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BOLETIM BANCA & SEGUROS 18.06.2026

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Boletim Diário

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

INE

ECONOMIA MOÇAMBICANA CRESCEU CERCA DE 0,1% NO PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) publicados nesta quinta-feira (18) revelam que a economia moçambicana cresceu o equivalente a 0,1% no primeiro trimestre de 2026. Este é o segundo crescimento consecutivo, após um ano de quedas.

“Este ligeiro crescimento, de 0,1% do Produto Interno Bruto a preços de mercado (PIBpm), que compara com a contracção de 2,9% no primeiro trimestre de 2025, foi impulsionado pelo sector terciário, que cresceu 3,5%, induzido pelo ramo de hotéis e restaurantes com variação de 5,1%, seguido pelo ramo de comércio e serviços de reparação com variação de 4,5%”, avançou a entidade. No seu documento de contas trimestrais, divulgado pela Lusa, o INE descreve que o ramo de transportes, armazenagem e actividades auxiliares dos transportes e informação e comu-

NO INÍCIO DE 2026

nicações teve uma variação de 3,9% e o ramo dos serviços financeiros teve uma variação de 3,1%. A este seguiu-se o sector secundário com uma variação positiva de 3,2%, enquanto o sector

primário apresentou uma tendência contrária, recuando 4,8%, com maior destaque para o ramo da indústria de extracção mineira, com uma variação de menos 21,6%.

ÍNDICES DA CTA APONTAM PARA DESACELERAÇÃO DE 62% DA ACTIVIDADE ECONÓMICA E REDUÇÃO DA ROBUSTEZ EMPRESARIAL

Aactividade económica nacional registou uma redução de 62%, no quarto trimestre de 2025, para 55% no primeiro trimestre de 2026, reflectindo um enfraquecimento das condições gerais de funcionamento da economia e o agravamento das preocupações do sector privado quanto ao ambiente de negócios. Os dados constam no Índice do Ambiente Macroeconómico da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA). A deterioração do ambiente macroeconómico teve igualmente repercussões na capacidade de resistência das empresas.

O Índice de Robustez Empresarial registou uma redução de 28% para 26%, sinalizando um enfraquecimento da capacidade das empresas para absorver choques económicos e operacionais num contexto de elevada pressão sobre

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COMUNICAMOS PARA SI:

Assessoria

os custos de produção e sobre a actividade comercial.

Apresentados esta quinta-feira (18), em Maputo, pelo presidente da CTA, Álvaro Massingue, durante a 20.ª edição do

Economic Briefing - encontro dedicado à avaliação do desempenho empresarial no primeiro trimestre do ano e à apreciação das perspectivas económicas para os meses subsequentes.

Quinta - feira, 18 de Junho de 2026, Ano 06, n0 922 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane ECONOMIA

FINANCIAMENTO À ECONOMIA

BNI SUGERE SOLUÇÕES ADAPTADAS À REALIDADE NACIONAL PARA IMPULSIONAR EMPRESAS

Ocrescimento económico de Moçambique depende da criação de mecanismos de financiamento ajustados à realidade nacional. A visão foi partilhada esta quarta-feira (17) pelo Presidente Conselho Administrativo (PCA) do Banco Nacional de Investimento (BNI), Omar Mithá, que destacou, igualmente, o estrangulamento da liquidez das empresas como um dos principais entraves ao acesso ao crédito.

Mithá falava em Maputo, durante um debate promovido pelo Moza Banco, em parceria com a Fundação Dom Cabral, do Brasil, sobre o papel da banca de desenvolvimento e da banca comercial no financiamento da economia.

O economista atribui, também, a situação aos atrasos do Estado no pagamento de fornecedores, às dificuldades na recuperação do Imposto do Valor Acrescentado (IVA) e ao contexto macroeconómico, marcado por elevadas taxas de juro e pressão sobre o sistema financeiro.

Apesar dos desafios, Omar Mithá consi-

dera que o Banco de Desenvolvimento e o Fundo de Garantia Mútua podem desempenhar um papel importante na disponibilização de crédito de médio e longo prazo.

Contudo, alerta para a necessidade de uma gestão transparente, baseada em critérios técnicos, evitando favo -

recimentos e riscos de má governação. Concluiu a sua intervenção defendendo a criação de instrumentos financeiros inovadores, que acompanhem a realidade das pequenas e médias empresas e partilhem os riscos dos negócios, contribuindo para uma economia mais dinâmica e inclusiva.

ORÇAMENTO POR ESTUDANTE DA UEM CAIU 67% EM DEZ ANOS

Oorçamento médio disponível para cada estudante da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) reduziu-se em cerca de 67% na última década, passando de aproximadamente três mil dólares em 2014 para cerca de mil dólares em 2024. A diminuição dos recursos financeiros reflecte a redução progressiva do financiamento público e a deterioração da capacidade financeira da instituição ao longo dos últimos anos.

A informação foi avançada esta quarta-feira, em Maputo, pelo académico Ângelo Macuacua, durante uma palestra subordinada ao tema “Financiamento das Instituições Públicas de Ensino Superior em Tempos de Crise”, realizada na Faculdade de Economia da UEM. Segundo Macuacua, no mesmo período, o financiamento estatal por estudante registou igualmente uma queda significativa, passando de cerca de dois mil dólares

para aproximadamente 800 dólares. “Quando olhamos para a evolução do financiamento, verificamos que em 2014 o orçamento por estudante rondava os três mil dólares, enquanto em 2024 situa-se próximo de mil dólares. Isto representa uma redução de cerca

de 67 por cento”, afirmou o académico. De acordo com os dados apresentados, o orçamento global da universidade, quando analisado em dólares norte-americanos, caiu de cerca de 110 milhões de dólares em 2014 para aproximadamente 47 milhões de dólares em 2024.

AVARIA NO SISTEMA DO INSS PROVOCA ATRASOS NO PAGAMENTO DE PENSÕES

OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) enfrenta, desde a passada segunda-feira (15), constrangimentos operacionais resultantes de oscilações no seu sistema informático, situação que está a afectar o funcionamento de vários serviços e o processamento de operações essenciais da instituição.

Entre os sistemas afectados encontra-se o Sistema de Informação de Segurança

Social de Moçambique (SISSMO), plataforma central para a gestão de diversos processos ligados à segurança social. Como consequência, registam-se atrasos no pagamento das pensões referentes ao mês de Junho.

Num comunicado divulgado há dias, o INSS informou que equipas técnicas estão mobilizadas para resolver o problema e restabelecer o funcionamento integral dos serviços com a maior celeridade possível.

A instituição reconhece os transtornos causados pela interrupção, sobretudo

aos pensionistas, mas também aos contribuintes e demais beneficiários que dependem dos serviços prestados pelo sistema de segurança social. O incidente ocorre numa fase em que o INSS tem vindo a apostar na moderni-

zação e digitalização dos seus serviços. Nos últimos anos, a instituição registou avanços na expansão da cobertura territorial e na informatização dos processos, com o objectivo de reduzir o tempo de resposta aos utentes e aumentar a eficiência na gestão das prestações sociais.

STANDARD BANK UNEM-SEPARA APOIAR EMPREENDEDORISMO FEMININO SUSTENTÁVEL

OStandard Bank e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ) assinaram um memorando de entendimento para fortalecer o empreendedorismo feminino nas economias verde, azul e circular. Segundo noticiado pelo Diário Económico, a parceria, formalizada durante o evento Lioness Lean In Moçambique, visa apoiar mulheres desde a criação da ideia até à aceleração de empresas estruturadas, através de programas de incubação, academias de educação financeira, masterclasses empresariais e módulos digitais de aprendizagem.

A chefe da Incubadora de Negócios do Standard Bank, Érica Noormahomed, destacou o impacto social e económico da iniciativa. “Esta colaboração representa um investimento concreto no talento e na capacidade empreendedora da mulher moçambicana, reconhecendo o papel fundamental que desempenha na criação de riqueza, geração de emprego e desenvolvimento das nossas comunidades”, declarou.

Por sua vez, a directora nacional da GIZ, Kirsten Focken, ressaltou o valor da sustentabilidade ambiental alinhada ao crescimento financeiro. “Os negócios verdes não são apenas bons para

o planeta. São também bons negócios, porque reduzem custos, abrem novos mercados e criam empregos e oportunidades de crescimento de que Moçambique precisa”, afirmou.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos. Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

BOLETIM DE COTAÇÕES

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