Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

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GOVERNO APROVOU INVESTIMENTOS DE CERCA DE 1,8 MIL MILHÕES DE DOLARES NOS
PRIMEIROS
NOVE MESES DE 2025
OGoverno aprovou, nos primeiros nove meses deste ano, 290 projectos de investimento, avaliados em cerca de 1,8 mil milhões de dólares, capazes de criar 36 557 postos de trabalho.
Esse número de projectos aprovados de Janeiro a Setembro incorpora um subprograma dos sectores de comércio e serviços, o correspondente a 90,6% da meta semestral e 68% da meta anual planificada, contra um total de 237 projectos aprovados no mesmo período de 2024.
A informação foi tornada pública pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, durante a cerimónia de abertura do primeiro Conselho Coordenador da instituição, que decorre na cidade da Matola, província de Maputo.
Muhate avançou ainda que, no âmbito da operacionalização da Linha de Crédito Especial de Apoio à Comercialização Agrícola, foram financiados 18 intervenientes, num montante de 608 mil dólares, nas províncias de Niassa, Cabo Delgado, Nampula, no norte, e Manica, no centro.

De acordo com a “Lusa”, o ministro indicou também que, através de acções de assistência técnica, capacitação e acesso ao financiamento, foram ajudadas 12 784 Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME), explicando que este número representa um decréscimo face às 17 056 empresas apoiadas no mesmo período de 2024.
“Foram certificadas, igualmente, 23
novas empresas e seis novos produtos em padrões exigidos a nível nacional e internacional, representando um crescimento de 28% e 50%. No subprograma do turismo, foram aprovados 105 projectos, dos quais 35 de alojamento, 43 de restauração e 27 de agências de viagens e turismo”, descreveu.
MOZA BANCO DEFENDE PARCERIAS ESTRATÉGICAS COMO MOTOR DA TRANSFORMAÇÃO
DIGITAL EM MOÇAMBIQUE
OMoza Banco defendeu Maputo a adopção de uma abordagem colaborativa, para impulsionar a transformação digital no sector bancário nacional. Durante o fórum BFSI Moçambique, a instituição destacou o papel estratégico das parcerias tecnológicas, como uma ferramenta essencial para a inovação, modernização dos serviços e o fortalecimento da inclusão financeira no país.
A posição foi detalhada por Stélio Matias, director de Sistemas e Tecnologias de Informação do Moza Banco, que sublinhou que a evolução tecnológica não pode ser alcançada de forma isolada. Matias avançou que é fundamental que exista uma conjugação de esforços entre as instituições financeiras, as startups, as empresas tecnológicas e o próprio Governo. para que os resultados sejam abrangentes. “Cresceremos juntos”, afirmou Stélio Matias, destacando que o banco já iniciou o seu percurso digital assente em dois pilares: o desenvolvimento interno de capaci-
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dades e a criação de parcerias estratégicas com empresas como iCall, Vodacom, Axiom e Bubble Cloud Mozambique, para serviços especializados e soluções digitais complementares”, afirmou Stélio Matias. O director de Sistemas e Tecnologia
avançou ainda que o Moza Banco pretende evoluir para um modelo de banca como plataforma, com o objectivo de aproximar os serviços dos utilizadores e permitir a participação aberta de parceiros sob uma visão de open banking.





BNI REGISTA LUCRO DE 161,5 MILHÕES DE METICAIS E REFORÇA SOLIDEZ FINANCEIRA
OBanco Nacional de Investimento (BNI) anunciou um resultado líquido de 161,5 milhões de Meticais até Novembro de 2025. O desempenho, apresentado na última quarta-feira (17), pelo Presidente do Conselho Executivo, Abdul Jivane, é sustentado pelo crescimento da actividade comercial e pelo rigor na gestão de riscos, mantendo os indicadores de solvabilidade e liquidez significativamente acima das exigências do regulador. Mesmo perante um cenário macroeconómico desafiante, o BNI apresentou rácios que o posicionam com uma solidez superior à média do sistema bancário nacional, com solvabilidade fixado eem 39,51%, superando os 12% exigidos pelo Banco de Moçambique. (BdM).
A Liquidez atingiu 109,13%, valor muito superior ao mínimo regulamentar de 25% e a eficiência operacional, registou um rácio de 37% que demonstra um controlo de custos mais eficaz que a média do sector (54%).
Um dos pontos altos do balanço foi a gestão do crédito malparado (NPL). Embora o rácio nominal se situe em 7,5% —

já abaixo dos 13% da média do mercado — o PCE Abdul Jivane destacou que, após ajustes de monitoria intensiva, o NPL real desce para 0,39%.
“Os resultados apresentados confirmam a robustez do Banco e a nossa conformidade com as exigências prudenciais”, afirmou Jivane, sublinhando o compromisso da instituição com o financia-
mento do desenvolvimento económico de Moçambique.
Apesar da necessidade de constituição de imparidades devido à dívida soberana, o banco conseguiu manter a rentabilidade e a trajectória de crescimento, consolidando a sua posição como uma instituição financeira estável e eficiente no mercado nacional.
GOVERNO PROJECTA CRESCIMENTO DE 2,8% DA ECONOMIA PARA 2026
OPresidente da República, Daniel Chapo, disse na quinta-feira (18) que a economia vai fechar o ano com um crescimento de 2,8% em 2026.
Chapa avançou a previsão, durante a apresentação do Informe Anual sobre o Estado da Nação, na Assembleia da República.
Esta projecção representa uma recuperação face aos 1,6% previstos para 2025, ano marcado pelos impactos económicos das manifestações violentas ocorridas após as eleições de 2024..
O Chefe de Estado detalhou que este crescimento será impulsionado pelos sectores de serviços, agricultura e, predominantemente, pelas exportações de gás natural liquefeito (GNL) nas províncias de Inhambane e Cabo Delgado.
Para sustentar a retoma, o Governo trabalha com os seguintes indicadores para o próximo ciclo, exportações estimadas em 8.436 milhões de dólares, uma inflação média de 3,7% e reservas internacionais

fixadas em 3.234 milhões de dólares (garantindo 4,4 meses de importações).
“Continuaremos a apoiar o sector privado, sobretudo as micro, pequenas e médias empresas, que constituem o motor da criação de emprego”, afirmou Recentemente, o Gverno apresentou
uma revisão do Plano Económico e Social e Orçamento do Estado (PESOE) para 2026, justificando a necessidade de reavaliar as projecções macro-fiscais face a um contexto económico substancialmente mais adverso do que aquele que sustentou a proposta inicial submetida à Assembleia da República em Outubro.



MULTAS PERDOADAS PELO INSS ULTRAPASSAM 50 MILHÕES DE METICAIS EM CABO DELGADO
Um total de 443 contribuintes devedores do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Cabo Delgado beneficiou do perdão de multas e da redução de juros de mora.
Esta medida surge após a adesão à directiva do Governo que visa apoiar empresas e trabalhadores por conta própria (TPC) em situação de irregularidade perante o sistema de segurança social. A informação foi partilhada durante a sessão do Fórum de Consulta e Concertação Social de Cabo Delgado, realizada sob o lema “Parceria Tripartida para um Desenvolvimento Sustentável e Resiliente de Cabo Delgado”.
No período compreendido entre Julho e Outubro de 2025, os 443 contribuintes que aderiram à medida representavam uma dívida total de 90.278.394,71 meticais, envolvendo 2.494 trabalhadores que estavam em risco de perder o acesso aos benefícios do sistema. Deste montante global, foram já liquidados 3.210.378,13 meticais por parte de 150 contribuintes.

Como resultado directo da aplicação do decreto, foram perdoados 51.145.261,63 meticais em multas e juros, restando ainda por regularizar cerca de 35 milhões de meticais até ao fim da vigência da norma, que é de um ano.
Saidia Amisse, chefe da Repartição de Auditoria e Contencioso da Delegação
Provincial do INSS em Cabo Delgado, apresentou estes dados e destacou os avanços registados no registo de contribuintes na região norte do país. Por outro lado, a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), representada por Mamudo Irache, elogiou a iniciativa por aliviar a pressão financeira sobre as empresas devedoras.
ISSM REALIZA EVENTO DESPORTIVO E EDUCATIVO PARA INCENTIVAR CULTURA DE SEGUROS EM MOÇAMBIQUE
AMarginal de Maputo acolheu no passado último sábado (13) uma iniciativa marcante do sector segurador nacional. O Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM) realizou a edição inaugural da Maratona “Aposte no Seguro”, um evento desenhado para aliar a prática do exercício físico à sensibilização sobre a importância da protecção financeira.
O evento reuniu mais de 250 participantes, num trajecto de sete quilómetros, e teve início junto às instalações da Embaixada dos Estados Unidos, seguiu até à rotunda da Costa do Sol, regressando ao ponto de partida. A mobilização contou com a presença de quadros do regulador, representantes de diversas seguradoras, membros da Federação Moçambicana de Atletismo e cidadãos interessados na causa.
Durante a sua intervenção, a PCA do ISSM, Ester dos Santos José, destacou que o investimento no bem-estar físico e mental é fundamental para garantir a

qualidade de vida futura. José reforçou a necessidade de se cultivar uma consciência sobre a gestão de riscos, defendendo que o seguro deve ser encarado pelas famílias e empresas moçambicanas como uma necessidade básica de estabilidade e não como um item de luxo.
Com esta primeira edição, a organização pretende consolidar a maratona como um evento anual, reforçando o compromisso de criar uma sociedade mais resiliente e informada sobre os mecanismos de protecção do património e da vida.


A nova edição da B&S chega com uma leitura indispensável sobre os desafios e oportunidades da economia nacional. Destacamos a relevância estratégica da
FACIM, palco onde Moçambique reafirma o seu potencial comercial e industrial. Trazemos ainda análises actuais sobre finanças, seguros e investimento,
preparando o leitor para compreender um mercado em rápida transformação. Boa leitura!

