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BOLETIM BANCA & SEGUROS 13.05.2026

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Boletim Diário

Quarta - feira, 13 de Maio de 2026, Ano 06, n0 897 Contacto: +258 871 850 850

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

PAGAMENTO ANTECIPADO AO FMI REDUZ RESERVAS EXTERNAS NACIONAIS PARA 3,4 MIL MILHÕES DE DÓLARES

As Reservas Internacionais Líquidas de Moçambique registaram uma redução de 18% no mês de Março, situando-se agora em 3,4 mil milhões de dólares.

O valor representa o nível mais baixo dos últimos 12 meses e surge após o Governo ter utilizado parte destes recursos para efectuar a liquidação antecipada da dívida junto do Fundo Monetário Internacional. De acordo com o relatório estatístico do Banco de Moçambique, as reservas externas sofreram um recuo acentuado quando comparadas com os 4,2 mil milhões de dólares contabilizados em Fevereiro, que constituíam o máximo histórico do país.

As reservas, que servem essencialmente para garantir a importação de bens e serviços, apresentavam um crescimento contínuo desde Setembro do ano passado.

A inversão desta tendência ocorreu devido à amortização integral de 698,5 milhões de dólares efectuada em 23 de Março, no âmbito do Fundo para a

Redução da Pobreza e o Crescimento. O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu que a medida reforça a credibilidade externa da nação.

ESTUDO DO CIP REVELA QUE GANHOS REAIS DO GÁS DO ROVUMA SÓ CHEGARÃO EM 2033

Embora o projecto Coral Sul FLNG tenha iniciado as suas operações em Novembro de 2022, o Estado só começará a receber ganhos consideráveis a partir de 2033 ou 2034.

As projeções constam de um estudo apresentado, esta terça-feira (12), pelo Centro de Integridade Pública (CIP), em parceria com o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD) e a OXFAM.

O estudo crítico sobre o impacto fiscal do projecto Coral Sul FLNG e os limites do modelo de exploração de Gás Natural Liquefeito (GNL) em Moçambique, aponta que a ideia do gás como a "panaceia" para o desenvolvimento do país é uma ilusão alimentada pelas elites.

“Pela natureza dos contratos assinados, o dinheiro suficiente para gerar desenvolvimento na primeira fase da exploração é diminuído.

O Estado só terá ganhos significativos

na fase de declínio destes projectos”, afirmou Edson Cortez durante entrevista aos jornalistas.

Para o CIP, se as receitas colectadas não forem suficientes para reinvestir em sectores produtivos e sociais, Moçambique corre o risco de perder a oportunidade histórica de transformar a sua economia.

Um dos pontos centrais da crítica reside na assimetria de forças durante a assinatura dos contratos. Cortez sublinhou a “incapacidade técnica” de Moçambique frente às multinacionais, que se fazem acompanhar por equipas de juristas e economistas de elite.

Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane

ABSA BANK ELEITO MELHOR BANCO PREMIER EM MOÇAMBIQUE

OAbsa Bank Moçambique foi distinguido como “Mozambique’s Best for Premier Banking” (Melhor Banco Premier em Moçambique) nos Euromoney Private Banking Awards 2026.

Esta é uma das mais prestigiadas premiações globais do sector financeiro, promovida pela publicação britânica Euromoney que distingue instituições que se destacam pela qualidade do serviço, consistência na proposta de valor e agilidade na resposta a necessidades complexas, através de aconselhamento especializado e soluções inovadoras.

De acordo com um comunicado do banco, citado pelo Diário Económico, a distinção reafirma a confiança dos clientes que procuram exclusividade e sofisticação em serviços bancários.

“Mais do que reconhecer resultados, esta distinção evidencia um dos pilares fundamentais da banca Premier, a confiança. Num contexto em que clientes com perfis financeiros mais sofisticados exigem mais do que soluções bancárias

tradicionais, a capacidade de proporcionar uma experiência verdadeiramente personalizada, próxima e consistente tornou-se um factor diferenciador. É precisamente neste contexto que o Absa se destaca, elevando o padrão do que significa fazer banca Premier em Moçambique”, diz o documento.

A experiência Premier do Absa traduz-se em atendimento personalizado, aconselhamento especializado e ambientes concebidos para garantir conforto, privacidade e conveniência, uma abordagem que reflecte a visão de que a banca deve acompanhar o ritmo acelerado e a complexidade das decisões dos seus clientes.

COMPETITIVIDADE EM MOÇAMBIQUE EXIGE REDUÇÃO DE CUSTOS INVISÍVEIS E MELHOR ALOCAÇÃO DE RECURSOS

Ocrescimento potencial de Moçambique é travado quando o capital e o trabalho ficam “presos” em sectores ou empresas menos produtivas devido a barreiras regulatórias e distorções de mercado, incerteza excessiva e custos invisíveis de fazer negócios.

A afirmação foi feita por Olamide Harrison, Representante Residente do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Moçambique, há dias, em Maputo, no âmbito do lançamento do Índice de Competitividade Empresarial da FUNDEC. Harrison aponta como devastador para a economia nacional, a má alocação de recursos.

“A competitividade não é uma corrida de soma zero entre países”, sublinhou Harrison, esclarecendo que “consiste em permitir que os recursos fluam para empresas mais eficientes, inovadoras e bem geridas.

Quando o ambiente bloqueia essa dinâmica, a competitividade enfraquece.

Ao saudar o novo índice da FUNDEC, o FMI reforçou que bons indicadores são “bússolas” que identificam onde estão os bloqueios reais.

Harrison enfatizou que, para que estes instrumentos sejam úteis à formulação de políticas públicas, Moçambique deve garantir a transparência metodológica e o escrutínio técnico constante.

INSS EM NAMPULA APOSTA EM RÁDIOS COMUNITÁRIAS PARA EXPANDIR SEGURANÇA SOCIAL

Adelegação provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Nampula elegeu as rádios comunitárias como o canal prioritário para massificar a divulgação do sistema de protecção social. Através de uma série de debates radiofónicos integrados nas celebrações do Dia Mundial da Segurança Social (8 de Maio), a instituição procurou aproximar-se dos cidadãos e reforçar a importância das contribuições regulares. Durante um debate na Rádio Comunitária de Murrupula, o delegado provincial do INSS, Arrone Uamba, reforçou a necessidade de os cidadãos garantirem a sua protecção e a dos seus dependentes. O dirigente lançou um apelo especial aos Trabalhadores por Conta Própria (TCP).

“É fundamental a adesão massiva ao sistema, particularmente daqueles que exercem actividades que produzem renda, para que possam usufruir dos

benefícios da segurança social no futuro”, destacou Uamba.

A iniciativa não se limitou a Murrupula. Técnicos da delegação provincial replicaram os debates em vários pontos estratégicos de Nampula, garantindo que a mensagem chegasse às zonas mais re-

cônditas através das emissoras de Monapo, Namialo, Lumbo e Nacala-Porto. Refere-se que esta estratégia consolida a parceria entre o INSS e os órgãos de comunicação local, visando transformar a rádio num instrumento de literacia previdenciária e inclusão social para todos os moçambicanos.

DIÁLOGO SOBRE RESILIÊNCIA DEFINE PASSOS PARA FORTALECER A GESTÃO DE EVENTOS EXTREMOS

Diálogo sobre Resiliência, um encontro de dois dias que reuniu diversas individualidades do Governo e parceiros de cooperação, sob organização do Banco Mundial, terminou esta terça-feira (12).

O evento teve como principal objectivo promover a troca de experiências na gestão da resiliência face à ocorrência de eventos extremos, num contexto em que Moçambique continua exposto a choques climáticos severos.

Ao longo das sessões, os participantes partilharam práticas, desafios e soluções com vista ao fortalecimento da capacidade de resposta do país.

Durante o encontro, o Director Adjunto do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM), Mussa Mustafa, destacou que falar de resiliência implica compreender a complexa dinâmica da atmosfera e os seus impactos.

“Falar da resiliência é reflectir sobre toda a cadeia da atmosfera”, afirmou,

acrescentando que o INAM tem intensificado esforços na redução do risco de desastres, embora reconheça que a previsão meteorológica baseada em impactos ainda constitui “um grande desafio para Moçambique”. No encerramento, o Vice-Presidente do

Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Belém Monteiro, sublinhou a relevância estratégica do encontro para todos os actores envolvidos. “Saímos deste debate mais fortalecidos rumo à resiliência climática e à redução do risco de desastres”, afirmou, classificando o diálogo como um sucesso.

A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.

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