Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Quarta - feira, 19 de Julho de 2026, Ano 06, n0 961 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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CONFERÊNCIA DA OESAI INDÚSTRIA SEGURADORA AFRICANA APOSTA NA INTELEGÊNCIA ARTIFICIAL PARA FLEXIBILIZAR OPERAÇÕES SEM AMEÇA DE EMPREGOS
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indústria seguradora africana defende avançar o mais rápido possível para o uso da Inteligência Africana (IA), para reduzir o tempo e flexibilizar as operações, embora alguns actores apontam a ferramenta como ameaça aos empregos. A discussão foi aflorada nos debates que corporizaram os painéis da Conferência Anual da Organização das Associações de Seguradoras da África Austral e Oriental (OESAI), sob lema "Construindo Resiliência de África Através de Mercados de Seguros Inclusivos e Sustentáveis", que termina esta quarta-feira (19). Mikir Shah, orador do tema "IA, Big Data, catástrofes, exposição pan-africana", como especialistas de Riscos especiais, encorajou as seguradoras a usar a Inteligência artificial como uma ferramenta inovadora e disse perentoriamente: "não vejo nenhum risco de perda de emprego a ocorrer em África.
Não podemos nos preocupar com a perda de emprego, porque não vai acontecer", garantiu Shah. Segundo Mikir Shah o mercado segurador africano não tem o capital suficiente
porque a maior parte vai para as ressuguradoras internacionais, mas a Inteligência Artificial pode ajudar a reter os riscos dentro das seguradoras, mas para tal bastará que cada uma ajuste o seu modelo operacional usando esta ferramenta.
FUNDO SOBERANO REGISTA RENDIMENTO DE 2,014 MILHÕES DE DÓLARES NO PRIMEIRO SEMESTRE
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Fundo Soberano de Moçambique (FSM) registou, no primeiro semestre de 2026, um rendimento bruto acumulado de 2,014 milhões de dólares, dos quais 953 mil dólares foram gerados no segundo trimestre, principalmente através dos juros provenientes de aplicações em depósitos overnight e em obrigações soberanas. O desempenho ocorre numa fase considerada determinante para a operacionalização do Fundo, na sequência da aprovação, pelo Ministério das Finanças, do Plano Director de Investimento, que estabelece as linhas estratégicas para a aplicação dos recursos do FSM no longo prazo. Com a aprovação do instrumento, o Fundo iniciou a transição da fase de preservação temporária do capital, mantido sobretudo em aplicações overnight, para a implementação gradual da sua estra-
tégia de investimento de longo prazo. De acordo com o relatório, em 24 de Junho de 2026, o capital do FSM, avaliado em 118,409,931,80 dólares, foi repartido
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entre duas carteiras, sendo 70% denominada em dólares norte-americanos e os restantes 30% em euros, em conformidade com a alocação estratégica aprovada.
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03 CORRUPÇÃO CAUSA PREJUÍZOS DE 43,6 MILHÕES DE EUROS AO ESTADO NO PRIMEIRO SEMESTRE
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Estado registou prejuízos equivalente a cerca de 43,6 milhões de euros, resultantes de práticas de corrupção, durante o primeiro semestre de 2026, período em que o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) tramitou 1.646 processos, mais 137 do que em igual período de 2025. Os dados foram apresentados esta terça-feira, 18 de Agosto, em Maputo, pelo porta-voz do GCCC, Romualdo Johnam, durante uma conferência de imprensa sobre o balanço das actividades realizadas nos primeiros seis meses do ano, citado pela Lusa. Segundo Johnam, apesar dos elevados prejuízos identificados, as autoridades conseguiram apreender apenas 7.841 euros no âmbito das investigações realizadas no período. “Este ano, até ao final do primeiro semestre, o prejuízo causado ao Estado foi de 43,6 milhões de euros e, como
resultado das práticas corruptivas no âmbito da nossa investigação, até então apreendemos 7.841 euros”, declarou. Dos 1.646 processos tramitados entre Janeiro e Junho, 559 foram concluídos,
contra 491 no período homólogo de 2025. Deste universo, 368 processos resultaram em acusação e seguem os respectivos trâmites legais, enquanto 191 foram arquivados por insuficiência de elementos para sustentar a acusação.
IPEME VALIDA ESTRATÉGIA DE DESENVOLVIMENTO PARA MPMES E COOPERATIVAS 2026-2035
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Instituto de Promoção de Pequenas e Médias (IPEME) validou a Estratégia de Desenvolvimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME) e Cooperativas 2026-2035, uma iniciativa que contou com o apoio financeiro do Banco Mundial, enquanto o pilar do género e da inclusão social foi desenvolvido pelo Projecto FIRST, implementado pela CoWater Internacional. De acordo com o IPEME, o workshop realizado esta segunda-feira (17), para a validação da estratégia com uma duração de dez anos, constituiu um importante espaço de diálogo e concertação com o sector privado, permitindo colher contribuições para assegurar que a Estratégia responda às necessidades e aos desafios reais das MPMEs e Cooperativas. O processo de elaboração da Estratégia contemplou a avaliação da estratégia anterior, o diagnóstico dos principais constrangimentos e uma ampla consulta aos diferentes actores. Entre as prioridades destacam-se o acesso ao financiamento,
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a formalização, a capacitação e o desenvolvimento empresarial, o acesso aos mercados, as infra-estruturas, o ambiente de negócios, o género e a inclusão social, com ênfase nas MPMEs lideradas por mulheres, jovens e pessoas com deficiência. Assente nos princípios de inclusão, sus-
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tentabilidade, competitividade e coordenação interinstitucional, a Estratégia pretende criar condições para MPMEs e Cooperativas mais fortes, competitivas, sustentáveis e inclusivas, com maior capacidade de contribuir para a criação de emprego, a geração de rendimento e o desenvolvimento económico do País.
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05 METL GROUP VAI INVESTIR 250 MILHÕES DE DOLARES NO PAÍS PARA CRIAÇÃO EMPREGO
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MeTL Group (Mohammed Enterprises Tanzania Limited), vai investir 250 milhões de dólares em Moçambique, em sectores que possam criar 20 mil postos de trabalho para moçambicanos. O objectivo central é reforçar as perspectivas de expansão da cooperação económica e empresarial entre Moçambique e a Tanzânia. O compromisso resulta de uma reunião entre o Presidente da República, Daniel Chapo e Mohammed Gulamabbas Dewji, CEO da MeTL Group, esta quarta-feira, 19 de Agosto, em Maputo. Segundo uma nota do gabinete de informação da presidência, Mohammed Dewji destacou a visão do Chefe do Estado e manifestou satisfação pelo encontro, enquadrado nos esforços de promoção do investimento e de fortalecimento das relações económicas entre os dois países. O empresário considerou que as conversações mantidas com o Presidente da República foram produtivas e permitiram identificar perspectivas concretas
de investimento no país. “Tivemos uma discussão muito frutuosa e comprometemo-nos a investir 250 milhões de dólares em Moçambique e a tentar empregar 20 mil moçambicanos”, declarou. O compromisso anunciado enquadra-se no perfil diversificado da MeTL
Group, um dos grupos empresariais da Tanzânia com actividades em diferentes sectores da economia, o que abre espaço para investimentos em áreas estratégicas e para o estabelecimento de novas cadeias de produção, distribuição e prestação de serviços em Moçambique.
KOIKA REFORÇA A CAPACIDADE NACIONAL DE PREVENÇÃO E RESPOSTA A DESASTRES
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estores e autoridades locais em matéria de Gestão e Redução do Risco de Desastres beneficiaram de uma capacitação com foco na elaboração de Planos de resposta contra Desastres, visando fortalecer as capacidades de prevenção, preparação e resposta das comunidades. A capacitação, que decorreu de 10 a 14 de Agosto, é uma iniciativa que enquadra-se no Programa de Reforço de Capacidades em Matéria de Gestão e Redução do Risco de Desastres para as Autoridades Locais em Moçambique (2024–2026), promovido pela Agência de Cooperação Internacional da Coreia (KOICA), e contou com a participação de representantes do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), entre outras instituições nacionais.
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Durante a formação, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre identificação e avaliação de riscos, prevenção e preparação para desastres, coordenação institucional, sistemas de alerta e resposta, bem como sobre a elaboração de planos locais ajustados
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às características e necessidades de cada comunidade. A capacitação culminou com a elaboração de planos locais de acção, que deverão contribuir para o reforço dos mecanismos de antecipação, prevenção e resposta a desastres.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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