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BOLETIM BANCA & SEGUROS 23.02.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Segunda - feira, 23 de Fevereiro de 2026, Ano 06, n0 849 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

COCA-COLA BEVEREGES AFRICA PROPRIETARY É NOVO ACCIONISTA MAIORITÁRIO DA

CA-COLA SABCO MOZAMBIQUE

ACoca-Cola Beverages Africa Proprietary entra na estrutura da Coca-Cola Sabco Mozambique como maior accionista, na sequência de aquisição de 75% do seu capital social pela Coca-cola HBC AG, juntamente com a sua subsidiaria Coca-Cola HBC Holdings BV.

A informação foi anunciada através de um comunicado esta segunda-feira, 23 de Fevereiro, emitido pela Autoridade Reguladora da Concorrência (ARC), que optou pela Decisão de Não Oposição à operação de concentração notificada a 5 de Dezembro de 2025.

A entidade governamental justifica a sua decisão afirmando que autorizou a realização daquela transacção, uma vez que "as adquirentes não exercem actividade no território nacional, nem detêm participações em sociedades moçambicanas, não resultando, por isso, em sobreposição de natureza horizontal, susceptível de provocar aumento de preços, redução da oferta ou limitação das opções disponíveis no mercado, em prejuízo da

ECONOMISTA

MOÇAMBIQUE

Oconcorrência e dos consumidores", lê-se.

A ARC acrescenta com a sua avaliação, a operação em causa é de natureza horizontal e consubstancia uma Aquisição de Controlo Exclusivo, nos termos previstos na Secção II do Regulamento de Formulários de Notificação de Operações de

Concentração de Empresas (RFNOCE).

A Coca-Cola Sabco Mozambique que detém fábricas de engarrafamento de “bebidas não alcoólicas prontas a beber” (Non-Alcoholic Ready-to-Drink - NARTD) nas províncias de Maputo, Manica e Nampula.

ALERTA PARA “ONDA DE CHOQUE” APÓS FMI TRAVAR FINANCIAMENTO A

economista Gift Ensinalo alertou, esta terça-feira (23), para o risco elevado de perda de credibilidade da economia nacional após a decisão do Fundo Monetário Internacional (FMI) de não avançar com o financiamento ao país.

Em entrevista exclusiva à MBC TV, o analista defendeu que o Governo deve alinhar-se com rigor às exigências das instituições multilaterais para recuperar a confiança externa.

"O FMI funciona como um 'selo de aprovação' das políticas económicas globais. A interrupção do apoio financeiro envia uma mensagem de alerta aos investidores internacionais e coloca Moçambique numa posição de vulnerabilidade", advertiu Ensinalo.

Para o economista o ‘não’ que "ecoa fora de portas coloca a credibilidade da economia nacional num patamar de risco elevado”, acrescentou, sublinhando que áreas sensíveis como Saúde e Educação poderão sofrer os maiores impactos negativos.

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Assessoria de Imprensa

Gestão de crises e reputação

Plano e Gestão de Comunicação

Cobertura de Conferências e Eventos

Segundo o analista, a retoma da confiança dos grandes investidores depende de passos concretos a nível interno. Entre as medidas sugeridas estão a transparência, maior clareza na gestão pública e dos recursos financeiros, é preponderante.

O analista sugere igualmente o combate efectivo à corrupção e a redução dos custos de funcionamento da máquina do Estado. Face ao impasse entre o FMI e o Governo, o Ministério das Finanças contratou a consultora Alvarez & Marsal para assessoria financeira.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

GOVERNO DISPONIBILIZA 2 MILHÕES DE DÓLARES PARA CAPITALIZAÇÃO EMPRESARIAL NO NORTE DO PAÍS

Com vista a impulsionar Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) nas províncias de Niassa e Cabo Delgado, no âmbito da 7.ª edição do Fundo Catalítico para Inovação e Demonstração (FCID), o Governo disponibiliza 2 milhões de dólares (mais de 127.8 mil milhões de meticais) financiado pelo Banco Mundial.

O anúncio foi feito na passada sexta-feira (20) pelo ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, durante a cerimónia de lançamento da Linha de Subvenções Comparticipadas do Conecta Negócios, em Lichinga, província de Niassa.

O financiamento assume a forma de subvenção comparticipada, podendo o Fundo cobrir até 90% do investimento elegível, cabendo às empresas assegurar pelo menos 10% de capital próprio.

As microempresas poderão beneficiar de apoios entre 15 mil dólares e 25 mil dólares, enquanto as pequenas empresas terão acesso a montantes entre 15 mil dólares e 50 mil dólares.

A intervenção foi concebida para refor-

çar a capitalização empresarial e dinamizar as economias locais. “Estamos a colocar à disposição do sector privado destas duas províncias 2 milhões de dólares, para apoiar iniciativas empresariais com capacidade real de gerar emprego, rendimento e dinamização das economias locais”, destacou Valá.

A linha de financiamento está direccio-

nada para sectores com elevada capacidade de geração de emprego e forte ligação às economias locais, como agro-negócio, turismo sustentável, produção alimentar e pesqueira, apicultura, serviços de mecânica e electricidade-auto, carpintaria, estaleiros de construção, transportes, oficinas de costura e pequenos negócios locais.

CTA DEFENDE REVISÃO URGENTE DA LEI DO TRABALHO PARA IMPULSIONAR COMPETITIVIDADE NO PAÍS

AConfederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) reiterou, na última sexta-feira (20), a necessidade de uma revisão pontual da Lei do Trabalho e a aprovação de uma nova Lei de Segurança Privada. O posicionamento foi apresentado pelo presidente da agremiação, Álvaro Massingue, durante a primeira sessão plenária da Comissão Consultiva do Trabalho (CCT).

Segundo a CTA, o sector privado recebeu com optimismo o início das diligências do governo para a revisão do quadro legal laboral. Massingue defendeu que o processo seja concluído ainda em 2026, visando ajustar as normas às exigências actuais do mercado e aumentar a competitividade económica do país. Um dos pontos mais críticos da intervenção foi a demora na legislação para o sector de segurança privada que é aguardada há quase uma década. O sector é um dos maiores empregadores de Moçambique, mas ainda enfrenta

altos índices de precariedade laboral devido à falta de um regime jurídico actualizado.

A CTA defendeu ainda a revisão do regulamento do trabalho mineiro, para eliminar discrepâncias interpretativas

face à Lei do Trabalho, propondo maior clareza quanto ao regime de horas extra, férias e descanso compensatório em turnos, reforçando simultaneamente a segurança jurídica e operacional das empresas.

ÍNDIA CONCLUI ENTREGA DE 10 LOCOMOTIVAS DE ALTA TECNOLOGIA A MOÇAMBIQUE

Aempresa estatal indiana Banaras Locomotive Works (BLW) enviou, no passado sábado (21), a décima e última unidade de um lote de locomotivas diesel-eléctricas destinadas a Moçambique.

As máquinas fornecidas possuem 3300 cavalos de potência, equipadas com o sistema de tração AC-AC (corrente alternada). O contrato internacional foi celebrado no âmbito de parceria ferroviária entre os dois países.

As locomotivas foram construídas com alta tecnologia garantir menor desgaste de componentes, redução de custos operacionais e capacidade de carga optimizada para os desafios do terreno nacional. Diferente do padrão indiano, estas máquinas foram construídas especificamente com a bitola Cape Gauge (1067 mm), o padrão utilizado na rede ferroviária de Moçambique. Com capacidade para atingir os 100 km/h, as loco-

motivas foram também desenhadas a pensar no bem-estar dos maquinistas, incluindo cabines ergonómicas equipadas com frigorífico e fogão eléctrico. “Este feito demonstra a capacidade da

Indian Railways de projetar e fabricar locomotivas adaptadas a diferentes exigências técnicas, fortalecendo a Índia como um exportador fiável”, afirmou a BLW em comunicado citado pelo “DE”.

INGD REFORÇA COORDENAÇÃO COM PARCEIROS NA MONITORIA DA ÉPOCA CHUVOSA E CICLÓNICA NO NIASSA

OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) realizou na sexta-feira (20 de Fevereiro), uma sessão do Conselho Técnico Provincial de Gestão e Redução do Risco de Desastres na província do Niassa, no âmbito da monitoria da Época Chuvosa e Ciclónica 2025/2026.

A iniciativa teve por objectivo a partilha de experiências das missões de assistência às províncias de Gaza e Inhambane, afectadas por cheias, inundações e pelo ciclone Gezani.

Durante o encontro, o Vice-Presidente da instituição Belém Monteiro, destacou que “a prontidão e a coordenação são determinantes para salvar vidas e proteger bens”, após a apresentação do ponto de situação feita pela Delegada Provincial.

O Director Adjunto da DICORD, Ilídio Cambula, afirmou que “a experiência no sul do país demonstra que a preparação prévia reduz significativamente os impactos”, ao passo que a Directora Adjunta do DPM, Nelma de Araujo, defendeu que “investir na prevenção é sempre menos oneroso do qu e responder à emergência”.

Monteiro enalteceu o papel dos sectores do Conselho Técnico e das rádios comunitárias na difusão do Aviso Prévio, lembrando que “a informação atempada continua a ser a nossa primeira linha de defesa”.

Já no encontro com ONG, OSC e Agências

das Nações Unidas, os parceiros pediram “uma comunicação e coordenação mais efectiva”, ao que o dirigente respondeu apelando à planificação conjunta, sublinhando que “só com união e alinhamento estratégico será possível mitigar os efeitos dos eventos climáticos extremos”.

MBC e Revista Banca & Seguros - União de Sinergias

A 34 edição da revista Banca & Seguros já está disponível. Nesta edição anunciamos que a revista passa a fazer parte da MBC, como forma de englobar mais

informação actualizada, e acessível ao nosso público.

Uma leitura essencial para compreender as temáticas do sector financeiro, os riscos emergentes e as oportunidades que se abrem no mundo dos negócios e corporizam a economia no geral. Aos nossos leitores e parceiros, fica o convite para mais uma edição que diferencia das anteriores pela nossa identidade corporativa, análise, visão e conteúdo estratégico.