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BOLETIM BANCA & SEGUROS 18.05.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA

| EMPRESAS E MARCAS

Segunda - feira, 18 de Maio de 2026, Ano 06, n0 8100 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

BANCO CENTRAL ORDENA RESTITUIÇÃO DE 16,3 MILHÕES DE METICAIS COBRADOS INDE-

VIDAMENTE AOS CLIENTES

OBanco de Moçambique (BdM) ordenou às instituições financeiras que operam no país a devolução de mais de 16,3 milhões de meticais aos clientes dos bancos comerciais - resultado directo da análise de processos e reclamações submetidas pelos próprios utentes dos serviços bancários e financeiros. O montante em causa refere-se a cobranças indevidas efectuadas entre Julho e Dezembro do ano passado (2025), segundo os dados recentemente divulgados pelo banco central.

De acordo com o relatório estatístico de reclamações do segundo semestre de 2025, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) foi a instituição mais visada pelos clientes, liderando a lista com 168 reclamações, o que corresponde a 34,8% do total de queixas registadas. Logo a seguir surge o Banco Internacional de Moçambique (BIM ou

Millennium bim), que concentrou 17,4% das reclamações.

O sector das carteiras móveis também foi alvo de contestação, com o serviço M-Pesa a registar 7,2% das queixas e o M-Mola a fixar-se nos 4,2%.

As queixas apresentadas pelos clientes incidem, na sua maioria, sobre créditos concedidos, irregularidades em caixas automáticas (ATM), transferências bancárias, cheques, internet banking, pagamentos de serviços e outras operações financeiras correntes.

CHIWETALU OBIKWELU É O NOVO ADMINISTRADOR DELEGADO DO ACCESS BANK MOÇAMBIQUE

OAccess Bank Moçambique anunciou a nomeação de Chiwetalu Obikwelu para o cargo de administrador delegado, decisão já aprovada pelo Banco de Moçambique e que surge numa fase de recuperação financeira e reforço operacional da instituição.

De acordo com um comunicado oficial do banco, citado pelo Diário Económico, a nomeação formaliza uma liderança que, na prática, vinha sendo exercida desde 2025, ano em que Obikwelu assumiu interinamente a direcção executiva do banco, após ter ingressado na instituição em 2024 como administrador adjunto.

Segundo o Access Bank Moçambique, o período de gestão interina foi marcado por uma melhoria significativa do desempenho financeiro da instituição, incluindo o regresso à rentabilidade após resultados negativos registados anteriormente.

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Assessoria

O presidente do Conselho de Administração do Access Bank Moçambique, Rogério Samo Gudo, considerou que a nomeação representa continuidade estratégica e confiança no trabalho já desenvolvido pela actual liderança. “Durante o seu mandato interino, Chiwetalu trabalhou de perto com as equipas para reforçar o negócio, melhorar a discipli-

na operacional e recentrar o foco nos clientes e nas pessoas”, afirmou. Com mais de 25 anos de experiência no sector bancário africano, Chiwetalu Obikwelu desempenhou anteriormente funções no Access Bank África do Sul, em áreas de banca corporativa, financiamento de energia, transformação digital e financiamento estruturado.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

FUNDO SOBERANO DE MOÇAMBIQUE RECEBE MAIS 12,5 MILHÕES DE DÓLARES NO PRIMEIRO

TRIMESTRE DE 2026

OFundo Soberano de Moçambique (FSM) recebeu, no primeiro trimestre de 2026, mais 12,5 milhões de dólares provenientes das receitas da exploração de gás natural, numa operação que o Governo considera estratégica para o reforço da estabilidade macroeconómica do País.

A informação consta do relatório de execução orçamental referente ao período de Janeiro a Março, no qual o Executivo sublinha que a transferência para a conta do FSM demonstra o compromisso das autoridades com uma gestão prudente das receitas dos recursos naturais, segundo informou a Lusa.

“Com a transferência de 12,5 milhões de dólares para a conta do FSM no primeiro trimestre de 2026, destaca-se que o Governo está a reforçar a estabilidade macroeconómica através da gestão das receitas do gás natural e do Fundo”, refere o documento.

Com esta nova transferência, o capital do FSM continua em trajectória de crescimento.

Dados divulgados anteriormente pelo Banco de Moçambique indicavam que, até 8 de Abril, o fundo acumulava 117,477 milhões de dólares, correspondendo a um crescimento de 6,8% em quatro meses, enquanto o valor de mercado ascendia a 117,501 milhões de dólares.

O arranque operacional do FSM ocor-

reu em Dezembro de 2025, quando o Governo transferiu os primeiros 109,97 milhões de dólares provenientes da exploração de gás natural para capitalização inicial do mecanismo. Posteriormente, em Janeiro deste ano, foi realizada uma nova injecção de 6,159 milhões de dólares.

GOVERNO EXPECTA ENCAIXE DE 3 MIL MILHÕES DE DÓLARES EM INVESTIMENTO DIRECTO PROVENIENTES DO REINO UNIDO

OReino Unido poderá injectar cerca de 3 mil milhões de dólares em Investimento Directo Estrangeiro (IDE), na sequência da mobilização prevista pelo Governo para o financiamento de sectores estratégicos da economia nacional, com destaque para energia.

O ministro da Planificação e Desenvolvimento, Salim Valá, que anunciou o facto no âmbito do reforço da cooperação económica entre os dois países, entre os sectores prioritários, para além da mobilidade eléctrica, transporte sustentável, agro-indústria sustentável, destacou também fertilizantes verdes, hidrogénio verde e outras indústrias intensivas em energia limpa.

O financiamento enquadra-se no chamado Pacto para o Crescimento Inclusivo, assinado entre Moçambique e o Reino Unido, e que pretende impulsionar investimentos estruturantes, criação de emprego e desenvolvimento sustentável.

Para a concretização das metas definidas, Salim Valá defendeu a necessidade de implementação “com disciplina, consistência e sentido de urgência”.

Para a Alta Comissária do Reino Unido em Moçambique, Helen Lewis, o País

possui condições para acelerar a sua transformação económica e consolidar-se como um centro regional de investimento e produção, desde que consiga garantir coordenação e ambição estratégica.

CAMPANHA AGRÍCOLA 2026

MOÇAMBIQUE PREVÊ PRODUZIR 21,3 MILHÕES DE TONELADAS E COMERCIALIZAR 14,6 MILHÕES DE TONELADAS DE PRODUTOS

Na Campanha de Comercialização Agrícola 2026, o país prevê uma produção global estimada em cerca de 21,3 milhões de toneladas, representando um crescimento de 26% em relação à campanha anterior. Deste volume, deverão ser comercializadas aproximadamente 14,6 milhões de toneladas de produtos como milho, mandioca, feijão, arroz, hortícolas, gergelim e castanha de caju.

A previsão foi apresentada pelo Presidente Daniel Chapo, durante o lançamento oficial da presente campanha, sob o lema “Comercialização Agrícola: Dinamizando Negócios e Cadeias de Valor”.

O Chefe do Estado, que discursava numa cerimónia pública no distrito de Ribáuè, província de Nampula, destacou que a campanha agrícola 2026 decorre num contexto de choques climáticos em que cerca de 441 mil hectares foram afectados por cheias, inundações e ciclones, dos quais aproximadamente 54 mil hectares foram perdidos, afec-

MAAP

ANUNCIA

tando cerca de 300 mil produtores em todo o país.

Chapo anunciou, igualmente, as novas medidas para reorganizar a comercialização agrícola no país, incluindo reformas legais destinadas a proteger os produtores nacionais, reforçar o controlo

do mercado agrícola e impulsionar o agro-processamento.

O objectivo é reservar aos operadores nacionais o contacto directo com os produtores ao nível dos distritos, postos administrativos e localidades, enquanto os operadores estrangeiros deverão efectuar compras nas capitais provinciais.

LINHA DE FINANCIAMENTO DE 107 MILHÕES PARA APOIAR A PRODUÇÃO DE CULTURAS DE RENDIMENTO E ALIMENTARES

OMinistério da Agricultura Ambiente e Pescas, (MAAP) vai criar de uma linha de financiamento de 107 milhões de meticais destinada a apoiar a produção de algodão, oleaginosas e culturas alimentares a partir da campanha 2026/2027. O financiamento visa facilitar o acesso dos produtores à semente certificada, fertilizantes, pesticidas e equipamento agrícola de pequena escala.

O anúncio foi feito pelo ministro do MAAP, Roberto Albino, durante a reunião Nacional de Negociação de Preços Mínimos de Algodão e Oleaginosas, evolvendo produtores, indústria e parceiros do sector agrário.

O encontro serviu igualmente para apresentar novas medidas de modernização do sector, incluindo a introdução das Guias Electrónicas de Trânsito para o controlo da circulação de oleaginosas e a Certificação Electrónica de Qualida-

de, criada para responder às exigências dos mercados internacionais, sobretudo após notificacaões relacionadas com resíduos de pesticidas no gergelim exportado para o Japão. Albino, anunciou ainda a adesão à Ja-

nela Única Electrónica para exportação de algodão e oleaginosas, medida que visa travar exportações ilegais que, nos últimos três anos, causaram prejuízos superiores a 267 milhões de dólares norte-americanos em divisas não repatriadas ao Estado.

A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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