Boletim Diário
Quarta - feira, 22 de Julho de 2026, Ano 06, n0 945 Contacto: +258 871 850 850

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NEGÓCIOS CAMBIAIS DO SECTOR BANCÁRIO CRESCEM 19% NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2026
Ovolume de negócios cambiais realizados pelos bancos comerciais com os seus clientes cresceu cerca de 19% no segundo trimestre deste ano, enquanto o metical manteve uma trajectória de estabilidade face ao dólar norte-americano, segundo o mais recente Boletim dos Mercados Monetário Interbancário e Cambial divulgado pelo Banco de Moçambique. De acordo com o banco central, o desempenho do mercado cambial foi impulsionado pelo padrão sazonal da economia, pelas conversões extraordinárias de moeda estrangeira e pela retoma dos projectos de exploração de gás natural liquefeito, factores que contribuíram para o aumento da oferta de divisas no mercado. O relatório refere que, durante todo o segundo trimestre, a taxa de câmbio do metical face ao dólar permaneceu relativamente estável. No final de Junho, a taxa efectiva situou-se em 63,90 meticais por dólar, enquanto a taxa de referência fixou-se em 64,01 meticais

por dólar, registando apenas um ligeiro alargamento da diferença entre ambas.
Segundo o Banco de Moçambique, as operações cambiais entre bancos também registaram um crescimento expressivo, com o volume de transacções
a aumentar cerca de 262,7% em relação ao primeiro trimestre de 2026. O banco central aumentou igualmente o coeficiente de reservas obrigatórias em moeda nacional de 29 para 39%, medida destinada a absorver o excesso de liquidez e conter pressões inflacionárias.
BFSI 2027: SECTOR INFORMAL ENFRENTA DIFICULDADES DE ACESSO AO CRÉDITO POR FALTA DE INFORMAÇÃO FINANCEIRA
Parte significativa da actividade económica do sector informal composta, maioritariamente, por pequenas empresas, continua a enfrentar dificuldades de acesso ao crédito bancário para o investimento privado, e aos mercados de capitais, segundo afirmou, esta quarta-feira (22), a ministra das Finanças, Carla Louveira. A governante, que falava durante a IV Conferência BFSI Mozambique 2026, realizada em Maputo, sob o lema “Transformar Actividade Económica em Activos Financiáveis: o Papel da Integração Digital e Dados", explicou que "as dificuldades se devem à insuficiência de informação financeira que comprove a sua capacidade de gerar rendimentos e reembolsar financiamentos", disse Carla Louveira.
Segundo a ministra das Finanças, apesar de muitas destas empresas serem
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economicamente viáveis, a ausência de registos financeiros estruturados limita a sua capacidade de obter financiamento junto das instituições financeiras. Para responder a este desafio, Louveira afirmou que o Governo está a implementar um sistema integrado para a administração tributária, que contempla uma plataforma para tributação de serviços digitais, monitorização de transacções móveis e uma solução fiscal destinada aos trabalhadores independentes.









BCI APOSTA EM PARCERIAS ESTRUTURAIS E MANTÉM FOCO NO FINANCIAMENTO ÀS PME
OBanco Comercial e de Investimentos (BCI) defende uma abordagem abrangente e estruturada para superar os principais constrangimentos ao financiamento das Pequenas e Médias Empresas (PME), assente na capacitação e certificação das empresas, no reforço dos mecanismos de partilha de risco e na criação de condições para o acesso a mercados internacionais.
Segundo a Carta de Moçambique, aposição foi apresentada pela Directora Central da Direcção de Contabilidade e Informação Financeira do BCI, Daniela Santos, durante a participação do Banco na 21ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), evento que decorreu de 14 a 15 de Julho, em Maputo, sob o lema “Produzir, Transformar e Competir: Construindo uma Economia Forte e Resiliente”.
Daniela Santos, que integrou o painel de debate subordinado ao tema “Financiamento e Competitividade: novas soluções para acelerar o investimento

produtivo, a partilha de risco e a inclusão das PME”, destacou o seguinte, na sua intervenção: “O crédito a PME’s tem vindo a reduzir nos últimos 10 anos, em parte pelo efeito negativo sobre este sector do ambiente de incerteza que se tem vivido a nível internacional.
O principal constrangimento ao acesso a financiamento por parte das PME’s reside na capacitação das empresas e na robustez das garantias apresentadas, o que aumenta o risco da concessão dos financiamentos e consequentemente o seu custo para as empresas".
GOVERNO APROVA REFORMAS NOS SECTORES FERROVIÁRIO E DA AVIAÇÃO CIVIL EM MOÇAMBIQUE
OGoverno aprovou, nesta terça-feira (21), dois decretos que reformam os sectores ferroviário e da aviação civil em Moçambique, com o objectivo de adequar a legislação à dinâmica do mercado, reforçar a conectividade e impulsionar o crescimento económico.
Em declarações no final da 21.ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, realizada em Maputo, o porta-voz, Salim Valá, anunciou a aprovação do decreto que estabelece as regras de acesso à actividade ferroviária e revoga a legislação em vigor desde 1966.
“O regulamento visa estabelecer o regime jurídico que define as condições e os requisitos de acesso e exercício da actividade ferroviária, em resposta aos desafios impostos pela dinâmica e pela conjuntura do mercado liberalizado”, afirmou Salim Valá.
Segundo o governante, a medida visa actualizar o enquadramento legal do sector ferroviário nacional, considera-

do desajustado da actual realidade económica e operacional.
Na mesma sessão, o Executivo aprovou um decreto que reestrutura a classifica-
ção dos aeroportos nacionais e adequa a gestão do espaço aéreo moçambicano aos princípios da Convenção sobre Aviação Civil Internacional, revogando a legislação de 2022.





EMPRESÁRIOS PROPÕEM FÓRUM DAS CÂMARAS DE COMÉRCIO DOS PALOP LIGADO A MACAU
Empresários defenderam esta terça-feira, 21 de Julho, a criação de um fórum de Câmaras de Comércio dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), acrescentando Macau como ligação à China, para trocar experiências e resolver problemas comuns, informou a agência Lusa.
O pedido foi formulado, em Maputo, pelo presidente da Câmara de Comércio de Moçambique (CCM), Lucas Chachine, durante uma sessão de intercâmbio entre empresários moçambicanos e cerca de 30 empresários de uma delegação empresarial da China e de Macau, além de elementos de outros países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
“Queríamos aproveitar esta ocasião para propor a criação de um fórum das Câmaras de Comércio dos PALOP, também com o apoio da câmara de Macau,

que também ainda tem raízes de língua portuguesa, para podermos ter um fórum de troca de experiências, aproveitar as capacidades que cada país tem, no sentido de, em pouco tempo,
resolvermos os problemas que ainda nos caracterizam como países menos desenvolvidos”, disse Lucas Chachine, defendendo a plataforma de troca de experiências entre os países lusófonos.
MBC TV FIRMA PARCERIA COM STUART SUKUMA PARA PROMOVER AS INDÚSTRIAS CULTURAIS COMO NEGÓCIO
AMozambique Broadcasting Company Televisão (MBC TV) assinou, esta quarta-feira (22), um memorando de entendimento com o cantor moçambicano Stuart Sukuma, numa parceria que pretende reforçar a aposta da estação televisiva na valorização das indústrias culturais e criativas como um sector estratégico para o desenvolvimento económico do país.
Na ocasião, o Director-Geral da MBC TV, Mário Joaquim, afirmou que a parceria representa a versatilidade da estação e a intenção de expandir a sua actuação para novas áreas de interesse nacional. Segundo o responsável, a escolha de Stuart Sukuma resulta da sua experiência consolidada, aliada à capacidade de inovação e proximidade com diferentes gerações.
"A MBC quer mostrar que a cultura não é um sector marginal à economia. Pelo contrário, é um grande negócio, capaz de atrair investimento, gerar riqueza, criar emprego e promover a exportação da identidade moçambicana", afirmou.

Mário Joaquim explicou que, desde a sua criação, a MBC TV tem desenvolvido conteúdos ligados à economia, finanças e outros sectores, mas pretende agora dar maior destaque às indústrias culturais, evidenciando o seu impacto económico e social.
Por sua vez, Stuart Sukuma, agora embaixador cultural da MBC TV, considerou uma honra tornar-se um dos primeiros embaixadores de uma estação televisiva em Moçambique, destacando o carácter inovador da estação e o desafio que representa esta colaboração.



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