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BOLETIM BANCA & SEGUROS 22.09.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Terça - feira, 22 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 984 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

CÂMBIO DÓLAR PODERÁ ATINGIR 76,97 MZN EM 2027 E PRESSIONAR DÍVIDA EXTERNA

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dólar norte-americano poderá atingir 76,97 meticais em 2027 no cenário extremo - cenário que constitui o principal canal de pressão sobre a dívida externa, uma vez que, “um choque cambial isolado de 20%” face à taxa de referência “poderá elevar a dívida externa em cerca de 8,0 pontos percentuais do PIB”. Segundo o Relatório de Riscos Fiscais para 2027, divulgado recentemente pelo Ministério das Finanças, no cenário base, a venda da moeda norte-americana poderá chegar aos 65,9 MZN/USD. Esta pressão resulta da conjugação de factores, como o aumento da factura de importação de combustíveis, a redução das exportações associada à paralisação da Mozal, as restrições ao financiamento externo e o risco de uma depreciação cambial acentuada.

trajectória de redução da dívida pública, projectada de 72,2% do PIB em 2025 para 67,1% em 2029 no cenário de referência”, explica a fonte.

Estes factores poderão comprometer a

Refira-se que desde finais de 2021 o dólar

norte-americano é vendido, em média, a 63 meticais, motivado, em grande medida, pela intervenção do Banco Central, caracterizada pela injeção regular de divisas no Mercado Cambial Interbancário.

MINISTÉRIO DAS FINANÇAS PREVÊ CENÁRIO ECONÓMICO A PRESSIONAR A RECEITA PÚBLICA EM 2027

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m Relatório de Riscos Fiscais (RRF) do Ministério das Finanças (MF), publicado na última sexta-feira (18), prevê que o crescimento económico em 2027 constitua um importante canal de transmissão dos choques para a receita pública, amplie as necessidades de financiamento e limite o espaço fiscal. De acordo com os dados, em 2027 o crescimento poderá situar-se em 1,54% no cenário Base, reduzir-se para 0,29% no cenário Moderado e atingir -0,52% no cenário Extremo. A previsão indica que os efeitos podem resultar na perda da receita passando de 18,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 18,3% do PIB, uma perda de 0,4 pontos percentuais, equivalente a cerca de 8.119 milhões de meticais. Por sua vez, a inflação média anual poderá atingir 7,80% no cenário Moderado e 8,21% no cenário Extremo, aumentando as pressões sobre a despesa pública e

os custos de funcionamento do Estado. Entre os factores externos de pressão, o relatório destaca a evolução dos preços internacionais do petróleo, a persistên-

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cia das tensões geopolíticas, com efeitos sobre os custos de importação de combustíveis, a procura de divisas, a inflação, o crescimento económico, a dinâmica cambial e as condições de financiamento.


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03 SALIMO ABDULA FAZ AVALIAÇÃO POSITIVA DA PARTICIPAÇÃO DO SECTOR PRIVADO NAS OPORTUNIDADES DE INVESTIMENTO

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empresário Salimo Abdula admite que a base de partida para o crescimento económico ainda está reduzida, mas as orientações definidas pelo Governo são importantes para uma participação mais activa do sector privado nas oportunidades de investimento e negócios existentes em Moçambique. Salimo Abdula, que desempenhou o papel de embaixador da 61ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM) 2026, falava na segunda sessão do Conselho Coordenador do Ministério da Economia, realizado de 17 a 18 de Setembro corrente, na província de Maputo, evento de cujos resultados apresentados considerou encorajadores. Basicamente, a reunião ministerial dedicou-se à apresentação das principais acções e resultados dos sectores da indústria, comércio e turismo ao longo dos dezoito meses do actual ciclo de governação, no âmbito do Plano Económico Social e Orçamento do Estado

(PESOE) 2026 e do Plano Quinquenal do Governo (PQG) 2025-2029, Salimo Abdula, um dos integrantes ao conselho coordenador em função do papel que desempenhou na maior feira do país, realizada de 31 de Agosto a 7

de Setembro, destacou que "apesar do balanço positivo feito dos projectos realizados, deve haver mais apoio a abertura formal do Estado face aos negócios, criação de bases orientadoras para o sector privado".

MULHERES VÃO BENEFICIAR DE FUNDO PARA EMPODERAMENTO ECONÓMICO

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overno promete criar um Fundo para o Empoderamento Económico da Mulher (PRO-MULHER), para apoiar pequenos negócios liderados por mulheres, privilegiando critérios como pobreza, população feminina e inclusão financeira. A criação consta da resolução n.º 71/2026 do Conselho de Ministros, de Setembro em curso, citada pela Lusa nesta segunda-feira (21), que justifica a medida com a necessidade de “promover o crescimento económico inclusivo e o empoderamento económico da mulher moçambicana, através do financiamento de micro e pequenos negócios” ao nível dos distritos e autarquias. O PRO-MULHER visa promover o empoderamento económico feminino através do financiamento a pequenos negócios capazes de gerar rendimento, produção e emprego, e simultaneamente “o combate à pobreza e a promoção do

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desenvolvimento económico inclusivo”. Desse modo, o fundo vai financiar projectos considerados economicamente viáveis através de empréstimos reembolsáveis com “taxa de juro bonificada”.

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Os apoios poderão ser concedidos de forma individual ou colectiva, incluindo associações, cooperativas, grupos de mulheres ou micro e pequenas empresas lideradas por mulheres.


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05 INSS REFORÇA SENSIBILIZAÇÃO SOBRE SEGURANÇA SOCIAL EM MANICA

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Delegação Provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Manica intensifica as acções de sensibilização sobre o Sistema de Segurança Social Obrigatório (SSSO), com recurso à comunicação social e às plataformas digitais para aproximar os serviços dos cidadãos. As actividades, inseridas nas comemorações dos 37 anos da criação do sistema, abrangem contribuintes, beneficiários, pensionistas e Trabalhadores por Conta Própria (TCP), em diferentes pontos da província. Na empresa IFLOMA, dedicada ao processamento de madeira e produção de postes de energia, foram abrangidos 76 trabalhadores numa palestra dirigida pela delegada distrital do INSS, Catarina Beirão. Entre os temas abordados estiveram as prestações de curto e longo prazo, bem como os direitos e benefícios associados à inscrição no sistema.

do INSS intensificaram a sensibilização dos vendedores, com enfoque nos Trabalhadores por Conta Própria e na importância da sua inscrição na Segurança Social.

No Mercado Central de Manica, as equipas

No distrito de Guro, as acções chegaram

às comunidades através da rádio comunitária, onde o chefe da repartição distrital do INSS, Jorfelino Pedro Cangasse, participou num debate radiofónico para esclarecer dúvidas sobre o sistema.

INGD COORDENA GLOBALIZAÇÃO DO PLANO ANUAL DE CONTINGÊNCIA PARA A ÉPOCA CHUVOSA E CICLÓNICA 2026-2027

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processo de globalização do Plano Nacional de Contingência para a época chuvosa e ciclónica 2026-2027, sob a coordenação do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de desastres (INGD) através da Divisão de Planificação e Cooperação, teve lugar esta segunda-feira (21), no distrito de Matutuine, província de Maputo. O processo prossegue com base em dados sistematizados pelas províncias. O Plano Anual de Contingência é o principal instrumento de planificação do Governo para a resposta e gestão multissectorial de situações de emergências em Moçambique. Este documento é elaborado anualmente pelo Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres, com o envolvimento da Equipa Humanitária Nacional e é submetido ao Governo para a aprovação. Os pressupostos para a elaboração do

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Plano de Contingência envolvem: o balanço da época chuvosa anterior, a previsão climática sazonal e a sua interpretação para a Hidrologia, Agricultura e Saúde, os dados sismológicos, os im-

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pactos da acção humana e a probabilidade de ocorrência de quaisquer outros riscos ou ameaças os susceptíveis de causar interrupção ao funcionamento normal da sociedade.


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Mais uma edição da E&M chega às mãos de quem acompanha, decide e faz a economia acontecer. Análises, dados, tendências

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e protagonistas para compreender melhor os movimentos que estão a transformar Moçambique e antecipar o que vem a se-

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guir. Informação rigorosa para decisões mais informadas.


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