Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Segunda - feira, 17 de Julho de 2026, Ano 06, n0 963 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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CONFERÉNCIA DA OESAI APENAS 17% DA POPULAÇÃO ADULTA BENEFICIA DE ALGUM SERVIÇO OU PRODUTO DE SEGUROS EM MOÇAMBIQUE
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pesar do crescimento da indústria de Seguros em Moçambique, ainda persiste o desafio de ampliação do mercado de seguros, e a digitalização através de carteiras moveis tem sido apontada como o recurso mais potencial para acelerar a abrangência de maior número possível de pessoas. O Presidente do Conselho Directivo da Associação Moçambicana de Seguradoras (AMS), Manuel Gamito, que reiterou o desafio de penetração de seguros esta segunda-feira (17), intervia durante a abertura da 48ª Conferência Anual das Organizações das Associações de Seguros da África Oriental e Austral (OESAI), com participação de aproximadamente 700 pessoas, representando 41 países. A reunião, com forte presença das mais destacas ressuguradoras internacionais com as quais as seguradoras africanas partilham os riscos, termina na quinta-feira (20), sob sob o lema Construindo Resiliência através de Mercados de Seguros Inclusivos e Sustentáveis.
Segundo Manuel Gamito, que participava remotamente do evento, a expansão dos seguros até as comunidades, visa alargar a protecção das famílias, pequenos produtores, pequenas e médias empresas (PME), os agentes a economia informais, desenvolvendo seguros agrícolas paramétricos.
De acordo com a Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, a indústria de seguros moçambicana integra 23 seguradoras, uma microseguradora, uma resseguradora, 8 entidades gestoras de fundos de pensões, 201 corretoras e 37 agentes, o que revela uma estrutura de mercado bastante diversificada.
TECIDO EMPRESARIAL EM MOÇAMBIQUE CRESCE 9,6% EM 2025 IMPULSIONADO POR MÉDIAS E GRANDES EMPRESAS
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tecido empresarial em Moçambique registou um crescimento de 9,6% em 2025, atingindo um total de 93.612 empresas activas, face às 85.423 registadas em 2024, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) na publicação "Estatísticas de Empresas e Instituições Sem Fins Lucrativos, 2025". O documento, citado pelo Intergity Magazine, avança que o dinamismo económico foi impulsionado de forma expressiva pelas médias e grandes empresas, segmentos que assinalaram ambos um acréscimo de 26,1%. Por sua vez, as microempresas, que continuam a constituir a base da estrutura empresarial do país, cresceram 11%, enquanto as pequenas empresas apresentaram uma subida de 5,1%.
A estrutura do tecido empresarial moçambicano em 2025 manteve-se dominada pelas microempresas, que representam 65,7% do total, correspondendo
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a 61.474 unidades activas. As pequenas empresas totalizaram 28.840, as médias empresas cifraram-se em 2.043 e as grandes empresas atingiram 1.255.
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03 ÁREA 4: EXXONMOBIL E PARCEIROS ADJUDICAM CONTRATOS DE 1,1 MIL MILHÕES DE DÓLARES PARA AVANÇAR COM ROVUMA LNG
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Exxonmobil e parceiros da Área 4 do projecto de gás natural Rovuma LNG adjudicaram contratos de pré investimento avaliados em aproximadamente 1,1 mil milhões de dólares, destinados à aquisição de equipamentos críticos e ao início de actividades de construção para a Fase 1 do projecto, em Cabo Delgado. Os contratos abrangem serviços de engenharia, aquisição e fabrico de sistemas de produção submarina, válvulas de produção de grande diâmetro e diferentes componentes de gasodutos offshore. A adjudicação, liderada pela ExxonMobil Moçambique, em representação dos parceiros da Área 4 - ENH, CNPC, ENI, KOGAS e XRG - constitui mais um passo no processo de preparação do projecto para a Decisão Final de Investimento (FID). O maior contrato foi atribuído à OneSubsea UK Limited e OneSubsea AS, com apoio da Aker Solutions Mozambique, para a execução de serviços relacionados com sistemas de produção subma-
rina, sistemas de controlo e umbilicais. Foram igualmente adjudicados contratos à Advanced Technology Valve S.p.A., para o fornecimento de válvulas de produção de grande diâmetro; à Corinth
Pipeworks Pipe Industry Single Member S.A., para o fabrico e revestimento de tubagens soldadas; e à Sumitomo Corporation of America, para o fornecimento de tubagens sem costura.
NONA INFRA-ESTRUTURA DE 250 MILHOES DE DOLARES DEVERÁ LEVAR GAS PARA TODO O PAÍS
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oçambique passará a contar com uma nova infra-estrutura de transporte, regaseificação, armazenamento e distribuição de gás natural, avaliado em 250 milhões de dólares, que será construída no Porto da Beira, na província de Sofala. A infra-estrutura deverá ligar Inhambane àquela província, com o objectivo de transportar gás para sul e para o norte, no âmbito de projectos estruturantes, como a plataforma flutuante, em Temane e vai incluir um sistema de gasodutos para conectar a indústrias em Tete até Inhambane. Trata-se de um contrato de concessão aprovado em Dezembro de 2025, cuja conclusão está prevista para 2030. Entretanto, a sua implementação será feita de forma faseada.
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As primeiras acções deverão residir na conclusão do estudo de impacto ambiental, a ser executado em 12 meses, estruturação do estudo de viabilidade,
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também a ser materializado num ano e, posteriormente, será apresentado o plano de desenvolvimento - instrumentos que devem ser aprovados pelo Governo.
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05 GOVERNO ANUNCIA MEDIDAS TEMPORÁRIAS PARA LIMITAR A IMPORTAÇÃO DE TIJOLEIRA E DE PÃO DE FORMA
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Comissão Consultiva de Importações (CCI), órgão colegial que presta assistência e apoio na definição dos procedimentos atinentes à implementação das regras sobre produtos sujeitos a restrições quantitativas temporárias a importação, aprovou na passada quarta-feira (12 de Agosto), medidas temporárias para limitar a importação de tijoleira e de pão de forma. De acordo com um comunicado do Ministério da Economia, a iniciativa tem como objectivo fortalecer a produção nacional e reduzir a pressão dos produtos importados sobre os fabricantes moçambicanos e igualmente assegurar o abastecimento adequado do mercado nacional, garantir a oferta de produtos de qualidade a preços competitivos, incentivar o investimento público e privado na indústria cerâmica e reduzir os custos logísticos associados à importação.
O mecanismo para os produtos cerâmicos abrange as entidades importadoras, instituições financeiras, operadores logísticos e aduaneiros, aplicando-se por
um período inicial de 12 meses, contados a partir da data da sua entrada em vigor, podendo ser prorrogado por igual período, mediante avaliação.
MOÇAMBIQUE PRECISA DE 242 MILHÕES DE DÓLARES PARA TRANSFORMAR CADEIA DE VALOR DO CAJU
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oçambique necessita de 242 milhões de dólares para implementar, até 2034, o Programa de Desenvolvimento da Cadeia de Valor do Caju (PDC), uma iniciativa de dez anos liderada pelo Instituto de Amêndoas de Moçambique (IAM,), que pretende reestruturar e revitalizar o sector e torná-lo mais sustentável e competitivo. A implementação do programa poderá elevar a produção nacional de castanha de caju das actuais 218 mil toneladas para cerca de 772 mil toneladas por campanha, colocando Moçambique entre os principais produtores mundiais, segundo Hala Ramadane, técnico do IAM, em Nampula, citado pelo Notícias. No domínio do processamento, o país pretende aumentar a capacidade de processamento de aproximadamente 40 mil para 460 mil toneladas, enquanto o número de armazéns deverá atingir 25 e o de fábricas de processamento deverá passar das actuais 14 para 17 unidades. O programa prevê ainda uma mudança
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no modelo de produção de mudas. Esta actividade deverá ser progressivamente transferida para o sector privado, ficando o IAM concentrado nas funções de fiscalização e assistência técnica. A comercialização e fornecimento de produtos químicos para o tratamento dos cajueiros também deverão contar com
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maior participação do sector privado. O plano prevê, neste âmbito, um maior envolvimento do sector financeiro, através de parcerias com a banca e da criação de linhas de crédito específicas para o tratamento dos cajueiros e financiamento da produção. a
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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem
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lidera amanhã precisa de se informar hoje.
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