Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Terça - feira, 15 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 979 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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MOÇAMBIQUE ACELERA INCLUSÃO FINANCEIRA COM EXPANSÃO DAS CONTAS DE MOEDA ELECTRÓNICA
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s contas de moeda electrónica consolidaram-se como o principal canal de acesso da população moçambicana aos serviços financeiros formais, atingindo, no segundo trimestre de 2026, o equivalente a 130,9 contas por cada 100 adultos, contra apenas 33,8 contas bancárias por cada 100 adultos. Os dados dos indicadores de inclusão financeira do Banco de Moçambique (BdM), citados pela “Lusa”, mostram que no final de 2025, as contas de moeda electrónica correspondiam a 125,8 por cada 100 adultos, tendo aumentado para 130,9 no segundo trimestre deste ano. Em contraste, as contas bancárias passaram de 33,7 para 33,8 no mesmo período, uma tendência que evidencia que a utilização de serviços financeiros móveis continua a crescer. A evolução coloca a moeda electrónica quase quatro vezes acima da banca
tradicional, reforçando a importância das plataformas móveis na expansão do sistema financeiro formal, sobretudo junto das populações com menor acesso à rede física bancária. Actualmente, Moçambique conta com
três operadores de moeda electrónica - M-Pesa, e-Mola e M-Kesh - que permitem realizar operações financeiras através do telemóvel e de agentes distribuídos pelo território nacional, enquanto o sistema bancário integra 15 bancos.
EXXONMOBIL ADJUDICA CONTRATOS DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS LOGÍSTICOS A DUAS EMPRESAS NACIONAIS
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ExxonMobil adjudicou contratos de prestação de serviços relacionados com a base logística da CFM Logistics, subsidiária da empresa pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) e a Alistair Group Mozambique. A contratação feita em nome da Mozambique Rovuma Venture (MRV), confere às duas empresas de capitais moçambicanos, prestação de serviços logísticos em Pemba no âmbito da campanha de perfuração da Área 4 e das respectivas operações offshore. As adjudicações feitas a estas duas empresas de capital moçambicano demonstram o forte compromisso da MRV com o conteúdo local, segundo explicou Johanna Boothey, Presidente do Conselho de Administração e Directora-Geral da ExxonMobil em Moçambique, numa nota à imprensa.
“Estes contratos ajudarão a desenvolver capacidades locais, criar valor duradouro para Moçambique e apoiar infra-estrutu-
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ras portuárias de longo prazo que poderão beneficiar indústrias para além do sector de petróleo e gás”, acrescentou Boothey.
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03 STANDARD BANK LANÇA PLATAFORMA “EMPREENDA” PARA APOIAR EMPREENDEDORISMO
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Standard Bank, através da sua Incubadora de Negócios, lançou uma plataforma digital de aprendizagem denominada "Empreenda", que pretende apoiar o empreendedorismo e o fortalecimento das capacidades das Pequenas e Médias Empresas (PME) em Moçambique. Lançada recentemente, durante a 61.ª edição da Feira Internacional de Maputo (FACIM), a plataforma "Empreenda" é gratuita e de fácil utilização, e visa empoderar jovens, empreendedores e pequenos empresários, oferecendo-lhes conhecimento prático adaptado à realidade local. Desenvolvido em parceria com a Cooperação Alemã para o Desenvolvimento (GIZ) e a União Europeia (EU), permite o acesso a mais de 20 módulos de formação virtual, em língua portuguesa, através de telemóvel, tablet ou computador, de forma flexível e personalizada. Segundo a gestora de Programas da Incubadora de Negócios do Standard Bank, Neusa Xavier, a plataforma "Em-
preenda" surge como uma extensão da actuação da incubadora, para apoiar empreendedores em todo o País. “A Incubadora de Negócios do Standard Bank opera há nove anos e, durante este período, grande parte das nossas for-
mações era realizada presencialmente. Percebemos, porém, que desta forma não conseguíamos alcançar todo o País e que, mesmo entre os participantes, alguns não conseguiam acompanhar todas as sessões por questões de horário ou de agenda", disse a responsável.
RECURSOS NACIONAIS PODEM REDUZIR FACTURA DE IMPORTAÇÃO
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valorização dos recursos energéticos nacionais poderá constituir um dos instrumentos principais para reduzir a pressão financeira resultante da importação de combustíveis, defendeu Aniceto Dimas, durante o mais recente programa Banca & Seguros da MBCTV, no qual avaliou a sustentabilidade do Instituto Nacional de Aquisição de Produtos Petrolíferos (INAPP) face aos riscos do mercado internacional. O economista defende igualmente a implementação efectiva das disposições da Lei dos Petróleos que permitem canalizar parte da produção para o mercado nacional. Na sua perspectiva, o aumento da oferta doméstica poderá reduzir as necessidades de importação e, consequentemente, a factura de combustíveis suportada pelo país. Para Aniceto Dimas, o monopólio atri-
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buído à INAPP poderá, numa fase inicial, contribuir para reforçar a segurança e soberania energética, mas a médio e longo
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prazo, a abertura a outros operadores poderá favorecer a concorrência e melhorar a eficiência económica do mercado.
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05 MOÇAMBIQUE E BRASIL FIRMAM ACORDO DE COOPERAÇÃO NAS ÁREAS DA ADMINISTRAÇÃO E GESTÃO PÚBLICA
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oçambique e Brasil acordaram reforçar a cooperação institucional no domínio da administração e da gestão pública, através da assinatura de um memorando de entendimento, nesta segunda-feira (14), formalizado entre o Ministério das Finanças da República de Moçambique e o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos da República Federativa do Brasil. O instrumento visa estabelecer uma base sólida para a troca de conhecimentos e experiências técnicas entre os dois governos, com o objectivo de aprimorar a gestão pública, promover reformas administrativas e melhorar de forma substancial o atendimento prestado às populações. A Ministra das Finanças, Carla Louveira, considerou que o instrumento representa “mais um marco relevante no aprofundamento das relações de cooperação entre Moçambique e o Brasil” e defendeu que a cooperação deve ir além da simples partilha teórica de vivências, contribuindo activamente
para tornar os serviços públicos mais eficientes, sustentáveis e acessíveis. Por sua vez, o secretário-executivo do Ministério da Gestão e Inovação em Servi-
ços Públicos do Brasil, Cilair Rodrigues de Abreu, declarou que, “Com essa assinatura, abre-se mais um capítulo na história dos dois países; estamos a imaginar o futuro dos nossos povos”.
INSS DEVE REFORÇAR GOVERNAÇÃO E GESTÃO DE RISCOS PARA GARANTIR SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA
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Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) deve reforçar os mecanismos de governação, controlo interno e gestão de riscos, como condições fundamentais para garantir a sustentabilidade financeira do sistema de segurança social e ampliar a sua cobertura. A orientação foi dada pela ministra do Trabalho, Género e Acção Social, Ivete Alane, na abertura da Reunião Nacional do INSS, que decorre desde esta segunda-feira (14), na cidade de Tete, no qual destacou que uma segurança social mais inclusiva deve ser, antes de mais, íntegra, confiável e sustentável, o que exige o fortalecimento da gestão institucional e dos mecanismos de prevenção de riscos que possam comprometer os recursos do sistema. A governante recomendou, por isso,
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decisões imediatas para o reforço da governação, controlo interno, transparência, gestão de riscos e prevenção da
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fraude, considerando estes factores determinantes para a confiança e sustentabilidade financeira do INSS.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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