos os diferentes projectos que estamos a realizar ao longo do continente e de que forma podemos trabalhar juntos para trazer alguns desses projectos para Moçambi-

que; e como podemos construir mais conectividade, quer em fibra, satélites, bem como em cobertura móvel 5G e por aí fora, e melhorar os níveis de serviço para os clientes em Moçambique", declarou o executivo no final do encontro.

INSS EM TETE SENSIBILIZA OPERADORES DE MOTO-TÁXI SOBRE SEGURANÇA SOCIAL

Mais de 30 operadores de moto-táxi da cidade de Tete participaram, está terça-feira (21), de uma sessão de sensibilização promovida pela delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Tete, com o objectivo de reforçar o conhecimento sobre os benefícios da segurança social obrigatória e promover mais inscrições daquela classe sócio-profissional no sistema.

O encontro reuniu representantes das principais praças de táxi-moto da cidade de Tete e culminou com a inscrição de vários participantes no regime de trabalhador por conta própria (TCP), condição que os permite passar a beneficiar da protecção social assegurada pelo INSS perante eventuais riscos e contingências da vida laboral.

Durante a actividade os técnicos do INSS explicaram o funcionamento do sistema, destacando a importância da inscrição e do pagamento regular das contribuições, como forma de garantir o acesso às prestações sociais previstas na legislação.

Os participantes foram, igualmente, incentivados a partilhar a informação com os seus colegas, contribuindo para o aumento da cobertura da Segurança Social entre os operadores de táxi-moto e outras categorias de trabalhadores por conta própria.

Com esta iniciativa, a delegação pro-

vincial do INSS em Tete, que conta com mais de 4.000 Trabalhadores por Conta Própria (TCP) inscritos no sistema, reafirma o seu compromisso de alargar a cobertura da segurança social obrigatória, assegurando que um número cada vez maior de trabalhadores do sector informal se beneficie da protecção social proporcionada pelo sistema.

A banca muda, os seguros reinventam-se, a economia acelera.

A 38.ª edição da Banca & Segu-

ros chega com análises e protagonistas que estão a definir o futuro do secto, porque quem

lidera amanhã precisa de se informar hoje.

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