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BOLETIM BANCA & SEGUROS 14.05.2026

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Boletim Diário

Quinta - feira, 14 de Maio de 2026, Ano 06, n0 898 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

FNB MOÇAMBIQUE SOMA PREJUÍZOS DE 13,3 MILHÕES DE DÓLARES EM 2025

OFNB Moçambique registou perdas de 13,3 milhões de dólares, em 2025, agravando os resultados negativos face ao exercício anterior, segundo o Relatório e Contas da instituição financeira consultado pela Lusa.

O banco já tinha encerrado 2024 com prejuízos de 12,5 milhões de dólares, depois.

O relatório avança que o desempenho foi fortemente afectado pelo aumento das imparidades relacionadas com títulos do Estado moçambicano que entraram em incumprimento nas datas previstas para pagamento.

“O banco reconheceu perdas por imparidade de crédito esperadas no valor total de 7,6 milhões de dólares sobre títulos do Governo que entraram em incumprimento nas datas programadas para pagamento”, refere o relatório.

Entretanto, apesar dos baixos resultados, os limites prudenciais da instituição não foram afectados.

O conselho de administração manifesta confiança na continuidade dos planos de expansão do negócio. de ter regista-

do lucros de 771 mil dólares, em 2023. Segundo o banco, os resultados de 2025 reflectem “níveis elevados de imparidades sobre exposições soberanas”, num contexto macroeconómico desafiante e de maior prudência na avaliação do risco.

BALANÇA DE PAGAMENTOS DE MOÇAMBIQUE FECHA 2025 COM SALDO POSITIVO DE 381 MILHÕES DE DÓLARES

Aeconomia nacional encerrou o ano de 2025 com um saldo global da Balança de Pagamentos (BoP) superavitário em cerca de 381,5 milhões de dólares, o que corresponde a 1,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

Este resultado permitiu ao país a constituição de activos de reserva no mesmo montante.

Apontam os dados do relatório anual da BoP, recentemente publicado pelo Banco de Moçambique (BdM).

Apesar do saldo final positivo, o saldo conjunto das Contas Corrente (CC) e de Capital registou um agravamento expressivo de 36,1%, fixando-se num défice de 3 029,4 milhões de dólares (12,5% do PIB).

Este cenário foi provocado pelo aumento do défice da Conta Corrente, que cresceu 27,6%, atingindo 687,6 milhões de dólares adicionais e pela redução na Conta Capital, que sofreu uma queda de 43,3% no seu saldo superavitário.

Historicamente, o relatório nota que este saldo conjunto tem estabilizado em torno de 15% do PIB nos últimos cinco anos.

A única excepção notável foi o ano de 2022, quando a chegada da plataforma Coral Sul FLNG causou um pico nas importações dos Grandes Projectos (GP).

O factor decisivo para o superávit final foi o comportamento da Conta Financeira, que atingiu 3 512,5 milhões de dólares (14,5% do PIB).

Este valor representa um crescimento anual de quase mil milhões de dólares em relação ao período anterior.

Assessoria

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

ENI BUSCA PARCERIA COM FUNDOS DE INVESTIMENTO PARA ACTIVOS DE GÁS NATURAL LIQUEFEITO FLUTUANTE

Ogrupo energético italiano

Eni solicitou à Morgan Stanley que o ajudasse a angariar fundos junto de empresas de investimento como a Apollo, a KKR e a Stonepeak, no âmbito de uma possível transacção garantida pelos seus activos de gás natural liquefeito flutuante (FLNG), de acordo com informações avançadas pela Reuters.

Os contactos entre a Eni e os fundos encontram-se numa fase inicial e não há garantias de que o negócio venha a ser concretizado, alertaram as fontes.

Espera-se que qualquer transacção potencial gere pelo menos mil milhões de euros para a Eni, afirmou uma das fontes citadas pela Reuters. Esta medida estaria em linha com a estratégia mais ampla da Eni de angariar investimento de fundos de infra-estruturas para ajudar a libertar capital para novos projectos. De acordo com uma proposta em discussão, o fundo de infra-estruturas faria uma injeção inicial de capital

numa entidade de propósito específico, que teria direito a receber pagamentos provenientes dos activos de GNL flutuante, segundo as fontes.

A Eni planeia implementar outra plataforma flutuante de GNL em Moçambique, um projecto que poderá custar mais de 7 mil milhões de dólares.

TRIBUNAL DE LONDRES RECUSA RECURSO DA PRIVINVEST NO CASO DAS DÍVIDAS OCULTAS

OTribunal de Londres recusou o recurso interposto pelo grupo de construção naval Privinvest contra a sentença no caso das dívidas ocultas de Moçambique. Segundo a publicação da Lusa, a decisão foi tomada com base no incumprimento das condições impostas.

Em comunicado, o escritório de advocacia Peters & Peters indica que o grupo Privinvest não cumpriu as condições de segurança impostas pelo Tribunal de Apelação. Consequentemente, a sentença proferida pelo Juiz Robin Knowles em Julho de 2024 é definitiva contra as entidades comerciais do grupo Privinvest, que também são responsáveis perante a República pelas custas do recurso, avança a nota.

Os advogados sublinham ainda que as acções judiciais continuam em curso para obter indemnização financeira dos herdeiros do fundador da Privinvest, Iskandar Safa, que faleceu em 2024.

Em Junho do ano passado, um tribunal britânico autorizou Moçambique a in-

cluir os herdeiros do empresário Iskandar Safa, proprietário da Privinvest, no processo das dívidas ocultas para forçar o pagamento da indemnização de 1,9 mil milhões de dólares autorizada em Julho de 2024 pelo Tribunal Comercial de Londres.

Safa e a empresa de que era proprietário

foram considerados culpados no processo de corrupção que levou o antigo ministro das Finanças moçambicano Manuel Chang a assinar garantias estatais sobre os empréstimos bancários feitos pelas empresas públicas ProÍndicus, Ematum e MAM, em 2013 e 2014, para comprar navios e equipamento de vigilância marítima.

SOFALA DESAFIADA A LEVAR MAIS INFORMAIS AO SISTEMA DE SEGURANÇA SOCIAL

AHá necessidade de alargar o número de contribuintes e de beneficiários no sistema de segurança social, com enfoque nos trabalhadores por conta própria (TCP), de forma a garantir a protecção social de muitos cidadãos que exercem actividades no sector informal, tanto no presente, como no futuro.

A declaração foi de Nazarete Reginaldo, directora provincial da Justiça e Trabalho de Sofala.

De acordo com a directora que falava no âmbito das cerimónias alusivas ao Dia Mundial da Segurança Social, assinalado a 8 de Maio, a contribuição para o sistema deve ser encarada não apenas como uma obrigação legal, mas também como uma garantia de protecção e estabilidade para os trabalhadores e suas famílias.

A dirigente de Sofala sublinhou a importância de intensificar a sensibilização, não só do sector informal, mas também, os demais sectores de subsistência e outras categorias profissionais.

“É fundamental sensibilizar os vende-

dores informais, agricultores, pescadores, transportadores, artesãos, profissionais liberais, pequenos empreendedores sobre os benefícios oferecidos pelo sistema de segurança social do INSS.

A comemoração da efeméride em Sofa-

la contou com a presença de membros do sector do Trabalho e Segurança Social, do movimento sindical, representantes da Associação Comercial da Beira, contribuintes, pensionistas e trabalhadores em geral.

VIVO ENERGY MOÇAMBIQUE JUNTA-SE AO INGD NO REFORÇO CAPACIDADE DE ASSISTÊN- CIA ÀS VÍTIMAS DE DESASTRES

AVivo Energy Moçambique procedeu, nesta quarta-feira (13) à entrega de diversos kits de vestuário, cobertores e calçado ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), com o objectivo de reforçar a capacidade de assistência às vítimas das cheias e inundações no país.

A iniciativa resulta de uma acção de responsabilidade social promovida pelos colaboradores da empresa.

O Director de Operações da empresa, Osório Nhanzilo, destacou que o apoio foi mobilizado a partir dos pontos de abastecimento de biocombustíveis, visando apoiar famílias afectadas por eventos extremos em vários distritos de Moçambique.

Sónia Ngovene, chefe do Departamento da Divisão de Prevenção e Mitigação

no INGD , agradeceu o gesto e garantiu que o apoio será canalizado às vítimas.

“Como temos feito, quando é um gesto solidário, pouco ou muito, faz a diferen-

ça”, afirmou, apelando à continuidade da solidariedade face às perdas significativas registadas nas comunidades afectadas.

A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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