Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Terça - feira, 21 de Abril de 2026, Ano

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
e-mail: redaccao@mbc.co.mz
SASOL INVESTIU MAIS DE MIL MILHÕES DE DÓLARES EM EMPRESAS NACIONAIS NOS ÚLTI-
MOS CINCO ANOS
Apetroquímica sul africana Sasol investiu, nos últimos cinco anos, mais de mil milhões de dólares, o equivalente a 64 mil milhões de meticais, em empresas registadas em Moçambique. O investimento abrange actividades operacionais inseridas na licença de Acordo de Produção de Petróleo e projectos de expansão considerados estratégicos, inseridos na política de Conteúdo Local da empresa O objectivo é impulsionar a economia nacional e fortalecer a participação de empresas nacionais na cadeia de valor, no âmbito das suas operações de exploração de gás natural nos distritos de Govuro e de Inhassoro, na província de Inhambane. Desde 2019, a Sasol implementa um Plano de Conteúdo Local estruturado em princípios e pilares estratégicos, desenvolvido em coordenação com o Governo de Moçambique, com vista a assegurar o alinhamento com as prioridades nacionais.

No domínio do desenvolvimento empresarial, a companhia investiu cerca de 3,5 milhões de dólares (cerca de 224
milhões de meticais) no fortalecimento de fornecedores locais, permitindo que 46 empresas garantissem ou mantivessem contratos, numa acção que reforça a capacidade produtiva interna e estimula o crescimento económico.
PORTO DE MAPUTO ATINGE NOVO PATAMAR COM NAVIOS DE 125 MIL TONELADAS
OPorto de Maputo consolidou sua posição como um dos principais hubs logísticos da região ao anunciar a capacidade de receber navios superiores a 125 mil toneladas.
A evolução operacional permitiu que a infraestrutura alcançasse um recorde histórico de manuseio de carga de 142 mil toneladas em uma única operação, fruto de investimentos estratégicos no canal de acesso e na expansão da infraestrutura. Em 2003, o porto manuseava cerca de 5 milhões de toneladas; em 2025, esse número disparou para 32 milhões de toneladas.
Salto de volume de carga que ocorre desde o início da concessão pela Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC).
Segundo Paulo Mata, Director de Projectos da infraestrutura, a navegabilidade foi o factor chave para esse sucesso.
PUBLICIDADE:
COMUNICAMOS PARA SI:

“No início da concessão, operávamos navios de 20 mil a 40 mil toneladas”, afirmou o director, destacando que navios maiores reduzem custos para os armadores e aumentam a eficiência logística global.
O desenvolvimento faz parte de um pla-
no ambicioso vinculado à extensão do contrato de concessão até 2058.
A primeira fase deste plano, com conclusão prevista para 2027, teve sua capacidade ampliada de 9,2 milhões para 15 milhões de toneladas/ano (superando a meta de 13,6 milhões).






GOVERNO EXTINGUE INAE E CRIA INSPECÇÃO-GERAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E ECONÓMICA
OGoverno extingue a Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) e cria Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE), que passa a concentrar funções de fiscalização e controlo em diversos sectores da administração pública e subordinar-se à Presidência da República.
A nova unidade criada pela Lei n.º 2/2026, de 20 de Fevereiro, em vigor a partir de último domingo (19), reforça enquadramento institucional e o nível de supervisão directa.
Segundo informações oficiais, citadas pela Carta de Moçambique, "a medida visa reforçar a eficiência, a coordenação institucional e a capacidade de supervisão do Estado, através de uma abordagem mais integrada das actividades inspectivas".
Com a criação da IGSAE, espera-se uma maior racionalização de recursos e a eli-

minação de sobreposições de competências que, até então, marcavam a actuação de diferentes entidades fiscalizadoras.
O executivo defende que a reforma
faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas destinadas a melhorar a transparência, a boa governação e a prestação de serviços públicos.
GOSOLONEIRAS PODERÃO SER PENALIZADAS POR SIMULAÇÃO DE ESCASSEZ DOS COM- BUSTÍVEIS
OGoverno afirma que as irregularidades no abastecimento dos combustíveis devem-se à falta de liquidez por parte das gasoloneiras agravada pela procura massiva por receio de escassez, mas reitera haver disponibilidade nos terminais do país.
Lê-se num comunicado do Governo partilhado no último domingo (19), que a situação foi agravada por informações falsas nas redes sociais e por indícios de açambarcamento, estando já em curso fiscalizações para responsabilizar postos que não depositam nos seus tanques a totalidade do combustível que levantam nos terminais.
Segundo o Executivo, apesar d a instabilidade geopolítica no Médio Oriente e do bloqueio do Estreito de Ormuz, Moçambique conseguiu manter os preços actuais graças aos seus stocks, embora se prepare para uma actualização de tarifas num futuro próximo

devido à alta dos preços internacionais.
“O Governo informa que vai continuar a trabalhar no sentido de proteger a economia, as famílias e os cidadãos, enquanto o País se prepara para, a breve trecho, actualizar os preços dos combustíveis”, refere o comunicado.
A nota sublinha ainda que “algumas
empresas de distribuição, proprietárias de postos de abastecimento de combustíveis, estão descapitalizadas, não possuindo, por isso, condições objectivas para a obtenção de garantias bancárias”, o que motivou a intervenção imediata das autoridades financeiras e do sector energético.














