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BOLETIM BANCA & SEGUROS 17.07.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Sexta - feira, 17 de Julho de 2026, Ano 06, n0 942 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

MOÇAMBIQUE CONTA COM NOVO REGULADOR DE SEGUROS E FUNDOS DE PENSÕES COM EXTINÇÃO DO ISSM

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Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões de Moçambique (ASFPM) é a nova entidade Reguladora do sector de seguros, na sequência da extinção do Instituto de Supervisão de Seguros de Moçambique (ISSM), ao abrigo da Lei número 4/2026, de 21 de Janeiro. A informada foi tornada pública esta quinta-feira (16), através de um comunicado do Ministério das Finanças, e de acordo com o documento, a transição envolve a transferência de todas as responsabilidades jurídicas e operacionais da entidade extinta para o novo órgão. "A ASFPM sucede o ISSM e conserva a universalidade dos direitos e obrigações por este titulados a data da entrada em vigor da citada Lei", refere o comunicado, esclarecendo que a reestruturação tem como objectivo principal o fortalecimento do papel do Estado na monitoria e con-

trolo do sector financeiro não bancário. O ministério explica que "dentre outras, esta mudança estrutural visa dotar o regulador de maior poder de supervisão,

regulação e fiscalização da actividade seguradora e de fundos de pensões, garantindo maior estabilidade, transparência e protecção dos direitos dos consumidores no País", salienta.

FALTA DE PERCEPÇÃO DOS BENEFÍCIOS AFASTA PME'S DO MERCADO DE CAPITAIS

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economista Evandro Ribeiro considera que, embora a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) disponha de segmentos para a adesão das Pequenas e Médias Empresas (PME's) ao mercado de capitais, muitas continuam resistentes por não conseguirem identificar os benefícios da abertura do seu capital social. Segundo o economista, é necessário reforçar as acções de apoio técnico dirigidas às PME's, para que compreendam que o acesso ao mercado de capitais pode impulsionar o crescimento, facilitar o financiamento e fortalecer a sua competitividade e sustentabilidade. Na mais recente edição do Programa Mercados de Capitais, o economista Evandro Ribeiro - que analisa os principais desafios que as micros, pequenas e médias empresas nacionais enfrentam para aceder o mercado de capitais - destacou que pesar de o número de PMEs activas no país ser expressivo, a

adesão ao mercado bolsista ainda é baixa devido a desafios de literacia financeira e estruturais. Apesar de haver um relaxamento de equisitos de cotações oficiais de-

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pois da criação do segundo e terceiro mercados, o que considera uma solução para que aumente o grão das empresas e assim possam fazer parte do mercado de capitais.


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03 MICROBANCO SÓLIDO PROMOVE INCLUSÃO FINANCEIRA NOS MERCADOS DE MAPUTO

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Microbanco Sólido, em parceria com o Município de Maputo, lançou esta quinta-feira (16) uma campanha de promoção da inclusão financeira dirigida aos vendedores dos mercados formais e informais, com o objectivo de ampliar o acesso aos serviços bancários e impulsionar a economia local. Durante uma visita ao Mercado Central, o director executivo (CEO) da instituição, Gerson Tembe, afirmou que a iniciativa visa aproximar o banco dos pequenos empreendedores e compreender as suas necessidades. “A inclusão financeira não se faz a partir do escritório. Estamos aqui para trabalhar directamente com os vendedores e conhecer a sua realidade”, afirmou. Segundo Tembe, o sector informal desempenha um papel importante na economia nacional, pelo que a sua integração no sistema financeiro poderá contribuir para o crescimento dos negócios. Acrescentou que os créditos serão

concedidos de acordo com a dimensão e capacidade de cada actividade.

texto em que muitos comerciantes enfrentam dificuldades.

Por sua vez, o director municipal de Mercados e Feiras, Arnaldo Monteiro, considerou que a iniciativa poderá apoiar a recuperação e expansão dos pequenos negócios, sobretudo num con-

Monteiro reconheceu os desafios na identificação dos vendedores informais, mas defendeu uma abordagem inclusiva para garantir que mais operadores tenham acesso ao financiamento.

LUÌS CANHEMBA É O NOVO DIRECTOR DO GABINFO

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Primeira-Ministra, Maria Benvinda Levi, conferiu posse hoje (16) a Luís Àlvaro do Rosário Canhemba como novo director do Gabinete de Informação (GABINFO), sucedendo Emília Moiane, que deixa o cargo após 11 anos. Canhemba é profissional sénior em gestão e comunicação, com mais de 20 anos no ramo das indústrias de Energia, Estradas e Tecnologias. Até à data da sua nomeação ao cargo de Director do GABINFO exercia as funções de Administrador Executivo para o Pelouro Corporativo do Instituto Nacional de Tecnologias de Informação e Comunicação (INTIC). Foi também comentador do programa Break Even Point, da MBC TV. Na mesma cerimónia, foi empossado António Viagem Máquina como novo Presidente do Conselho de Administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS). Na cerimónia de posse, a Primeira-Mi-

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nistra desafiou os novos dirigentes a pautarem a sua actuação pela integridade, transparência e sentido de missão, sublinhando que o fortalecimento das instituições públicas é essencial para consolidar a confiança

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dos cidadãos na administração do Estado. O Gabinfo é o órgão público responsável pela supervisão e regulação da comunicação social em Moçambique, subordinado ao Primeiro-Ministro.


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05 LAM INVESTE 34,5 MILHÕES DE DÓLARES NA COMPRA DE CINCO AERONAVES EM 2025

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s Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) investiram cerca de 34,5 milhões de dólares (mais de 2,2 mil milhões de meticais) na aquisição de cinco aeronaves durante 2025, no âmbito da estratégia de renovação da frota e recuperação operacional da companhia. De acordo com os demonstrativos financeiros da empresa citados pela "Integrity Magazine", as aeronaves foram integralmente pagas até ao final do ano. A aquisição deverá reduzir a dependência da transportadora em relação ao aluguer de aviões, reforçando a capacidade para assegurar ligações domésticas e regionais. O investimento integra o plano de reestruturação da LAM, concebido para ultrapassar os desafios financeiros e operacionais acumulados ao longo dos últimos anos, marcados pela escassez de aeronaves e por sucessivas interrupções de voos. Paralelamente, o Governo aprovou medidas para a reestruturação da dívida

da companhia próxima de 6 mil milhões de meticais, envolvendo várias empresas estatais no plano de recuperação, com o objectivo de reforçar a estabilidade financeira e operacional da transportadora a longo prazo.

As demonstrações financeiras indicam que a LAM encerrou o exercício de 2025 com resultados líquidos positivos de 5,3 mil milhões de meticais, invertendo o prejuízo de 3,9 mil milhões de meticais, registado em 2024.

GRUPO PAMESA QUER INVESTIR EM GÁS NATURAL E CRIAR ESCOLAS DESPORTIVAS EM MOÇAMBIQUE

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Grupo Pamesa, conglomerado empresarial espanhol reconhecido como o maior fabricante de cerâmica da Europa, manifestou interesse em investir nos projectos de gás natural liquefeito em Moçambique e em criar escolas desportivas para formar crianças e jovens. Segundo um comunicado da Presidência, a intenção foi apresentada por Fernando Roig, presidente do grupo, durante uma audiência com o Presidente da República, Daniel Chapo, realizada no final da visita oficial de três dias do chefe de Estado moçambicano a Portugal. No final do encontro, Fernando Roig afirmou que o grupo pretende avançar com uma parceria na área da energia, tendo destacado o potencial do sector do gás natural liquefeito em Moçambique. O empresário considerou positivo o encontro mantido com Daniel Chapo e destacou: “Vamos tentar fazer um

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bom acordo energético sobre o GNL”. O documento da Presidência refere ainda que o Grupo Pamesa pretende manter contactos com o Executivo moçambicano nas próximas semanas para concluir

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os acordos. Além da área energética, a empresa quer criar uma escola desportiva destinada à formação de crianças e jovens, aproveitando a experiência do Villarreal Clube de Futebol.


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A banca muda, os seguros rein- ros chega com análises e proventam-se, a economia acelera. tagonistas que estão a definir o A 38.ª edição da Banca & Segu- futuro do secto, porque quem

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lidera amanhã precisa de se informar hoje.


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