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BOLETIM BANCA & SEGUROS 19.06.2026

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Boletim Diário

Sexta - feira, 19 de Junho de 2026, Ano 06, n0 923 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

GOVERNO AVALIA REDUÇÃO DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS COM O CESSAR-FOGO ENTRE O IRÃO E OS EUA

OGoverno revelou esta quinta-feira (18) que avalia a possibilidade de reduzir os preços dos combustíveis, como segmento do acordo de cessar-fogo entre o Irão e os Estados Unidos da América, admitindo estar a acompanhar a evolução dos mercados internacionais de combustíveis.

“Obviamente que há desafios, nós estamos a acompanhar as oscilações dos preços internacionais dos combustíveis, o nosso país está a fazer a sua gestão na medida das suas possibilidades, mas é uma questão que não temos poder de decisão sobre ela”, afirmou o Ministro da Economia, Basílio Muhate, em Maputo, durante abertura da vigésima edição do Economic Brienfing sobre o "desempenho empresarial do primeiro trimestre de 2026 e perspectivas".

O governante considerou o conflito um fenómeno externo com impacto na economia nacional, reconhecendo que, por não ser produtor de combustível, o País

depende de outras fontes e não tem capacidade de influenciar os preços globais.

"É bem possível [reduzir o preço], mas vamos acompanhar a evolução, nós sa-

bemos como são as relações e a tensão no Médio Oriente, mas vamos acompanhar para vermos o que acontece nos próximos dias. Mas estamos satisfeitos porque há sinais positivos", declarou.

BdM CAPACITA JORNALISTAS EM MATÉRIAS DE MERCADO CAMBIAL E FUNDO SOBERANO

Cerca de 43 jornalistas de órgãos de comunicação social da província da Zambézia, foram recentemente capacitados em matérias de mercado cambial e fundo soberano de Moçambique.

A iniciativa realizada pelo Banco de Moçambique (BdM) em parceria com o Sindicato Nacional de Jornalistas (SNJ), está inserida no programa de educação económica denominado “Economia para Todos” e visava dotar os escribas de conhecimentos sobre o funcionamento do mercado cambial e do Fundo Soberano de Moçambique.

A agenda do evento que teve duração de dois dias, tendo encerrado esta quinta-feira (18), incluiu debate sobre “Taxa de câmbio e mercado cambial: o que é e como funciona?” e “Fundo Soberano de Moçambique: processo de governance e sua operacionalização”.

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Assessoria

Para o Chefe de Serviço de Administração e Contabilidade da Filial de Quelimane (FIQ), José Muane, que dirigiu a cerimónia de abertura, a qualidade da informação jornalística é de extrema re-

levância porque “influencia directamente a compreensão e opiniões do público, relativamente a matérias adstritas ao mandato do Banco, nos domínios monetário, prudencial, cambial, entre outras.”

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

GOVERNO PREPARA PAMAN II PARA IMPULSIONAR COMPETITIVIDADE E FORTALECER SECTOR PRIVADO

OGoverno está a apostar na elaboração do Plano de Acção para a Melhoria do Ambiente de Negócios (PAMAN II), um instrumento que irá orientar as principais reformas destinadas a reforçar a competitividade da economia, atrair investimento e dinamizar o sector privado. A informação foi avançada esta quinta-feira (18), em Maputo, pelo ministro da Economia, Basílio Muhate, durante o Economic Briefing promovido pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

Segundo o governante, a iniciativa surge num contexto marcado pela persistência de riscos internos e externos que continuam a condicionar o ritmo de recuperação económica do país.

Muhate alertou que as perspectivas de inflação permanecem cercadas de incertezas, destacando factores domésticos que podem agravar as pressões sobre os preços.

“Os riscos e incertezas associados às

projecções da inflação continuam a agravar-se.

A nível doméstico, evidenciam-se riscos quanto à magnitude dos efeitos dos aumentos dos preços dos combustíveis sobre a cadeia logística e a oferta de bens”, afirmou.

Perante este cenário, o ministro defendeu um reforço da cooperação entre o Governo e o sector privado, considerando que a articulação entre as duas partes é fundamental para aumentar a resiliência da economia nacional e criar bases para um crescimento sustentável e inclusivo.

CÂMARA DE MINAS DE MOCAMBIQUE CONSIDERA QUE NOVAS REGRAS DE PODEM AFASTAR O INVESTIMENTO ESTRANGEIRO

MMoçambique alterou a lei mineira com o objectivo de reforçar a gestão dos recursos estratégicos em defesa do interesse nacional, entretanto, a Câmara de Minas receia que isso possa perturbar os investidores. A nova lei de Moçambique que exige que o Estado tenha uma participação de 15% em todos os empreendimentos de mineração pode afastar o investimento estrangeiro, disse Geert Kolk, vice-presidente da Câmara de Minas, nesta quinta-feira (18) durante uma conferência de mineração em Victoria Falls, no Zimbabué.

"Infelizmente, na nossa opinião enquanto Câmara de Minas, teremos uma participação mínima de 15% do Estado nas empresas de mineração, o que tememos que não torne Moçambique mais atractivo como destino de investimento para capital estrangeiro", disse Geert Kolk, citado pela Reuters. As novas regras proíbem, dentre outras

práticas, a exportação de produtos minerais não processados ou semi-processados, excepto com aprovação ministerial vinculada a planos de processamento local.

Kolk afirmou que a associação do sector apoiava a iniciativa de aumentar o processamento local.

"Esta é uma tendência na região, uma tendência em África, de agregar mais valor internamente, e com razão", disse, acrescentando que os governos devem fornecer água, electricidade e logística confiáveis para tornar o processamento local viável para os investidores.

UNIÃO EUROPEIA VÊ GÁS DE MOÇAMBIQUE COMO PARCEIRO ESTRATÉGICO NA DIVERSIFI- CAÇÃO ENERGÉTICA

AUnião Europeia apontou o gás natural de Moçambique como um elemento relevante para a diversificação energética europeia, defendendo uma relação baseada na parceria e no benefício mútuo. Em entrevista à Lusa, em Maputo, a directora-geral para África do Serviço Europeu de Acção Externa, Patrícia Llombart, afirmou que Bruxelas vê no Gás Natural Liquefeito uma oportunidade para aprofundar a cooperação estratégica.

"Moçambique possui um potencial significativo para se tornar um parceiro relevante na estratégia de diversificação energética da União Europeia, dada a enorme dimensão das reservas naturais de que dispõe", disse Llombart, destacando os grandes projectos em Cabo Delgado liderados pela italiana ENI e pela francesa TotalEnergies.

Segundo a diplomata, estes investimentos "são, sem dúvida, muito importantes no actual contexto geopolítico, nomea-

damente para a diversificação energética e a segurança energética da Europa".

Apesar de reconhecer que a concretização plena do objectivo exigirá tempo devido à dimensão das infra-estruturas

e à situação de segurança no norte do país, a responsável mostrou-se optimista. Diante da competição internacional de potências como a China e os Estados Unidos, Llombart distinguiu a abordagem europeia.

TRIBUNAL ADMINISTRATIVO INTENSIFICA FISCALIZAÇÃO A 15 ENTIDADES PÚBLICAS EM MAPUTO E INHAMBANE

OTribunal Administrativo (TA) desencadeou uma acção estratégica de fiscalização que abrange 15 entidades da administração pública nas províncias de Maputo e Inhambane, com o objectivo de verificar a legalidade das despesas e receitas realizadas por estas instituições. As auditorias, efectuadas recentemente no terreno, visam assegurar a fiabilidade, consistência e transparência da informação financeira que servirá de base para a elaboração da Conta Geral do Estado (CGE) de 2026. A iniciativa surge num contexto de crescente exigência pública por uma gestão mais rigorosa dos recursos do Estado e por maior responsabilização dos gestores públicos.

Enquanto órgão superior da jurisdição administrativa, fiscal e aduaneira, o TA procura reforçar os mecanismos de controlo sobre a utilização dos fundos públicos, prevenindo práticas de má gestão financeira, desvios de recursos e outras irregularidades orçamentais que

comprometem a eficiência da administração pública.

A operação ocorre também num momento em que diferentes sectores da sociedade defendem reformas destinadas a fortalecer a governação e a fiscalização das instituições públicas, incluindo o reforço da autonomia financeira e da capacidade técnica dos órgãos de controlo.

Com esta ronda de auditorias, o Tribunal Administrativo prete nde garantir maior rigor na gestão das finanças públicas e transmitir uma mensagem clara aos gestores estatais sobre a necessidade de observância dos princípios de legalidade, transparência e boa governação na aplicação dos recursos públicos.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos. Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

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