Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

e-mail:
MOÇAMBIQUE GASTOU UM MILHÃO DE DÓLARES POR DIA EM AUTOMÓVEIS EM 2025
De Janeiro a Setembro do ano passado, Moçambique importou o equivalente a um milhão de dólares por dia em automóveis.
Segundo dados estatísticos actualizados do Banco de Moçambique (BdM), o país importou 259,5 milhões de dólares em viaturas automóveis no período referido, incluindo 89,7 milhões de dólares só no terceiro trimestre.
O parque automóvel de Moçambique está em grande crescimento. O país não tem qualquer produção própria de automóveis e essas importações ascenderam a 369,3 milhões de dólares no total do ano de 2022, a 421 milhões de dólares em 2023, e a 386,8 milhões de dólares em 2024.
O parque automóvel moçambicano cresceu 4,2 % em 2024, ultrapassando

1,3 milhões de viaturas, impulsionado pelos ligeiros, mas quase metade estava concentrado na cidade de Maputo, segundo dados oficiais.
De acordo com dados do Instituto Nacional de Estatística, o país contava em 2023 com 1,27 milhões de viaturas.
PRODUÇÃO DE OURO EM MOÇAMBIQUE RECUA 17% EM 2025 APÓS SUSPENSÃO DE MINAS DE MANICA
Aprodução de ouro em Moçambique registou uma queda de 17% em 2025, fixando-se em cerca de 1.300 toneladas.
O desempenho ficou abaixo das metas do governo, interrompendo um ciclo de crescimento recorde, devido à paragem forçada de operações mineiras na província de Manica um dos principais polos de mineração artesanal e de pequena escala do país, por graves danos ambientais.
De acordo com os dados oficiais da execução orçamental de 2025, o volume produzido representou apenas 82% da meta prevista. Após ter atingido o recorde histórico de mais de 1.600 toneladas em 2024, o sector recuou para níveis próximos aos de 2022 (1.263 toneladas).
A paralisação, decretada a 30 de Setembro de 2025, ocorreu após o governo classifi-
PUBLICIDADE:

car a situação ambiental na região como "crítica". Relatórios técnicos apontaram para a poluição severa de rios, com
águas turvas e avermelhadas e descarte de resíduos sem tratamento e lavagem directa de minérios nos cursos de água.






PARALISAÇÃO DA MOZAL RETIRA CERCA DE 20% DO ABASTECIMENTO DE ALUMÍNIO NA EUROPA
Arecente paralisação da fundição de alumínio Mozal, um dos maiores projectos industriais da África Austral, retira aproximadamente 20% das importações de alumínio primário da União Europeia, num momento em que o mercado global enfrenta constrangimentos adicionais na oferta.
A Mozal representou, no último ano, aproximadamente um quinto das importações europeias de alumínio primário, consolidando-se como um dos principais pilares do abastecimento daquele mercado.
A sua paralisação surge numa altura em que os preços internacionais do alumínio atingem máximos desde 2022, reflectindo pressões simultâneas sobre a oferta global.
Refira-se que a fundição contribuía

com cerca de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) na economia moçambicana e representava perto de 20% das
receitas de exportação do País, configurando-se como um dos maiores projectos industriais de base exportadora.
PREJUÍZOS ANUAIS NOS CFM SUL ATINGEM 4,5 MILHÕES DE DÓLARES
Aempresa Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) na zona sul regista um prejuízo anual de 4,5 milhões de dólares em subsídio ao transporte ferroviário de passageiros. O valor corresponde 85% do custo real das passagens nas linhas do Limpopo, Goba e Ressano Garcia.
De acordo com o director do CFM Sul, Emídio Bata, os passageiros pagam apenas 15% do custo efectivo do serviço, sendo o remanescente absorvido pela empresa no âmbito da sua responsabilidade social.
Segundo a AIM, o responsável citado alertou ainda que as tarifas actualmente praticadas não cobrem sequer os custos de combustível. Apesar disso, reiterou o compromisso da empresa em assegurar a continuidade do serviço devido ao seu impacto social e à importância que detém na mobilidade de milhares de cidadãos.


No que toca aos investimentos, a empresa destaca os projectos em curso de a aquisição de quatro locomotivas por 8 milhões de dólares e a compra de outras dez para o CFM Sul avaliadas em 34,49 milhões de dólares.
O plano de investimentos inclui também a aquisição de 300 vagões de bordas altas, num contrato de 26,85 milhões de dólares, visando reforçar a capacidade de transporte de carga e equilibrar as contas da instituição.







MOÇAMBIQUE E PORTUGAL LANÇARAM PLATAFORMA “MOBIMZPT” PARA IMPULSIONAR MOBILIDADE SUSTENTÁVEL
No âmbito dos acordos da 6ª Cimeira Bilateral, a Sociedade de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP) assinaram, nesta terça-feira, 17 de Março, um memorando de entendimento para a criação da MobiMZPT, uma plataforma visa unir academias e o sector privado para desenhar soluções de descarbonização nos transportes e logística em ambos os países.
O evento, realizado sob o lema "Visão Estratégica para a Mobilidade Sustentável em Moçambique", concretiza o compromisso firmado em Dezembro passado, na cidade do Porto, com o objectivo integrar a sustentabilidade como pilar das políticas públicas, focando na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e na preservação ambiental.

A MobiMZPT funcionará como um ecossistema de partilha de conhecimento entre universidades e investigadores para o desenvolvimento de novas
tecnologias, empresas para a aplicação prática de soluções logísticas e o sector público para a formulação de políticas de mobilidade urbana.
ADMINISTRADORES DISTRITAIS DOAM 265 MIL METICAIS AO INGD PARA APOIO
A VÍTIMAS DE CHEIAS E INUNDAÇÕES
Oprocesso de revisão do Regulamento da Segurança SociOs administradores distritais entregaram esta segunda-feira (16) um cheque no valor de 265.000 meticais ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD). O montante destina-se a reforçar as capacidades institucionais na assistência às famílias afectadas pelas cheias e inundações que atingiram várias regiões do país.
Falando em representação dos administradores do país, o administrador do distrito de Boane, Lázaro Manuel Mbambamba, explicou que a iniciativa surge da necessidade de apoiar quem mais precisa.
“Estamos aqui em nome dos colegas que estão espalhados por todo o país. Esta contribuição resulta de um esforço voluntário de cada administrador para mitigar os efeitos das cheias que



afectaram de forma dramática algumas províncias”, afirmou.
Por sua vez, a Presidente do INGD, Luísa Meque, agradeceu o gesto e destacou o papel fundamental destes dirigentes na gestão do risco de desastres
“Gostaria, em nome do Governo e do INGD, agradecer por este gesto de solidariedade. Sabemos que os administradores têm estado na linha da frente, desde a preparação dos planos de contingência até às acções de prevenção e resposta às intempéries”, afirmou.



MBC e Revista Banca & Seguros - União de Sinergias
A 34 edição da revista Banca & Seguros já está disponível. Nesta edição anun ciamos que a revista passa a fazer parte da MBC, como forma de englobar mais


informação actualizada, e acessível ao nosso público.
Uma leitura essencial para compreen der as temáticas do sector financeiro, os riscos emergentes e as oportunida des que se abrem no mundo dos negó-
cios e corporizam a economia no geral. Aos nossos leitores e parceiros, fica o convite para mais uma edição que diferencia das anteriores pela nossa identidade corporativa, análise, visão e conteúdo estratégico.












