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BOLETIM BANCA & SEGUROS 21.05.2026

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Boletim Diário

Quinta - feira, 21 de Maio de 2026, Ano 06, n0 903 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

MBC E ASSOCIAÇÃO MOÇAMBICANA DE SEGURADORAS ESTABELECEM PARCERIA PARA DISSEMINAÇÃO DE INFORMAÇÃO ESTRATÉGICA

AMozambique Broadcasting Company (MBC) e Associação Moçambicana de Seguros (AMS) assinaram, esta quinta-feira (21), um Memorando de Entendimento que visa a promoção, valorização e fortalecimento da comunicação institucional do sector segurador em Moçambique, através do canal de televisão e da Revista Banca & Seguros, propriedades deste grupo de Midia.

A MBC vai assegurar a produção e divulgação de conteúdos estratégicos sobre as actividades desenvolvidas pela AMS e seus membros, através da MBC TV e revista Banca & Seguros, com vista a reforçar a visibilidade institucional e promoção da literacia de seguros. Inclui, ainda a criação de campanhas, fóruns e programas relevantes para o sector.

Por um lado, cabe AMS facilitar acesso à informação institucional e apoiar a articulação com as seguradoras, bem como identificar iniciativas que promovem a ofertas de produtos disponíveis no mercado segurador.

Para o Director-geral da MBC, Mário Joaquim, a parceria é estratégica na

medida em que vai contribuir para a massificação de seguros em Moçambique. "Desde já a plataforma da MBC se encontra disponível contribuir na literacia e desenvolvimento da indústria de seguros e de todo o ecossistema de negócios em Moçambiqiue", assegurou o responsável da MBC que assinou o Memorando.

Por seu turno, o Presidente da AMS, Ma-

nuel Gamito, reconheceu o papel do Canal MBC TV e da revista Banca & Seguros, para dinamizar uma nova era de seguros no país, numa altura em que "o número de seguradoras tem estado a acrescer, configurando a indústria de seguros como um sector e não sub-sector", apontou o presidente da agremiação, salientando que já é expressiva a representação do sector em todo o país.

ECONOMIA DE MOÇAMBIQUE CONTINUA CONDICIONADA A LIMITAÇÕES CAMBIAIS

Apesar das perspectivas positivas associadas aos investimentos em gás natural, o País atravessa um período económico difícil, marcado por limitações cambiais, fraco apoio fiscal e crescimento desigual entre os sectores extractivos e o restante tecido empresarial. O alerta foi esta quarta-feira (20) pelo economista-chefe, Fáusio Mussá, durante a apresentação do Barómetro de Comercio em Africa do Standard Bank. Segundo Mussá, a economia nacional continua condicionada pela escassez de divisas externa, mas reconheceu, que existem sinais positivos relacionados com os grandes investimentos ligados ao gás natural, os quais continuam a impulsionar o investimento estrangeiro no País.

“Existem perspectivas fortes de crescimento, sobretudo na economia ligada ao progresso dos projectos de gás natural”, declarou.

Segundo explicou, os elevados níveis de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) registados nos últimos anos reflectem sobretudo a dinâmica do sector extractivo.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

DINHEIRO A SER RESTITUÍDO AOS CLIENTES ESTÁ AQUÉM DA META DOS 700 MILHÕES PARA TODA ACTIVIDADE BANCÁRIA

Os 16 milhões de meticais a serem restituídos aos clientes pelas instituições financeiras, segundo a ordem do Banco de Moçambique (BdM), vistos de forma isolada parecem um dinheiro elevado, mas inferior ao valor de toda actividade bancária referente ao ano 2025, fixado em cerca de 470 mil milhões em depósitos e 300 mil milhões de meticais. A constatação foi pelo especialista em Banca, Odílio Biosse, que falava no âmbito do programa Banca & Seguros da MBC TV, esta quinta-feira (21), em Maputo, no qual analisa a recente ordem do Banco de Moçambique (BdM) às instituições financeiras, que operam no país, a restituírem mais de 16,3 milhões de meticais cobranças indevidamente aos seus clientes entre Julho e Setembro do ano passado. O conjunto dos depósitos a ordem e os depósitos a prazo que resultaram da actividade financeira de mais de 700 mil milhões de meticais, muda de rosto, quando comparado com o valor a ser restituído pelas instituições financeiras.

"Não é um valor astronómico colocado em perspectiva”, afirmou Biosse, sublinhando que na sua óptica, o valor pode fazer indiferença ao consumidor, mas ao nível do sistema financeiro, são valores que não espantam.

Biosse ressalta que há um sinal positivo das reclamações dos utentes para o siste-

ma. “Vejo também como um sinal positivo para o sistema financeiro", continuou a fonte, acrescentando que significa que as pessoas têm maior consciência dos seus direitos, maior grau de literacia financeira, e sabem que podem reclamar, e conhecem onde encaminhar as suas reclamações, se ficarem insatisfeitas ao nível do banco comercial”, disse.

MOZA BANCO DISTINGUIDO COM TRÊS PRÉMIOS INTERNACIONAIS PELA GLOBAL BANKING AND FINANCE REVIEW

OMoza Banco foi galardoado pela publicação Global Banking and Finance Review com três prémios internacionais na edição de 2026.

A instituição financeira conquistou as distinções de Best CSR Bank Mozambique 2026, Best Bank for HR and Recruitment Mozambique 2026 e Best Banking Technology Implementation Mozambique 2026.

Na categoria de responsabilidade social, correspondente ao prémio Best CSR Bank Mozambique, o Moza Banco viu reconhecido o seu compromisso com iniciativas de inclusão financeira, desenvolvimento social e apoio a projectos com impacto directo nas comunidades locais, reforçando uma visão de banca orientada para a criação de valor económico e social sustentável. Na gestão de recursos humanos, a distinção Best Bank for HR and Recruit-

ment Mozambique premeia o investimento contínuo do banco na valorização das pessoas, no fortalecimento da cultura organizacional e no desenvolvimento de talento, inserido num contexto de profunda transformação e crescimento institucional. Por fim, o prémio Best Banking Technology Implementation Mozambique desta-

ca o sucesso na implementação de uma das mais relevantes transformações tecnológicas da história recente do banco. Este processo incluiu a modernização da infra-estrutura tecnológica, o reforço substancial dos canais digitais e a consequente melhoria da experiência global do cliente.

APOIO DO BANCO MUNDIAL

GOVERNO VAI INVESTIR CERCA DE 10 MILHÕES DE DÓLARES PARA AUMENTAR A PRODUÇÃO NACIONAL DE MEL

Com o apoio do Banco Mundial, o governo vai investir cerca de 10 milhões de dólares no desenvolvimento da cadeia de valor da apicultura, com o objectivo de aumentar a produção nacional de mel, fortalecer o processamento local, reduzir a dependência de importações e reforçar a expansão da agro-indústria associada ao sector.

O anúncio foi feito está quarta-feira (20 de Maio), em Maputo, pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, durante as celebrações do Dia Mundial da Abelha.

O investimento será operacionalizado através de duas componentes principais, incluindo apoio directo às comunidades produtoras.

Na primeira componente, uma parte dos recursos será disponibilizada sob forma de subvenção a fundo perdido, destinada à aquisição de colmeias, equipamento de protecção e formação de apicul-

tores e na segunda componente, será direccionada à agro-indústria apícola, abrangendo processamento, embalagem, certificação e transporte, através de linhas de crédito concessional.

O ministro defende maior organização e registo dos operadores da cadeia de valor da apicultura, considerando a ausência de estatísticas fiáveis como um dos principais entraves ao crescimento do sector.

GOVERNO REFORÇA PAPEL DA PETROMOC PARA ESTABILIZAR ABASTECIMENTO DE COM- BUSTÍVEIS

Através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME), o governo está a implementar um conjunto de medidas excepcionais para garantir a estabilidade no abastecimento de combustíveis líquidos em todo o território nacional

Como parte desta estratégia, o Ministério das Finanças viabilizou uma facilidade financeira que permitiu a libertação de parcelas adicionais de combustíveis através da Petromoc.

Em um comunicado, o MIREME explica que esta intervenção foca-se em fortalecer a capacidade da empresa estatal no seu papel estratégico de vanguarda da segurança de abastecimento.

Desde a semana passada, a Petromoc expandiu a sua actuação e passou a fornecer combustíveis a qualquer operador retalhista, independentemente do vínculo contratual existente, o que fez com que a empresa alcançasse cerca de 42%

da quota de mercado no abastecimento.

A par desta medida, a Autoridade Reguladora de Energia aprovou novas normas regulatórias para reforçar a monitoria e a organização da distribuição, procurando uma estabilização progressiva do mercado.

O executivo garantiu que continua a acompanhar diariamente a evolução dos níveis de stock, distribuição e venda de combustíveis, mantendo em curso acções coordenadas com os diferentes intervenientes da cadeia logística e comercial, com vista a assegurar a continuidade do abastecimento e minimizar impactos para os consumidores.

A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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