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INFORME SOBRE ESTADO DA NAÇÃO CHAPO DESTACA DIPLOMACIA ECONÓMICA NA RESTAURAÇÃO DA CONFIANÇA DE INVESTIDORES
Estado Nação é de confiança renovada rum ao desenvolvimento sustentável e inclusivo, segundo disse o Presidente da República, Daniel Chapo, no seu primeiro informe anual sobre o Estado na Nação prestado hoje à Assembleia da República, 11 meses depois da tomada de posse, a 15 de Janeiro.
No âmbito da diplomacia económica, Chapo afirmou que Executivo realizou 27 viagens ao externo, nas quais participou em vários fóruns multilateral de alto nível e reuniu-se com grandes líderes em busca do desenvolvimento económico para o país.
Como resultado, assinou com o Governo dos Estados Unidos da América (EUA) um acordo com Millennium Chalenge Account, como um único país da África Austral a conseguir o efeito, e o outro é de 1,7 mil milhões de dólares para apoiar o sector de saúde. "Encontramos um país funcional, mas profundamente fragilizado pelas manifestações, incerteza económica como resultado das manifestações ilegais", assinalou Chapo. No IV trimestre de 2024, o Produto In-

terno contraiu 4.87% e uma inflação na ordem de 4,15% caracterizado por um ambiente tenso, incerto e sem direcção. Contudo, o Governo começou uma reforma económica e mais robusta com investimento na digitalização de serviços, o que irá permitir, por exemplo, no sector aduaneiro, a aceleração de desembarque de produtos.
A digitalização dos serviços vai aumentar receitas fiscais, redução de perdas e perdas e a criação de confiança da população. Chapo disse estão em curso as obras de reabilitação da Estrada Número Um (N1), que liga o sul a norte do país, considerada espinha dorsal da economia nacional. B&S
BFSI É RELEVANTE E INCONTORNÁVEL ENTRE GOVERNO E SECTOR FINANCEIRO
Aministra das Finanças, Carla Loveira, destacou que o sector Bancário, de Serviços Financeiros e de Seguros (BFSI) é uma plataforma relevante e incontornável de diálogo estratégico entre o Governo, sectores financeiro e privado e os actores tecnológicos. A governante falou ontem, 17 de Dezembro, durante a cerimónia de abertura da 3ª edição da Conferência do Sector Bancário, Serviços Financeiros e Seguros, BFSI Mozambique 2025, em representação do Presidente da República.
"O BFSI tem acompanhado, ao longo do tempo, uma agenda que hoje se encontra no centro da governação económica do país, materializada na transformação digital em prol de um ecossistema financeiro interoperável, transparente, seguro, íntegro e inclusivo", assinalou a ministra. Para a titular da pasta das Finanças, a presença do Governo neste fórum, pelo terceiro ano consecutivo, reflecte a convicção de que o desenvolvimento económico sustentável de Moçambi-
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que exige sistemas sólidos, instituições funcionais e uma transformação digital orientada para as pessoas.
Nesse contexto, Loveira, sublinhou que a visão do Governo para os próximos 20 anos de governação, consagrada na Estratégia Nacional de Desenvolvimento, ENDE 2025–2044, assenta a transformação estrutural da economia como um dos seus pilares fundamentais, com base na inovação, na tecnologia e na digitalização. B&S





INGD PARTILHA EXPERIÊNCIA DE MONITORIA MULTIRRISCOS EM ENCONTRO COM DELEGAÇÕES AFRICANAS
OInstituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD) acolhe, até amanhã, 19 de Dezembro, uma missão de intercâmbio com delegações da Etiópia e do Sudão do Sul. O encontro, que decorre no Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), em Maputo, foca-se no reforço dos sistemas de monitoria multirriscos e na coordenação de resposta a eventos extremos.
No acto de abertura, a Presidente do INGD, Luísa Meque, destacou o papel estratégico da Sala de Situações, um espaço que é considerado o coração do sistema de aviso prévio moçambicano, integrando dados em tempo real para acelerar a tomada de decisão.
“A Sala de Situações foi concebida para garantir um aviso prévio robusto, integrado e eficaz, capaz de salvar vidas e reduzir perdas”, sublinhou Meque, referindo-se à integração do centro com as redes da SADC e da União Africana.
A visita ocorre num momento crítico, coincidindo com a época chuvosa e ciclónica no país. Segundo o INGD, a ex-

periência acumulada após eventos que afectaram mais de 2,4 milhões de pessoas na época 2024/2025 serve agora de base para outros países africanos. Mathewos Tulu, chefe da delegação do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), explicou que Moçambique foi escolhido como modelo para o projecto, que con-
ta com o apoio do Governo da Suíça. O objectivo é replicar as boas práticas moçambicanas na Bacia do Nilo. Refira-se que a modernização do sistema nacional contou com o apoio técnico e logístico de parceiros como a Protecção Civil Italiana, Fundação CIMA, We World e o próprio UNDRR. B&S
CTA ALERTA PARA RISCOS ECONÓMICOS E EXIGE REFORMAS URGENTES PARA SALVAR EMPREGOS
Urge a adopção imediata de reformas estruturais para blindar o investimento privado e travar a destruição de postos de trabalho, segundo defende o Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), Álvaro Massingue.
O Líder empresarial lançou o alerta contundente sobre os riscos que ameaçam a recuperação económica do País, esta quarta-feira (17), durante o briefing de balanço do ano de 2025.
Massingue sublinhou que a actual direcção assumiu o cargo num dos momentos mais críticos da história económica recente, citando quatro factores asfixiantes como os constatados constrangimentos estruturais, o impacto das manifestações pós-eleitorais e sobretudo a contracção severa da actividade económica e a crise de liquidez e dificuldades no acesso a divisas.
“Este contexto afectou a confiança dos agentes económicos e condicionou o normal funcionamento das empresas”, afirmou o dirigente, notando, porém,

que o sector privado moçambicano demonstrou uma “notável capacidade de resiliência”.
Um dos pontos mais sensíveis da intervenção foi a situação da fundição de alumínio Mozal, que anunciou o encerramento das actividades em Março de 2026, devido a falta de soluções so-
bre a crise energética com o Governo. “É imperativo encontrar soluções equilibradas que salvaguardem os interesses dos investidores e do País. Devemos evitar a todo o custo o encerramento da fábrica, cenário que ditaria a falência em cadeia de PME e despedimentos em massa”, alertou Massingue. B&S



GOVERNO IMPÕE RESTRIÇÕES ÀS IMPORTAÇÕES PARA FOMENTAR A PRODUÇÃO INTERNA
OGoverno, através de um comunicado oficial do Ministério da Economia emitido a 17 de Dezembro de 2025, anunciou uma série de restrições temporárias à importação de diversos produtos estratégicos. A medida tem como objectivo “reforçar a capacidade produtiva nacional, apoiar o desenvolvimento de indústrias emergentes e responder ao crescimento da produção interna, incentivando cidadãos e agentes económicos a privilegiarem o consumo de bens produzidos no país”, lê-se no comunicado do ministério da economia.
De acordo com o porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Impissa, falando depois da reunião semanal do Conselho de Ministros, "Esta decisão visa ainda favorecer a dinamização da produção nacional e incentivar a produção nacional para a substituição de importações não essenciais", Impissa revelou ainda que com essa medida, o governo espera "contribuir para salvaguardar a estabilidade macroeconómica de Moçambique, assegurar o uso mais eficiente das divisas internacionais e proteger o interesse no acesso a bens e serviços essenciais".

A lista de produtos abrangidos pela medida inclui 16 bens de consumo básico, como carnes de aves, arroz, açúcar, farinha de milho e óleo de palma refinado. O sector de bebidas também é fortemente impactado, com restrições aplicadas a águas engarrafadas, refrigerantes e cervejas
No sector de construção, destacam-se limitações à entrada de cimento Portland, tijoleira, mobiliário de madeira e metálico, além de produtos de papel e cartão. Segundo o documento, estas disposições têm validade imediata e manter-se-ão em vigor até nova comunicação oficial.
CRISE FINANCEIRA PROFUNDA COLOCA CONTINUIDADE DA TMCEL EM RISCO
Dados do mais recente relatório de contas da empresa pública Moçambique Telecom (TMCEL), referentes ao ano passado, indicam que a operadora não está em condições de continuar com as suas operações, necessitando de uma nova intervenção do Estado, seu principal accionista, ou mesmo de uma declaração formal de insolvência.
De acordo com o documento citado pela Carta de Moçambique, durante o último exercício, a TMCEL obteve um prejuízo de 4,4 mil milhões de meticais, um valor que representa mais que o dobro do resultado negativo de 2,1 mil milhões de meticais registados em 2023. O relatório detalha a gravidade do cenário contabilístico ao referir que, a 31 de Dezembro de 2024, a empresa apresentava um capital próprio negativo de 14,5 mil milhões de meticais, devido aos prejuízos acumulados negativos de 28,6 mil milhões de meticais e um passivo corrente que excede o activo corrente no valor de 19,7 mil milhões de meticais.

Apesar destes indicadores, a Comissão de Gestão da operadora sustenta que as acções em curso e as perspectivas futuras garantem a continuidade das operações para os próximos 12 meses, defendendo que o princípio de continuidade é aplicável à empresa.
Entretanto, o auditor contratado para analisar as contas, a Ernst & Young, tem uma opinião diferente. Defende que a situação da TMCEL “indicia a existência de uma incerteza material que pode colocar em causa a capacidade da Empresa em continuar o seu curso normal de negócios”.


A nova edição da B&S chega com uma leitura indispensável sobre os desafios e oportunidades da economia nacional. Destacamos a relevância estratégica da
FACIM, palco onde Moçambique reafirma o seu potencial comercial e industrial. Trazemos ainda análises actuais sobre finanças, seguros e investimento,
preparando o leitor para compreender um mercado em rápida transformação. Boa leitura!

