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BOLETIM BANCA & SEGUROS 15.06.2026

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Boletim Diário

Sexta - feira, 12 de Junho de 2026, Ano 06, n0 919 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

ESTUDO DO CIP

ESCASSEZ DE MOEDA ESTRANGEIRA LEVOU AO ENCERRAMENTO DE 500 EMPRESAS ENTRE

2024 E 2026

Segundo o relatório oficial das exportações do primeiro trimestre, as vendas ao exterior renderam 8,7 milhões de dólares, valor que representa uma redução homóloga de 12%. A quebra foi particularmente acentuada nas exportações de lagosta e caranguejo, dois dos principais produtos destinados ao mercado asiático.

De Janeiro a Março, a exportação de lagosta recuou 29%, fixando-se em 29 toneladas. No mesmo período, as vendas de caranguejo diminuíram 69%, para apenas 30 toneladas, reflectindo as dificuldades persistentes de acesso ao mercado chinês.

Esta redução deve-se a restrições à entrada da lagosta e do caranguejo no mercado asiático (China), a problemas de colocação do lagostim e dos cefalópodes nos mercados tradicionais e à

baixa produção de tilápia de aquacultura, consequência do baixo caudal das águas da Albufeira de Cahora Bassa”, lê-se no documento.

Para o exercício económico de 2026, o Governo estabeleceu uma meta de exportação de 9200 toneladas de pescado diverso.

POUPANÇAS DOS MOÇAMBICANOS VOLTAM A CRESCER EM ABRIL PARA

LHÕES DE METICAIS

As poupanças moçambicanas através de depósitos a prazo cresceram em Abril, após dois recuos mensais consecutivos, para 330.331 milhões de meticais, aproximando-se de máximas, segundo dados oficiais do Banco de Moçambique citados pela Lusa.

De acordo com dados estatísticos do banco central moçambicano, esses depósitos a prazo na banca atingiram no início do ano 304.675 milhões de meticais, após um crescimento de 2,4% face a dezembro, recuando consecutivamente até 299.830 milhões de meticais em março, regressando às subidas em abril.

Estes depósitos tinham atingido em junho de 2024 um total de 264.709 milhões de meticais, crescendo progressivamente, todos os meses, até ao recorde de 305.871 milhões de meticais (4.142 milhões de euros) em julho de 2025. Já os depósitos à ordem continuam a crescer, mais 2,5% num mês, para

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COMUNICAMOS PARA SI:

Assessoria de Imprensa

511.362 milhões de meticais em abril, segundo os mesmos dados

Em Moçambique, funcionam 15 bancos comerciais e 12 microbancos, além de cooperativas de crédito e organizações de poupança e crédito, entre outras.

A taxa de juro de referência para o crédito em Moçambique manteve-se inalterada em junho nos 15,50%, pelo segundo mês consecutivo, após três cortes anteriores este ano, anunciou a Associação Moçambicana de Bancos (AMB).

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

PR PROMULGA LEI QUE CRIA BANCO DE DESENVOLVIMENTO DE MOÇAMBIQUE

Daniel Chapo, promulgou a lei que cria o Banco de Desenvolvimento de Moçambique (BDM), uma instituição destinada a estruturar, financiar e impulsionar projectos estratégicos para o progresso do País. O anúncio foi feito esta segunda-feira (15) pela Presidência da República.

Num comunicado recebido pelo DE, a Presidência esclareceu que o chefe do Estado promulgou e mandou publicar a lei após verificar que o diploma não contraria a Lei Fundamental do Estado. Com este passo, fica concluída uma importante etapa do processo legislativo que conduziu à criação da nova instituição.

Segundo o documento, a promulgação da lei representa o culminar desse processo de produção legislativa, “materializando parte dos compromissos assumidos no discurso inaugural do Presidente Chapo aquando da sua investidura”, realizada em Janeiro de 2025.

Foi precisamente durante essa cerimónia que Daniel Chapo reafirmou a sua determinação em promover um desen-

volvimento inclusivo e acessível a todos os moçambicanos. “Nesse contexto, anunciou a criação do BDM, com a missão de estruturar, financiar e impulsionar projectos estratégicos para o progresso do País”, lê-se no comunicado.

A criação do banco já tinha recebido luz verde da Assembleia da República a 8 de Maio, data em que os deputados aprovaram igualmente a Lei do Conteúdo Local. O BDM arrancará com um capital social de 32 mil milhões de meticais.

EXPORTAÇÕES PESQUEIRAS DIMINUÍRAM 18% NO PRIMEIRO TRIMESTRE

As exportações pesqueiras de Moçambique registaram uma queda de 18% no primeiro trimestre de 2026, em comparação com o mesmo período de 2025, totalizando 1666 toneladas. Segundo dados oficiais, a manutenção das restrições à entrada da lagosta e do caranguejo no mercado chinês continua a afectar significativamente o desempenho do sector.

Segundo o relatório oficial das exportações do primeiro trimestre, as vendas ao exterior renderam 8,7 milhões de dólares, valor que representa uma redução homóloga de 12%.

A quebra foi particularmente acentuada nas exportações de lagosta e caranguejo, dois dos principais produtos destinados ao mercado asiático.

De Janeiro a Março, a exportação de lagosta recuou 29%, fixando-se em 29 toneladas. No mesmo período, as vendas de caranguejo diminuíram 69%, para apenas 30 toneladas, reflectindo as dificuldades persistentes de acesso ao mercado chinês.

Esta redução deve-se a restrições à entrada da lagosta e do caranguejo no mercado asiático (China), a problemas de colocação do lagostim e dos cefalópodes nos mercados tradicionais e à baixa produção de tilápia de aquacultura, consequência do baixo caudal das águas da Albufeira de Cahora Bassa”, lê-se no documento.

TRABALHADORES POR CONTA PRÓPRIA RECEBEM CARTÕES BIOMÉTRICOS DO INSS EM METUGE

Cerca de Quarenta e oito Trabalhadores por Conta Própria (TCP), inscritos no âmbito de um projecto implementado pela organização ADRA, no distrito de Metuge, província de Cabo Delgado, receberam recentemente os seus cartões biométricos emitidos pela delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS).

A entrega dos cartões decorreu no contexto de uma visita de trabalho realizada, recentemente, pelo delegado distrital do INSS em Metuge, Leonel Tembe, ao Posto Administrativo de Mieze.

Durante a visita, o responsável efectuou acções de monitoria junto de alguns profissionais inscritos no sistema de segurança social que, no início do presente ano, beneficiaram de kits de auto-emprego disponibilizados pela organização ADRA. Na ocasião, os trabalhadores foram sensibilizados sobre a importância do paga-

mento regular das contribuições à segurança social, condição essencial para o acesso aos benefícios previstos pelo sistema, incluindo a protecção em situações de incapacidade para o trabalho e outras eventualidades cobertas pelo regime.

Os beneficiários foram igualmente encorajados a utilizar a plataforma M-Contribuição, ferramenta que permite consultar e acompanhar a situação contributiva de forma mais rápida e acessível.

INGD E PARCEIROS REFPORÇAM ACÇÕES PARA A RESCUPERAÇÃO RESILIENTE DAS COMUNIDADES

APresidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Celma Meque, presidiu, na manhã desta quarta-feira (10), em Maputo, à cerimónia de abertura do Workshop sobre Reforço da Prontidão para uma Recuperação Resiliente em Moçambique, que decorrerá durante três dias.

O evento reuniu representantes do Governo, parceiros de cooperação, academia e especialistas da área de gestão de desastres, contando igualmente com a participação do Chefe de Cooperação da Embaixada do Japão, Ginga Okada, e do Coordenador Residente Interino das Nações Unidas em Moçambique, Michael Croft. A iniciativa é promovida pelo INGD, com o apoio do Governo do Japão, do Ministério da Economia e Finanças (MEF), da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e da Equipa das Nações Unidas em Moçambique. Intervindo, a Presidente do INGD, Luísa Celma Meque afirmou que Moçambique

continua entre os países africanos mais vulneráveis aos impactos das mudanças climáticas e dos fenómenos meteorológicos extremos, recordando que os ciclones, cheias e secas registados nos últimos anos provocaram perdas humanas, económicas e sociais significativas.

A dirigente defendeu que a prontidão para a recuperação deve ser encarada como um investimento estratégico para o desenvolvimento sustentável, destacando a importância do planeamento, da coordenação institucional, dos sistemas de informação e da avaliação de perdas e danos.

Caro Leitor, mais uma publicação da B&S chega às suas mãos. Nesta 37.a edição, o CEO do Gru-

po MBC, Mário Joaquim, revela a visão, a ambição e os propósitos que estão a redefinir o futuro da

Banca & Seguros e da MBC TV. Boa leitura!a

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