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BOLETIM BANCA & SEGUROS 15.05.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA

Sexta - feira, 15 de Maio de 2026, Ano 06, n0 899 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

BVM CONSOLIDA INTERNACIONALIZAÇÃO

COM INTEGRAÇÃO NA FEDERAÇÃO MUNDIAL

DAS BOLSAS

ABolsa de Valores de Moçambique (BVM) acaba de ser admitida como filiada da Federação Mundial das Bolsas de Valores, WFE na sigla em inglês, que é uma entidade global de referência e representação do sector, congregando actualmente mais de 250 Bolsas de Valores e infra-estruturas de mercado.

A BVM reage a admissão afirmando que a conquista consolida a posição da BVM "no panorama financeiro internacional", representando um reconhecimento significativo da sua maturidade institucional e do seu compromisso com as melhores práticas globais do mercado de capitais.

A Federação Mundial das Bolsas é a principal associação internacional representativa das Bolsas de Valores e câmaras de compensação regulamentadas em todo o mundo, e promove mercados financeiros transparentes, seguros e eficientes, bem como o acesso alargado ao financiamen-

to através dos mercados de capitais. Fundada em 1961 e sediada em Londres, no Reino Unido, WFE integra instituições de renome internacional, como a New York Stock Exchange (NYSE), a NASDAQ, a Tokyo Stock Exchange e a Shanghai Stock Exchange.

A BVM passa a cooperar formalmente com os demais membros da organização, beneficiando da partilha de experiências, conhecimentos técnicos e boas práticas provenientes de mercados mais desenvolvidos.

PEDRO COSSA ELEITO VICE-PRESIDENTE DO COMITÉ DAS BOLSAS DE VALORES DA SADC

OPresidente do Conselho de Administração da Bolsa de Valores de Moçambique (BVM), Pedro Cossa, foi por eleito por unanimidade como Vice-Presidente do Comité das Bolsas de Valores da SADC, numa reunião da organização que decorre nas Maurícias de 14 a 15 de Maio corrente.

Solicitado pela Banca & Seguros por telefone a reagir sobre a sua nomeação ao novo cargo, Pedro Cossa afirmou: "Ao sermos eleitos para a direcção da organização, ao mesmo tempo há uma mensagem a ser passada de que a SADC acredita em nós, enquanto instituição que gere o mercado de Valores Mobiliários em Moçambique, sobretudo, enquanto nação", disse o novo vice-líder da CoSSE.

Pedro Cossa reconhece os desafios que se lhe esperam na liderança da organização, e acrescentou: "Faremos o que estiver

ao nosso alcance para dignificar o bom nome dos moçambicanos", concluiu.

O CoSSe é o principal organismo que congrega as Bolsas de Valores na região austral de África.

No mesmo encontro, que termina esta sexta-feira (15), nas Maurícias, foi ree-

leito a Presidente da agremiação, Collen Tapfumaneyi, Pedro Frederico Cossa, quadro da BVM, foi nomeado ao cargo de Presidente do Conselho de Administração da instituição, em 11 de Março de 2025, numa altura que era Presidente da Associaçao Moçambicana de Economistas (AMECON), desde 2020.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

BCI E MILLENNIUM BIM LIDERAM RECLAMAÇÕES DE CLIENTES BANCÁRIOS EM MOÇAMBIQUE

Os bancos BCI e Millennium bim lideraram o número de reclamações apresentadas pelos consumidores bancários moçambicanos em 2025, num período em que o sector financeiro registou 1103 queixas, segundo dados do Banco de Moçambique (BdM), publicados no passado dia 13.

De acordo com o relatório do banco central relativo ao segundo semestre de 2025, o Banco Comercial e de Investimentos (BCI) contabilizou 168 reclamações entre Julho e Dezembro, depois de ter registado 211 no primeiro semestre. A instituição fechou o ano com um índice de reclamações de 6,8 e uma carteira de cerca de 2,4 milhões de clientes.

O Millennium bim, segundo mais reclamado com 84 reclamações no segundo semestre, contra 113 nos primeiros seis meses do ano.

O banco contava com aproximadamente 2,2 milhões de clientes e apresentou um índice de reclamações de 5,2.

O relatório inclui igualmente operadores de serviços financeiros móveis, com destaque para a Vodacom M-Pesa, que registou 35 reclamações num universo de 13,9 milhões de clientes, e a M-Mola, com 20 reclamações e cerca de 10,9 milhões de utilizadores.

O Banco de Moçambique deu razão a 85% das reclamações apresentadas pelos consumidores financeiros em 2024, obrigando as instituições visadas a devolver aproximadamente 18 milhões de meticais cobrados indevidamente aos clientes.

DÍVIDA PÚBLICA CRESCEU 20% NOS ÚLTIMOS CINCO ANOS E ATINGIU 72% DO PIB

OGoverno, através do Ministério das Finanças, fez saber que o ‘stock’ da dívida pública de Moçambique disparou 20% nos últimos cinco anos, fechando 2025 no equivalente a 72,23% do Produto Interno Burto (PIB).

De acordo com o relatório sobre a Conta Geral do Estado (CGE), citado pela Lusa, a dívida pública cresceu de 909,5 mil milhões de meticais (16,1 mil milhões de dólares) em 2021 para cerca de 1 bilião de meticais (17 mil milhões de dólares). Consta no documento a ser submetido à Assembleia da República para análise que o valor nominal subiu especificamente para 1,090 biliões de meticais.

“Este incremento foi impulsionado, em grande medida, pelo crescimento acelerado do endividamento interno, com maior destaque para a dívida de curto prazo, justificado pela fraca procura dos instrumentos de médio prazo”, indica o documento.

O stock da dívida pública se mantém predominantemente composto por dívida externa, que representa 56% do total, enquanto os restantes 44% correspondem a endividamento interno.

O relatório, divulgado pela Lusa, refere

ainda que o saldo acumulado da dívida pública no final do exercício económico de 2025, excluindo garantias do Estado, subiu para o equivalente a 72,23% do PIB, com um incremento nominal de 4,5% face a 2024.

EM MOÇAMBIQUE

DINHEIRO EM CIRCULAÇÃO RECUA 2,5% DESDE JANEIRO DEVIDO A POLÍTICA MONETÁRIA RESTRITIVA

Odinheiro em circulação na economia moçambicana recuou 2,5% desde Janeiro deste ano, reflectindo a continuação da política monetária restritiva adoptada pelo Banco de Moçambique (BdM) para conter as pressões inflacionistas no País.

Dados estatísticos divulgados pelo banco central, citados pelo Diário Económico indicam que o numerário em circulação desceu para 67,5 mil milhões de meticais em Março, prolongando a trajectória de queda registada pelo terceiro mês consecutivo, após o pico de 74,9 mil milhões de meticais alcançado em Dezembro de 2025.

Segundo o relatório do BdM, depois de vários meses consecutivos de crescimento da liquidez entre Setembro e Dezembro, o volume de dinheiro em circulação caiu para 69 mil milhões de meticais em Janeiro, mantendo desde então uma tendência descendente.

A redução da oferta monetária consti-

tui uma das medidas tradicionalmente utilizadas pelos bancos centrais para travar a subida generalizada de preços, através da limitação da liquidez disponível na economia.

Apesar do recuo observado nos primei-

ros meses deste ano, os dados do banco central mostram que, em termos homólogos, o dinheiro em circulação em Moçambique continua acima dos níveis registados no mesmo período do ano passado.

INSS REFORÇA SENSIBILIZAÇÃO SOBRE IMPORTÂNCIA DA SEGURANÇA SOCIAL EM GAZA

Com o objectivo de divulgar a importância do regulamento e garantir que os trabalhadores tenham a sua situação devidamente regularizada no sistema de segurança social, a Cidade de Xai-Xai, capital provincial de Gaza, acolheu esta quinta-feira (14), o seminário sobre Segurança Social Obrigatória.

A Direcção Provincial da Justiça e Trabalho em Gaza revelou que, no primeiro trimestre do presente ano, foram processados 175 casos de subsídios diversos, dos quais 51 correspondem a subsídios de doença, 61 de maternidade, 22 por morte e 41 subsídios de funeral. Foram ainda processadas e pagas prestações correspondentes a um total de cinco mil e seiscentos e cinquenta e dois pensionistas.

A fonte destacou ainda que o seminário abordou igualmente matérias ligadas à

higiene e segurança no local de trabalho, bem como benefícios associados à junta de saúde e capacidades laborais tendo exortado, os participantes a garantirem o pleno gozo dos seus direitos e a consciencializar os demais cidadãos sobre a importância da Segurança Social Obrigatória.

A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

BOLETIM DE COTAÇÕES

PATROCINADO POR BOLSA DE VALORES DE MOÇAMBIQUE

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