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RELATÓRIOS ESTRATÉGICOS PODEM REFORÇAR COMBATE AO BRANQUEAMENTO DE CAPITAIS E ORIENTAR POLÍTICAS PÚBLICAS
Os relatórios de análise estratégica desempenham um papel fundamental na prevenção e combate ao branqueamento de capitais, ao identificar novas tipologias de risco, apoiar a formulação de políticas públicas e aumentar a consciencialização da sociedade. A constatação foi feita esta segunda-feira (20), por Samir Zacarias, um especialista em combate a crimes financeiros.
Segundo Samir Zacarias, que falava no programa Estado de Direito, da MBC TV, subordinado ao tema "O papel dos relatórios de análise no combate ao branqueamento de capitais", a divulgação destes relatórios permite informar aos cidadãos sobre os métodos utilizados pelos criminosos, reduzindo a probabilidade de serem envolvidos em esquemas ilícitos.
De acordo com o especialista, os comerciantes de mercados e pequenos empresários fazem parte de um grupo tem sido frequentemente abordado, para efectuar transferências de dinheiro em nome de

terceiros. "Mas, com maior conhecimento sobre o branqueamento de capitais, estes cidadãos podem identificar situações suspeitas, recusar participar e até reportar os casos às autoridades", alertou a fonte.
Para Samir Zacarias, o mais recente Relatório de Análise Estratégica do Gabinete
de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) constitui um marco importante por demonstrar que os grupos criminosos estão a abandonar sectores tradicionalmente classificados como de alto risco, para operar em actividades consideradas, até há poucos anos, de menor vulnerabilidade.
MOÇAMBIQUE CORRE RISCO DE REGRESSAR À LISTA CINZENTA DE GAFI EM 2030
Moçambique deve reforçar a capacitação de magistrados e consolidar o combate ao crime financeiro para estar minimamente preparado para a próxima avaliação do Grupo de Acção Financeira Internacional (GAFI), prevista para iniciar em 2029. O alerta foi lançado pelo director dos Serviços Jurídicos, Estudos e Cooperação do Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM), Paulo Munguambe. Segundo o responsável, o risco de o país voltar a integrar a lista cinzenta internacional, em 2030, é real, caso não sejam mantidos os avanços alcançados nos últimos anos. "Há um comprometimento ao nível político e técnico de que é preciso manter isto para não corrermos o risco de voltar à lista cinzenta, porque o risco é real. Moçambique volta a ser ava-
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liado em 2030", afirmou Munguambe
O director dos Serviços do GAFiM falava esta segunda-feira (20), em Maputo, à margem do arranque de uma formação
regional sobre prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, dirigida a magistrados judiciais e do Ministério Público.









REDE DE ACESSO AOS SERVIÇOS FINANCEIROS ULTRAPASSA 505 MIL PONTOS NO PRIMEIRO TRIMESTRE
Moçambique contabilizou 505. 316 pontos de acesso aos serviços financeiros no primeiro trimestre de 2026, dos quais 467.622 são agentes não bancários das instituições de moeda electrónica, correspondendo a 92,5% do total. Os restantes 7,5% distribuem-se pelas outras sete categorias de prestação de serviços financeiros, segundo dados do Banco de Moçambique (BdM) e do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM).
A rede nacional integra ainda 31.433 terminais de pagamento automático (POS), 3632 operadores de microcrédito, 1306 caixas automáticas (ATM) e 650 agências bancárias.
Fazem igualmente parte da rede 314 agentes bancários, 279 instituições seguradoras e 80 agências de microbancos e cooperativas de crédito, perfazendo um total de 505.316 pontos de acesso distribuídos pelos 154 distritos do País.

O levantamento do BdM e do ISSM detalha a distribuição destes serviços por distrito, indicando o número de agências bancárias, microbancos e coope-
rativas de crédito, agentes bancários, agentes de moeda electrónica, operadores de microcrédito, instituições seguradoras, ATM e POS.
PORTO DE MBAMBA BAY VAI REFORÇAR COMÉRCIO ENTRE MOÇAMBIQUE, MALÁUI E TANZÂNIA
Moçambique e o Malawi deverão beneficiar do reforço das ligações comerciais com a Tanzânia, através da construção do porto de Mbamba Bay, na costa do lago Niassa. O projecto, orçado em mais de dois mil milhões de meticais, pretende dinamizar o transporte marítimo, impulsionar o comércio regional, promover o turismo, fortalecer a actividade pesqueira e atrair novos investimentos.
A infra-estrutura integra a estratégia da Tanzânia de expansão das suas redes de transporte e logística, com vista a melhorar a conectividade regional, aumentar a eficiência das trocas comerciais e criar novas oportunidades de desenvolvimento económico para as comunidades. Segundo o "DE", o ministro dos Transportes da Tanzânia, Makame Mbarawa - uma visita de inspecção às obras- revelou que as obras já atingiram 60% de execução e manifestou satisfação com o progresso do projecto. Segundo o governante, o porto terá capacidade para

receber dois navios em simultâneo, movimentar até cinco toneladas de carga, atender cerca de 400 passageiros ao mesmo tempo e dispor de um armazém para conservação de mercadorias. Mbarawa sublinha ainda que a nova infra-estrutura deverá facilitar a circulação de pessoas e bens entre a Tanzânia, Moçambique e o Maláui, reforçando as trocas comerciais e consolidando o papel da Tanzânia como uma importante plataforma logística para a África Austral.





MILLENNIUM BIM E INEP RENOVAM PARCERIA PARA PROMOVER EMPREGO JUVENIL
OMillennium bim e o Instituto Nacional do Emprego (INEP) renovaram o memorando de entendimento para o programa de estágios direccionado a jovens recém-graduados, reforçando o compromisso com a empregabilidade em Moçambique. A cerimónia contou com a presença do ministro da Juventude e Desporto, Caifadine Manasse, realizou esta segunda-feira (21), em Maputo. O governante destacou a importância da cooperação entre os sectores público e privado no desenvolvimento do capital humano nacional. A iniciativa surge para mitigar os desafios na transição da formação académica para o mercado laboral.
“Através desta parceria, as duas instituições pretendem facilitar a aquisição de experiência profissional e o desenvolvimento de competências em contexto real de trabalho, contribuindo para uma melhor preparação dos recém-graduados para os desafios da vida profissional”, refere um comunicado do Banco citado pelo Diário Económico.

O programa, de âmbito nacional, prevê disponibilizar anualmente vagas para até 20 jovens em áreas alinhadas com as necessidades do banco, com integração nos Serviços Centrais e na Rede Comercial. Os seleccionados terão acesso à expe-
riência prática e formação profissional. “Além disso, o programa poderá abrir portas para futuras oportunidades de integração no quadro de colaboradores do banco, dependendo do desempenho dos participantes e das necessidades de recrutamento da instituição”, lê-se na nota.
INGD CONCLUI VALIDAÇÃO DO SISTEMA DE GESTÃO DE BENEFICIÁRIOS
OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) concluiu nesta segunda-feira (20), em Maputo, o workshop de capacitação, testes e validação do Sistema de Gestão de Beneficiários e Assistência Humanitária (SGBAH), realizado, com o apoio financeiro do Programa Alimentar Mundial (PAM), em parceria com o Instituto Nacional de Comunicações de Moçambique (INCM) e o Centro de Desenvolvimento de Sistemas de Informação de Finanças (CEDSIF).
Ao longo de cinco dias, técnicos do INGD e parceiros testaram as funcionalidades da plataforma e validaram melhorias para tornar a gestão da assistência humanitária mais eficiente, transparente e célere.

César Tembe, Director da Divisão de Prevenção e Mitigação no INGD, destacou que o sistema permitirá reforçar o registo de beneficiários, a gestão da assistência e a produção de relatórios em tempo útil. "Este sistema vai ajudar-nos a apresentar os resultados da assistência em menos tempo e com maior qualidade", afirmou.
O dirigente agradeceu o apoio do PAM, do INCM e do CEDSIF no desenvolvimento da plataforma, iniciada em 2023, e apelou os participantes a partilharem os conhecimentos adquiridos para fortalecer a implementação do SGBAH em todo o país.



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