Boletim Diário
ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
e-mail: redaccao@mbc.co.mz
LANÇAMENTO OFICIAL
JÁ ESTÁ
EM FUNCIONAMENTO NOVO SISTEMA DE PAGAMENTOS INSTANTÂNEOS
Apartir desta segunda-feira, 16 de Março, entra em funcionamento o novo Sistema de Pagamentos Instantâneos de Moçambique, denominado METIX. Trata-se de uma plataforma electrónica disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, que permite o envio e a disponibilização de fundos ao beneficiário de forma imediata.
A cerimónia oficial de lançamento foi dirigida pelo Governador do Banco de Moçambique (BdM), Rogério Zandamela, que na ocasião explicou que o METIX se enquadra num amplo projecto de modernização do Sistema Nacional de Pagamentos, que tem vindo a privilegiar a digitalização, a eficiência e segurança das transações financeiras em Moçambique. "Foi escolhido o nome de METIX, que remete ao nosso Metical e reflecte rapidez e comodidade na realização de transa-

ções financeiras, suportadas pelo avanço tecnológico", explicou Zandamela.
O Banco de Moçambique tem a convicção de que com a introdução do sistema de pagamentos instantâneos, estão criadas as condições para que "os cidadãos
possam realizar as suas transacções interbancárias de forma mais simples, mais rápida, económica e mais cómoda, num ambiente cada veis mais seguro, inclusivo e moderno", precisou o Governador do Banco de Moçambique.
MOZAL ESTÁ EFECTIVAMENTE COLOCADA EM REGIME DE CONSERVAÇÃO E MANUTENÇÃO
ADirecção da Mozal anunciou que a fundição de alumínio foi colocada em regime de conservação e manutenção a partir deste domingo, 15 de Março, devido à incapacidade de garantir eletricidade suficiente e a preços competitivos.
Através de um emitido esta segunda-feira (16), a Mozal Aluminium confirmou formalmente, conforme estava previsto, o desligamento da fábrica na sequência do impasse nas negociações entre Governo e partes relevantes para garantir a electricidade necessária para continuidade das suas operações para além de Março de 2026.
"Infelizmente, não foi possível chegar a um acordo sobre o preço da electricidade que permitisse à fundição manter se competitiva internacionalmente", lê-se no comunicado, esclarecendo que en-
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contrar uma solução foi ainda mais difícil devido às condições de seca que afetaram a Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB), de onde a Mozal obtinha anteriormente a maior parte da sua eletricidade. Samuel Gudo, Vice-Presidente de Ope-
rações da Mozal Aluminium, afirmou: "Estamos orgulhosos da história e do contributo significativo da Mozal para a economia moçambicana nos seus 25 anos de funcionamento", disse o responsável.






POUPANÇA EM MOÇAMBIQUE CRESCE 9,2% EM 2025 E ATINGE 297 MIL MILHÕES DE METICAIS
As poupanças dos moçambicanos através de depósitos a prazo registaram um crescimento sólido de 9,2% ao longo de 2025. O volume total fixou-se em mais de 297,6 milhões de meticais no final de Dezembro, segundo dados oficiais do Banco de Moçambique (BdM) recentemente divulgados.
O desempenho do sector bancário — que conta actualmente com 15 bancos comerciais e 12 microbancos — mostra uma trajectória de ascensão desde meados de 2024. Em Junho daquele ano, os depósitos situavam-se em cerca d 264,7 milhões de meticais, tendo disparado até ao máximo histórico de 305,8 milhões de meticais em julho de 2025. Embora tenha havido uma leve contração entre o pico de Julho e o encerramento de Dezembro, o saldo final

de 2025 superou confortavelmente os 272,5 milhões registados no início do ano. Os Depósitos a prazo registaram um crescimento de 9,2% anual, enquan-
to que os depósitos à ordem tiveram uma subida de 1,5% apenas no último mês de Dezembro, totalizando 477,8 milhões de meticais.
MOÇAMBIQUE PRETENDE CONTINUAR A SER PRIORIDADE DA UNIÃO EUROPEIA NA ATRIBUIÇÃO DE FUNDOS
OGoverno pretende que Moçambique continue a ser considerado uma prioridade da União Europeia (UE) na atribuição de fundos de ajuda ao desenvolvimento e no apoio ao combate ao terrorismo no norte de Moçambique.
A intenção foi manifestada pela Maria Lucas, ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, durante a visita do Presidente da República, Daniel Chapo, à sede da organização, em Bruxelas, na Bélgica, iniciada no sábado (14) junto das instituições europeias com o objectivo de reforçar e aprofundar as relações de cooperação entre as partes.
“Nós queríamos ver se continuávamos a ser o país prioritário na lista de prioridades da UE no que diz respeito à ajuda ao desenvolvimento”, afirmou Maria Lucas.
Segundo Lucas, durante os encontros entre Daniel Chapo e os líderes da UE, Moçambique pretende também soli-


citar a continuidade da missão europeia responsável pela capacitação das Forças de Defesa e Segurança (FDS) no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
Maria Lucas explicou que o mandato
actual dessa missão termina em Junho deste ano, razão pela qual o Governo considera fundamental garantir a continuidade do apoio europeu, de modo a reforçar as capacidades das forças nacionais no combate à insurgência armada.







NOVO INVESTIMENTO DE 500 MILHÕES DE METICAIS VAI DINAMIZAR ALGODÃO E OLEAGINOSAS
Numa iniciativa liderada pelo Instituto do Algodão e Oleaginosas de Moçambique (IAOM,IP), o subsector do Algodão e Oleaginosas em Moçambique prepara-se para elevar o investimento anual para aproximadamente 500 milhões de meticais, numa estratégia destinada à dinamização da produção, aumento da produtividade e duplicação dos rendimentos dos produtores.
A iniciativa pretende igualmente mobilizar mais 100 milhões de maticais para fortalecer toda a cadeia de valor destas culturas, consideradas estratégicas para a economia rural e sobretudo estratégias para a criação de linhas de financiamento ajustadas ao perfil do pequeno agricultor.
De acordo com o Notícias, o reforço do investimento previsto, o director-geral do IAOM, Edson de Almeida explicou que o aumento do investimento está alinhado

com a visão estratégica da instituição que passa por elevar progressivamente os volumes de produção e melhorar os níveis de produtividade por hectare. Actualmente o sector investe cerca de
cinco milhões de dólares por ano, o equivalente a aproximadamente 320 milhões de meticais, montante aplicado sobretudo na aquisição de insumos de produção e no apoio às actividades agricolas
INGD E NRC REFORÇAM COOPERAÇÃO PARA OPTIMIZAR RESPOSTA HUMANITÁRIA NO PAÍS
APresidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, recebeu recentemente uma delegação do Conselho Norueguês para Refugiados (NRC). O encontro, liderado pela Directora Re- gional para a África Subsaariana, Magna Ostberg, focou na melhoria da coordenação e assistência às populações afectadas por desastres naturais e crises humanitárias no país.
Durante a audiência, Meque admitiu que a gestão da crise de deslocados ainda enfrenta gargalos operacionais. “Apesar do esforço que tem sido feito, reconhecemos alguma fragilidade na coordenação do plano de acção para os deslocados”, afirmou Meque.
A gestora garantiu, no entanto, que o INGD está a implementar melhorias no mapeamento das zonas críticas e na monitoria da assistência prestada, visando uma resposta mais ágil e eficiente.



Para a representante do NRC, Magna Ostberg, o sucesso das intervenções em solo moçambicano está intrinsecamente ligado à qualidade das parcerias locais. Ostberg classificou a colaboração
com o governo como "positiva e construtiva", sublinhando que a eficácia no terreno depende da sinergia entre os diversos actores humanitários.



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