Boletim Diário ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS
Segunda - feira, 14 de Setembro de 2026, Ano 06, n0 978 Contacto: +258 871 850 850
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
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MONOPÓLIO ESTATAL DOS COMBUSTÍVEIS TRAZ RISCOS FISCAIS E PODE REDUZIR CONCORRÊNCIA
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pesar do novo monopólio dos combustíveis, que centraliza a sua importação, poder reforçar a segurança energética e conferir ao Estado maior capacidade de planificação do abastecimento, o mesmo expõe a economia a riscos fiscais, burocráticos e de perda de competitividade. O economista Aniceto Dimas, que avaliou o facto, recentemente, durante a sua participação no Programa Banca & Seguros, considera que eventuais prejuízos operacionais da nova entidade poderão recair sobre o Estado, através da necessidade de subvenções ou de um eventual resgate financeiro pelo Tesouro. Segundo o economista, uma estrutura centralizada poderá, igualmente, reduzir a participação de outros operadores na negociação de grandes volumes de combustíveis, limitando a concorrência e a dinâmica de formação de preços. “Há risco de ineficiência burocrática,
sobretudo em situações de emergência, devido à maior rigidez dos processos de contratação de uma empresa pública”, afirmou, Aniceto Dimas. Apesar dos riscos, o economista reco-
nhece vantagens na centralização da importação, sobretudo por permitir ao Estado planificar as necessidades nacionais, centralizar a gestão das divisas e reforçar o poder de negociação com grandes fornecedores internacionais.
ABSA E ICM REFORÇAM ACESSO AO FINANCIAMENTO AGRÍCOLA
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s operadores agrícolas passam a contar com maiores possibilidades de acesso ao financiamento, na sequência de um Memorando de Entendimento (MoU) celebrado entre o Absa Bank Moçambique e o Instituto de Cereais de Moçambique (ICM). A parceria pretende reforçar o apoio financeiro a produtores, comerciantes e empresas agrícolas, com enfoque na dinamização das cadeias de valor, comercialização e operações de importação e exportação de produtos agrícolas. O acordo aproxima a capacidade de articulação sectorial do ICM da experiência do Absa nas áreas de financiamento, comércio externo, operações cambiais e pagamentos internacionais, criando condições para o desenvolvimento de soluções financeiras ajustadas às necessidades dos diferentes intervenientes.
A cooperação prevê ainda um diálogo mais próximo com os operadores, permitindo identificar instrumentos financeiros
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adequados às várias fases das cadeias de valor, desde a produção e armazenamento até à comercialização dos produtos.
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03 RESERVAS INTERNACIONAIS DO PAÍS RECUAM PARA MÍNIMOS DE MAIS DE UM ANO NO MÊS DE JULHO
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s Reservas Internacionais Líquidas (RIL) recuaram para 3.436 milhões de em Julho (o nível mais baixo em pelo menos 12 meses), somando dois meses consecutivos de queda, segundo dados do Banco de Moçambique, citados pela Lusa. As RIL correspondem ao dinheiro em moeda estrangeira, detido pelo banco central e utilizado para assegurar a cobertura das necessidades de importação de bens e serviços da economia moçambicana. Ainda de acordo com informações da Lusa, o Ministério das Finanças confirmou anteriormente que fez uma “amortização integral e antecipada” de 698.587.604 dólares a 23 de Março, liquidando financiamentos contraídos no âmbito do Fundo para a Redução da Pobreza e o Crescimento (PRGT), do Fundo Monetário Internacional (FMI), com recurso às RIL do País. Antes dessa operação, essas reservas ascendiam a um recorde de 4.258 milhões de dólares no final de Fevereiro passado.
çambique, Rogério Zandamela, afirmou em 25 de Maio que a decisão do Governo de antecipar o pagamento integral de 630 milhões de euros de dívida ao FMI não afetou as contas da instituição, “pelo contrário”.
O então governador do Banco de Mo-
Apesar do volume das RIL, os empre-
sários queixam-se de dificuldades no acesso a moeda estrangeira para importações. A situação foi descrita anteriormente pelo presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, Álvaro Massingue, como uma “emergência económica”.
GOVERNO ESPERA CONCLUIR NOVO PROGRAMA DE ASSISTÊNCIA FINANCEIRA COM FMI ATÉ FINAL DESTE ANO
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Governo prevê concluir, até ao final de 2026, um novo programa de assistência financeira com o Fundo Monetário Internacional (FMI). O anúncio foi feito pelo Ministério das Finanças, após um encontro entre a ministra das Finanças, Carla Loveira, e a delegação do FMI, segundo avançou a agência Lusa. De acordo com o Ministério das Finanças, a missão deverá estabelecer as bases para a conclusão de um acordo ao nível técnico, conhecido como Staff Level Agreement, e para a sua posterior submisssão à aprovação do Conselho Executivo do FMI até ao final de 2026. Durante o encontro, Carla Loveira reconheceu que, apesar dos sinais de recuperação da economia, persistem desafios de liquidez ao nível da tesouraria e avançou que o Governo está empenhado na resolução da questão.
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“O Governo está empenhado na criação das condições para implementar as medidas do pacote de consolidação fiscal”,
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alinhadas com as matérias discutidas durante a missão do FMI realizada em 2026, refere o Ministério das Finanças.
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05 INGD AVALIA TECNOLOGIA DA HYTERA PARA EMERGÊNCIAS
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Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), avaliou na última sexta-feira (11), soluções tecnológicas apresentadas pela Hytera Moçambique para melhorar a comunicação e coordenação em situações de emergência. O encontro, dirigido pelo Director-Adjunto do CENOE, Alberto Armando, reuniu a equipa do INGD e contou com a presença de representantes da Hytera. Durante a sessão foram apresentados dois modelos: uma “Grande Rede” com repetidores de alta capacidade e rádios portáteis para emergências locais, e uma “Pequena Rede” com repetidores móveis, drones, viaturas equipadas e centro de comando móvel para cenários de grande magnitude com colapso das redes das operadoras. A empresa destacou que já fornece parte do equipamento do sistema atual do INGD, instalado com apoio do INCM, e manifestou disponibilidade para apoiar tecnicamente na definição das necessidades e expansão do sistema.
Alberto Armando, Director-Adjunto do CENOE, considerou a solução da Hytera tecnicamente pertinente para fortalecer o actual sistema de comunicação de emergência e expandir a cobertura para outras províncias, com prioridade para a região
sul. Defendeu um levantamento imediato das necessidades. Após essa fase, o INGD poderá mobilizar financiamento através do Memorando de Entendimento entre a China e Moçambique e da Agência Chinesa de Cooperação Internacional.
INSS EM MAPUTO BUSCA PARCERIAS PÚBLICAS E PRIVADAS PARA INSCREVER TCP
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delegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Maputo está a realizar visitas a diferentes instituições públicas e privadas, incluindo os governos distritais, com vista a estabelecer uma articulação institucional permanente, sobretudo para a criação de parcerias no âmbito do processo de inscrição de Trabalhadores por Conta Própria (TCP). Os distritos de Namaacha e o distrito municipal da Machava, na cidade da Matola, foram uns dos últimos a serem escaldos pela dselegação, através de uma equipa liderada pela respectiva delegada provincial, Hermenegilda Carlos . No distrito de Namaacha, a delegada reuniu-se com o administrador distrital, Carlos Mourinho, que assumiu a responsabilidade de sensibilizar os trabalhadores informais do distrito, para
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que se inscrevam no sistema e garantam o futuro social. No distrito municipal da Machava, por sua vez, a equipa do INSS visitou a em-
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presa TECNEL – empresa contribuinte ao sistema de Segurança Social Obrigatório (SSO) – com o objectivo de se inteirar sobre os processos referentes ao INSS.
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A 39.ª edição da B&S mergulha no universo do resseguro, uma engrenagem pouco visível, mas decisiva para a estabilidade do mercado segurador e para
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a capacidade do País de proteger investimentos de grande dimensão. À medida que crescem os projectos de gás, mineração, energia e infra-estruturas, cres-
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ce também a dimensão dos riscos. E uma pergunta torna-se inevitável: quanto desses riscos Moçambique consegue realmente reter?
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