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BOLETIM BANCA & SEGUROS 16.12.2025

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Terça - feira, 16 de Dezembro de 2025, Ano 05, n0 815 Contacto: +258 87 672 7013

e-mail: redaccao@ltmservicos.co.mz

MOZAL ANUNCIA SUSPENSÃO DE FUNDIÇÃO DE ALUMÍNIO PARA 2026 POR FALTA DE ENERGIA A PREÇOS COMPETITIVOS

AMozal S.A. confirmou, hoje (16) que irá suspender as operações na sua fundição de alumínio em Moçambique a partir do dia 15 de Março de 2026. A informação consta de um comunicado de imprensa citado pelo jornal O País.

De acordo com a nota, a Mozal não conseguiu garantir o fornecimento de electricidade suficiente e a preços competitivos para continuar com as operações após esta data. A electricidade a preços competitivos é essencial para a continuidade das operações de qualquer fundição de alumínio, uma vez que representa um dos seus maiores custos, explica a empresa na nota.

Segundo a Mozal, encontrar uma solução tornou-se ainda mais difícil devido às condições de seca que afectam a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), principal fornecedora de energia da Mozal. Historicamente, a maior parte da electricidade para a Mozal tem sido gerada pela HCB, mas as condições de seca significaram que também foi necessária uma quantidade significativa de electricidade proveniente da Eskom, na África

do Sul, com custos mais elevados, pode-se ler no comunicado. Diante deste cenário, a Mozal decidiu não adquirir as matérias-primas necessárias para continuar a produção após Março de 2026. O presidente da Mozal, Samuel Samo Gudo, diz que a empresa compreende como o anúncio é difícil para os traba-

lhadores da empresa e para os parceiros em Moçambique.

“O foco imediato da Mozal é a segurança e o bem-estar das suas pessoas, bem como a suspensão segura e ordenada das operações na fundição em Março de 2026”, disse Samuel Samo Gudo, citado no comunicado.

LAM REFORÇA FROTA COM DUAS AERONAVES PRÓPRIAS AVALIADAS EM 25 MILHÕES DE DÓLARES

Aempresa Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) adquiriu duas aeronaves, no âmbito do reforço da frota.

As aeronaves, do tipo Embraer 190, representam um investimento total de 25 milhões de dólares. Cada aeronave possui capacidade máxima para 100 passageiros e foi avaliada em 12,5 milhões de dólares. O objectivo é reforçar a frota da companhia aérea de bandeira nacional.

O Presidente do Conselho de Administração da Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM), Agostinho Langa, que tutela a LAM no processo de revitalização, destacou que este é um momento histórico. “Este é um pequeno passo para a LAM, mas é um grande passo para o país. Estão aqui duas aeronaves próprias da LAM, não são alugadas”, afirmou Langa no Aeroporto Internacional de Maputo, sublinhando que os aviões possuem matrícula nacional “C9”, comprovando que pertencem à companhia.

Agostinho Langa assegurou que as aeronaves chegaram em perfeitas condi-

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ções operacionais e encontram-se certificadas ao nível europeu. “São aviões certificados pela Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação (EASA), voavam na Holanda, estão em perfeitas condições e com todas as manutenções feitas”, explicou. Nesse quadro, o ministro dos Transpor-

tes e Logística, João Matlombe, destacou o trabalho realizado nos últimos quatro meses, período em que a LAM conseguiu inverter a tendência de prejuízos. “Pela primeira vez, as vendas estão a ser superiores às despesas”, afirmou, embora tenha reconhecido que o passivo acumulado ainda representa um peso sobre os resultados.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

GCRA RECUPEROU MAIS DE 27 MIL MILHÕES DE METICAIS EM BENS E VALORES ILÍCITOS APREENDIDOS EM CINCO ANOS

OGabinete Central de Recuperação de Activos (GCRA) anunciou na segunda-feira, 15 de Novembro, que, nos últimos cinco anos desde a sua criação, conseguiu recuperar um total de 27.185.894.677,44 meticais (aproximadamente 425,5 milhões de dólares).

Este montante refere-se a bens e valores de origem criminosa ou manifestamente incompatíveis com os rendimentos declarados pelos indivíduos envolvidos.

O anúncio foi feito por Ana Marrengula, directora do GCRA na Procuradoria-geral da República (PGR), durante a abertura da 3ª Reunião do Gabinete. A directora salientou que o montante apurado indica a persistência de cidadãos no país que ostentam riquezas incongruentes com os seus rendimentos legítimos. Marrengula destacou a evolução do GCRA, que viu o seu quadro de pessoal crescer de nove para 50 quadros em 2025, resultando num aumento do número de processos de investigação patrimonial financeira concluídos. No entanto, a directora alertou para

desafios estruturais e operacionais que limitam a eficácia e a celeridade do trabalho, como a dependência da requisição para colher dados essenciais consome tempo e recursos. O GCRA considera imperioso consolidar o acesso remoto, directo e seguro às bases de dados nacionais e acesso a tecnologias moder-

nas para análise de dados financeiros e digitais.

Além disso, também é necessário um reforço orçamental para a abertura de gabinetes provinciais de recuperação de activos, visando uma investigação mais produtiva.

NORUEGA E EDM ASSINAM ACORDO DE 2,5 MILHÕES DE EUROS PARA FORTALECER A RESILIÊNCIA DA REDE ELÉCTRICA NACIONAL

ANoruega disponibilizou um financiamento de 2,5 milhões de euros à Electricidade de Moçambique (EDM), empresa estatal, para reforçar a infraestrutura eléctrica do país e garantir o fornecimento de energia a populações afectadas por catástrofes naturais.

O apoio foi formalizado na última sexta-feira (12) em Maputo, através da assinatura de um Acordo de Cooperação que visa especificamente aumentar a resiliência da rede eléctrica nacional face a eventos climáticos extremos.

O embaixador da Noruega em Maputo, Egil Thorsas, sublinhou o objectivo do financiamento, afirmando que se destina a “garantir interrupções mais curtas, restauração mais rápida do abastecimento e um serviço mais fiável para a população de Moçambique”.

Thorsas destacou o alcance social da iniciativa, que terá um impacto directo na protecção de serviços cruciais. “Particularmente para hospitais, es-

colas e sistemas de abastecimento de água essenciais à vida”, acrescentou o diplomata, frisando que a parceria visa reduzir os custos sociais e económicos causados pelas catástrofes naturais.

O embaixador explicou que o financiamento permitirá reforçar as partes mais expostas da rede, acelerar as reparações de

emergência e reconstruir infraestruturas “de acordo com padrões mais elevados e mais resistentes às alterações climáticas”.

Egil Thorsas recordou que a EDM enfrenta desafios significativos, registando perdas anuais entre 5 milhões de euros e 6,8 milhões de euros devido a danos relacionados com o clima.

ARÁBIA SAUDITA APOIA FAMÍLIAS VULNERÁVEIS NO NORTE DE MOÇAMBIQUE

APresidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, recebeu na manhã desta segunda-feira, 15 de Dezembro de 2025, o Embaixador do Reino da Arábia Saudita, Ahmad Awohoib, numa audiência de trabalho destinada a consolidar e fortalecer os laços de cooperação humanitária entre os dois países. O encontro foi marcado pelo anúncio da doação de cerca de cinco mil cabeças de ovelhas, que deverão chegar ao país nos próximos dias, uma oferta do Governo da Arábia Saudita para reforçar o apoio alimentar às famílias afectadas pelo terrorismo e pelos ciclones que assolam a região Norte de Moçambique. A iniciativa surge num momento crítico, coincidindo com a época chuvosa e ciclónica.

Na ocasião, Luísa Meque expressou o seu reconhecimento pelo apoio contínuo prestado pela Arábia Saudita, sublinhando a relevância desta ajuda num contexto de elevada vulnerabilidade. “Este apoio é bem-vindo neste período, em que muitas famílias perdem os seus bens e, em al-

guns casos, as suas próprias casas, construídas com materiais precários. Embora não consigamos responder a todas as perdas em termos de habitação resiliente, este tipo de assistência permite aliviar significativamente o sofrimento das populações afectadas”. Por sua vez, o Embaixador Ahmad Awohoib agradeceu a recepção e rei-

terou o compromisso do seu país em apoiar Moçambique em momentos de crise. O diplomata explicou que a opção pelo uso do porto de Nacala para a entrada da ajuda humanitária está alinhada com a actual situação no Norte do país, permitindo direccionar o apoio alimentar de forma mais rápida e eficiente às comunidades necessitadas.

IVETE ALANE RENOVA APELO POR ADESÃO MASSIVA À REGULARIZAÇÃO DA DÍVIDA DE CONTRIBUIÇÕES DO INSS

AMinistra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, lançou um novo e veemente apelo aos contribuintes devedores para que aproveitem o período de perdão de multa e redução de juros de mora, classificando a medida como uma “grande janela de oportunidade” para regularizarem a sua situação com o Sistema de Segurança Social. A declaração foi proferida na última Sexta-feira (12) na Ponta do Ouro, distrito de Matutuíne, província de Maputo, durante a abertura da Reunião Nacional do Instituto Nacional da Segurança Social (INSS), que decorreu sob o lema “Por uma segurança social mais inclusiva”. Ivete Alane destacou que a decisão do Governo em perdoar multas e reduzir juros de mora para empresas e Trabalhadores por Conta Própria (TCP) devedores é uma “medida política corajosa”. A iniciativa, segundo a governante, visa especificamente libertar empresas, reanimar a economia nacional e restituir

direitos a milhares de trabalhadores prejudicados por dívidas acumuladas.

Alane classifica a dívida de contribuições como um “risco real para a sustentabilidade do sistema”, uma “ameaça aos direitos dos trabalhadores” e um “desrespeito às regras estabelecidas”.

Em resposta a este desafio, Alane instou o INSS a intensificar a mobilização nacional, indo activamente ao terreno – mercados, fábricas, instituições, zonas rurais e centros urbanos – de forma a garantir que “nenhum potencial contribuinte possa ficar por informar ou por sensibilizar.”

A nova edição da B&S chega com uma leitura indispensável sobre os desafios e oportunidades da economia nacional. Destacamos a relevância estratégica da

FACIM, palco onde Moçambique reafirma o seu potencial comercial e industrial. Trazemos ainda análises actuais sobre finanças, seguros e investimento,

preparando o leitor para compreender um mercado em rápida transformação. Boa leitura!

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