Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Quinta - feira, 20 de Julho de 2026, Ano 06, n0 962 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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BANCOS COMERCIAIS MOVIMENTARAM MAIS DE 4,6 MIL MILHÕES DE DÓLARES EM OPERAÇÕES CAMBIAIS
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s bancos comerciais movimentaram 4,6 mil milhões de dólares em operações cambiais com clientes, no segundo trimestre de 2026, segundo o mais recente Boletim dos Mercados Monetário Interbancário e Cambial, relativo ao segundo trimestre de 2026, divulgado pelo Banco de Moçambique O documento citado pela RTP, indica que o volume total de negócios dos bancos nas operações cambiais com clientes cresceu face aos 4.314,4 milhões ded ólares registados entre Janeiro e Março, numa altura que o mercado cambial do País registou "maior fluidez", sustentada pela indústria extrativa, com elevados níveis de compras e vendas de divisas. As compras de divisas pelos bancos aos clientes ascenderam a 2.018,1 milhões de dólares no segundo trimestre, mais 15,1% do que os 1.753,7 milhões de dólares nos primeiros três meses do ano.
No mesmo período, as vendas totalizaram 2.028,4 milhões de dólares, um aumento de 22,5% face aos 1.656 milhões de dólares de Janeiro a Março.
Por sua vez, as operações com derivados financeiros equivaleram a 628,7 milhões de dólares, abaixo dos 904,7 milhões de dólares registados no primeiro trimestre.
ESTADO ARRECADA 43,8 MILHÕES DE DÓLARES COM GÁS DO ROVUMA NO PRIMEIRO SEMESTRE
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Estado arrecadou 43,83 milhões de dólares (cerca de 2.800 milhões de meticais) provenientes da produção e exportação de gás natural liquefeito (GNL) do Rovuma, entre Janeiro e Junho de 2026, elevando para 296,65 milhões de dólares o total das receitas cobradas desde o início da arrecadação, em finais de 2022. Os dados constam do Balanço do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) referente ao primeiro semestre de 2026 e mostram que a arrecadação registou uma aceleração no segundo trimestre. Do total arrecadado nos primeiros seis meses do ano, 12,47 milhões de dólares foram cobrados entre Janeiro e Março, enquanto 31,36 milhões de dólares foram arrecadados no período de Abril a Junho.
a principal fonte de receitas provenientes do gás do Rovuma, com 27,82 milhões de dólares, correspondentes a cerca de 63,5% do total arrecadado no primeiro semestre.
De acordo com o Relatório de Execução Orçamental, o petróleo-lucro constituiu
Apesar da contribuição do sector do gás, a cobrança global das receitas do
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Estado registou alguns constrangimentos no período em análise. No primeiro semestre, a arrecadação líquida atingiu 183.299,70 milhões de meticais, equivalente a 95,03% da previsão para o semestre e 45,03% da meta anual.
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03 LUCROS DO ABSA BANK MOÇAMBIQUE CRESCEM 29,6% NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2026
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s lucros do Absa Bank Moçambique cresceram 29,6% no primeiro semestre de 2026, para 1.094 milhões de meticais, face ao mesmo período do ano anterior. A informação é reportada nas demonstrações financeiras intercalares do banco, citadas pelo Executive Digest. O desempenho compara com os resultados líquidos de 844 milhões de meticais em Junho de 2025 e foi alcançado apesar da redução de 8% da margem financeira, para 3.139 milhões de meticais. Os depósitos de clientes diminuíram 5,6% em seis meses, para 72.857 milhões de meticais, reflectindo sobretudo uma redução de 16,4% nos depósitos a prazo. Já a carteira líquida de crédito a clientes aumentou 2,8%, para 29.481 milhões de meticais. Enquanto isso, o capital próprio do banco cresceu 8,4% no semestre, para 13.462 milhões de meticais. Na listagem mais recente do Banco de Moçambique, de Abril, além das três instituições classificadas como sistémicas (BCI,
BIM e Standard Bank), o Absa continua integrado no grupo dos bancos considerados “quase sistémicos”, pela sua dimensão e relevância para o sistema financeiro nacional, tal como o Moza Banco.
O capital social do Absa Bank Moçambique é detido em 98,68% pelo grupo sul-africano Absa, pertencendo os restantes 1,32% a accionistas minoritários.
MILLENNIUM BIM LANÇA SMART IZI MAHALA E DISPONIBILIZA APP SEM CONSUMO DE DADOS MÓVEIS
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Millennium bim passa a disponibilizar aos seus clientes o acesso à Smart IZI sem qualquer consumo do respectivo saldo ou pacote de dados móveis. A aplicação responde a uma das principais condicionantes na utilização dos serviços bancários digitais, nomeadamente o custo da conectividade. Segundo a informação avançada pelo Integrity Magazine, ao eliminar esta barreira, o Banco cria condições para uma utilização mais ampla e frequente do Smart IZI, aproximando os serviços financeiros de um maior número de Clientes. O acesso ao Smart IZI sem consumo de dados móveis foi implementado em parceria com as operadoras de telecomunicações. O banco considera que inovar é transformar a tecnologia em benefícios concretos para os nossos Clientes. “Para o Millennium bim, inovar é transformar a tecnologia em benefícios concretos para os nossos Clientes. O acesso ao Smart IZI sem consumo de dados móveis
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reduz uma barreira à utilização dos serviços bancários digitais e permite que mais Clientes utilizem a App com conveniência, autonomia e segurança”, afirmou Rui Pedro, Presidente da Comissão Executiva do Millennium bim, citado pelo Integrity.
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O Smart IZI concentra, num único canal, um conjunto abrangente de funcionalidades que permite aos Clientes gerir as suas contas, realizar operações e aceder aos serviços do Banco com maior autonomia, flexibilidade e segurança.
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05 COOPERATIVAS PASSAM A DISPOR DE UMA DE 30% DAS COMPRAS PÚBLICAS ANUAIS
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Governo aprovou um novo instrumento regulatório que reserva às cooperativas moçambicanas, uma quota de até 30% das compras públicas anuais e, principalmente fornecimento de bens e serviços de produção local e comunitária. A medida visa reforçar a participação destas organizações na economia nacional. Além da quota nas compras públicas, o diploma prevê uma participação de até 15% na contratação exclusiva para fornecimento de bens alimentares aos grandes projectos públicos e privados que tenham contratos de investimento em vigor. A aplicação prática destas quotas deverá ser posteriormente regulamentada pelos ministérios da Economia, Finanças, Agricultura e Pescas, que ficarão responsáveis pela definição dos mecanismos de implementação e acompanhamento. Segundo a Lusa, a disposição que consta do regulamento da Lei Geral sobre as Cooperativas, foi aprovada em Julho, e operacionaliza a legislação em vigor desde 2009 que introduz novos meca-
nismos de protecção, prioridade e acesso ao mercado para cooperativas legalmente constituídas. Portanto, o regime estabelece igualmente actividades reservadas às coopera-
tivas, incluindo o direito exclusivo de actuar como guias turísticos em Parques Nacionais, Áreas de Conservação e Reservas Ambientais, nos termos previstos pela legislação ambiental e turística.
INGD RECEBE ESTUDANTES DA ESCOLA DE JORNALISMO
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Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) recebeu, nesta quarta-feira, 19 de Agosto, no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), estudantes da Escola de Jornalismo (EJ), no âmbito de uma visita de estudo sobre o papel da comunicação na gestão e redução do risco de desastres. Recebidos pelo Director do Gabinete de Comunicação e Imagem, Germano Amado, os estudantes conheceram as principais áreas de actuação da instituição, com destaque para a comunicação em situações de emergência. Durante a visita, foram apresentadas as atribuições do Gabinete de Comunicação e Imagem, a Plataforma Integrada de Disseminação de Informação de Aviso Prévio de Cheias e Ciclones e os Mecanismos de Queixas e Reclamações. Germano Amado explicou que “a comunicação no INGD obedece a uma es-
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trutura que é liderada pelo GABINFO”, destacando a necessidade de coordenação na produção e disseminação de informação oficial. Acrescentou ainda que, “a comunicação constitui um ele-
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mento fundamental na gestão de desastres”, devendo garantir que a informação chegue às comunidades de forma atempada, clara e coordenada, contribuindo para uma resposta mais eficaz.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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