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BOLETIM BANCA & SEGUROS 12.03.2026

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Boletim Diário

ECONOMIA | EMPRESAS E MARCAS

e-mail: redaccao@mbc.co.mz

RESERVAS OBRIGATÓRIAS DA BANCA SUBIRAM 20% EM 2025 PARA 4,1 MIL MILHÕES DE DÓLARES

Ovolume de reservas obrigatórias depositadas pelos bancos comerciais no Banco de Moçambique (BdM) registou um crescimento de aproximadamente 20% ao longo do ano de 2025, fixando-se em 4,1 mil milhões de dólares.

De acordo com os dados do mais recente relatório estatístico do banco central, citados pelo Diário Económico, este montante reflecte a dinâmica dos depósitos imobilizados junto da autoridade monetária.

Em Dezembro de 2024, o volume destas reservas tinha atingido um máximo histórico equivalente a 4,5 mil milhões de dólares, num momento que antecedeu a decisão de flexibilizar os coeficientes em Janeiro de 2025.

Ao longo do ano subsequente, o histórico indica que o montante se situava em cerca de 3,4 mil milhões de dólares em Novem-

bro de 2025, registando depois um aumento expressivo para aproximadamente 4 mil milhões de dólares no mês seguinte. No início de 2023, os coeficientes estavam fixados em 10,5% para depósitos

em moeda nacional e 11% para moeda estrangeira, tendo sido elevados por duas vezes no primeiro semestre desse ano para absorver o excesso de liquidez e controlar a pressão inflacionária.

ABASTECIMENTO ATÉ ABRIL INSTITUTO DE CEREAIS DE MOÇAMBIQUE GARANTE IMPORTAÇÃO DE 250 MIL TONELADAS DE ARROZ

Moçambique vai receber cerca de 250 mil toneladas de arroz até ao início do mês de Abril, numa operação destinada a reforçar o abastecimento do mercado nacional e a responder ao défice estrutural entre a produção interna e o consumo do cereal.

A informação foi avançada recentemente pelo director-geral do Instituto de Cereais de Moçambique, (ICM), Job Fazenda, em declarações ao jornal Notícias, sublinhando que a operação decorre no quadro das novas regras de importação recentemente aprovadas para o sector.

Segundo Fazenda, a medida surge da necessidade de garantir a disponibilidade do produto no mercado nacional,

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num contexto em que a produção doméstica continua aquém das necessidades de consumo.

O arroz é um dos principais produtos

da cesta alimentar moçambicana e a sua disponibilidade e estabilidade de preços têm impacto directo sobre o custo de vida e sobre a segurança alimentar das famílias.

RESERVAS INTERNACIONAIS LÍQUIDAS CRESCEM E ATINGEM NOVO RECORD EM JANEIRO

As Reservas Internacionais Líquidas (RIL) voltaram a crescer em Janeiro, para um novo recorde, de 4.152 milhões de dólares (cerca de 255 mil milhões de meticais), indicam dados de um relatório estatístico do Banco de Moçambique.

Trata-se de divisas, em moeda estrangeira, necessárias para a importação de bens e serviços. De Dezembro para Janeiro subiram mais quase 1%, garantindo mais de três meses de necessidades de importações de bens e serviços.

Tinham subido 1% durante o mês de Setembro, para 3.937 milhões de dólares, tal como em Outubro, após o máximo anterior, de 4.035 milhões de dólares em Agosto.

Apesar deste volume de reservas, os empresários queixam-se de falta de acesso a divisas, que necessitam para importação de bens, conforme apontou ainda em Novembro o presidente da Confederação das Associações Económicas

(CTA) de Moçambique, Álvaro Massingue.

"A escassez de divisas é hoje uma emergência económica. Sem moeda externa, as empresas não importam matérias-primas, não cumprem contratos e não crescem.

O Estado deve garantir prioridade no

acesso a divisas para empresas produtoras e exportadoras e criar incentivos para quem exporta e substituir as importações", disse Massingue, na abertura da XX Conferência Anual do Sector Privado (CASP). Lusa

CIMENTOS DE MOÇAMBIQUE AVENTA HIPÓTESE DE SUSPENSÃO DA PRODUÇÃO

Aempresa Cimentos de Moçambique admitiu a possibilidade de suspender a produção, em reacção à decisão do Executivo de impor uma redução obrigatória no preço do cimento no mercado nacional e a remoção da taxa de protecção de 20% concedida à indústria de produção de cimento.

De acordo com informações postas a circular nos órgãos de comunicação social, a medida governamental, anunciada a 9 de Março, gerou forte contestação no sector cimenteiro e abriu um braço de ferro entre as autoridades e a maior produtora de cimento do país.

A empresa, controlada pelo grupo chinês Huaxin Cement, alertou que a fixação administrativa de preços pode tornar a actividade economicamente insustentável.

Em um comunicado, a administração afirma que vender o produto abaixo dos custos operacionais poderá levar à

paralisação das fábricas caso não haja revisão da decisão ou abertura imediata de negociações com o Governo.

A decisão do Executivo surge num contexto de crescente pressão social provocada pelo aumento dos custos dos ma-

teriais de construção. O encarecimento do cimento tem afectado tanto projectos habitacionais como obras públicas e privadas, levando o Governo a intervir com o objectivo de aliviar o custo das construções e facilitar o acesso à habitação.

BCI E BIOFUND RENOVAM PARCERIA PARA REFORÇAR CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE ATRAVÉS DO BIO CARDGAFI

OBanco Comercial e de Investimentos (BCI) e o Fundo de Conservação da Biodiversidade (BIOFUND) formalizaram, na última segunda-feira (11) a renovação da sua parceria estratégica através da assinatura de um aditamento ao protocolo de cooperação. A assinatura marca a continuidade do Bio Card, um produto bancário lançado em 2017 que converte parte das comissões de transacções em financiamento directo para projectos ambientais em Moçambique. Desde o seu lançamento, a iniciativa já mobilizou mais de 37 milhões de meticais, contando actualmente com uma base de mais de 45 mil utilizadores. Estes fundos têm sido fundamentais para a implementação de diversos projectos de preservação, incluindo a protecção de rinocerontes e tartarugas marinhas, a salvaguarda de espécies vegetais raras na Reserva Botânica de Bobole e a mitigação de conflitos entre elefantes e comunidades locais no distrito de Moamba.

Durante o evento, o director executivo do BCI, Francisco Costa, reiterou o compromisso da instituição com a responsabilidade social e ambiental.

O responsável apontou como metas principais o crescimento do número de utilizadores do cartão e o reforço da proximidade entre a actividade bancária e o impacto real nas comunidades.

MINISTÉRIO DOS COMBATENTES CANALIZA DONATIVOS AO INGD PARA ASSISTIR VÍTIMAS DAS CHEIAS EM MOÇAMBIQUE

OInspector-Geral do Ministério dos Combatentes, Renato Albino, procedeu esta quarta-feira (11) à entrega de um donativo ao Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), constituído por produtos alimentares não perecíveis, roupa e calçados diversos para diferentes faixas etárias, destinado a apoiar as vítimas das cheias que assolaram várias regiões de Moçambique. Durante a sua intervenção, Renato Albino explicou que a iniciativa resulta do esforço solidário dos funcionários do Ministério. “Estamos aqui em nome de Sua Excelência a Ministra dos Combatentes, trazendo o pouco que conseguimos reunir. Se angariarmos mais donativos, voltaremos a trazer, pois ainda estamos na época ciclónica”, afirmou.

O Inspector-Geral acrescentou que o gesto pretende reforçar a corrente de solidariedade nacional em apoio às comunidades afectadas pelas inundações, demonstrando o compromisso da insti-

tuição com as populações em situação de vulnerabilidade.

Por sua vez, Óscar de Rosário, Director da Divisão de Auditoria e Controlo Interno do INGD, agradeceu em nome da Presidente da instituição, o gesto dos funcio-

nários do Ministério dos Combatentes.

A presente época chuvosa iniciou em Outubro de 2025 e termina em Abril de 2026, o Governo prevê que cerca de 400 mil a 600 mil poderão de necessitar de assistência humanitária durante esta época.

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A 34 edição da revista Banca & Seguros já está disponível. Nesta edição anun ciamos que a revista passa a fazer parte da MBC, como forma de englobar mais

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Uma leitura essencial para compreen der as temáticas do sector financeiro, os riscos emergentes e as oportunida des que se abrem no mundo dos negó-

cios e corporizam a economia no geral. Aos nossos leitores e parceiros, fica o convite para mais uma edição que diferencia das anteriores pela nossa identidade corporativa, análise, visão e conteúdo estratégico.

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