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BOLETIM BANCA & SEGUROS 16.09.2026

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Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Quarta - feira, 16 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 980 Contacto: +258 871 850 850

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

ENH VENDE 70% DA ENH-KOGAS PARA ACELERAR COMERCIALIZAÇÃO DO GÁS NATURAL NA CIDADE MAPUTO E MARRACUENE

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Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) pretende vender 70% das acções que detém na ENH-Kogas, por um valor mínimo de 12,6 milhões de dólares, equivalente a cerca de 805 milhões de meticais. A operação ocorre pouco mais de um ano depois de a empresa pública ter adquirido a mesma participação à Kogas Moçambique, por aproximadamente 10,95 milhões de dólares, passando a assumir o controlo total da ENH-Kogas. A ENH-Kogas foi constituída em 2013 para desenvolver e operacionalizar o projecto de distribuição e comercialização de gás natural canalizado na cidade de Maputo e no distrito de Marracuene. O projecto resulta de uma concessão atribuída pelo Governo à ENH, em 2009, para a construção e operação da respectiva rede.

são da rede permanece aquém das expectativas inicialmente traçadas, levando a ENH a procurar uma nova estratégia para revitalizar o projecto.

Mais de uma década depois, a expan-

Neste contexto, a empresa pública pre-

tende agora atrair um parceiro nacional com capacidade técnica e financeira, que possa contribuir para acelerar a expansão da rede e a concretização do projecto de distribuição de gás natural às famílias e empresas.

ESTADO COLOCA CERCA DE 5 MILHÕES DE METICAIS NAS OBRIGAÇÕES DE TESOURO NO INÍCIO DE SETEMBRO

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Estado colocou mais 5.056 milhões de meticais em operações de troca de passivos e de Obrigações do Tesouro (OT), elevando a 50.064 milhões de meticais em 12 emissões neste ano. De acordo com dados da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), as últimas duas operações foram fechadas, via bolsa, com data de 9 de Setembro. Segundo a informação publicada pelo jornal Económico, a primeira operação envolveu um leilão de troca de passivos e emissão OT de cerca de 4,7 mil milhões de meticais, equivalente ao valor total da procura. Já o segundo, envolveu a troca de uma OT de 2023, com maturidade este ano, no valor de 348,8 milhões de meticais, igualmente o valor total da procura. Recentemente, em Agosto, o Estado realizou uma emissão correspondente

à 10.ª emissão de OT 2026 – 10.ª série (OT-2026-S10), que permitiu ao Estado mobilizar 5,2 mil milhões de meticais. De acordo com o histórico desde o iní-

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cio do ano, compilado pela Lusa e incluindo as dez operações anteriores, o montante global colocado em Obrigações do Tesouro ascende agora a 54.064 milhões de meticais.


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03 EXECUTIVO APROVA PARTICIPAÇÃO DA ENH NA ESTRUTURA DE FINANCIAMENTO DO PROJECTO CORAL NORTE FLNG

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Estrutura de Financiamento e os Termos e Condições do Acordo Directo de Financiamento do Projecto Coral Norte FLNG foram aprovados pelo Conselho de Ministros, reunido esta terça-feira (15), em Maputo. A decisão do executivo permite a participação da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) na estrutura societária do Projecto Coral Norte. “A Resolução aprova os Termos Gerais do Financiamento da componente dos capitais próprios da ENH no Projecto Coral Norte FLNG, da Área 4 Offshore, do Bloco do Rovuma”, refere o comunicado do Conselho de Ministros. A deliberação do Executivo autoriza ainda, a constituição da ENH Coral Norte, SU, S.A., e a aquisição da totalidade do seu capital social, pela ENH Rovuma Área 4, S.A., no empreendimento de gás natural do reservatório Coral Norte na Área 4 da Bacia do Rovuma. De acordo com o porta-voz do Governo, Salim Valá, esta decisão permite “isolar

o risco associado à participação directa da sua empresa-mãe em projectos com uma estrutura de financiamento complexa”, seguindo boas práticas internacionais de segregação de investimentos através de entidades jurídicas distintas.

O Projecto Coral Norte será a segunda unidade flutuante de produção, liquefacção e exportação de gás natural do País, previsto a iniciar a produção em 2028, podendo contribuir com cerca de sete milhões de toneladas de GNL por ano, segundo a Eni.

PORTO DE CHONGOENE ABRE CAMINHO PARA NOVO EIXO LOGÍSTICO

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pós obter as licenças necessárias para o funcionamento da infra-estrutura portuária, o Porto de Chongoene, na província de Gaza, está autorizado a iniciar operações comerciais. O terminal poderá aproximar a produção mineira dos mercados internacionais, reduzindo distâncias e custos associados ao transporte de mercadorias. Com capacidade projectada para movimentar cerca de 8 milhões de toneladas de carga por ano, o empreendimento representa um investimento estimado em 55 milhões de dólares e deverá ter, na produção da Mina de Areias Pesadas de Chibuto, uma das principais fontes de carga. Para além da actividade mineira, o Porto de Chongoene poderá movimentar diferentes tipos de carga e estimular serviços de armazenagem, transporte e logística, criando novas oportunidades para empresas da região.

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Do ponto de vista económico, a infra-estrutura poderá contribuir para diversificar a actividade produtiva de

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Gaza e reforçar a sua integração nos corredores de comércio marítimo nacionais e regionais.


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05 INGD E ARC IMPULSIONAM ANTECIPAÇÃO FACE AOS DESASTRES EM MOÇAMBIQUE

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encontro do Grupo Técnico de Trabalho (GTT) da Capacidade Africana de Risco (ARC), uma iniciativa destinada a fortalecer a capacidade técnica de Moçambique para personalizar o modelo Africa Risk View (ARV) e utilizá-lo no monitoramento sazonal durante a época chuvosa e ciclónica 2026/27, decorre a partir desta quarta-feira (15) até próximo dia 18, na cidade de Maputo. O encontro reúne representantes da ARC e membros do GTT da ARC Moçambique, incluindo quadros do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM-IP), Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas (MAAP), Empresa Moçambicana de Seguros (EMOSE), do Programa Mundial de Alimentação (PMA), dentre outras instituições do Governo e parceiros. Ao longo dos quatro dias de trabalho, os participantes aprofundam o domínio de ferramentas e modelos destinados a melhorar a análise de cheias, secas e ci-

clones, contribuindo para decisões mais rápidas e baseadas em evidências. A capacitação permitirá igualmente avançar na elaboração do Plano Opera-

cional para Inundações e Ciclones Tropicais, com vista a tornar a preparação e os sistemas de alerta precoce mais precisos e eficazes para a protecção das populações expostas aos riscos.

INSS RECONHECE O CONTRIBUTO DA CTA NO FORTALECIMENTO DA SEGURANÇA SOCIAL

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Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) foi reconhecida pelo Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), durante a recente Reunião Nacional do INSS, pelo seu contributo no fortalecimento e melhoria do sistema de segurança social. O reconhecimento surge num contexto em que a confederação tem participado activamente no diálogo institucional e na defesa dos interesses do sector empresarial. Realizada na cidade de Tete, a reunião enquadra-se na valorização do contributo dos parceiros sociais que têm colaborado com a instituição na promoção de uma Segurança Social mais eficiente, inclusiva e sustentável. A valorização reforça, assim, a importância do diálogo e da colaboração com os parceiros sociais, num momento em que o sistema enfrenta desafios relacionados com a sustentabilidade financeira, inclusão de novos grupos,

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regularização das contribuições e a necessidade de aumentar a confiança dos trabalhadores e empregadores. Na ocasião, Álvaro Massingue, presidente da CTA, reiterou a sua disponibi-

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lidade para continuar a trabalhar com o INSS, Governo e demais parceiros sociais na construção de um sistema mais moderno, transparente, sustentável e próximo dos contribuintes.


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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para

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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-

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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?


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