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BOLETIM BANCA & SEGUROS 17.12.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

e-mail: redaccao@ltmservicos.co.mz

HOLLARD MOÇAMBIQUE LUCRA 351,9 MILHÕES DE METICAIS E CONSOLIDA EXPANSÃO COM GLOBAL ALLIANCE

AHollard Moçambique reafirmou o seu protagonismo no sector de seguros nacional ao reportar um lucro líquido de 351,9 milhões de meticais no exercício financeiro findo a 30 de Junho de 2025. O resultado é reflexo directo da aquisição estratégica da Global Alliance Seguros, que impulsionou a capacidade operacional do grupo em solo nacional.

De acordo com o “DE”, o lucro total do grupo foi sustentado por dois braços principais de actuação, a Hollard Seguros (Ramo Geral) que contribuiu com 297,4 milhões de meticais é a Hollard Vida que registou um lucro de 54,5 milhões de meticais.

Apesar do crescimento, o braço de Vida sentiu os reflexos da conjuntura económica. O prémio bruto emitido neste sector recuou 1% (590,9 milhões de meticais), influenciado pela redução da actividade de crédito no país. Em contrapartida, a Hollard Seguros saltou 15%, atingindo a marca de 4,8 mil milhões de meticais em prémios.

Mesmo enfrentando um cenário de taxas de juro voláteis e reservas obrigatórias mais rigorosas impostas pelo banco central, a seguradora manteve indicadores de saúde financeira em alta. Os rácios de solvência fixaram-se em 327% para a Hollard

Seguros e 299% para a Hollard Vida. Estes números indicam que a empresa possui quase o triplo do capital exigido pelos reguladores para cobrir eventuais riscos, demonstrando uma gestão de capital prudente.

GOVERNO RESTRINGE IMPORTAÇÃO DE BENS NÃO ESSENCIAIS PARA PROTEGER PRODUÇÃO NACIONAL

OConselho de Ministros (CM) aprovou, na terça-feira (16), durante a sua 42ª sessão ordinária, restrições à importação de quantidades específicas de produtos de consumo corrente. A lista inclui itens como água mineral engarrafada, massas alimentícias, cimento portland, farinha de milho, tijoleira e sal.

De acordo com o porta-voz do Governo, Inocêncio Impissa, a decisão estratégica tem como objectivo central salvaguardar a posição externa do país e garantir que as divisas disponíveis sejam alocadas prioritariamente para a importação de bens e serviços considerados essenciais. Para além da gestão de divisas, a medida pretende tornar a indústria emergente nacional mais competitiva. Segundo Impissa, que também tutela a pasta da Administração Estatal e Função Pública, o Governo espera incentivar a produção nacional e promover a substituição de importações não essenciais.

“A intenção é proteger o interesse público no acesso a bens essenciais, estimular a produção nacional e reforçar a base pro-

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dutiva doméstica”, afirmou o porta-voz, sublinhando que a medida contribui para a estabilidade macroeconómica do país. Impissa, assegurou ainda que as restrições respeitam os princípios da proporcionalidade, temporalidade e não discriminação, conforme as obrigações multilaterais assumidas por Moçambique.

Ainda na mesma sessão, o Executivo aprovou os termos para a concessão de serviços de modernização e manutenção do sistema da Janela Única Electrónica (JUE). O projecto funcionará em regime de parceria público-privada e visa optimizar o desembaraço aduaneiro de mercadorias no país através de tecnologia de ponta.

Quarta - feira, 17 de Dezembro de 2025, Ano 05, n0 816
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
PARA MAIS

EUA

ANUNCIAM INVESTIMENTO DE 1,8 MIL MILHÕES DE DÓLARES NA SAÚDE EM MOÇAMBIQUE

Os Governos de Moçambique e dos Estados Unidos da América (EUA) assinaram, na segunda-feira (15), um memorando de entendimento que prevê um investimento americano de até 1,8 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos. O acordo visa a melhoria estrutural do sistema de saúde moçambicano e o combate a doenças endémicas.

O documento foi rubricado pelo vice-secretário de Estado norte-americano, Christopher Landau, e pela ministra moçambicana dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Maria Lucas. O acto solene ocorreu durante a visita oficial da governante moçambicana a Washington, onde se faz acompanhar pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, e pelo embaixador Alfredo Nuvunga.

O financiamento, disponibilizado através do Departamento de Estado, terá como prioridade a introdução de soluções médicas avançadas. Entre os destaques está a expansão do uso do lenacapavir, um medicamento inovador para a prevenção do VIH/SIDA, além de novos impulsos nos esforços de erradicação da malária.

Em contrapartida, Moçambique assumiu o compromisso estratégico de elevar os seus gastos internos com saúde para quase 30% do orçamento governamental até 2030. Estes fundos nacionais serão direccionados para a

melhoria da saúde materna, neonatal e infantil, para intensificação da luta contra a transmissão vertical do VIH/ SIDA, sobretudo para o fortalecimento da resiliência do sistema sanitário nacional.

INSS E OIT DEBATEM SUSTENTABILIDADE DO SISTEMA DE SEGURANÇA SOCIAL

OInstituto Nacional de Segurança Social (INSS) iniciou, na terça-feira (16), uma capacitação técnica focada em estudos actuariais. O evento, realizado em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), visa identificar os factores que garantem o fortalecimento e a sustentabilidade a longo prazo do sistema de segurança social obrigatório em Moçambique.

Durante quatro dias, técnicos das províncias e dos serviços centrais estarão reunidos em Maputo com o especialista da OIT, Andres Acuna-Ulate. A agenda inclui a análise de modelos actuariais, consistência de dados e testes de sensibilidade.

O objectivo central, segundo a directora de Seguro Social do INSS, Hermenegilda Carlos, é capacitar os quadros locais para que o país ganhe independência nesta área. “É necessário que os actuários assimilem estes conhecimentos para que, no futuro, sejam capazes de

realizar estudos de forma autónoma, através de técnicos nacionais”, sublinhou a directora na abertura do evento.

A realização destes estudos é vista como uma peça estratégica para a gestão de recursos. De acordo com a instituição,

os resultados permitirão antecipar desafios financeiros e demográficos, ajustar políticas de segurança social à realidade económica do país e sobretudo, reforçar a confiança de contribuintes, beneficiários e pensionistas.

A nova edição da B&S chega com uma leitura indispensável sobre os desafios e oportunidades da economia nacional. Destacamos a relevância estratégica da

FACIM, palco onde Moçambique reafirma o seu potencial comercial e industrial. Trazemos ainda análises actuais sobre finanças, seguros e investimento,

preparando o leitor para compreender um mercado em rápida transformação. Boa leitura!

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