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BOLETIM BANCA & SEGUROS 14.04.2026

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Boletim Diário

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GOVERNO AVANÇA PARA NOVO PROGRAMA COM FMI APÓS LIQUIDAR DÍVIDA

Após a liquidação antecipada da dívida no montante de 701,4 milhões de dólares, o Governo pretende negociar um novo programa de apoio com o Fundo Monetário Internacional (FMI). Os encontros decorrem, em Washington esta semana, no âmbito dos encontros de Primavera do FMI e do Banco Mundial, que esta semana reúnem responsáveis de vários países e instituições financeiras internacionais.

O director nacional das Análises Fiscais e Financeiras, Alfredo Mutombene, citado pelo DE, afirmou que “o pagamento antecipado da dívida de 701,4 milhões de dólares ao FMI não significa o fim do relacionamento com o fundo. Pelo contrário, abre-se uma nova página na cooperação”.

Ao longo desta semana estão agendados encontros com responsáveis do

fundo, com o objectivo de dar início às negociações de um novo programa de apoio. “Durante esta semana teremos

encontros com o FMI para avançarmos no engajamento de um novo programa”, acrescentou

BANCO MUNDIAL PREVÊ MOBILIZAR 6 MIL MILHÕES DE DÓLARES PARA NOVA PARCERIA ESTRATÉGICA COM MOÇAMBIQUE

AMinistra das Finanças, Carla Loveira, reuniu-se na última segunda-feira (13 de Abril) com representantes do Banco Mundial para consolidar o novo Country Partnership Framework (CPF). O instrumento estratégico irá nortear a cooperação entre o país e a instituição financeira pelos próximos cinco anos, com uma previsão de mobilização de recursos na ordem dos 6 mil milhões de dólares. De acordo com a Ministra, o montante será canalizado para sectores com elevado potencial de transformação e geração de emprego, entre os quais, destacam-se a viabilização de projectos estruturantes, como infra-estruturas e energia; Impulso ao agronegócio e ao turismo; capital Humano é reforço da estabilidade macro fiscal e desenvolvimento de corredores económicos.

“Os recursos estarão focados em áreas

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COMUNICAMOS

Assessoria de Imprensa

Gestão de crises e reputação

Plano e Gestão de Comunicação

estratégicas com elevado potencial de transformação económica”, afirmou a governante, sublinhando que o CPF

é resultado de consultas abrangentes com o sector privado, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
PARA MAIS INFORMAÇÕES

GOVERNO ADMITE INCERTEZA SOBRE MANUTENÇÃO DO STOCK DE COMBUSTÍVEIS DISPONÍVEL

OGoverno admite incertezas

quanto à duração do stock nacional de combustíveis e alerta para a possibilidade de um agravamento dos preços num futuro próximo, alinhando-se com a tendência já registada em vários países da região da SADC.

A informação foi avançada pelo porta-voz da 10.ª Sessão Ordinária do Conselho de Ministros, Salim Valá, durante o habitual briefing à imprensa, realizado esta terça-feira no final da reunião do Executivo. Relativamente aos preços, segundo Valá, há possibilidade de ajustes, sobretudo se o conflito no Médio Oriente persistir, reflectindo o cenário regional, onde vários países da SADC já procederam ao agravamento dos preços dos combustíveis. Apesar das incertezas, o Executivo garante que está a acompanhar de forma contínua a situação e promete anunciar, em breve, medidas concretas para

mitigar os efeitos da ev entu al crise. Este posicionamento surge o portal Gasoduto, ter noticiado na terça-feira, que

os preços poderão ser ajustados ainda esta semana, nove meses depois da última actualização, registada a 19 de Junho de 2025.

GOVERNO PRECISA DE 240 MILHÕES DE DÓLARES PARA RECUPERAR ESTRADAS DANIFICADAS PELAS CHEIAS

Osecretário de Estado dos Transportes, Chinguane Mabote, anunciou que o Governo necessita de 240 milhões de dólares para reparar as estradas afectadas pelas cheias que ocorreram no país, com maior incidência na região sul.

“No caso de Moçambique, temos sido ciclicamente afectados por eventos climáticos extremos que provocam danos significativos nas infra-estruturas rodoviárias, comprometendo investimentos avultados realizados pelo Estado. Entretanto, actualmente, para a reposição dos danos, são necessários cerca de 240 milhões de dólares”, afirmou o governante citado pela Lusa.

Intervindo, nesta segunda-feira (13 de Abril), durante a abertura da reunião do grupo focal da Associação dos Fundos de Manutenção de Estradas de África, Mabote reconheceu a necessidade de integrar critérios de resiliência em todas as fases da vida das infra-estruturas,

para responder às mudanças climáticas.

Em Março, o Governo subiu para 1,6 mil milhões de dólares o custo estimado do plano de recuperação e reconstrução pós-cheias.

A nova projecção surge depois de, em Janeiro, o Executivo ter avaliado os danos em infra-estruturas causados pelas cheias em 644 milhões de dólares.

EUA E MOÇAMBIQUE PROMOVEM FORMAÇÃO EM ANTIFRAUDE E COMBATE À CORRUPÇÃO

AEmbaixada dos Estados Unidos em Moçambique anunciou a realização de uma formação em antifraude e combate à corrupção, no âmbito dos programas financiados pela Millennium Challenge Corporation, destacando a importância da integridade na gestão de recursos públicos.

De acordo com a missão diplomática norte-americana, a sessão foi aberta pela Encarregada de Negócios, Abigail L. Dressel, em conjunto com o Ministro de Planificação e Desenvolvimento, Salim Ismael Valá, e reuniu equipas da Millennium Challenge Account Moçambique, bem como representantes de outras entidades envolvidas.

O evento contou ainda com a participação da Directora-Executiva da MCA, Augusta Maita, e do Director da MCC, Joel Wiegert.

Segundo a Embaixada dos Estados Unidos em Moçambique, a iniciativa reforça o princípio de tolerância zero à

fraude e à corrupção, sublinhando que estas práticas não são crimes sem vítimas, mas sim factores que comprometem o desenvolvimento e a confiança institucional.

A formação incidiu sobre a identificação precoce de riscos na fase de desenvolvi-

mento de projectos, o fortalecimento de mecanismos de controlo e a promoção de uma cultura de prestação de contas. Entre os pontos-chave abordados estiveram a obrigatoriedade de reporte de suspeitas, a ética institucional e a gestão de conflitos de interesse.

INSS DEFENDE VALORIZAÇÃO DOS UTENTES COMO PRIORIDADE INSTITUCIONAL

Adirectora do seguro social no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Hermenegilda Maria Carlos, defendeu, nesta Segunda-feira (13) que o utente que procura os serviços prestados pela instituição continua a ser a principal prioridade e deve estar no centro das atenções no âmbito do atendimento. O pronunciamento foi feito no distrito de Matutuine, província de Maputo, durante a abertura de um seminário, de 5 dias, sobre técnicas de atendimento e relações públicas, que conta com a participação de 43 funcionários, provenientes de todo o país, incluindo dos serviços centrais, afectos a diferentes áreas que lidam directamente com o público. Na mesma ocasião, a directora do seguro social sublinhou que o aprimoramento das relações públicas numa instituição passa pela construção e manutenção de uma imagem positiva junto do público interno e externo, ao mesmo

tempo que reiterou que o atendimento ao público não se limita ao balcão, mas sim reflecte-se na forma como se lidera, se organizam os serviços, se comunica internamente e se alinham as equipas nos seus diversificados contextos.

“A imagem da nossa instituição é ava-

liada pelo nível de satisfação dos nossos utentes em relação ao atendimento” disse, prosseguindo que isso significa que, enquanto persistirem muitas reclamações ligadas a esta área, ainda teremos um longo caminho a percorrer e enormes desafios a enfrentar pela frente.

A edição 35 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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