Boletim Diário
Terça - feira, 12 de Maio de 2026, Ano 06, n0 896 Contacto: +258 871 850 850
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ESTUDO DO CIP RECEITAS DO PROJECTO CORAL SUL FNLG SERÃO 19 VEZES INFERIOR ÀS PROJECÇÕES DO
GOVERNO EM 27 ANOS
Uma pesquisa do Centro de Integridade Pública (CIP) aponta que o projecto Coral Sul FLNG poderá gerar uma receita de 4 mil milhões de dólares em 27 anos, contrariando as projecções optimistas do Governo que estimam um ganho de 77 mil milhões no mesmo período.
O Estudo, que dá conta de que o valor real da receita esperado pelo Executivo é 19 vezes inferior ao esperado pelo Executivo, foi apresentado ao público esta terça-feira (12), em Maputo.
O Estado retém apenas 10,8% da receita bruta do projecto, de acordo com o estudo, que pretende recalibrar as expectativas de Moçambique em relação ao gás do Rovuma.
A análise, apresentada pelo economista Rui Mate, revela que o impacto directo no Produto Interno Bruto (PIB) será modesto. "Em média, o projecto entregará ao
Estado cerca de 149 milhões de dólares anuais, o que representa apenas 0,67% do PIB previsto em 2025", refere o estudo. Um dos pontos mais críticos do estudo é a diferença entre a receita líquida e a bruta.
Na métrica de mercado o Governo afirma ficar com 38% dos lucros (receita líquida) no entanto, em termos de métrica real, segundo o CIP, o Estado captura apenas 10,8% de cada dólar gerado pelo recurso no subsolo (receita bruta).
GRUPO RENCO CONSOLIDA INVESTIMENTO DE 176 MILHÕES DE DÓLARES COM FOCO EM CABO DELGADO
Ogrupo italiano Renco consolidou-se como um dos principais investidores privados estrangeiros em Moçambique, acumulando investimentos superiores a 176 milhões de dólares desde o início das suas operações no país, em 2012, com presença crescente em sectores considerados estratégicos para a transformação económica nacional.
As informações foram avançadas pelo Director da empresa em Moçambique, Pier Evangelista, citado pelo jornal O Económico, nas quais destacou a expansão das operações da companhia nas áreas de energia, logística, construção civil, infra-estruturas urbanas e desenvolvimento regional.
Actualmente, a empresa emprega cerca de 2.000 trabalhadores, dos quais aproximadamente 1.700 se encontram colocados na província de Cabo Delgado,
posicionando-se entre os maiores empregadores privados associados ao desenvolvimento económico do norte do país.
“Durante estes 14 anos de opera -
ção crescemos exponencialmente. Neste momento trabalhamos em todo o país, mas principalmente em Cabo Delgado”, afirmou Pier Evangelista.
Editor: Aurélio Muianga | Paginação: Cleiton Chemane
GOVERNO ANUNCIA LANÇAMENTO DO PROGRAMA NACIONAL DE MASSIFICAÇÃO DE GÁS
VEICULAR
OPresidente da República, Daniel Chapo, anunciou nesta segunda-feira (11) que será lançado este ano um Programa Nacional de Massificação de Gás Natural Veicular (GNV), para responder às dificuldades impostas pela crise de combustíveis.
Citado pela Lusa, o chefe do Estado afirmou que Moçambique é já uma referência na produção de gás natural liquefeito (GNL) em África, e prevê ascender aos três principais produtores até 2030, face às reservas em fase de preparação para exploração na bacia do Rovuma, Cabo Delgado, no Norte.
“Ainda no decurso deste ano iremos proceder com o lançamento do Programa Nacional de Massificação de Gás Veicular. O gás de Temane, na província de Inhambane, e o gás de Cabo Delgado devem servir para mover a economia moçambicana, reduzir custos de mobilidade, dinamizar a indústria nacional e reforçar a nossa soberania energética e económica”, avançou.
Intervindo durante a cerimónia de entrega de 190 autocarros movidos a gás, o governante sublinhou que o Governo já previa uma eventual subida do preço dos combustíveis e que, sendo Moçambique um produtor de gás, decidiu adquirir viaturas movidas a este recurso.
“O gás veicular, até hoje, é usado apenas na cidade e província de Maputo. Nós queremos expandir para Inhambane e Gaza e, com o gás do Rovuma, no futuro, expandirmos também para a zona centro e norte do nosso País”, insistiu.
MOÇAMBIQUE INICIA CONSTRUÇÃO DE CENTRO TECNOLÓGICO DE 40 MILHÕES DE DÓLA- RES PARA FORMAR QUADROS NO PETRÓLEO E GÁS
OGoverno moçambicano lançou, nesta segunda-feira (11), em Maputo, a primeira pedra para a construção do Centro Tecnológico de Moçambique (CTM), uma infra-estrutura orçada em cerca de 40 milhões de dólares destinada à formação de quadros nacionais para a indústria de petróleo e gás.
O projecto resulta de uma parceria entre o Governo, através do Ministério dos Recursos Minerais e Energia e da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos, e os parceiros da Área 4 da Bacia do Rovuma, província de Cabo Delgado, liderados pela ExxonMobil.
Na ocasião, o ministro dos Recursos Minerais e Energia, Estêvão Pale, afirmou que o investimento permitirá reforçar a formação técnica em território nacional e reduzir os custos associados à capacitação de quadros no estrangeiro.
“Este projecto representa a decisão soberana de Moçambique de investir no seu
talento nacional e reforçar o conteúdo local”, disse o governante, citado pela AIM. O CTM terá capacidade para formar até 250 técnicos por ano estudantes com certificação internacional alinhada às exigências da indústria de gás natural liquefeito (GNL).
Pale destacou ainda que o investimento de cerca de 40 milhões de dólares terá impacto directo na redução das despesas com formação externa, permitindo que esses recursos sejam canalizados para o desenvolvimento interno.
INSS EM MAPUTO SENSIBILIZA CONFISSÕES RELIGIOSAS E MOTO-TAXISTAS SOBRE SEGURANÇA SOCIAL
ADelegação Provincial do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) em Maputo, intensificou as suas acções de sensibilização às confissões religiosas e no sector de transportes, no âmbito das celebrações da Semana Mundial da Segurança Social, assinalada a 8 de Maio.
O objectivo central foi esclarecer diferentes estratos sociais sobre a importância da inscrição no sistema e apresentar as recentes inovações tecnológicas da instituição.
As acções no terreno apresentaram resultados práticos.
No posto administrativo de Ressano Garcia, distrito da Moamba, uma brigada do INSS visitou a Igreja Presbiteriana, culminando com a inscrição imediata de 10 membros da congregação no regime de Trabalhadores por Conta Própria (TCP).
Simultaneamente, no distrito de Magude,
o foco esteve no sector dos transportes. Cerca de 100 moto-taxistas participaram em sessões de esclarecimento, onde foram informados sobre as vantagens e a pertinência de estarem salvaguardados pelo sistema de segurança social obrigatório. Na cidade da Matola, a sede da Delega-
GOVERNO E INGD DEFENDEM RESILIÊNCIA CLIMÁTICA
ECONOMIA NACIONAL
Decorreu nesta segunda-feira (11) em Maputo, o Diálogo sobre Resiliência em Moçambique, reunindo Governo, parceiros de cooperação e diversos actores sociais para impulsionar soluções concretas na gestão de riscos e no desenvolvimento sustentável.
Na abertura, Carla Louveira, Ministra das Finanças, defendeu uma abordagem orientada a resultados: “Esperamos que este fórum contribua para alinhar prioridades, reforçar compromissos e produzir orientações práticas sobre o que deve ser feito, como deve ser financiado e como deve ser acompanhado.”
A governante alertou para a elevada exposição do país a desastres naturais, que continuam a provocar perdas significativas na agricultura, nas infra-estruturas e no bem-estar das populações. Sublinhou que o encontro, que decorre por dois dias, deve gerar avanços concretos na redução de riscos e reforçou o compromisso do Executivo em tra-
ção Provincial transformou-se num centro de prestação de serviços ao cidadão. Em parceria com o ISPOTEC (Instituto Superior Politécnico e de Tecnologias), o INSS promoveu uma feira de saúde que beneficiou cerca de 100 pessoas, entre pensionistas, utentes e funcionários.
COMO PILAR PARA PROTEGER A
balhar com o Banco Mundial e outros parceiros na mitigação dos impactos dos eventos extremos.
Por sua vez, Belém Monteiro, Vice-Presidente do INGD, destacou que a vulnerabilidade climática exige respostas firmes e estruturadas, com foco na prevenção, no investimento e no envolvimento comunitário.
“O verdadeiro desenvolvimento sustentável mede-se pela capacidade de proteger o crescimento diante dos choques.
A edição 37 da Banca & Seguros mergulha no coração das transformações que estão a redesenhar o sistema financeiro, da ascensão das fintechs à nova arquitetura digital do dinheiro, revelando riscos, oportunidades e os interesses em disputa. Com uma abordagem crítica e aprofundada, esta edição desafia o leitor a repensar o papel da banca, da regulação e do consumidor num mercado em mutação acelerada. Entre análises exclusivas, entrevistas e dados reveladores, traça-se um retrato rigoroso de um sector em ponto de viragem. Uma publicação de referência, agora sob gestão editorial do grupo MBC, que afirma o seu compromisso com informação de qualidade e impacto.
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